Lake Forest Academy
39 Capítulo 39
O ensaio de casamento estava chegando, eu estava começando a ficar nervoso, e se eu não conseguisse tirar ela de lá? E se ficássemos presos? E se desse tudo errado? E se ela morresse? E se eu não conseguisse protegê-la?
- Para Allan. – Disse pra mim mesmo. – Não é seu primeiro caso, ela não vai morrer você vai conseguir tirar ela de lá viva e sem nem um aranhão. Você tem que tirar ela viva de lá. – Disse pra mim de olhos fechados.
Bateram na porta e eu fui abri-la.
- Vem. – Charles pediu sério.
O segui e paramos no seu escritório.
- Você já sabe você vai tirar ela de lá de qualquer maneira, ela é a isca só não podemos abusar, ela não sabe então tenha cuidado... Ela vai pra onde Stewart?
- Minha casa. – Respondi.
- Se não conseguimos pega-los?
- Ela fica no lugar seguro até a próxima ordem.
- Pegue a bolsa dela e leve pro seu carro, você é responsável por tirá-la e mante-la segura até termos certeza de que pegamos a pessoa. – Charles disse sério e me dispensou em seguida.
Fiz o que ele mandou sem Karla ficar sabendo e voltou pra me trocar.
Quando deu hora, eu sai do quarto sem prestar muita atenção eu estava me concentrado no que ia acontecer daqui alguns minutos.
- Allan vem aqui me ajuda. – Karla pediu fazendo voz de choro.
Virei-me pra ela e quase tive um treco, ela estava com um vestido preto tomara que caia, tomara mesmo, um salto vermelho enorme, que ela não conseguia se equilibrar direito. Ela ainda tinha o curativo do tiro no braço e estava com um colar que eu tinha a impressão de que tinha piscado uma luz azul.
- Não dava pra colocar um salto menor? – Perguntei me aproximando.
Ela tinha acabado de passar o perfume eu estava a pelo menos um metro dela e conseguia senti-lo, mas isso não significava que era ruim.
- Vou ter que usar um desses na renovação dos votos, porque o vestido e um tanto maior que eu, então vou ter que me acostumar. – Ela segurou meu braço pra poder andar.
- Posso te perguntar uma coisa? – Perguntei um tanto curioso.
- Pode.
- Um dia você disse que tinha uma tatuagem... Er... Na onde em? – Ela soltou uma risada gostosa, eu sabia que ela não ia dizer.
- Segredo, só procurando pra achar. – Havia um sorriso cínico em seu rosto.
- Você me deixou um tanto curioso quando me contou. – Disse ansioso. – Eu ainda estou curioso, me conta.
- Se souber procurar quem sabe você acha. – Ela piscou.
- Karla, não piora tá? — Pedi curioso.
Ela ia me enfartar, como assim procurar? Ela queria que eu tirasse aquele vestido dela a força pra achar aquela tatuagem? E de novo minha mente me traia.
- Quem sabe você acha... — Ela sorriu malicioso.
Só porque eu não podia ter o prazer de procurá-la.
Descemos até a sala a onde todos ficaram olhando Karla, principalmente um amigo de Carlos que até babava.
- Parem de me olhar. – Ela pediu.
- Tá linda maninha. — Carlos piscou.
- É eu sei. – Ela piscou de volta. – Eu vou entrar com o papai certo?
- É, mas só na igreja. – Carlos respondeu. – Hoje você vai aprender a
dança valsa com seu irmãozinho aqui. – Carlos apontou pra ele mesmo todo animado.
- Que eu saiba você não sabe dançar valsa. – Karla o encarou.
- Não sabia vovó me ensinou. – Ele estava muito convencido.
- Olha eu me lembro bem no meu aniversario de dezesseis anos o que você fez então olha bem em. – Ela disse séria.
Sai do lado de Karla e fui em direção a porta.
- Então vamos logo para aquele salão. – Charles entrou na sala junto.
- Allan volta aqui. – Karla apontou pro seu lado, revirei os olhos voltando contrariado para o seu lado, mas voltei.
- Você poderia mesmo ter escolhido um salto menor, sabe? – Disse enquanto eu segurava em seu braço.
- Não enche tá falando isso porque não é você que vai sofrer no dia da renovação...
- Fica quieta se não eu te largo aqui. – Disse sério.
- Não faria isso. – Ela fez bico.
- Não? – Arqueei a sobrancelha.
- Tá faria. – Ela confessou começando a andar.
Fomos em direção a Garagem e Karla estava uma lesma pra andar, já era de salto só ficou mais difícil.
- Anda de vagar. – Ela pediu.
- Aquele dia na igreja mais um pouco e eu teria que te levar no colo...
- Não teve não.
- Porque você não pode andar um pouquinho mais rápido? – Perguntei curvando a boca.
- Porque eu não tô de all star, e eu só consigo te acompanhar quando eu tô de all star então para de reclamar e anda de vagar. – Quando ela terminou de me dar ordens chegamos à garagem. – Eu vou com quem?
- Allan a leve porque eu não quero essa coisa reclamando do meu lado. – Carlos disse sério. – E também não cabe ela no carro, a menos se for no colo de alguém, então eu prefiro que ela vá com você. – Ele apontou pra mim.
- Bem legal você. – Karla fechou a cara.
Eu não me incomodaria de ser o cara que Karla estaria sentada no colo, ri com mais uns dos meus pensamentos impertinentes e levei Karla até o carro abrindo a porta pra ela.
- Achei mesmo que você estaria de terno. – Ela disse quando entrou no carro.
- Não sou da família então nem inventa. – Disse sério.
- Sem graça você. – Ela fez careta. – Você fica bonito de terno... — A olhei com a sobrancelha arqueada. – Não me olha sim.
- Eu odeio terno. Uma vez prometi que só usaria terno quando me casasse. — Respirei fundo.
- Pelo jeito não cumpriu a palavra. – Ela disse com meio sorriso.
- Não, às vezes eu preciso usar, pelo bem do emprego. – A olhei rapidamente.
- Você e esse seu “emprego” sério, você com ou sem terno é lindo do mesmo jeito. – Ela falou espontaneamente ficando vermelha em seguida.
Ganhando uma indireta.
O carro de Charles saiu em seguida o de Carlos eu os segui.
- É impressão minha ou o amigo do seu irmão tá te olhando estranho? – Aquilo estava me incomodando um pouco, Karla soltou um riso e eu a olhei por alguns breves segundos.
- É ele tá me olhando diferente mesmo. – Ela respondeu. – Jack diz que nós temos alguma coisa... Eu e você, Carlos pediu para que eu provasse que não, então beijei Mark.
- Ah. – Sem nem perceber eu fiquei sério e mal humorado.
- Tô sentindo uma pontada de ciúmes ai? – Ela perguntou com um sorriso sacana.
- Não. – Respondi.
- Aham. – Ela exclamou ironicamente.
Ciúmes? Na onde eu estava com ciúmes dela? Ela beija quem ela tá com vontade! Tá eu não gostava da ideia dela sair beijando qualquer um, mas eu ia fazer o que? Mas isso não significava que eu tinha ciúmes.
Ficamos quietos até chegar no salão a onde tudo ia acontecer, sai do carro dei a volta e ajudei Karla a sair do carro. Mark a olhava como se ela tivesse ameaçado alguém de morte, é ela me ameaçou com um grampo no dia anterior.
- Acho que ele esta com ciúmes. – Apontei pra Mark discretamente.
- Já olhou minha cara de preocupada? – Ela apontou pro seu rosto.
- Você nunca esta preocupada com nada. – Revirei os olhos.
- Você me conhece há pouco tempo, mas me conhece melhor que Tomas. – Ela jogou a mão livre pra cima.
- Acho que é porque eu convivo mais de oito horas por dia com você. – Passamos na frente de Carlos e seus amigos que levaram o olhar junto conosco.
- Tá contando com o horário que você cabula o trabalho? – Ela riu.
- Não. Mas acho que mereço horas extras...
- É merece você é um bom agente. – Ela me olhou e abriu um sorriso lindo.
- É, te salvei duas vezes.
- Isso joga na minha cara mesmo. – Seus olhos me encaravam findo séria.
- Se houver uma terceira vez eu vou fazer questão de fazer isso. – Olhei pro céu que estava nublado. – Vai chover.
- Você tá muito chato.
- Esse truque de ficar brava não tá funcionando mais...
- Que eu saiba nunca funcionou. – Karla parou de andar pra me olhar.
- Anda garota. – A puxei.
- Sabe... As vezes eu tenho vontade de te matar a canetada...
- Falta de arma de novo? — Perguntei olhando.
- É.
- Preferiria morrer com uma facada ou um tiro, se quiser minha arma emprestada. – Brinquei.
- Gosto mais de você quando fica quieto e não faz piadinha com a minha cara. – Ela fez bico.
- Como preferir...
- Também não é pra ficar quieto, eu preciso falar e preciso que alguém fale comigo. – É, ela era bipolar.
- O criança. – Ri dela por tá agindo igualmente uma. – Que eu saiba você fala sozinha.
- Só falo sozinha quando olho no espelho e vejo que tô linda. – Ela sorriu animada.
- Então hoje foi uma dessas vezes. – Disse baixo, mas acho que ela escutou.
- Escutei tá...
- Era pra escutar. – A olhei e sorri.
- Vou considerar isso como um elogio. – Ela balançou a cabeça e sorriu. Eu olhei pra uma fonte muito estranha, eu não sabia se o que tava em cima dela era um anjo ou uma sereia.
- Porque foi um. Ok, uma tentativa. – Disse ainda tentando descobrir o que era aquilo.
- Tá olhando o que em? – Ela perguntou olhando pro mesmo lugar que eu.
- Tentando entender se aquilo ali é um anjo, uma sereia ou um ser não identificado. – Apontei a fonte.
- WOW, eu espero que seja um anjo...
- Maninha vamos dança. – Carlos passou por Karla e a puxou pelo braço com força.
- Se me puxar de novo te arrebento. – Ela o ameaçou cambaleando pra gente perdendo o equilíbrio, a segurei pela cintura pra ela não cair até se equilibrar novamente.
- Tá bem? – A soltei com cuidado.
- Eu vou matá-lo. – Karla disse entre os dentes com certa raiva.
- Não vai conseguir chegar até ele com esse salto...
- Eu tiro ele e o mato com o salto. – Ela disse brava.
- Se é falta de arma eu empresto a minha. – Disse rindo.
- Não quero matar ele com o salto do meu sapato, porque ai ele vai sofrer. – Ela fechou a mão com raiva, essa não esperava.
- Psicopata. – Revirei os olhos a fazendo rir.
Notas finais
bem, eu 'tava sem tempo ai não deu pra postar mesmo, eu revisei só um pedacinho pra postar pra vocês agora a tarde ai a noitinha eu posto a parte que vocês querem ler *O*
beijos da tia keller e não esqueçam de comentar *-*
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