Lake Forest Academy
46 Capítulo 46
Karla estava no quarto arrumando suas coisas e eu fiquei na sala vendo desenho animado, não sei quanto tempo eu fiquei acordado, mas sei que dormi na sala esparramado no sofá.
No outro dia eu acordei praticamente no chão, as almofadas do sofá haviam escorregado me levando junto. Levantei-me e as coloquei no lugar, fui pro banheiro quase dando de cara com a parede porque não estava tão acordado assim, tomei banho deixando a água quente me acorda, me vesti e quando abri a porta do banheiro dois tiros foram dados e a porta de vidro que dava pra sacada se estilhaçou pela sala. Caminhei de vagar pra ver o que tinha acontecido na maior das hipóteses alguém estava invadindo meu apartamento por fora o que era uma burrada, mas na menor das hipóteses era só um aviso, olhei pela sala e não havia nada alem de cacos de vidro espalhados pelo lugar e dois projéteis no chão uma no meio do tapete e a outra perto da mesa, olhei pra sacada e não havia nada, era só um aviso, eles sabiam a onde ela estava e iam pega-lá. Foi em direção ao quarto revirei todas as gavetas e peguei a arma que estava na gaveta da mesa de uns dos computadores, a destravei e fui em direção a sala. Karla estava indo na mesma direção ela provavelmente acordou com os tiros. Segurei seu ombro e a puxei pra trás, ela entrou em desespero queria gritar mais não conseguia a virei pra mim e ela me olhou ficando um pouco mais calma e eu fiz sinal pra ficar quieta e ela concordou com a cabeça, passei no meio da sala pisando nos cacos de vidro que ali estavam fui até a sacada e olhei em volta, nós prédios não havia em frente não havia nada, mas os tiros só podiam vir de cima, olhei pra rua e ela estava cheia de gente, olhei novamente para o prédio vizinho e desviei meu olhar pra porta que um dia foi de vidro que dava a sacada, havia um pedaço de vidro ali exatamente a onde a bala pegou olhei pro prédio vizinho o que dava de frente para o meu e olhei o apartamento que ficava um andar a cima o tiro havia saído dali e eles estavam nos observando, eles estavam esperando sairmos de lá para nos pegarem.
- Tem muita gente na rua. – Disse em um sussurro. – Escolheram um bom horário para atirarem... Idiotas não pensaram que alguém podia ter visto eles, mas sabiam que eu não iria atirar de volta... Karla gente vai sair daqui agora.
- Só vou trocar de roup...
- Não vai não, vai coloca um tênis e eu te quero aqui com a sua mala em dois minutos. — Ela balançou a cabeça em um sim e foi pro quarto.
Liguei pra Bill e esperei a boa vo9ntade dele atender.
- O que foi cinderela? O que te faz levantar tão cedo? – Bill perguntou.
- Mandaram um aviso. – Disse sério.
- Que?
- Atiraram na porta de vidro que da pra sacada, vão pega-la. – Expliquei.
- Eles a encontraram? – Bill perguntou começando a ficar desesperado.
- É... Preciso tirar ela daqui.
- E você tá calmo por quê?
- Vai adiantar eu ficar nervoso? Não tenho tempo pra isso... Vou tirar-la daqui e você vai ajudar, temos dez minutos. – Disse olhando pro relógio da TV.
- Ok, leva a chave dos dois carros eu e Vanessa estamos descendo ela vai sair do prédio, como eu não sei, mas vai, esperamos vocês na garagem. – Desliguei o telefone agora era à hora de virar religioso e começar a rezar o prédio deveria estar cercado.
Karla voltou com a mala na mão e com o all star no pé, puxei a mala até a porta e verifiquei o corredor e como eu suspeitava não havia ninguém, só eu morava naquele andar, então qualquer movimento seria suspeito.
- Vem. – Ela se aproximou, eu peguei em sua mão e entrelacei nossos dedos.
Se fossemos pelo elevador podíamos entrar em uma emboscada, se fossemos pela escada Karla não agüentaria os quinze andares, então elevador de carga. Passei direto pelo elevador e Karla não demorou a reclamar.
- São quinze andares. – Disse choramingando.
- Não vamos pela escada. – Passamos pela escada e paramos no outro elevador. – Elevador de carga.
Descemos até o subterrâneo a onde Bill e Vanessa nos esperavam na frente do elevador.
- Então? – Vanessa perguntou.
Caminhei fazendo Karla vir atrás de mim parando do lado da Mercedes.
- Vocês vão com a BMW, estão certos de que vamos sair com ela, estão certos de que é o único meio que temos pra sair daqui, vocês vão primeiro pra ter certeza de que vão atrás de vocês, eu saio em seguida...
- E se forem atrás de você o esperto? – Bill perguntou me encarando.
- Nisso eu não pensei. – Fiquei preocupado. – Espero que não nos sigam... Vai ser difícil despistar eles dessa vez. – Se não fossem impossível.
Abri o porta malas da Mercedes e coloquei a mala da Karla, fui até a BMW tirei minha mala e joguei também no porta malas da Mercedes.
- Vamos lá...
- Espera ai... – Karla quase gritou. – O que é que vocês dois estão fazendo?
- Te ajudando a fugir? – Bill perguntou escolhendo os ombros.
- Isso é loucura podem matar vocês...
- Não vão fazer. – Vanessa sorriu. – Também somos agentes, é nosso dever.
- Não você é agente eu me aposentei dessa vida. – Bill respirou fundo.
- Karla fica quieta e entra no carro. – Pedi irritado.
- OW. – Ela me encarou séria. – Não fala assim comigo de novo. – Ela disse entre os dentes e entrou na Mercedes batendo a porta.
— Não bate a porta... Estressou. — Disse a olhando.
— Também do jeito que falou com ela, se fosse comigo levaria um soco. — Vanessa disse entrando na BMW.
- Boa sorte. – Bill pegou a chave da BMW que eu havia jogado pra ele e eu fui para a Mercedes.
Bill ligou o carro e foi em direção ao portão do prédio, outro carro entrou na minha frente também saindo do prédio o que seria ótimo, três carros pra eles seguirem, depois que os dois carros saíram eu sai do prédio e olho na BMW que era seguida por três motos, seguiram a isca!
- Três motos. – Sorri satisfeito.
- Como?
- Três motos estão seguindo a BMW. – Apontei o carro mais a frente. – Isso significa que não vão vir atrás da gente porque são burros o suficiente pra achar que estamos com o mesmo carro. Então o mandante não era tão esperto assim, e gente assim eram pegas e por conseguência passariam muito tempo na cadeia.
Ela deve ter ficado brava comigo pelo jeito que falei com ela mais cedo, ela não abriu a boca pra falar nada. Nos já tínhamos saído da cidade estávamos indo pro interior, em direção a casa da minha mãe, mas eu não ia pra lá, eu acho que não, eu esperava que não ela surtaria se soubesse que estava levando trabalho pra casa dela.
- Desculpa por mais cedo... – Disse curvando a boca. — Apesar de tudo você ainda é minha protegida, às vezes não posso te tratar como minha “mulher”. — Disse olhando a pista.
- Mas não precisava falar daquele jeito, se você tivesse pedido mais delicadamente eu também teria entrado no carro. – Ela disse olhando pra frente.
- Eu estava preocupado... Nunca explodiram a casa de um agente antes, eu estava preocupado com você, se você ficasse mais alguns minutos ali parada podia ter morrido, e eu não estava a fim de te perder. – Disse sério.
- Mesmo assim Allan, nada te da o direito de falar daquele jeito, nem a parte em que diz “eu tenho que te proteger”, seria mais agradável que você tivesse me pegado pelo braço e me colocado no porta malas. – A voz dela tava se elevando.
- Segura voz e não grita. – Falei sério.
- Você pode ser rude comigo, mas eu não posso gritar com você? – Ela olhava brava.
- Estamos em um carro se não percebeu, quando chegarmos ao hotel você pode me espancar se quiser. – Disse sem a olhar.
- Ótimo. – Ela revirou os olhos e se afundou no banco do carro.
Devemos ter passado uma hora sem dizer nada um com o outro até eu estacionar em um hotel.
- Não vou sair assim. – Ela cruzou os braços.
- Por quê? – Perguntei erguendo a sobrancelha.
- Porque eu dormi com essa roupa. – Ela apontou pra blusa toda ameaçada.
- Ela só esta amassada. – Revirei os olhos. — Tá eu vou pegar outra pra você colocar, só a blusa.
- Tá. – ela concordou mal humorada.
Abri o porta malas abri a mala de Karla e tirei uma regata azul, abri a porta do carro joguei a blusa pra ela e fechei a porta pra ela se trocar. Ela abriu a porta em seguida e saiu.
- Tá linda, agora vamos antes que alguém nós ache aqui e te metralhe. – Peguei na mão dela e a puxei pra dentro do Hotel.
Parei na frente da recepcionista e a encarei.
- Posso ajudá-lo?
- Pode e muito, preciso de um quarto por pelo menos três horas, nada mais que isso, estou em trabalho e não posso abusar da sorte... – Puxei a identidade do FBI e mostrei a ela que me olhava com cara feia. – Um quarto por três horas estou em fuga e com alguém que esta na beira da morte e se abrir a boca pra alguém eu dou um jeito de ser demitida. – A ameacei.
Ela puxou uma das chaves do quarto.
- Olha não temos mais quartos com duas camas, tem uma escola aqui, então presta atenção Stewart, se acontecer um tiroteio aqui você vai ser o culpado e eu te denuncio para seus superiores. – Ela entregou a chave com um sorriso amigável.
- Mulheres. – Revirei os olhos.
Agora eu precisava de um plano.
- Obrigado. – Agrade a recepcionista e me virei pra Karla. – Sobe que eu vou pegar as malas...
- Vai me deixar subir sozinha? – Ela ergueu a sobrancelha.
- Você esta em publico ninguém vai te matar...
- Vou usar isso contra você qualquer dia desses. — Ela tomou a chave da minha mão e foi em direção ao elevador.
- Vai pela escada. – Ela se virou pra mim me metralhando com os olhos e seguiu em direção as escadas.
Voltei pro carro pra tirar as malas, tirei a minha e quando fui puxa a da Karla todas as roupas magicamente caíram no chão em cima de uma poça de lama. Agora era definitivo eu estava morto. Joguei as roupas dela de volta na mala e fechei o zíper que eu tinha esquecido de fechar. Subi pro quarto a onde Karla estava e abri a porta entrando, ela se virou e me metralhou.
- Posso perguntar por que da única cama?
- Tá tão brava assim? – Dei meio sorriso colocando a mala no chão. – É brincadeira, não tem mais quartos com duas camas, uma escola veio passar o fim de semana e quase todos os quartos foram ocupados.
- Ah. – Ela se sentou na beira da cama.
- Então agora você pode me dizer o que quiser. – Me sentei ao seu lado.
- Eu só fiquei chateada. – Ela olhava o chão. – E irritada, brava, com vontade te acertar alguma coisa no seu coração...
- Já entendi. – Dei risada. – Desculpa anjo, eu tava mesmo preocupado... E com medo de te acontecer alguma coisa.
- Tá tudo bem, a raiva passou. – Ela me olhou e forçou um sorriso.
Segurei seu rosto e beijei sua bochecha.
- Acho que ela vai voltar... – Ela me olhou sem entender. – Eu deixei sua mala aberta e quando fui pega-la caiu em uma poça de lama.
- Poxa Allan se você queria se vingar tinha maneiras melhores sabe, não precisava jogar minhas roupas na lama. – Ela fez bico.
- Não amor, não foi pra me vingar de você...
- Seu cretino. – Ela me deu um soco no braço me fazendo ficar sem entender.
- O que eu fiz agora?
- Você ai, fica me chamando de anjo e de amor. – Ela me acertou mais um soco.
- Se quiser que eu pare... — Ela me derrubou na cama ficando de joelhos no colchão.
- Eu gosto de anjo... Tirando o fato de que eu não sou um anjo.
- Você é um anjo, tem um rosto angelical, e é tão perfeita quando um...
- Anjos não têm cabelos cor de rosa. – Um sorriso cínico apareceu em seus lábios.
- O meu anjo tem cabelo rosa, e usa umas meias muitos estranhas. – Ela deu risada e se levantou.
- Algumas roupas se salvaram? – Ela perguntou indo até a mala.
- As que ficaram por cima. — Respondi.
Deixei Karla sozinha no quarto e fui à parte externa ligar pra Charles, expliquei o que havia acontecido e ele já havia mandado agentes pra minha casa pra investigação, ele me mandou levar Karla pra uma casa, não era pra ficarmos em hotéis isso séria fácil pra nos acharem, uma casa também, mas quem era eu pra discutir? E só havia um lugar seguro ali perto que eu conhecia, séria complicado aparecer lá do nada ainda mais em serviço, mas ela era minha mãe né? Tinha que entender.
Ela ia surta isso sim, mas eu só precisava de vinte e quatro horas mais nada.
Voltei pro quarto meio preocupado, como que eu ia falar que ia levar ela pra casa da minha mãe? Entrei no quarto olhei Karla rapidamente e fui ao banheiro.
Voltei e me sentei na beira da cama.
- Vou te levar pra um lugar que você não vai gostar. – Disse ansioso.
- Onde?
- Eu nem sei se eu devo te falar... Mas é só por um dia, é o tempo que eu preciso pra arruma uma cidade pequena e distante pra te levar. – Disse sem olhá-la.
- Pra onde Allan? – Ela perguntou brava.
- Pra casa da minha mãe. – Disse e não recebi resposta nem uma. – Karla? – Me virei para olhá-la ela estava parada com uma expressão de medo o que me fez rir. – Isso é o que? Medo? Preocupação? Receio? — Ela não conseguia responder. — É só uma noite.
Ela balançou a cabeça em um não.
- Ela vai me odiar. – Eu não aguentei e comecei a rir, ela nem ao menos me xingou o que me fez achar estranho.
- É isso? Sua preocupação é essa? – Continuei a rir.
- Você achou que era qual? – Ela voltou ao normal porque elevou a voz. – Ela não vai gostar de mim, olha a cor do meu cabelo, eu tenho seis piercing, uma tatuagem e uso umas roupas muitos estranhas, que mãe ia gostar que seu filho estivesse envolvido com uma pessoa dessas?
- Calma ai. – Parei de rir. – Ela vai gostar de você, e outra não vamos lá formalmente, eu vou te levar lá porque não tenho outro lugar agora pra te levar, mas quem sabe daqui um tempo se você quiser ir lá, e não tiver perto da morte, e nem sendo perseguida, a gente pode ir lá conhecer ela direito e conseguentemente meu pai... – Passei a mão na nuca mexendo no cabelo.
- Mas se ela não gostar de mim agora não vai gostar de mim depois. – Ela fez bico.
- Ela vai gostar de você só pelo fato de que eu gosto de você. – Pisquei e a abracei.
- Mas Allan...
- Pior do que sua mãe não vai ser juro. – A olhei e ela sorriu.
Eu deferia estar preocupado, se eu falasse com Charles sobre isso ele ia sacar a arma e atirar em mim por estar envolvido com a 'filhinha' dele.
Encostei nossos lábios e pedi passagem com a língua e ela cedeu. Nos estávamos em um beijo calmo e tranquilo, ela colocou a mão na minha nuca mexendo no meu cabelo, segurei sua cintura com força e me debrucei em cima dela a fazendo se deitar. Transferi o beijo pro seu pescoço descendo pro busco a fazendo se arrepiar e soltar um gemido baixo, sua respiração acelerou e minha mãos começaram a andar pelo seu corpo.
Bateram na porta me fazendo amaldiçoar o infeliz, já era a terceira vez que me atrapalhavam. Alguém não queria que eu encostasse nessa menina olhei pro teto.
- Porque meu Deus? Levastes mesmo aquela coisa da luxuria a sério? – Perguntei fazendo Karla rir. — Porque todo mundo gosta de me atrapalhar? É uma coisa tão inocente, porque as pessoas têm que me atrapalhares? – Me levantei e fui até a porta, era o almoço da madame. — Seu almoço. – Pisquei pra ela.
- Que horas são? – Ela já estava sentada na cama me olhando.
- Onze. – Coloquei a bandeja em cima da cama.
- E a gente vai quando?
- Tá ansiosa pra ver minha mãe? – Perguntei rindo.
- Não. – Ela negou indignada. – Tá eu tô sim.
- Depois do meio dia, temos que chegar lá antes que escureça.
- Ah.
Almoçamos quietos, eu estava com medo da minha mãe surta enquanto tivéssemos lá, minha mãe era louca, mas era boa mãe isso eu não podia negar.
- Aconselharia a trocar de roupa. – Disse olhando nada e ela tinha os olhos sobre mim. – Você queria trocar de roupa quando achegamos aqui, agora você pode, e você vai ter que dormir com a mesma roupa hoje.
- Você me deixou sem escolha né. – Ela se levantou e foi trocar de roupa.
Joguei-me na cama e fiquei encarando o teto como costumava fazer.
- Vai dormir é? – Karla perguntou quando saiu do banheiro, apenas discordei com a cabeça.
- Arruma suas coisas porque já vamos.
- Ok. Não acha que os empregados do hotel vão achar estranho?
- Talvez. – Concordei me levantando.
Karla começou a arrumar suas coisas, ela se inclinou pra frente dando pra ver o sutiã, joguei a cabeça pra trás respirando fundo.
- Porque fizestes isso comigo senhor? – E voltei a olhá-la. — Você tá com aquele sutiã de novo. – Sorri.
- Hã?
- Aquele azul com renda branca. – Disse ainda sorrindo.
- Como que sabe? – Ela perguntou desconfiada. – Me espio no banheiro?
- Não, mas sua blusa acabou de mostrá-lo. – Apontei pra ela.
Ela olhou pra blusa que tinha abaixado e que mostrava parte do sutiã.
- Você já o viu tá babando por quê? – Ela perguntou me olhando.
Eu não tesava babando, eu apenas estava admirando.
- Não me faz pergunta difícil. – Respirei fundo.
- Tá então não responde. – Ela disse rindo.
Fechei a conta no hotel e levei as malas pro carro, não demorou muito até entrarmos na auto estrada de novo indo em direção a casa da minha adorável mãe.
Notas finais
Então espero que gostem e se acharem algum erro avisarem assim eu posso arrumar já que não revisei =}
Beijinhos da tia *-*-*
e comentem *-*-*
Fale com o autor