Lake Forest Academy
34 Capítulo 34
No caminho enviei uma mensagem avisando sobre o acontecido a cede e não demoraria até os outros agentes aparecerem na escola.
Entramos na enfermaria e a Diretora estava lá, Ela nos olhou e arregalou os olhos quando viu o braço de Karla sangrando.
– O que aconteceu? – Katharine perguntou.
– Algum louco tentou me matar. – Karla curvou a boca, ela estava mais tranquila do que eu esperava, provavelmente não havia caído à ficha que alguém tentou matá-la no meio do dia e na escola.
– Foi pra floreta. – Disse quando Katharine me encarou. – Não fui atrás...
– Como não foi atrás?
– Meu trabalho é protegê-la, eu nem ao menos deveria ter a deixado sozinha pra tentar seguir quem quer que seja. – Respondi sério. – Então não venha cobrar de mim o que seus funcionários deveriam estar fazendo, e por falar em funcionários a onde eles estavam quando aquela mulher invadiu a escola e disparou tiros contra uma aluna sua?
Katharine não respondeu apenas me olhou séria e saiu da enfermaria.
A enfermeira levou Karla pra uma das camas que ali havia e limpou o ferimento feito pela bala.
– Ai. – Ela exclamou fazendo cara de choro.
– Você agüentou um tiro, não consegue agüentar um curativo? – Perguntei sentando ao seu lado e segurando sua mão.
– Não foi um tiro foi um quase tiro... Se a porta do elevador não tivesse fechado bem a tempo seria um completo. – Ela fez bico quando a enfermeira passou um algodão pra desinfetar. – Tá ardendo.
– Calma. – Apertei sua mão a fazendo olhar pra mim.
– Cadê os dois? – Selena gritava do lado de fora da enfermaria.
Eles vieram de helicóptero só pode pra ter chegado tão rápido desse jeito.
Eles entraram na enfermaria todos sérios e ansiosos caminharam na nossa direção e pararam na nossa frente.
– O que aconteceu? – Selena perguntou.
– Tentaram me matar. – Karla respondeu.
– O que aconteceu detalhadamente. – Joshua perguntou.
A enfermeira fez alguma coisa que fez Karla entrar em desespero.
– Caralho. – Ela gritou e aperto minha mão com força.
– Você vai quebrar minha mão. – Ok ela não ia, mas me olhou de um jeito que deu vontade de beijá-la.
– Tá doendo. – Ela fez bico.
– Quem vai me responder? – Joshua perguntou bufando.
– Eu tomei um quase tiro então não me apreça. – Karla disse ainda com o bico.
– Todo mundo aqui precisa saber o que aconteceu, até eu. – Disse a olhando.
– Eu voltei pro meu quarto pra pegar o livro de matemática que Tomas havia me avisado que estava não estava na bolsa, quando estava entrando no elevador pra voltar pra sala ela apareceu e atirou... – Ela começou a ficar nervosa.
– Ela?
– Era uma mulher que por um motivo muito estranho sabia meu nome. – Disse preocupado.
– Descrição? – Selena perguntou pegando um a papel na mão.
– Roupa preta, capuz preto. – Karla respondeu e eu balancei a cabeça confirmando.
– Ótimo. – Tyler revirou os olhos.
– Porque não me avisou? – Perguntei a encarando.
– Eu ia, até ver que meu celular tinha ficado na bolsa que estava com Tomas, eu realmente achei que não iria acontecer nada nem me preocupei em pegar o celular e então eu fui pro lugar que eu achei que você estava, e sorte a grande que você estava lá...
– Na onde? – Zac perguntou.
– No meu quarto. – Respondi.
– Termina Karla? – Selena pediu anotando o que falávamos.
– Eu entrei no quarto dele e tranquei a porta... – Os cinco nos olharam e eu escondi o riso. – Não me olhem assim eu tava com medo... Eu sei que a porta abriu e Allan ficou na minha frente e me mandou pegar a arma...
– Você atirou nela? – John perguntou.
– Errei... O que a fez ficar um tanto nervosa ao ponto de tentou atirar em mim novamente...
– A arma dela travou quando foi atirar...
– Então você atirou nela? – Selena perguntou pra mim com cara de tédio.
– Sim, acertou em sua mão... Deve ter sangue no quarto. Eu fui atrás dela, mas ela entrou na floresta. E eu não ia entrar lá sozinho né? As balas da arma haviam acabado, e vai que havia uma armadinha na floresta? Então eu resolvi voltar já que havia deixado Karla sozinha, com uma Arma Selena, eu a deixei com uma arma. – Disse quando seu olhar assassino estava em mim.
– Isso é péssimo, não vamos conseguir muitos agentes pra vasculhar a área. – Selena choramingou.
– A questão é... – Zac começou a falar e me encarou. – Você voltou pro seu dormitório certo?
– Sim.
– E ela te pegou lá?
– É.
– Então quem a deixou entrar? – Zac perguntou me olhando.
– Tinha algum monitor lá fora? – Me virei pra Karla.
– Não, eu entrei e sai e não tinha ninguém... E como se ela estivesse procurando algo... Ela me chamou do meio do corredor ela estava lá procurando por algo...
– Você. –Zac disse sério.
– Ela teria entrado no dormitório, e esperado lá até as aulas acabarem. – Disse pensativo. – Tem algo errado. Esse turno é da Zoe...
– Ela nunca esta nos turnos dela. – Karla me encarava.
– Você entra e sai do dormitório sem ter ninguém lá, uma pessoa não autorizada entra no dormitório
feminino e ninguém nem ao menos a vê... Armaram. – Dei um soco na cama, era só um pensamento idiota que se passou pela cabeça de todos os a gentes ali, mas que pra Karla parecia surpresa. – Tem alguém aqui de dentro envolvido nisso. — Me levantei da cama. – Vai lavar a mão pra limpar a ferida.
– Ok. – Karla se levantou e foi pro outro lado da enfermaria lavar a mão.
– Eu acho que sei quem foi. — Disse olhando os outros cinco.
– Quem? — Selena perguntou.
– Uma garota... Ela tá com raiva de mim... Mas eu vou tirar essa historia a limpo. — Disse convencido.
– Eu quero falar com essa tal garota, manda ela pra sala da Katharine. — Selena ordenou.
– Allan a coisa tá ficando perigosa segundo atentado se lembra, não vão demorar muito pra pega-la, não sei quanto tempo ela tem de vida, se não for essa pessoa que você acha que é, sinto, mas não temos muito mais o que fazer. — Tyler disse me encarando.
– Tyler... — O encarei. — Ela não vai morrer, se eu tiver que morrer no lugar dela eu morro, mas ela não.
Tyler encolheu os ombros.
– Você sabe apesar do pai dela ser diretor não conseguiu tudo o que queria, e estão mais próximo, olha a segurança desse lugar, e mesmo assim, mesmo assim entraram aqui e tentaram matar ela Stewart você sabe só não quer aceitar ela vai morrer. – Zac disse me encarando. – E pelo jeito você vai junto, mas pelo menos você não tem família pra sustentar, não vai deixar nem um filho.
– Olha Zac eu entendo que você não queira estar nesse caso, mas segura sua onde, ela não vai morrer, porque somos os melhores o que Charles confia, então eu te digo ela não vai morrer porque vamos conseguir pegar a pessoa. – Selena disse brava.
– Só quero que o a criança ai não fique se culpando e ter que passar por psicólogo depois por ter perdido uma vida. – Zac apontou pra mim e deu três passos pra trás.
– Vamos mudá-la de quarto até ela ir pra casa dos pais, ela não sai e nem entra no quarto sem companhia, Allan você vai passar a noite com ela. No quarto e bem longe escutou? — Selena perguntou entre os dentes. — Não quero problema pro meu lado, amanha você dorme enquanto ela tiver aula enquanto isso Tyler a acompanhava.
– Selena é melhor você ficar no quarto à noite, não sei... Mas acho que...
– Você não acha nada, minha pequena tá doente tenho que voltar. — Ela disse me encarando.
Karla se aproximou e me olhou preocupada. A olhei dos pés a cabeça.
Uma noite, uma noite Allan, você tem que se segurar, não vai fazer nada de erra do, Selena de castra se fizer alguma coisa. Continuei a olhar e segurei seu braço.
– Você esta em prisão domiciliar a partir de agora. – Disse a puxando pra longe.
– O que eu fiz? – Ela perguntou sem entender. – Alem de entrar o seu quarto e trancar a porta.
– Nada. – Respondi. – Alguns agentes vão ficar espalhados pelo prédio eu vou passar a noite no seu quarto... Eu preferiria que fosse Selena, mas ela tem que voltar pra casa por causa da filha. E ninguém quer que você deixe o quarto sem autorização.
Nós caminhávamos de volta pro prédio feminino de vagar e com calma.
– E quando eu vou pra casa?
– Amanha depois das aulas. – Respondi abrindo a porta do prédio. Zoe estava na recepção e eu a encarei desconfiado e ela devolveu o olhar com certa fúria. – Querem falar com você na sala de Katharine. – Minha voz saiu áspera e seca, ela apenas balançou a cabeça em um sim.
A porta se abriu e Tyler e Zac entraram no prédio.
– Estamos interditando o elevador e o andar a onde você dorme. – Zac olhava Karla. – E senhorita Blumm a esperam na sala da direta, gostaria de acompanhar Tyler, por favor?
– E eu vou dormir a onde? – Karla protestou.
É a onde ela vai dormir?
– No ultimo andar. – Tyler respondeu e ela me olhou com os olhos suplicantes, o ultimo andar era a onde o quarto que ela dividia com a amiga ficava.
– Não acho boa idéia. – Disse olhando Zac. – O quarto andar tem três quartos vazios.
– Tá vão pra onde quiserem. – Zac revirou os olhos.
Zoe me olhou com os olhos desesperados e saiu pela porta junto a Tyler.
– Eu posso pegar minhas coisas né? – Karla perguntou preocupada.
– Pode. – Respondi a puxando pela escada.
– Porque Zac é tão mal humorado? – Ela perguntou com a voz baixa.
– Ele estava de folga, isso deixa as pessoas irritadas no começo. – Coloquei a mão nas costas delas pra ir um pouco mais rápido, mas acho que isso a incomodou.
Entramos no quarto e Karla começou a vasculhar suas coisas jogando algumas roupas em cima da cama.
– Eu guardo isso a onde?
– Cadê sua bolsa? – Perguntei olhando cada canto do quarto.
– Fico na sala de aula.
– Sua bolsa. – Selena entrou no quarto e a colocou em cima da cama.
– Vocês têm algum tipo de telepatia? – Ela perguntou fazendo careta.
– Não, mas não reclamaria se tivéssemos. – Me encostei-me à parede perto da janela.
Ela jogou tudo dentro da bolsa, socando pra caber tudo lá dentro, quando fechou o zíper ela sorriu vitoriosa.
– Terminou? – Perguntei.
– Sim.
Saímos do quarto e fomos até o terceiro andar, entramos no quarto que ela havia ficado na vez em que vasculharam o outro.
Ela jogou as coisas em um canto do quarto e se sentou na cama pensativa.
– Eu quase morri. – Ela olhava o nada.
– É, eu vou ter que concordar. – Me joguei na poltrona.
– Isso é uma sensação horrível. – Ela se deitou na cama respirando fundo.
– Eu sei, quando tive meu primeiro caso achei que ia morrer. – Disse olhando o nada.
Tudo ficou em silencio, um silencio incomodador, por alguns minutos.
– Vai mesmo passar a noite aqui? – Ela olhava o edredom.
– Vou... Porque prefere o Zac? – Ri sabendo que não.
– Não. – Karla arregalou os olhos. – Vamos ter que revezar a cama. — A encarei desconfiado. – Prefere dividir ela comigo?
Sim? Mordi o lábio inferior com força pra segurar a resposta.
– Não vou dormir. – Disse com um sorriso maroto. – Na verdade eu não posso, mas isso não quer dizer que eu não caia no sono no meio da noite, então se precisar grita porque se você me chamar eu não vou acordar.
Ela sorriu, me fazendo sorrir junto.
Passamos o dia trocando poucas palavras, eu tava ocupado recebendo mensagens da Selena, a maioria ameaçadoras como “se você encostar um dedo nela essa noite, eu te castro” ou “Se eu ficar sabendo de alguma coisa que você não deveria fazer eu conto a Charles”.
Que ótimo estava com data marcada pra morte agora.
Quando Karla estava se preparando pra dormir, eu fiquei a olhando, ela estava com o cabelo preso em um coque mostrando todo o rosto, sem maquiagem alguma, eu ainda digo, ela fica linda sem maquiagem. Ela estava com um short curto de malha e uma regata, os peitos dela estavam pra cima o que provavelmente era culpa do sutiã. E eu estava olhando pra ela como se ela fosse um pedaço de carne, de novo.
Olha a luxuria Allan, se controla, não é porque ela fica linda desse jeito que você vai avançar o sinal.
– Não olha pra mim. – Ela foi até a cama sem me olhar. — Que? — Ela perguntou quando viu que meus olhos ainda estavam nela.
– Nada.
– Sei que o short é curto, mas eu durmo com ele. – Ela mostrou a língua e se deitou se encolheu na cama. – Vai mesmo ficar a noite inteira acordado? Eu não me importo de me levantar no meio da noite e te emprestar a cama. E se alguém entrar durante a noite e você tiver cansado de mais? – Karla parecia uma criança preocupada.
– Pode dormir sem peso na consciência, eu não vou dormir. – Disse sério. – E ninguém vai entrar aqui se
entrar eu mato.
– Credo Allan. – Ela apertou o edredom com força.
– Dorme Karla, não vai acontece nada, te prometo. – A olhei e sorri.
– Ok. – Ela disse com uma voz fraca e sorriu de volta.
Ela parecia um anjo dormindo, tinha uma expressão leve e tranquila, era linda. Levantei-me pra me aproximar dela e meu celular começou a tocar.
– Caralho. — O tirei do bolso depressa o fazendo escapar das minhas mãos indo pro ar, o peguei antes que caísse no chão e olhei Karla pra ver se tinha acordado. – Ufa! – Felizmente ela ainda dormia e nem se mexia.
Olhai o visor do celular que avisada que uma mensagem havia chegado.
Abri a mensagem e vi o recado.
Eu sei o que tá pensando Allan, se encostar nela você morre!
Eu tinha medo da Selena, ela costumava cumprir suas promessas.
Desviei meu olhar pra Karla e ela dormia tranqüila. Eu queria estar abraçado com ela naquela cama, mas se fizesse a vida dela correria perigo, mas do que nesse exato momento.
Karla acordou um tempo depois e passou o olhar pelo quarto e se assustou quando me viu sentado na poltrona.
– Que merda esqueci que você estava aqui. – Ela colocou a mão no rosto, ela olhou o celular e me olhou. –Quer dormir um pouco?
– Não. – Prefiro ficar olhando você dormi.
– Você é mal. – Ela se deitou novamente. — Já que não quer dormir eu faço isso por você.
Ri revirando os olhos a fazendo sorrir fechando os olhos novamente e se encolhendo pra voltar a dormir.
Já era mais cinco da manha meu olho estava pregando, eu não estava mais aguentando fica acordado, meu corpo pedia por descanso, eu queria mesmo fechar os olhos e dormi.
Por precaução coloquei meu celular pra despertar as sete da manha.
Meu celular começou a tocar e eu o peguei desesperado vendo que tinha dormindo, o que não era pra ter acontecido, peguei o celular na mão com vontade de jogá-lo na parede, mas me contive apenas o desliguei e olhei pelo quarto. Karla me olhava sentada na cama, não sei se a acordei ela ou ela já estava acordada.
– Já tava acordada? – Perguntei sonolento.
– Sim.
– Porque não me acordou?
– Porque você parece uma criança, e eu não acordo crianças dormindo. – Ela disse sorrindo.
Revirei os olhos pela comparação dela e me levantei indo ao banheiro, eu precisava tomar um banho e dormir, mas me contentei em jogar água no rosto. Olhei no espelho e vi meus olhos cansados e fundos, eu precisava mesmo dormir, sai do banheiro voltando pro quarto tropeçando nos meus próprios pés.
– Tô quebrado. – Me joguei na poltrona. – Tyler vai te acompanhar até o fim das aulas hoje, desculpa, mas eu preciso dormir pra te levar pra casa.
– Tá tudo bem...
– Não acredito em você. – A encarei sério. – A ultima vez que você falou “tudo bem” seu braço não
ficou muito grato.
– EU estou falando sério. Você precisa dormir você nem ao menos consegue ficar com os olhos abertos. – Karla fez uma careta.
– É. – Tive que concordar. — O meu pior problema eu preciso dormir, e se não durmo não consigo fazer nada. – Eu tentei olhá-la, mas desisti.
Bateram na porta e eu abri os olhos, era pra ser Tyler.
– Se cobre ou vai pro banheiro se trocar agora. — Disse em praticamente um sussurro. Ela se levantou de pressa e foi pro banheiro com a bolsa.
– Oi Tyler. – Abri a porta.
– Cadê a garota? – Tyler perguntou.
– No banheiro se trocando.
Tyler ficou um tanto irritado, passou a noite no prédio vigiando, deveria tá mais cansado que eu.
– É simples, você não precisa ficar nas aulas, se acontecer alguma coisa os professores te avisam, nas trocas de aula é bom você a olhar, mas não precisa seguir só na hora do almoço e no final da aula, mas acho que ai já é comigo. – Expliquei.
– Ok. – Tyler disse sério.
O sinal tocou, Karla pegou as coisas delas com uma pressa que eu nunca vi antes. Saímos do quarto e eu deixei Tyler ir um pouco à frente pra passar algumas coisas a Karla.
A encarei sério e ela ficou sem entender.
– Tome cuidado com ele, não o desafie, tome cuidado com ele, não diga nem uma palavra ofensiva a ele, e tome cuidado com ele. – Ela riu das minhas instruções.
– Porque tenho que tomar cuidado com ele três vezes? – Ela perguntou em um quase sussurro.
– Será um problema se ele abusar de você? – Perguntei a olhando.
A ficha de Tyler não era nada boa, e eu não queria correr o risco. Não com a garotinha de cabelo colorido que tinha um rostinho de anjo.
– Abusar como? – Ela perguntou preocupada.
– Só não o desafie e não o provoque, ou melhor, grude em Tomas e não solte mais.
– Ok.
Caminhamos até o refeitório e Karla foi pegar seu café da manha e Tomas se aproximou.
– Rapunzel. Como você tá?
Tyler encarou Tomas que parou a certa distancia dele com receio.
– Filho da sua chefe, você que sabe. – Dei de ombros. – Eu tô indo, vou dormir.
– Dorme pra não me matar no cominho. — Karla disse rindo.
Não a respondi, mas ri do seu comentário.
Entrei no quarto e fui direto pra cama, nem olhei pra ver se tinha fechado a porta, sei que deitei e dormi como dormia quando chegava em casa depois de uma semana de trabalho. E como era bom dormir daquela maneira.
Eu devo ter dormido por quatro horas, o que não era muito, mas o suficiente pra me manter acordado por mais doze horas.
Levantei-me da cama ainda querendo dormir, puxei a mala de debaixo da cama e tirei minhas roupas do guarda roupa as jogando na mala. Talvez eu n em voltasse depois da casa de Karla, então provavelmente algumas roupas ficariam na escola por estarem na lavanderia.
A porta se abriu e eu me virei pra ver quem era.
– Como pode? — Ela perguntou me encarando.
– O que?- Continuei a guardar minhas coisas.
– Como pode achar que eu pedi para matá-la? — Zoe perguntou enfurecida.
– Zoe. – Respirei fundo e me virei para encará-la. — Você mexe nas minhas coisas quando tem oportunidade, e isso acontece freqüentemente, mexeu nos meus arquivos, retirou um deles, a chamou de vadia, você acha que eu tenho mais algum suspeito?
– Deveria, porque foi Tomas que mandou Karla voltar pro seu quarto pra pegar o livro de matemática, foi ele, não eu! — Ela me encarava. — Não fui eu acredite, eu dormi com você, se você usou isso é mais problema seu que meu...
– Não Zoe, é ao contrario, você me usou, e aproximou pra conseguir tirar informações de mim...
– Não fui eu Allan, pensa quem sempre soube a onde Karla estava? Quem? — Ela deu meio sorriso. – Tomas sabia de tudo que Karla fazia, de tudo, eu só sabia o que você falava!
– Zoe, some. — Disse sério. — Chega, não vai conseguir nada com isso.
– Você que sabe Allan, mas quando ela te jogar fora, vai ser tarde de mais. — Zoe deu meio sorriso e saiu do quarto.
Parei um segundo para pensara e odiava admitir, mas ela estava certa e eu sabia.
Será que realmente foi Tomas? De uma coisa era certa ele sabia de todos os passos dela, de cada um.
Levei minha mala pro carro e voltei pra escola e esperei Karla sair da ultima aula.
Notas finais
Mas eu posso dizer pra vocês que dos comentários anteriores alguém esteve certo, não vou dizer quem, mas estava.
Então erros na postagem avisem-me e eu quero ler o que vocês pensam e estão achando da historia ok? .-.
eu preciso saber pra ver o quão perto ou longe vocês estão de descobrir quem foi.
Beijos da tia Keller *-*-*
PS: se alguém mandou recomendações da historia da uma conferida porque as vezes ela não foi enviada como se aconteceu duas vezes =/ *E eu vou chantagear vocês usando isso mais pra frente*
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