Lake Forest Academy
36 Capítulo 36
Descemos as escadas e fomos para a cozinha a onde Carlos estava nos esperando.
– Vocês são bem lerdos. – Ele revirou os olhos.
Fomos pro carro e Carlos mandou Karla ir no banco de trás porque ele era o mais “velho” então tinha que ir na frente, na verdade essa era aquela coisa de que homens tem que ir no banco da frente.
– Isso é muito injusto tá? – Karla cruzou os braços emburrada.
Dirigi até aonde Carlos disse que era a loja de vestidos e estacionei. Saímos do carro e Karla ficou olhando a loja, ela parecia desconfortável de estar ali, estava se mexendo de mais como se quisesse sair correndo de lá.
– E ai maninha pronta pra escolher seu vestido de noiva? – Ele perguntou passando o braço em cima dos ombros de Karla.
– Vai à merda garoto. – Karla ficou brava, tomou a frente e entrou na loja.
– Estresso. – Carlos entrou logo em seguida.
– Carlos. – A vendedora sorriu quando viu ele. – O que está fazendo aqui?
– Jodie, minha irmã quer ver um vestido de casamento. – Carlos começou a rir e Karla o metralhou com os olhos. – Não me olha assim Karla.
– Você quer me casar sendo que eu nem ao menos tenho um noivo. E no dia que eu for escolher o meu vestido de noiva você vai ser o ultimo que eu vou chamar. – Ela disse séria.
– Ela chama até o noivo pra ver o vestido e eu não. – Ele revirou os olhos.
– Isso é errado, da azar se o noivo vê o vestido antes do casamento. – Jodie encarou Karla e desviou o olhar pra mim e sorriu, ela era bonita, morena com olhos castanhos, alta com o rosto arredondado.
– Eu a trouxe aqui pra ver o vestido que ela vai usar na renovação dos votos dos nossos pais. – Carlos disse sério.
– Venha por aqui. – Ela passou a frente e Karla a seguiu.
– Agora a gente espera. — Carlos respirou fundo. — Pesando bem eu quero ver ela com o vestido.
– Ela surta se você aparecer lá se estiver se trocando. — Disse o olhando.
– Ela vai jogar o que tiver mais próximo em mim se aparecer lá agora... E como tá sua convivência com ela? Ela já tentou de matar, te ameaçou, de expulsou...
– Deu chilique serve? — Perguntei cruzando os braços.
– Disso eu suspeitava.
– Ela é difícil de lidar, mas da pra enrolar...
– É fácil dobrar ela, é só entregar qualquer coisa doce que ela a amansa na hora... — Essa eu não sabia. Ficamos alguns minutos quietos e Carlos parecia ansioso. — Vamos lá ver minha irmã. — Ele saiu andando e eu o segui.
Entramos no ateliê a onde havia vários vestidos, de frente pra mim havia um espelho a onde Karla se olhava com um vestido azul até pé, ela estava linda, eu a olhava vidrado no que via, ela sorriu e desviou o olhar pra baixo.
– Perfeita. – Carlos disse a olhando.
– Esta apertado? – Jodie perguntou a Karla, mas olhando pra mim.
– O vestido ou o sapato? – Karla perguntou séria fazendo Jodie voltar a olhar pra ela.
– O Vestido. – Ela sorriu.
– Na verdade ele esta largo no busto.
Jodie chegou perto dela e prendeu o que sobrava com alfinetes. Ela disse algo a Karla que a fez revirar os olhos mal humorada batendo o pé no chão.
– Que legal vou ter que tirar o sutiã. – Karla saiu de frente do espelho e foi até o provador. – Alguém abre o zíper pra mim?
Jodie foi até o provador e Karla saiu um tempo depois segurando a parte da frente do vestido pra que não mostrasse nada.
– E então? – Jodie perguntou apertando o vestido.
– Tá largo ainda, se eu abaixar tudo mundo vai ver meus seios. – Ela curvou a boca.
Nessa festa eu queria tá só pra poder ver essa cena.
Elas conversaram um pouco enquanto ela prendia o vestido.
– Então pode tirar o vestido. – Jodie sorriu novamente.
Karla entrou no provador e Jodie se aproximou guardando alguns alfinetes.
– Sua namorada? — Ela me perguntou.
— Não. — Respondi.
– Ela é bonita deveria tentar. — Ela ainda guardava os alfinetes. — Mas então é o que? Amigo de Carlos?
– Também não, não posso deixar a madame ali morrer. — Respondi.
— Então você é o segurança que Carlos falou. — Ela parou pra pensar. — Ela é bem revoltada pelo que falam.
– Nem tanto, é só ela. — Disse dando de ombros.
– Ela tem vergonha quando olha pra ela... Eu vi quando ela baixou o olhar porque você estava a olhando, eu também sentiria. — Ela sorriu, me fazendo sorrir também. — Qualquer uma teria...
– Vambora. – Karla passou por mim brava batendo no meu peito.
– Dois segundos. – Pedi.
Ela parou de andar e me encarou.
– Se eu morrer lá fora você vai se sentir culpado pro resto da sua vida. – Ela sorriu amigavelmente.
– Desculpa. – Pedi a Jodie que fez um sinal pra eu ir. – Mal humorada.
– Cretino. – Ela estava séria. – Não era pra você estar conversando com ela, nem ao menos era para você sorrir pra ela. – Ela disse brava.
– Isso é ciúmes? – Perguntei sorrindo.
– Isso foi uma pergunta idiota Allan. – Ela me olhou ainda séria, arqueei a sobrancelha e a encarei. – É lógico que é ciúmes seu besta.
– É sério Karla a gente não pode se envolver. – Disse ficando sério. Eu queria ficar com ela ali até o final do caso, sabia que ninguém morreria por ela.
– Não tô falando que devemos fazer isso, e sim que eu tenho ciúmes então se for dá em cima de alguma mulher que faça isso bem longe de mim. – A voz dela estava se elevando. – E se eu tiver que vir aqui novamente e você tiver conversando com ela e sorrindo daquele jeito de novo te mato com um grampo de cabelo.
– Você é psicopata. – A olhei assustado.
– Ainda bem que sabe. – Saímos da loja e Carlos nos esperava na frente do carro.
– Eu repito, vocês são lerdos. – Carlos revirou os olhos.
Voltamos pra casa de Karla, que logo que entrou em casa começou a comer porcaria e empurrou pra mim também, naquele momento eu tinha ficado com medo da cozinheira que brigava com ela por um motivo... Elas sabiam usar facas.
– Você viu sua mãe? – Becca a cozinheira tinha perguntado.
– Não. – Karla deu de ombros.
– Achei que depois dessa, vocês iriam se dar um pouquinho melhor. – Ela respirou fundo e saiu pela casa.
– Nunca. – A garota Revirou os olhos.
Depois que janta saiu descobri que Karla não jantava com a família preferia jantar na cozinha na maioria das vezes sozinha.
– Não janta junto com a família? – Perguntei.
– Não, evito jantar junto com eles, minha mãe tem uns assuntos muito chatos então eu janto aqui.
Agora estava explicado o motivo.
Depois da janta Karla abriu a geladeira pegando um pote de calada pra sorvete e derramando em uma colher.
– Isso é abstinência de doce?
– É. – Karla respondeu. – Quer?
– Não, só uso isso pra duas coisas e nem uma delas é comer pura. – Respondi e Karla começou a rir me fazendo a encará-la.
– Não tenho a mente inocente Allan. – Ela piscou.
Eu tinha um sorriso um tanto malicioso por ela ter entendido o que eu queria dizer.
Depois que ela subiu pro quarto, eu encontrei com Carlos no corredor.
– Quem acha que é? — Ele perguntou.
– Eu achei que era a Zoe... Mas ela jura que é o Tomas...
– Zoe a odeia, mas Tomas... Ele sabe de todos os passos dela. — Ele olhou pra um lado e pro outro. — Vem, se ela escuta surta. — Ele abriu a porta do seu quarto.
O quarto de Carlos provavelmente deixaria qualquer mulher desconfortável, tinha vários pôsters de mulheres e de bandas na parede, havia uma guitarra pendurada também igualmente havia na casa na Califórnia a onde meu pai vivia quando estava em serviço.
– Zoe tem muitos motivos, Tomas nem um, que eu saiba pelo menos. — Carlos disse me olhando.
– Mas ele é o único que sabe pra onde ela vai e o que tá fazendo, Zoe a odeia e esta sempre de monitora no prédio feminino, os dois podem estar nisso e...
– O que tão fazendo? – Karla entrou no quarto e se sentou na cama. – Se for assunto masculino eu dispenso, então mudem de assunto.
– Na verdade era... E na verdade eu estou ficando quieto. – Carlos fingia que jogava, mal ela sabia que o assunto era ela, Karla pegou o violão de estava em cima da cama. – Tá desafinado.
– Percebi. – Eu e Carlos ficamos quietos enquanto Karla mexia no violão. – Gente eu estava brincando podem continuar a falar, eu não me importo, convivi muito tempo com Tomas e você Carlos falando besteiras.
– Você é animadora, da saltos extremamente altos, pelo que eu sei é cantora e baterista? – Perguntei a olhando.
– É por ai... Sou uma garota multifuncional...
– Iguais aquelas impressoras que fazem tudo. – Carlos disse rindo.
– HAHA. Muito engraçado Carlos. – Ela o encarou sem humor.
– Vai tocar com essas suas unhas de Wolverine? – Carlos virou para trás e a encarou.
– Olha e aprenda. – Karla piscou e mordeu a língua.
Ela fez um malabarismo com os dedos e tocou algumas notas.
– Eu prefiro a bateria. – Ela enrugou a boca.
– Pelo menos você não fica fazendo malabarismo com os dedos e sim com as baquetas... E você nunca tocou bem violão. – Carlos disse com um sorriso vitorioso.
– É eu sei. – Ela colocou o violão em cima da cama. – E eu não canto bem também. Eu só sou foda na bateria.
– Convencida. – Carlos revirou os olhos.
– É eu sei.
– Amanha a gente vai tocar. – Os olhos de Carlos a encarava. – E você vai estar lá, porque querem que você cante na renovação de votos e eu quero te exibir pros caras da banda.
– Te ferra. – Ela tinha um sorriso sem humor.
– É a sua reputação, eu falei pra eles que você toca muito. – Carlos sorriu maliciosamente.
– Um dia eu te mato. Faz tempo que não toco não sei se consigo segurar uma baqueta na mão.
– Isso até eu sei. – Carlos disse mal humorado.
– Tá, eu toco seu chato mal humorado, você é pior que o Allan quanto acorda de Mal humor. – Ela disse brava, me fazendo rir.
– Revolto.
– Se eu tivesse revoltado teria tacado o violão na sua cabeça. – Ela tinha um sorriso falso no rosto. – Eu vou dormir, então abaixa essa porra.
– É guitar hero. – Carlos a corrigiu.
– Que seja, abaixe. – Karla elevou a voz.
Ela saiu do quarto, e bateu a porta do quarto dela.
– Doidinha coitada. — Carlos respirou fundo. — A irmã que eu fui arruma.
– É família não se escolhe. — Curvei a boca.
– Se tivesse como escolher eu trocaria minha mãe, aquilo é o diabo em vida. — Ele me encarou. — Credo, ela não pode me ver que começa a gritar...
– O que seu pai tá armando? — Perguntei.
– O ensaio de casamento é uma armadinha, muita gente sabe, e já fui divulgado a onde vai ser, ele espera que consiga pegar quem quer que seja... Eu também!
Notas finais
Então pessoal sobre as recomendações, as que foram enviadas recentementes não chegaram já eram pra ter oito e só tem a metade. Eu não vou culpar você por isso porque é erro do site então se tudo der certo e meu Pc não resolver apagar mais nem um arquivo eu posto os extras n_n
Erros na postagem que eu sei que vão achar porque eu não tô afim de revisar por preguiça avisem, ok?
Obrigada por ler e comentar *-*
PS: Não a fic não tá acabando ainda, falta um pouquinho pra isso =}
Beijinhos da tia Keller
Fale com o autor