Lake Forest Academy
38 Capítulo 38
Acordei no meio da noite com alguma coisa puxando o edredom de cima de mim, olhei pra baixo e a Jujuba estava ali tentando subir na cama.
– Ai Jujuba o que tá fazendo aqui? — A peguei e a coloquei em cima da cama. — Se a Karla te pega aqui vai achar que eu tô tento um caso com você. — Ri da piada sem noção que fiz e afaguei sua cabeça. Ela se ajeitou deitando do meu lado ficando igual uma bola de pelo branco.
No outro dia quando acordei, sai do quarto e fui pra fora da casa, precisava ficar tranquilo quanto chegasse à tarde, olhei pro sol que ainda não estava muito alto.
– Pronto pra tarde? — Charles perguntou atrás de mim.
– Nunca estive pronto pra nada, mas adrenalina me atiça então à tarde eu vou ser o primeiro a querer espancar alguém. — Charles riu.
– Vem. — Segui Charles até a academia da casa, um dia daqui a alguns anos, eu ia ter uma academia em casa pra nunca mais ter que dividir com mais ninguém.
Fiquei um tempo conversando com Charles. Tive que subir pra poder pegar meu celular, aquela vida de subir três lances de escada pra chegar ao quarto não estava dando certo. Entrei na cozinha sem prestar muita atenção aos lados.
– Allan... – Karla me chamou toda fofa.
– Que? – Me virei desconfiado, quando a vi deu vontade de apertar os seios dela, ela estava com uma blusa preta rasgada em tiras e um sutiã também preto que dava pra ver a pele dela e os seios perfeitamente arredondados.
– Não olha com essa cara não. – Ela fez bico.
– Fala Karla. — Tentei desviar o olhar, mas tava difícil.
– O ensaio vai ser as três, e pelo que eu saiba não tem hora pra acabar. Reponde-me: voltamos quando pra Lake Forest? – Ela curvou a boca.
– Amanha. – Respondi respirando fundo e ainda tentando tirar os olhos da onde eu não deveria tá olhando.
Se tudo desse certo ela voltaria amanha e não teria mais a companhia da minha pessoa.
– Então não vou pra aula amanha?
– Não.
– Minha vida é uma merda, mas tem coisas que recompensam. – Ela disse animada.
– Karla troca essa blusa. – Eu já tava duro por causa daquela roupa ainda ela vai lá e pula animada, tava querendo me matar isso sim.
– Eu falei. – Carlos disse sério.
Subi as escadas e entrei no quarto tentando me controla pra ver se voltava ao normal, mas estava difícil, e eu precisava de um banheiro.
Olhei pelo quarto e Jujuba ainda estava lá deitada na cama toda folgada.
Felizmente meu corpo já havia voltado ao normal, por quanto tempo isso eu já não sabia.
Abri a porta do quarto pra descer e vi Karla de quatro na frente da porta, eu ia rir porque ela estava em uma posição estranha e desejosa, e o mais importante o que ela estava fazendo ali de quatro na frente do meu quarto?
– O que tá fazendo ai? – Perguntei desconfiado.
– Procurando isso. – Ela mostrou uma bolinha prata.
– E o que é isso?
– A bolinha do meu piercing da boca. – Ela sorriu. – Espelho. – Ela entrou no quarto quase me atropelando, ela foi até o espelho e colocou a bolinha no piercing novamente. Aquela blusa estava me tirando do sério, o que ela queria com aquilo, me matar? – Allan para de olhar pros meus peitos.
– Eu não estava olhando. – Disse bravo. Na verdade eu estava.
– Sei. – Ela riu e se virou pra poder me olhar. – Allan eu vi pelo espelho... — O olhar dela desviou e foi pra Jujuba. — O que a Jujuba tá fazendo aqui?
– Boa pergunta, acordei com ela tentando subir na cama, ai eu me fiz a mesma pergunta “o que a gata da Karla tá fazendo no meu quarto?”. – Ela começou a rir e eu a olhei sem entender.
– Allan eu sei que sou uma gata, mas eu não estava no seu quarto hoje de noite. – Ela curvou a boca. – Brincadeira, não precisa me olhar assim. – Eu a olhava sério. – Vambora Jujuba o Allan não tem humor pra mim. – Ela pegou a gata no colo que a olhou assustada. – E o que você estava fazendo aqui? Não disse que tinha ciúmes dele? — Karla perguntou pra gata o que me fez rir.
Quando escutei a porta de Karla abrindo e fechando mais uma vez eu sai do quarto e fui pro dela, abri a porta com cuidado vai que ela ainda estava ali. Entrei de fininho e liguei o notebook que ficava na mesa ao lado da sua cama.
– Cabo, Cabo. — Abri as gavetas procurando o cabo do celular, o dela era igual o meu o que não seria tanto problema. Achei o cabo e conectei meu celular no notebook, abri a pasta de fotos e selecionei quatro e joguei pro meu celular, se ela descobrisse que eu estava fazendo isso alguém morre. E suspeito que esse alguém seja eu. Antes das quatro fotos serem copiadas pro meu celular eu desconectei fazendo uma delas dar erro, desliguei o notebook e sai do quarto de fininho.
Voltei pra academia e fiquei conversando com Charles.
Karla entrou na academia tropeçando em um aparelho me fazendo prestar atenção nela, felizmente ela havia colocado uma blusa por baixo da de tiras.
Ela ficou me olhando mordendo o lábio inferior, o que me fez rir disfarçadamente.
– Oi papi. – Ela sorriu. – Mantendo a forma...
– Idade, tenho que me cuidar. – Ele disse rindo.
– E você fala o que do Allan? – Ela apontou pra mim. – Ele tem paranóia com essa historia de malhar.
– Meu trabalho é pesado tá legal? Eu tenho que carregar peso. – Disse sério.
– Peso?
– Pega uma garota com salto que não consegue correr, o que um a gente faz? – Perguntei a encarando, fazendo Charles rir.
– Pega ela no colo e sai correndo? – Karla perguntou rindo.
– É. – Respondi querendo tirar uma com a cara dela.
– Não olha com essa cara pra mim você não me carregou pra lugar nem um. – Ela disse brava. – Só pedi ajuda pra andar nas pedras.
– E você tivesse que correr?
– Eu não ia correr. – Karla fez bico. – Você ia ter que me levar no colo.
– Tá vendo, então me deixa aqui levantando peso. – Olhei o nada.
– Sem graça você. – Ela fez uma careta. – Eu vou embora, porque levar mais patadas do meu segurança não é legal, vou pular na piscina. Nunca pensei que não haveria nada para faze em casa. — Ela se virou de costas e saiu da academia rebolando.
POV. Karla.
Virei de costas e voltei para dentro da casa.
– Kira. – Carlos me chamou.
– Fala. – Me virei para olhá-lo.
Ele se aproximou e falou baixo.
– Você tá afim do Allan? – Ele perguntou indignado.
Eu congelei, como que aquele Mané sabia que eu gostava dele? E mano porque veio me pergunta? Que caralho esse garoto tinha na cabeça?
Fiquei parada sem responder, tentando achar uma desculpa muito boa, mas muito boa mesmo pra enganar meu irmão que por acaso dividiu a barrigada em que nascemos junto comigo, pra ele não desconfiar, respirei fundo e falei a primeira coisa que veio na cabeça.
– Carlos você se drogou ou o que? – Perguntei séria torcendo pra ele não desconfiar de nada.
– Tá ou não?
– Da onde você tirou isso? Ele é meu segurança, como que eu vou tá afim de um cara que é bem mais velho que eu, e ainda por cima meu guarda costas? – Perguntei irritada. – Ele tem que me salva Carlos.
– Então isso é um não?
– É.
– Prova. – Carlos ficou sério.
– Eu faço isso como o mané? – Perguntei irônica, mas preocupada.
– Beija o Mark.
– Eu nem o conheço, nem sei se ele tem namorada como assim eu vou beijar ele? – Perguntei arregalando os olhos.
– Não ele não tem namorada, e tá afim de você. – Carlos me encarava.
– Tá. – Um sorriso malicioso surgiu no meu rosto. Aquele Mark era uma coisa linda, tinha olhos claros, cabelo loiro, usava calça larga e uma camisa de uma banda, ele era um charme e tinha cara de bebe, e outra estava na hora de me divertir um pouco também. Os quatro garotos me observavam na sala de TV. – Vou ter que beijar ele com todo mundo me olhando?
– Não se não quiser.
– Então manda eles saírem. – Eu disse séria.
Carlos mandou todos os meninos saírem da sala só ficando Mark. Entrei na sala e sentei do lado. O olhei por alguns segundos, ele tinha os olhos realmente lindos me fazendo ficar perdida neles. Ele abriu um sorriso mais lindo ainda que me deixou encantada, mas eu raramente me deixo levar.
– É uma aposta ou o que? – Perguntei o olhando.
– Não apostei nada. Mas sim é. Jack disse que você gosta do cara que veio com você.
Cheguei perto do seu ouvido e sussurrei.
– Vocês nem ao menos me conhecem, não sabem se eu gosto ou não de uma pessoa? – Sussurrei. – E se eu realmente gosto dele isso é respeito a mim e a ele.
– Não faz isso. – Ele pediu.
– Mark eu não costumo decepcionar ninguém em uma aposta. – Eu disse ainda sussurrando de uma maneira sexy. – Então é bom seu beijo valer apena.
Ele se virou e encostou nossos lábios, Ele pediu passagem com a língua e eu cedi deixei a língua dele invadir minha boca fazendo com que nossas línguas se cruzassem, seu beijo não era comparado com o de Allan, nem um pouco mas beijava bem. Mark me beijava calmamente, sua mão segurou minha cintura e a apertou com força. Não era mesmo como beijar Allan, não mesmo ele tinha pegada, não que Mark não tivesse só que o Allan é o Allan pô.
Passei minhas unhas em seus braços com certa força o fazendo suspirar. Coloquei minhas pernas em cima da dele e terminei o beijo.
– Te imaginei na cama. – Ele disse com desejo com os olhos fechados.
Garotos... Sempre dizendo o que não devem.
– Vai continuar imaginando. – Dei um selinho nele me levantei e sai da sala.
– Isso prova algo a você Jack? – Perguntei sem olhar os quatro que me espiavam.
– Te falei cara. – Carlos bateu em suas costas.
Soltei um riso voltando pro meu quarto, coloquei um biquíni azul com um short de malha preto e desci as escadas novamente. Passei pela sala e pela cozinha e não tinha ninguém. Sorri animada por não ter trombado com nem um garoto que ficasse me comendo com os olhos. Cheguei do lado de fora, olhei a piscina e não pensei duas vezes em pular. Afundei e fiquei por alguns segundos submersa, eu realmente queria Allan pra mim, mas quando alguém não te aceita o melhor a fazer e continuar em frente. Voltei a superfície e boei na água, fiquei olhando céu que estava azul com algumas nuvens que passavam rápidas por mim, eu realmente amava o céu e as nuvens quando pequena costumava olhar e procurar desenhos nelas. Sorri ao me lembrar desse detalhe e olhei pras formas das nuvens. Havia um coração com uma flecha, uma girafa com filhotinhos, e um rosto de uma pessoa.
POV. Allan.
Quando sai da academia vi Karla boiando na piscina com um biquíni minúsculo, ela estava querendo me provocar hoje só pode. Fiquei a olhando e vendo seu tórax subir e descer pela respiração, seu corpo estava arrepiado e eu queria agarrar aquela menina. Eu precisava ficar longe dela, precisava mesmo ficar longe dela, mas algumas horas e eu iria fazer o que não devia.
Alto controle Allan, alto controle, você não vai fazer nada, apesar de querer muito fazer, se controla.
– Não vai tentar de matar né? – Perguntei. — Nem se afogar não é? – Passei por ela.
– Não. – Ela desviou o olhar pra mim.
– Sabe que eu não confio em você. – A encarei.
Não dava, o biquíni dela estava me fazendo olhar pros peitos dela de novo que eram perfeitamente redondos e que dava vontade de apertar e colocar a boca.
– Eu sei. – Ela riu sem humor e eu a olhei assustado pela resposta, mas logo me dei conta que estava em outro assunto. – Eu dei motivo pra isso.
– Se você se afogar chama seu pai, porque eu não vou entrar ai pra te salvar dessa vez...
– Vai me deixar morrer. – Ela fez bico me olhando.
– Não, só não vou fazer respiração boca a boca com você. – Escondi o riso. Na verdade eu seria o primeiro a pular na piscina pra poder fazer isso, mas não seria só isso que iria fazer, então...
– Idiota. – Ela jogou água em mim.
– Eu estaria mesmo satisfeito com um soco. – Disse sério.
– Eu estou longe o soco não vai rolar. – Ela ficou de pé na piscina.
– Pulando. – Carlos gritou e pulou espalhando água pra todo inclusive em mim.
– Tá vendo, reclamou de mim. – Karla riu.
Joguei as mãos pra cima e entrei na casa indo pro quarto tomar banho, eu estava totalmente suado e agora molhado pela boa educação de Carlos.
Eu estava voltando pra dentro da casa pela décima quinta vez naquele dia estava me deixando irritada já, Karla já tinha tomado banho e estava com uma roupa que cobria o corpo todo, felizmente não tive mais nem uma surpresa. Pelo menos assim não viria coisas na minha cabeça que não deveriam existir.
A Mãe de Tomas me ligou xingando porque não sabia que o filho tinha se embebedado um tempo atrás, como se eu tivesse culpa.
– Quem é Tomas? – Mark um dos amigos de Carlos perguntou um tanto ciumento.
– Um amigo...
– Tá falando com ele? – Perguntei.
– Não, Carlos esta. – Ela aprontou pra Carlos.
– O avise que sua mãe quer falar com ele em dez minutos, e ela tá nervosa. — Disse olhando pra Carlos que prestava atenção.
– Ele aprontou o que? – Karla perguntou.
– O que vocês dois aprontaram. – Disse sério. – Aquela comemoração depois do jogo...
– WOW, isso. – Ela escondeu o riso. – Bebi mesmo.
– Ele também, o que fez a mãe dele ter um ataque, porque descobriu agora. – Joguei as mãos pra cima. – Perdi o emprego.
– Foi legal aquela noite. – Ela disse sorrindo e eu fiquei a encarando. – Eu não estava bem naquele dia e a bebida me alegrou.
– Te alegrou até demais. – Disse ainda sério. – Imagina se tivesse acontecido alguma coisa...
– Culpa sua.
– Vai me culpar agora? – Perguntei.
– Vou.
– Quem foi mesmo que queria ficar sozinha no quarto e desceu pra beber? – Perguntei e ela começou a rir. – Quem encheu a cara e se agarrou com o Tomas? Tenho certeza que essas escolhas não foram minhas, então não me culpe.
– Allan, você sabe que foi sua culpa. – É seu sabia. — Mas melhora essa cara aê. Já foi, levei bronca, suspensão, sermão...
– E minha chefe só descobre isso agora, eu tô preocupado com meu emprego...
– Te ferra. – Ela parou de rir. – Ela não vai te demitir, a culpa não foi sua da parte dele lógico, e se eu me lembro bem você é pago pra ficar no meu pé não no pé do Tomas.
– Quer fala isso pra Dulce?
– Então né, Se você for demitido arranja alguém legal que não fica de mau humor por qualquer coisa pra colocar no seu lugar. – Ela piscou. – E que saiba quando erra.
– Bem otimista você. – Charles entrou na cozinha.
– Eu sei. – Ela sorriu amigavelmente.
Notas finais
No próximo capítulo se não me engano é o ensaio, então quero muitos comentários nele pra poder liberar o próximo u_u
Se acharem errinhos avisem já que não revisei, e comentem *-*
Adoro vocês obrigada por lerem e por comentarem, você são uns amores, umas coisas lindas que da vontade de mordem...
Chega da bajulação
beijos da tia Keller *-*-*
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