Lake Forest Academy
33 Capítulo 33
Sai do quarto de manha e fui pra enfermaria. Ela baniu a faixa do meu braço e retirou os pontos. Demorou bem menos do que eu achei que demoraria. Também achei que eu iria ser bombardeado por coisas que eu não deveria fazer com o braço, mas a enfermeira não disse absolutamente nada.
Fui pro quarto de Karla e abri a porta sem bater realmente acreditando que ela estava dormindo ainda. E bem... Ela não estava dormindo pelo contrario ela estava sem blusa apenas com o sutiã azul bebe no meio do quarto.
- Desculpa. – Respirei fundo e sai do quarto.
Encostei-me à parede e batei a cabeça contra ela.
- Porque ela tinha que ser bonita e ter os seios bonitos? – Perguntei pra mim mesmo. – O luxuria...
- Entra. – Ela disse rindo, bati a mão na porta e entrei no quarto e ela estava saindo do banheiro fechando a camisa da escola. – Sabe eu falei que você ia me pegar desprevenida ainda. Você disse que não vinha e eu achei mesmo que você não ia vir.
- Você sempre se troca no banheiro não achei que ia te ver de sutiã azul bebe com renda branca no meio do quarto. – Cocei a nuca.
- Você poderia ter poupado a cor dele e a renda sabe? Não era necessário eu viveria muito bem sem saber que você viu a cor e a renda de uns dos meus sutiãs. – Ela me encarou.
- Desculpa.
- Tudo bem já viu mesmo. – Ela deu de ombro.
O sinal tocou e seguimos pro refeitório.
- Tem muitas coisas acontecendo... — Karla disse pegando o celular na mão.
- É e metade delas temos que guardar pra nós mesmos. – Disse entrando no elevador encarando o nada.
- Depois me perguntam por que eu acho meu irmão um idiota. – Ela guardou o celular no bolso do short.
Sentei-me ao seu lado no refeitório e fiquei a olhando, ela tinha um corpo bonito, vi bem mais do que deveria ter visto hoje. Porque eu tinha olhos? Porque ela não podia ser feia? Se fosse eu estava me pegando com uma vadia e eu ainda estaria feliz.
— Tô me sentindo um pedaço de carne, para. – Ela pediu sem me olhar.
E que pedaço de carne ela era, desviei o olhar dela pra não fica me enchendo.
– Não era pra tudo isso também, só que parece que você quer me devorar. – Tecnicamente eu queria.
A turma que Karla resolveu se reuniu em volta da mesa.
- Sobrinha... – Chad se sentou ao lado de Karla.
- Tomo banho de perfume? – Ela perguntou coçando o nariz.
- John me deixou sem água e eu tive que disfarçar colocando perfume. – Chad disse rindo.
- ECA. – Sara, Anada e Karla disseram juntas.
- Brincadeira. Exagerei hoje. – Ele abriu a camisa se mostrando. – Morram garotas.
Karla revirou os olhos como se aquilo não fosse muita coisa e eu acabei rindo.
- Chad já te disseram que você é muito convencido? – Sara perguntou.
- Já. – Ele piscou.
- Idiota. – Karla bateu nele.
- Para de me bater? – Chad pediu.
- Fecha a camisa e cala a boca que eu paro de te bater.
- Tá... O que eu não faço pra não apanhar. – Ele fechou a camisa e ficou quieto.
O sinal tocou e Chad pulou animado, encarei o nada pra não ter que xingá-lo, aquele garoto era estranho.
- Porque tá animado? – Karla perguntou desconfiada pra Chad.
- Vou ver o amor da minha vida. – Ele piscou. – Me faz um favorzinho sobrinha?
- Depende...
- Sobe nas minhas costas?
- Isso é estranho, mas como eu não nego carona. – Ela subiu na cadeira e pulou nas costas dele, nesse instante eu queria ser ele, Chad segurou nas pernas dela com força. É eu queria ser ele só pra poder pegar naquelas pernas. – Vai fazer ciúmes pra ela né?
- É.
- Sorte sua que eu abandonei a saia hoje. – Karla disse rindo. – Tomas leva minha bolsa. – Ela gritou e Tomas pegou a bolsa dela contrariado. – A Parede Chad...
Se não queriam matá-la pelo menos estavam tentando.
Voltei pro meu quarto, eu ia tenta dormir, eu precisa esquecer o que estava acontecendo. Me deitei na cama sem tirar o tênis, joguei minha arma em baixo do travesseiro e fiquei encarando o teto, eu devo ter viajado por meia hora, a porta se abriu e eu revirei os olhos já desconfiando de quem era, quando olho pra porta fui pego de surpresa.
POV. Karla.
– Tomas leva minha bolsa. – Gritei e vi Tomas vindo. – A Parede Chad.
- Eu vi. – Ele desviou e continuou andando.
- Chad cuidado com as pessoas no corredor você vai matar alguém. – Eu disse entrando em desespero.
- Hey, não estamos em um carro. – Ele disse segurando uma risada.
- E se estivéssemos já teríamos batido em algum lugar...
- Oi Steffany. – Chad sorriu pra garota que nos olhava.
- Oi Chad. – Sua voz era triste. – Karla. – Ela me olhou e forçou um sorriso.
- Steffany. – Fiz o mesmo.
- Agora chega sobrinha sai de cima do seu tio porque você não é tão leve assim...
- Não quero. – Eu disse fazendo bico. – Tá eu saio. Pulei no chão e olhei Chad que olhava Steffany despreocupado. – É ela?
- É. – Ele respirou fundo.
- Fala com ela. – Disse inclinando a cabeça.
- Eu vou... Só não sei quando.
- Karla seu livro de matemática não esta aqui. – Tomas disse me entregando a bolsa.
- Droga. – Bati o pé no chão. – Já não tenho nota se ele descontar por não trazer material...
- Vai buscar, eu falo que você teve um problema...
- Te amo Tomas. – Beijei a bochecha dele e sai correndo.
Voltei pro dormitório correndo, alguns monitores me gritaram no caminho, mas ignorei e continuei a correr, entrei no meu quarto e procurei o livro que estava jogado em uma das gavetas da mesa do lado da minha cama. Peguei o livro e sai do quarto batendo a porta, apertei o botão do elevador e esperei ele chegar, cantarolei uma musica e o elevador finalmente chegou.
- Olá Karla. – Entrei no elevador e me virei para o corredor para ver quem falava comigo. Havia uma mulher ali, se não fosse pela voz diria que era um homem por estar toda de preto e com um capuz também preto tampando seu rosto. – Finalmente eu vou poder te matar. – Ela disse com um sorriso psicótico.
Apertei o botão do elevador no térreo e a porta começou a se fechar o sorriso da mulher continuou lá, ela sacou uma arma e disparou três tiros seguidos, respirei fundo pela boca assustada e um grito saiu da por ela, o livro caiu no chão e a porta terminou de se fechar. Levei minha mão pro meu braço esquerdo e ele sangrava, olhei pra ele e a camisa da escola estava rasgada e o sangue fluía por ele, minha mão se encheu de sangue e eu entrei em desespero.
- Meu celular... – Coloquei a mão no bolso e não tinha nada. – Ficou na bolsa... Eu vou morrer, eu não quero morrer, eu só tão novinha ainda, ai Deus não faz isso comigo, eu nem ao menos pulei de paraquedas ainda. – Eu olhei pra cima.
A porta do elevador se abriu e eu caminhei o mais rápido que podia.
- O que eu faço o que eu faço? – Perguntei pra mim mesma, ninguém podia responder isso pra mim, eu não tenho o Allan do meu lado pra pedir ajuda a ele nem ao menos estava com meu celular. – Pense igual a ele Karla, pense igual a ele. O que ele faria? O que ele faria?... Ok um lugar seguro, é disse que preciso. — Eu ia voltar pra sala de aula, mas eu não podia quem quer que seja que estivesse atrás de mim poderia me perseguir e machucar alguém que não tinha nada haver com historia. – Só tem um lugar. — Desviei meus passos para o prédio dos funcionários. Tudo que havia ao meu redor passava tão rápido que eu nem ao menos via direito, um outro tiro ecoou atrás de mim eu não me virei com medo dela estar perto de mais e continuei a andar, outro tiro passou perto de mim o que provava que ela estava perto. EU não escutava os tiros só sabia que ela estava atirando porque as balas faziam um barulhinho quando atingiam alguma coisa. Acelerei mais os passos quase correndo e entrei no prédio, caminhei pelo primeiro andar em busca do quarto de Allan que eu sabia bem a onde ficava, corri na direção do seu quarto, bati a mão na maçaneta da porta e entrei a fechei atrás de mim e a tranquei.
POV. Allan.
- O que você tá fazendo aqui? – Me levantei da cama.
- Tem alguém atrás de mim. — Karla disse atordoada com a mão direita na cabeça.
Dois tiros acertaram o trinco da porta Karla soltou um grito desesperado. A porta se abriu, e com o impulso puxei Karla pra perto a abraçando e me virando de costas pra quem quer que estivesse na porta.
- Allan. – Era uma mulher, tinha uma voz fina, irritante que nunca tinha escutado. – Eu não quero te matar, então, por favor, saia da frente dela e me deixe matá-la.
- Consegue alcançar o travesseiro? – Sussurrei em seu ouvido.
Ela olhou o travesseiro.
- Acho que sim. – Respondeu
- Vamos Allan não tenho o dia inteiro...
- Tem uma arma de baixo dele, pegue e atire. – Disse ainda era um sussurro. Ou será ela ou a da porta, podia ser eu também, então eu preferiria que fosse a da porta.
- Não posso.
- Pode, não posso sair da sua frente se não te matam, então você atira. Seja rápida. — Avisei.
- Você sabe que eu não quero te matar, mas se demorar muito vou ter que matar os dois. – Ela dizia cantarolando e um tanto chateada.
Karla colocou a mão debaixo do travesseiro.
- Ela esta travada? – Ela respirou fundo.
- Não.
Ela tirou a arma de baixo do travesseiro e aportou pra mulher que estava na porta por cima do meu ombro.
- Ela vai brincar agora... Você não sabe atirar, não sabe nem ao menos segurar uma arma...
- Agora. – Tampei os ouvidos dela por causa do barulho que faria quando atirasse em um lugar fechado. Ela atirou o que me fez ficar surdo por alguns segundos.
– Desgraçada. – Ela errou só pode.
Ela tentou atirar, mas por algum motivo a arma dela travou fazendo um barulhinho conhecido.
- A Arma dela travou. – Tirei a arma da mão de Karla e me virei atirando duas vezes seguida. Ela estava toda de preto e com um capuz cobrindo o rosto, a mulher gritou e sangue escorreu da mão dela, pelo menos eu acertei. Tão rápido quando entrou ela saiu do quarto, eu fui pra ir atrás dela, mas lembrei que Karla estava no quarto. — Tem outra arma na primeira gaveta do armário pega ela, eu vou ir atrás de quem for que seja aquela pessoa. – Fui até a porta. – Se aparecer alguém que você não conhece atira. –
Sai do quarto e a segui ela conhecia a escola, sabia pra onde tinha que ir, eu a seguia perto de mais a dor que sentia atrasava se eu tivesse sorte a pegava, ela se virou quando percebeu que alguém a seguia mirou a arma na minha direção e atirou duas vezes, por sorte ela tinha uma mira péssima, atirei contra ela mais uma vez, pegando de raspão na perna dela, atirei e atirei de novo e as balas acabaram quando entrou na floresta.
- Merda. — Joguei as mãos pro alto e voltei pro prédio dos funcionários.
Entrei no quarto e Karla apontou a arma pra mim.
- Calma. – Coloquei as mãos pra cima e a encarei.
- É você. – Ela respirou aliviada e abaixou a arma a colocando em cima da cama.
- Como esta? – Perguntei e meus olhos foram pro braço dela, um tiro havia pego de raspão ali.
- Com medo. – Ela respirou fundo.
- Tá tudo bem... Eu não consegui pega-la, mas não vai voltar. – A abracei e ela escondeu o rosto no meu peito.
- Ela atirou em você? – Ela perguntou chorando.
– Não, mas ela atirou em você, e sorte a sua ter pegado de raspão... Não sei como chegou até aqui. – Segurei a manga do uniforme e a rasguei.
- Aí. – Ela exclamou chorosa.
- Desculpa. – A olhei preocupado.
- Qual é? – Karla limpava as lagrimas que ainda caiam do seu rosto com a mão sem ferimento. – Eu não queria morrer e não ia dar gosto dela tirar minha vida sem nem ao menos correr um pouco.
Ela abaixou seu olhar pra mão e havia uma ferida entre o dedão e o indicador.
- Foi quando atirou. – Respondi a pergunta que ela provavelmente estava se fazendo. – Acontece com novatos. – Segurei sua mão e olhei a ferida. – Acho melhor te levar pra enfermaria. – Ela me abraçou com força e eu fiz o mesmo beijando sua testa. Passei o braço pela cintura dela e a guiei para sairmos do quarto.
- Porque a arma dela não fez o mesmo estrondo que a sua fez quando eu atirei? – Ela perguntou me olhando.
- Ela tinha silenciador. É comum agentes usarem a noite em algum tipo de perseguição, mas atrapalha bastante. E como eu não uso silenciador, porque me atrapalha, quase fiz você ficar surda. – Sorri sem jeito.
- Tudo bem, antes surda do que morta. – Ela disse ainda me olhando enquanto caminhávamos em direção da enfermaria.
Notas finais
quando eu havia escrito parecia bem melhor, mas eu não conseguir melhorar essa parte então espero que me entendam
Bem esse foi o segundo ataque direto que a Karla teve e agora eu dei de brinde mais um suspeito pra vocês é só pensarem um pouco que vocês acham.
Então já sabem comentem pra mim ficar feliz e pra vocês ganharem mais posts e se acharem erros avisem que assim eu posso arruma-lo.
beijos da tia Keller e espero que vocês realmente gostaram =}
Ou não, né?
Se não gostaram deixe sua critica ai nos comentários que eu vejo se ela me ajuda ou não a melhorar =}
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