Lake Forest Academy
37 Capítulo 37
No outro dia quando acordei desci até a garagem e fui pega algumas roupas, Carlos já estava acordado na casa da piscina com alguns garotos, fui até meu carro peguei o que precisava e voltei pra tomar banho.
Quando voltei pro quarto Carlos estava desesperado.
— Allan você é meio nerd, sabe me dizer por que o painel de controle do meu carro deu à louca?
- Se alguém deu um soco nele, pergunta respondida. — Disse.
— Sabe como arruma? Se meu pai descobrir ele me enforca.
— Sei.
— Bem que meu pai disse que você é nerd. — Ele me encarou.
— Depois eu arrumo, vou tombar banho ai eu desço. — Avisei.
Tomei banho e desci pra garagem, tinha que ser muito otario pra socar o painel de controle de um carro novo. Não demorei muito pra desmontar o painel e não demorei pra descobrir que um fio se soltou, o coloquei de volta e voltei pra casa. Karla estava na cozinha com a geladeira aberta, deveria ter acabado de acorda, estava com o rosto todo amassado.
- Tá sem maquiagem? – A analisei por alguns segundos. – É, tá.
- Não fica me olhando. – Ela escondeu o rosto com as mãos. – Para eu me sinto feia sem maquiagem. – Fez bico.
Mal ela sabia que ficava mais linda sem do que com maquiagem. Fui em direção ao quarto que eu estava e escutei Carlos berrando.
- Da pra parar de comer minha irmã com os olhos?
Os amigos deles deveriam estar devorando ela viva com aquele short minúsculo. Revirei os olhos e fui pro quarto entrei nele e tinha um gato em cima da cama.
— A se sua dona te pega aqui. — Ela me olhava como se quisesse dizer algo. Do nada ela se levantou e saiu andando pulando a janela. Gatos eram estranhos, fofinhos, mas estranhos.
Sai do quarto e dei de cara com Karla rodando duas baquetas nos dedos.
- Que susto. – Ela pulou pra trás.
- Não vai matar ninguém com isso ai né? – Perguntei sério.
- Espero que não. – Ela deu de ombros.
- Espero que não. – Repeti.
Karla continuou andando até sair da minha vista.
Lá de dentro dava pra escutei eles tocando, caminhei pela casa e fui até uma sacada do segundo andar que dava de frente com a piscina, Karla estava cantando, não sei onde ela cantava mal, tinha uma voz tranquila pra cantar e sabia cantar bem.
— Ela canta bem não é? — Ashley parou do meu lado. — Eu que pedi que ela cantasse.
— Muito bem. — Concordei.
— Não tenho paciência com ela...
- Percebi.
— Nunca tive o dom pra ser mãe, nunca quis...
— Mas isso não te dava o direito de dizer que preferiria que ela tivesse morrido no parto, ela não pediu pra nascer. — Disse olhando a casa da piscina.
- Você conviveu com ela sabe como ela é...
- Até melhor que você. — Disse sem olhá-la. — Você acha uma coisa dela e na verdade... É outra.
— Ela fugiu...
- E como reagiu quando ela voltou?
— Eu não consigo conversar com ela, ela não me deixa falar... — A não deixei continuar.
— Como se fosse uma desconhecida, como se só soubesse o nome dela, se ela tem ressentimento por você tem motivo. — A olhei e voltei pro meu quarto.
Ao longe eu os escutava tocando uma musica conhecida, e não demorou muito pra eu escutar alguém gritando em confusão.
- Vai pra puta que te paril, tá fazendo isso porque eu estou aqui. – Karla gritou. – Você nem ao menos para em casa então porque não some por umas três horas e me deixa em paz, melhor me manda pra porra do colégio a onde eu fico que então não precisarei mais ver sua cara por alguns longos meses.
Escutei passos firmes no corredor e a porta do quarto de Karla batendo, ela discutiu com a mãe, explicação mais obvia.
Sai do quarto a onde eu estava e entrei no quarto de Karla que nem percebeu minha presença.
- Desgraçada. – Ela estava com um pote de sorte e calda de morando comendo como se tivesse vendo filme de romance, a observei por alguns minutos até que ela me olhou. – Já foram te contar? – Balancei a cabeça em um não, ela pegou o pode de calda e derramou dentro do pote de sorvete – Então o que?
- Te escutei gritando. – Respondi.
- Senta ai. – Ela apontou o sofá e eu me sentei ao seu lado.
- Discutiu com sua mãe de novo?
- Não foi bem discutir. Eles ensaiam quase todos os dias e porque eu estava tocando ela revolveu desligar tudo. Isso é injustiça. Meu pai quer que eu cante na porra da renovação de votos deles e nem ao menos eu posso tocar em casa.
- Não é seu pai que quer que você cante, foi sou mãe que pediu. – Disse a olhando.
- Isso não é típico dela. E porque diabos ela iria pedir pra eu cantar? Eu canto mal pra caramba, ela nem ao menos me deixa tocar, e ela nem me suporta.
- Se você perguntar pra ela, é capaz dela te responder. – A olhava.
- Não se iluda, eu não vou falar com ela.
- Porque tá se afogando no sorvete?
- Porque tudo que é doce me acalma. – Ela respondeu jogando mais calda no sorvete. – Quer?
Balancei a cabeça em um não.
- Você deveria conversar com ela. – Disse sério.
- Não vai rolar...
- Assim quem sabe vocês se entendem.
- Não da pra conversar com ela.
- Ela diz a mesma coisa. – Ele revirou os olhos.
- Falou com ela? – Perguntei sem olhá-lo.
- Não, mas seu pai sim e me pediu pra falar com você... — Até que eu ia arruma confusão com as duas encrenqueiras, depois falava com Charles sobre isso. — Disse que não adiantaria.
- Até você que não é da família entendeu.
- Não é questão de entender, eu te conheço garota, passo muito tempo com você, e sei que não vai falar com ela se ela não vier falar com você.
- Você presta muita atenção nas pessoas, Zoe tem sorte. – Ela Disse sem jeito.
- Não tô com Zoe. – Arqueei a sobrancelha.
- Eu vi vocês dois se beijando. – Ela me encarou colocando mais uma colher de sorvete na boca.
- Não disse que nunca estive com ela, disse que não estou com ela de não estamos mais juntos. – Quase soletrei.
- Não sou burra. Tudo bem que eu achava que você era muito pra ela e tal, mas achei que iam ficar juntos. — Dei risada e ela ficou me olhando.
Achou sim sei, ela estava é torcendo pra que eu desse o pé na bunda dela logo.
- Que foi? – Parei de rir.
- Que foi pergunto eu né?
- É que veio uma coisa na minha cabeça... Nada de mais. Eu tenho que fazer uma ligação então se precisar eu tô no quarto da frente. – Me levantei e sai do quarto.
Liguei pra Charles e expliquei a mentira que tinha dito pra não arrumar mais confusão, meu chefe era bem compreensivo, ia alimentar essa história, ele conhecia sua filha e eu conhecia filha dele, nós dois sabíamos que ia dar confusão se ela soubesse.
Karla ficou trancada no quarto o dia todo, Charles havia chegado e pediu que eu fosse até seu escritório conversar com ele.
- O aniversario de Karla e de Carlos é amanha. — Ele disse pensativo. — Acho que amanha você vai ter que tira-la daqui. — Ele disse me encarava. — O presente de Carlos eu Já entreguei o de Karla eu acho que
não vou conseguir, então você vai fazer isso por mim. — Charles abriu uma gaveta e tirou um envelope me entregando. — É um carro, na verdade é uma carta.
- É Charles um carro não caberia no envelope. — Disse rindo.
- Muito engraçado Stewart... – Ele revirou os olhos. — Amanha Allan não esquece leve ela pro lugar mais seguro que conhece...
- Você tá me mandando levar ela pro...
— Seu apartamento? É Allan estou. — Ele concordou. — Já esta tudo pronto, se não o pegarmos amanha, vou demorar mais algum tempo pra conseguir outra armadilha...
— Porque me colocou? — Perguntei o encarando.
— Você é o único que morreria por ela. — Ele respondeu. — Você faz qualquer coisa pra salvar alguém Allan, já ti vi em missões e você é o mais novo e mais corajoso, é o único que posso confiar.
Concordei com a cabeça.
— Só a tire daqui amanha. — Ele pediu e concordei saindo do seu escritório.
Estava voltando pro meu quarto e Carlos me para no meio do caminho.
— Minha irmã fica andando com aqueles shorts minúsculos na sua frente e você não disse nada? — Ele me perguntou sério.
- O que queria que eu dissesse?
— Sei lá... Tipo você sabe minha irmã é bonita, você deve olhar pra ela com outros olhos. — Ele me encarava.
— Carlos sua irmã é gostosa e daí? — Perguntei. — Não é porque eu a acho bonita que vou parti pra cima...
— Só não a trate como se ela fosse a Zoe. — Carlos continuou a me encarar. — Ela não é uma vadia.
— Como se eu não soubesse, se eu achasse que ela parecesse ou fosse uma vadia eu já teria feito coisas que garotas boas não fazem. — O encarei. — Até ela tem limites Carlos.
Voltei pro meu quarto e me joguei na cama, não demorei muito pra dormir.
Notas finais
E comentem né u_u
Assim eu fico feliz *-*-*
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