Lake Forest Academy
45 Capítulo 45
O céu já estava escurecendo, Karla estava no banho e eu jogado no sofá como sempre vendo TV. A verdade era eu não agüentava mais ficar preso dentro de casa eu tinha que sair de lá pra fazer alguma coisa, nem se fosse pra ir até a esquina, que por sinal tinha um striper...
- Para Allan. – Disse pra mim mesmo.
Não sem quem foi o gênio que abriu um bar de stripers, mas sei que os maiores e melhores clientes eram os agentes que moravam por ali.
A campainha tocou e eu olhei pra porta me levantando, Karla voltou pra sala e fui em direção a porta, a abri e lá estava Vanessa sorrindo.
- Oi Vanessa.
- Toma. – Ela me entregou um monte de coisa e entrou.
- A onde está Bill? – Olhei o corredor.
- Esta subindo as escadas. – Vanessa respondeu. — Oi garota de cabelo colorido.
- Oi. – Karla sorriu.
- Porque esta fazendo ele subir e descer escadas? – Perguntou indignado.
- Você já viu o tamanho dele?
- Você casou com ele daquele tamanho. – Arqueei a sobrancelha.
- Não casei não. Depois de se demitir aquele vagabundo só fica na frente da TV tomando cerveja é pior que o Homer Simpson. – Vanessa ficou seria.
Comecei a rir pela comparação de Vanessa.
- Eu não subo mais escadas hoje. – Bill entrou no apartamento irritado. – Eu não aguento mais já é a terceira vez que faço isso hoje. Se me mandar descer até o sexto andar o Allan vai me carregando.
- Não vou não. – Disse com meio sorriso.
- Eu não aguento mais. – Bill puxou uma cadeira da mesa e se sentou.
- Vanessa já pensou em fazer ele descer do décimo quinto andar até o térreo? – Perguntei olhando Vanessa.
- Não... Mas isso é uma ótima ideai. – Ela sorriu malignamente.
- No dia que você se casar eu vou me vigar. – Bill havia ficado sério.
- Vai me fazer descer até o térreo? – O encarei com a sobrancelha erguida. – Porque se for tenho certeza que consigo.
- Ele tá em forma Bill, ao contrario de você. – Vanessa piscou.
- Eu realmente esperava que meu melhor amigo ficasse do meu lado. – Bill me encarou. – Mas não vai ficar do lado da minha mulher.
- É porque as mulheres sempre mandam... Não concorda Karla? – Vanessa perguntou.
- E não obedecem pra ver. – Karla piscou.
- Se fodeu meu amigo. – Bill começou a rir.
Acertei um soco no braço dele. O que ele tinha na cabeça pra ficar falando o que não devia?
Ele tinha que ter uma bola de cristal, isso explicaria muita coisa.
— Ei. — O encarei.
— Que foi acha mesmo que eu não percebi? — Ele perguntou me olhando. — Nem quero imaginar o que vocês estavam fazendo quando eu bati na porta mais cedo. — Ele riu.
— Toma Cuidado. — Vanessa me olhava. — Você sabe protocolo.
— Eu sei. — Me virei pra Karla e tecnicamente falando ela tesava tocando uma bateria imaginaria. — Karla? — Ela me olhou desligada. — O que você tava fazendo?
- Acho que... Criando uma musica. – Ela Disse surpreendida com ela mesma.
- Eu achei que ela tocando alguma coisa imaginaria...
- Eu tava. Quando não se tem nem instrumento por perto, músicos imprevisão tocando no imaginário. — Ela disse prestando atenção na TV.
- Já te disseram que isso é estranho? – Bill perguntou.
- Sim. — Ela respondeu rindo.
- Ok. – Vanessa disse animada. — Todo mundo pra mesa.
- Posso perguntar se estou servindo de cobaia? – Perguntei a Vanessa com uma careta.
- Não. – Disse ela Brava.
- Sim, ela quis experimentar uma receita nova e achou o dia ótimo pra fazer isso. – Bill dedurou fazendo Karla rir. – Então Karla experimenta primeiro se tiver bom você me avisa que então eu janto.
- Tá tentando matá-la ou o que? – Perguntei sério.
- Deixar em coma quem sabe. – Bill deu de ombros.
- Tá. – Ela concordou se levantando.
- Eu preciso dela viva ok?
- Porque vocês são tão maus quando eu cozinho? – Vanessa perguntou com uma careta.
- Allan responde você.
- Não, você é o marido ela merece escutar de você. – Um sorriso malicioso estava nos meus lábios.
- Só vocês dois acham que eu cozinho mal! – Vanessa parecia indignada. – E sentem logo vocês dois, esta tudo esfriando.
Nos sentamos à mesa, coloquei a mão na perna de Karla que fez ela congelar por alguns segundos, ela nem ao menos se mechou, mas foi voltando aos poucos.
- Me lembra a comida da minha mãe. – Karla disse inclinando a cabeça.
- Isso é um elogio? – Vanessa perguntou a olhando.
- Eu acho que não. – Disse desviando meu olhar pra Vanessa eu me metralhou com os olhos.
- Na verdade foi... – A olhei confuso. – É uma das poucas coisas que ela faz bem.
- Admitiu que ela faz alguma coisa bem. – Sorri.
- Isso eu nunca neguei, eu só não me dou bem com ela. E também não gosto dela.
- Você não gosta da sua mãe? – Vanessa arqueou as sobrancelhas.
- Não, ela nunca quis ter filhos e nos culpa por muita coisa...
- Nós?
- Tenho um irmão gêmeo. – Ela respondeu olhando Bill.
Bill concordou com a cabeça e ficou quieto.
Acabamos passando o resto do jantar quietos, o que eu achei estranho porque Vanessa costumava sempre falar e pela primeira vez eu não me senti uma cobaia quando Vanessa cozinhava o que era bom porque finalmente ela estava aprendo.
Depois do jantar eu e Bill nos sentamos na frente da TV jogando PS.
— Eu acho melhor você tomar cuidado com isso Allan, você sabe as consequências do que tá fazendo, foi você que conseguiu com que Selena voltasse pra Illinois, mas não sei se vai ter a mesma sorte se descobrirem...
— Se descobrirem, eu vou ser transferido pra Califórnia, e eu provavelmente vou voltar pras ruas, casos internos já eram. — Respirei fundo.
— Ela vale à pena?
— Se não valesse não estaria me arriscando. — Respondi o encarando.
— Boa sorte. – Ele olhou Karla e voltou sua atenção para o jogo.
Olhei pra Karla e ela e Vanessa conversavam na mesa o assunto deveria ser sério porque não vi nem uma das duas sorrindo, mas não ia fica prestando atenção se não Bill ia roubar no jogo e eu não poderia falar nada.
- Quando duas mulheres estão conversando é porque algum cara fez alguma coisa errada então me diz que não fui eu? – Bill dizia ainda olhando a TV, mas desviou seu olhar por um instante para olhá-las.
- Por incrível que pareça o cara não é você. – Vanessa respondeu séria.
- Boa sorte Allan. – Bill deu um tapa nas minhas costas e eu o encarei sério. – Não me olha com essa cara não.
— Bill, você me paga. — Disse voltando pro jogo.
Eu e Bill ficamos jogando, e nós esquecemos da vida, e que tinha mais duas pessoas no apartamento, e começamos a discutir sobre o jogo.
- Seu inútil não podia ter feito isso... Você matou o cara. – Bill me encarou.
- Você matou o cara, não era pra você ter saído de lá, a culpa foi sua seu veado. – Bati em sua nuca.
- Ei, você que atirou no outro primeiro, culpa sua se não tivesse atirado eles não teriam atirado e o cara estaria vivo. – Ele me acertou um soco no braço.
- Eu atirei... – Vanessa me cortou interrompendo a discussão.
- Amor nós precisamos ir embora. – Vanessa disse toda carinhosa pra Bill.
- Ai tem. – Bill a olhou desconfiado.
- É que eu ainda tenho um emprego e preciso acordar cedo amanha. – Ela sorriu.
- Ela tá jogando na minha cara de novo que eu sou um desempregado... Eu só estou tirando férias amor, daqui uns dois meses eu volto a trabalhar. – Bill piscou se levantando do chão.
Revirei os olhos e me levantei também. Vanessa cochicha algo pra Karla que eu não tive uma boa impressão, as duas nem se conheciam e já estavam assim... Nem quero saber o que as duas cochichavam.
- Mas você sabe que foi culpado... — Bill continuava a falar do jogo e eu estava quase dando uma na cara dele.
- Cala a boca. – Pedi revirando os olhos.
Vanessa veio em minha direção e me abraçou.
- Cuida dela... Em todos os sentidos, agente Stewart. – Ela disse brava.
- Eu vou cuidar dela. – Disse de volta.
– Boa noite pra vocês dois. – Vanessa sorriu e saiu pela porta.
- Pra vocês também. – Karla sorriu amigavelmente.
Bill me deu um soco e eu devolvi com a mesma força que fez Vanessa nos olhar feio.
— Crianças. — Ela disse séria. – E você vai pela escada William.
- Por quê? – Bill perguntou indignado.
- Porque você tá gordo. – Ela respondeu apertando o botão do elevador que se abriu em seguida. – Vai. – Ela fez sinal pra ele descer pelas escadas que foi contrariado.
Ri dos dois e fechei a porta do apartamento quando os dois sumiram de vista me virei e Karla me olhava, passei a mão na nuca mexendo no meu cabelo ela veio em minha direção e me abraçou, a rodeei com os braços e beijei sua testa.
- Será que vamos ser assim também? – Perguntei pensativo.
- Hã?
- Se daqui uns dez anos você me manda subir oito lances de escada eu peço separação. – Disse sério, a fazendo sorrir, ela apertou o abraço e eu fiz o mesmo. — Sobrou mousse de chocolate...
- Eu quero. – Ela Disse igual criança me soltando e indo para a cozinha.
- Fui trocado por um mousse. – Disse me jogando no sofá.
Notas finais
Gente pois é a Karla não é normal =O
Eu tô com preguicinha de responder tudo mundo =/
então na próximo capitulo eu respondo e se pá faço meus comentários impertinentes *o*
beijos da tia keller e espero que gostem do capítulo n_n
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