POV. Allan.

Andei pela escola pensando nas palavras da Karla, olhei pra frente e Tomas estava vindo em minha direção sério e mal humorado.

– Porque não disse nada? — Ele perguntou bravo.

– Se ela deixasse eu podia ter tentado. — Disse sério.

– Ela tá mal. — Ele olhou o chão. — Vai ser difícil pra vocês dois agora.

– Você tá falando como se eu tivesse terminado com ela, e olha que ela nem me deixou abrir a boca. — O encarei.

– Vai ver porque ela não precisa ouvir da sua boca um “Você é pirralha de mais” ou “Olha pra você o que eu iria querer com você?” — Tomas disse me encarando. — Ela não precisa ouvir o que já sabe, não precisa ouvir que não quer nada com ela.

– Você tá agindo como se soubesse tudo que se passa pela minha cabeça...

– Você tá com a vadia da Zoe, pensa cara, se eu não sei suspeito...

– Você acabou de dizer “Vadia da Zoe” não preciso de uma vadia na minha vida. — Disse sério.

– Allan... Você... — Tomas parou pra pensar. — Não acredito. — Ele riu. — Você gosta dela.

– Mas não vou ficar com ela, você sabe protocolo. — Disse o olhando.

– É fiquei sabendo sobre Selena. — Ele me olhou. — Ela conseguiu um filho protegendo um cara.

– Não posso ficar com ela enquanto tenho que protegê-la, as coisas podem dar errado, é a vida dela não a minha. — O encarei. — Eu me preocupo com ela, muito.

– Só tenta conversar com ela e explicar a situação, e Alem do mais tem o pai dela e você sabe, ele é protetor com a filha, e o irmão dela também, quase apanhei do Carlos uma vez. — Tomas coçou a nuca.

– É tem Charles, ele meu chefe, respeito ele, e tenho que respeitar ela, mas por ela por ser mulher do que pelo Charles...

– Falou o cara que catou a Zoe de jeito. — Tomas riu me fazendo rir junto.

Entramos no refeitório, conversando olhei pelo refeitório e Karla conversava com John, ela olhou pra mim engolindo seco e desviou o olhar quando olhei pra.

– Vou ter um infarto. – Karla disse colocando a mão no coração.

– Tá brincado né? – John perguntou arregalando os olhos.

– É tô. – Ela sorriu sem humor algum.

– Sobrinha linda. – Chad se sentou ao lado dela que me fez revirar os olhos. – Fiquei sabendo que madrugou hoje, foi da uma volta no campo sem a minha permissão.

– Eu precisava ver Tomas. Desculpa Chad, mas ele é o amor da minha vida. – Ela disse segurando a mão dele.

– Tomas. – Chad o gritou fazendo Tomas o olhar assustado. – Você disse que ela me amava. – Ele apontou pra Karla.

– Mas ela te ama. – Tomas sem entender.

– Não. – Chad fez uma cena hilária que me deu vontade de rir. – Ela acabou de dizer que você é amor da vida dela.

Karla começou a rir e todos olharam pra ela.

– Parem. – Ela disse tentando parar de rir.

– Tempo. – Tomas pediu. – A protagonista principal precisa de um tempo para se recompor.

Ela respirou fundo e olhou para Chad e Tomas.

– Parem vocês dois. – Karla os olhava com desespero. – Eu... Eu estou confusa, meu mundo não seria o mesmo sem vocês dois.

– Trate de escolher... – Tomas disse sério. – Não te dividirei com mais ninguém.

– Chega vocês três com essa atuação barata. – Sara se sentou a mesa ao lado de Chad.

– Não fala assim da minha atuação eu sou um ótimo ator...

– Tão ótimo que me largou naquela torre velha caindo aos pedaços. – Karla encarava Tomas.

– Tá vendo eu nunca faria isso com você Sobrinha. – Chad disse sorrindo pra ela.

– Tá vendo Tomas, ao contrario de você Chad iria ir me buscar. – Ela mostrou a língua a ele igual criança.

– Então... – Chad se virou pra Karla. – Fique comigo e não se arrependeras.

– Chad... Eu te amo, e ficarei para sempre com você. – Karla o olhava respirando fundo.

– Vem cá meu amor. – Ele colocou a mão na frente da boca de Karla e fingiu um beijo, eu ia acertar aquele garoto logo logo. – Consegui um beijo da princesa. – Chad disse vitorioso.

– Nós deveríamos fazer uma peça teatral. – Tomas disse pensando. – Rapunzel e seus dois amores ou maridos?

– Não consigo nem um quem dera dois. – Karla fez um barulho com a boca engraçado.

– Magoei. – Chad fez bico.

– Vai ser uma peça brilhante, você namorando comigo, então conhece o Chad e se apaixona perdidamente por ele...

– Ai eu termino com você e vou atrás do Chad, só que descubro que ele não era tudo aquilo...

– Então nós conhecemos o fim da historia... – Sara tinha cara de tédio. – Você fica com O Chad.

– É Chad você é o amor da minha vida. – Karla respirou fundo novamente. – Olha o ser que eu arrumei pra vida toda.

– Não se preocupe, eu for me formar advogado e nós vamos morar no Tenessee. – Chad e Karla olharam o nada.

– Isso me parece com a idéia de Carlos. – Karla fez uma careta.

– É porque essa idéia é dele. – Tomas disse rindo.

– Chad que coisa feia, não quero morar como meu irmão. – Ela disse ofendida.

– Relaxa, arrumamos uma casinha no meio do nada e viveremos do que plantarmos. – Chad piscou.

– Vamos fazer o seguinte, casamos em Vegas, e vivemos do dinheiro que eu vou ganhar jogando, enquanto isso você vai cuidar dos nossos filhos. – ela tinha um sorriso irônico que fez rir.

– Desisti de ter um time de futebol. – Ele disse decepcionado.

– Pode desistir de ter uma empregada mexicana também. – Karla disse rindo.

– Você esta acabando com meus sonhos. – Chad disse ofendido. – Não quero mais me casar com você. Você me destruiu apenas com palavras.

Chad fez todos riem e Karla revirou os olhos brava.

– É o que eu mais faço, destruo as pessoas e a mim mesma. – Ela disse encarando a mesa.

Tomas saiu do meu lado puxou uma cadeira e se sentou ao lado dela.

– Hey, você não é responsável por nada. – Tomas virou a cadeira dela pra poder ficar de frente com ela.

– Tomas eu só faço burrada, olha o que tá acontecendo comigo, acha mesmo que eu não estou me destruindo? Eu acabei com a vida de Clarisse eu fui responsável por ela estar bebendo aquela noite, eu nunca deveria ter a apresentado a bebida a ela nunca deveria ter falado que beber fazia os sentimentos ruins desaparecerem por alguns míseros segundos. – Lagrimas começaram a escorrer e Tomas a limpou. – Eu a matei.

– Quer ir para o quarto? – Tomas perguntou e Karla respondeu com um sim de cabeça.

– Eu vou com ela. – Avisei.

– Não Allan, eu vou com ela, só diz pra todo mundo que ela precisava falar com alguém que a conhece. – Tomas pegou sua bolsa e a levou em direção ao quarto.

Agora terminou de fuder tudo.

– O que deu nela? — Chad perguntou a olhando.

– Ela não tá nada bem hoje. — Disse a olhando também.

Voltei pro meu quarto e me deitei na cama encarando o teto, isso tinha que sumir, tinha que desaparecer da minha mente, eu sabia das conseqüências de ter um caso com quem devemos proteger, eu vi acontecendo com Selena, alem de ser rebaixada no cargo era transferido pro outro lado do país, eu não podia entregar isso de bandeja, tinha que ficar eu queria ficar do lado dela a protegendo, se cedesse a isso que estava sentindo eu teria que deixá-la, deixá-la na mão de outro pra ajudar.

Levantei-me e foi ao quarto de Karla pra saber como ela estava eu precisava conversar com ela. Entrei no quarto e eu estava prestes a ter um surto de raiva, ela provavelmente deve ter desmaiado de tanto beber, havia uma garrafa de vodka russa vazia jogada no quarto e outra até a metade do lado da cama é ela desmaio. Eu ia enforcar alguém quando acordasse, e esse alguém estava na minha frente jogada na cama. Mas encarando os fatos até que ela tinha bom gosto por bebidas alcoólicas.

– Droga, fiz de novo. – Ela se levantou, nem ao menos percebeu que eu estava no quarto e entrou no banheiro, alguém estava passando mal, e era bem feito já que tomou um litro e meio de Vodka russa. Ela voltou pro quarto e deu um pulo para trás. – Caralho que você tá fazendo aqui? – Ela tinha a mão no coração respirando fundo.

– Saber como você esta e perguntar a onde arrumou isso? – Mostrei a garrafa de vodka pela metade.

– Isso... – Ela mordeu a língua e continuou a me olhar. – Emocionalmente acabada, passei do estagio péssima, enquanto a isso que você segura nesse momento eu tenho varias delas.

– A onde? – Perguntei sério.

– Isso é uma coisa que você não vai saber. – Ela sorriu sem humor.

Adolescentes, se não me contasse eu daria um jeito de achar e ela sabe.

– Você sabe que se eu quiser achar eu vou achar. – Disse sério.

– Se você achar me avisa ai eu posso trocar de lugar. – Karla pegou alguns comprimidos e tomou no seco

– Karla eu tenho que saber se você tem mais dessas. – Apontei a garrafa.

Ela foi até o guarda roupa abril uma das portas e tirou um pedaço dele abrindo uma outra parte e tirou, mas três iguais a que eu segura.

– Satisfeito? – Ela me entregou as garrafas. – Se tiver agora você pode me deixar em paz?

– Precisamos conversar sobre o que você me disse mais cedo. – Disse olhando os rótulos das garrafas, uma delas veio mesmo da Rússia, aquela eu fazia questão de experimentar.

– Não precisamos não, eu te disse o que eu acho e o que eu espero que seja, ponto, não tem mais nada a ser dito. – Ela se sentou na cama abraçando os joelhos. – Merda.

– Da para parar de xingar, precisamos falar sobre isso. – Elevei a voz.

– CARALHO NÃO DA PRA PARAR DE XINGAR QUANDO EU SINTO DOR, NÃO SEI ME EXPRESSAR COM UM SIMPLES “ai”. – Ela gritou incomodada.

– Você não tem ideia do quanto eu fico preocupado com você quando bebe. – Me levantei e fui em sua direção. – O que tá sentindo? – Tirei uma mecha da frente do seu rosto.

– Allan me deixa com a minha dor tá legal? Ela vai passar, com ou sem você aqui. – Ela começou a chorar.

– Não vou sair daqui. – Disse sério. – Não adianta.

– Eu estou bêbada, o efeito da bebida não passou nem um por cento, eu tô sentindo uma dor horrível então não tem como você me fazer falar agora. – Ela limpou as lagrimas desesperada. – Eu não quero tocar naquele assunto de novo.

– Tudo bem, eu espero até você voltar a ficar sóbria. – Me sentei na poltrona novamente.

– Se não conseguiu tirar de mim bêbeda, não vai conseguir falar comigo quando eu estiver sóbria. – Ela se levantou e foi pro banheiro novamente. Provavelmente jogou tudo pra fora.

O tempo que eu fiquei no quarto ela só abriu a boca pra reclamar que tava sentindo dor, bem feito quem mandou encher a cara.

Sai do seu quarto quando vi que não conseguiria falar com ela naquele estado levando as garrafas de vodka comigo.

A garrafa da vodka Russa ficaria comigo por nada entregaria aquela garrafa pra Katharine. Deixei a garrafa no meu quarto e fui até a diretoria e entreguei as outras duas a Katharine fazendo com que Karla fosse suspensa mais uma vez.

POV. Karla.

Por conseqüência do dia anterior fui suspensa outra vez, esse ultimo mês eu já havia quebrado recordes de suspensão, e tudo porque Allan me entregou... Mas tudo bem e ele tá fazendo o trabalho dele.

Quem eu estou enganando tudo bem nada, o que aquele infeliz tinha que entregar aquelas garrafas de Vodka pra Katharine? Justo as minhas garrafas, as que eu demorei meses pra conseguir pegar do meu pai escondida, justo o litro de Vodka Russa que eu queria abrir a meses, mas estava esperando o momento certo.

Realmente Allan, eu quero te matar com um grampo de cabelo. E acredite seu gostoso filho da puta você merece morrer.

Eu estava dormindo mais uma vez e por conseqüência do dia anterior que enchi a cara.

Abri os olhos e encarei o teto, olhei atentamente cada centímetros do quarto pra ver se ele não estava lá, e não estava o que era bom o que também podia ser triste. Levantei-me e entrei no banheiro, eu não estava nada bem o que não era nada, nada bom. Encarei a gilete que estava em cima da pia por alguns minutos. E uma vontade inexplicável arrepiou meu corpo, a mesma vontade que surgia quando discutia com minha mãe, quando me lembrava da morte de Clarisse, o impulso que eu não me lembrava de ter a meses.

– Eu não vou fazer isso. – Eu disse pra mim mesma olhando pro outro lado. – Quase sete meses se lembra? Sete meses, isso significou algo não significa? Vai estragar tudo por causa de um cara? Respira Karla, se controla.

Antes de fugir eu tive um sério problema com depressão, por vários motivos. Minha mãe, escola e a morte de Clarisse...
Das três opções o que mais me fazia sofrer era minha mãe, nós não nos dávamos bem por vários fatores, e ela me fazia me sentir muito mal, por muitas coisas que me disse no passado.
– Quem eu tô querendo enganar? – Me perguntei pegando a gilete na mão.

A quebrei com um alicatinho de unha e tirei as três laminas abri a gaveta da pia e joguei duas dentro dela e voltei pro quarto sentei na cama encostando-me a cabeceira, fiquei rodando a lamina nos dedos a olhando atenta como se ela fosse criar vida e me matar a qualquer momento.

Bateram na porta e meu olhar se desviou da lamina por alguns míseros segundos.

– Entra.

POV. ALLAN.

– Entra.

– Você tá bem? – Perguntei entrando no quarto.

– Uhum.

– O que é isso? – Ela rodava algo prata na mão que eu suspeitava que fosse um lamina.

– Uma lamina. – Ela respondeu ainda rodando ela nos dedos.

– E o que esta pensando em fazer com isso? – Encarei seus dedos que giravam a lamina com precisão.

– Me matar. – Ela tinha meio sorriso, um bem psicótico por sinal.

– Não brinca. – Pedi sério.

– Não tô brincado. – Karla tirou o olhar da lamina e me encarou.

Me aproximei dela com certa raiva e tirei a lamina da mão dela a força, fazendo um corte superficial na minha mão.

Como ela conseguia falar tanta merda? Estavam tentando matar ela, se ela havia se esquecido eu não, e se me lembro bem era por esse motivo que eu estava ali, pra não deixá-la morrer e agora ela quer se matar?

– Não fala isso de novo. – Apontei pra ela e guardei a lamina no bolso.

– Como você é besta. – Ela ainda tinha o meio sorriso. – Se eu for me matar pode ter certeza que não vai ser com uma lamina, vai ser com uma faca.

– Você tá falando igual uma louca, para com isso. – Eu a olhava sério. Só me faltava agora ela tentar se matar.

Eu iria terminar o serviço se ela tentasse e não conseguisse.

– Ou com uma arma, seria menos sofrimento...

– Sellivem cala a boca. – Falei em um tom profissional que eu raramente usava.

– Não posso... – Ela me olhou com um sorriso sem humor. – Se as coisas continuarem do jeito que estão você vai pro meu enterro logo logo. Vai ser uma vitória, ninguém vai conseguir me matar se eu fizer antes...

– Karla você não pode se matar. – Me sentei ao seu lado na cama e entrelacei meus dedos no seu cabelo os puxando pra trás com cuidado.

– Qual séria a diferença pra você? – Ela perguntou sem humor e com um pequeno sorriso irônico.

– Não pode se matar, você não pode morrer. – A olhava nos olhos, ela fechou os olhos e tirou minha mão do seu cabelo.

– Meu ponto fraco. – Ela segurou minha mão e abriu os olhos. — Me deixa mole.

– Não quero que morra. – Entrelacei nossos dedos e os encarei ela soltou um riso que me fez sorrir. – E mesmo se tentar não vou deixar. — Dei meio sorriso.

Bateram na porta e minha vontade era de atirar em quem estava ali, Karla foi pra se levantar, mas não deixei a empurrando de volta pra cama.

– Eu vou. – Me levantei ainda segurando sua mão, fui em direção a porta e nossas mãos se soltaram pela distancia que existia entre a cama dela e aporta.



Notas finais
Gente linda da minha vida quem gostou levanta a mão o/ eu deixo levantar as duas se quiserem o/
Então eu esqueci de dizer, mas aquela historia das rosas *todas brancas e uma só vermelha* foi um amigo meu quem disse, e eu só utilizei a ideia dele de pegar mulher kkkk
E como sempre Erros na postagem avisem
beijos da tia Keller *-*
E obrigada por comentar n_n