Lake Forest Academy
28 Capítulo 28
Descobri que Karla pediu pra sair mais cedo da aula porque não estava bem, fui pro seu quarto, Bati na porta e entrei. Ela estava deitada e tinha o travesseiro cobrindo o rosto nem ao menos tirou quando eu entrei.
- Me falaram que você não esta bem. – Disse a olhando.
- Psicologicamente, emocionalmente ou fisicamente? – Sua voz saiu abafada pelo travesseiro.
- Isso só você pode responder. – Me sentei na poltrona.
- Psicologicamente e emocionalmente eu estou péssima, fisicamente ótima. –Ela respondeu sem tirar o travesseiro do resto.
- Eu sei que sou um problema dos grandes na sua vida, fico no seu pé dia e noite, te sigo o dia todo e sei te tudo que faz e acontece com você, mas você sabe que não é escolha minha...
- Acha que você é meu problema por causa disso? – Ela perguntou tirando o travesseiro do rosto e se sentando. – Saiba que pra mim a coisa é um pouquinho pior. – Ela tava falando comigo do mesmo jeito que falei com ela na primeira vez que bebeu. – Eu não consigo mais viver, e não é porque você fica no meu pé vinte e quatro horas por dia...
- Karla... — Eu tentei perguntar a onde ela queria chegar.
- Allan. – Ela se sentou na minha frente. – Você não vai entender, e não quero que entenda, vai ser impossível viver, já é ok? Não quero que fique pior não quero que olhe com pena pra mim todos os dias, não quero que se sinta preso em uma coisa que você não tem culpa...
Bateram na porta e eu respirei aliviado. Ela abriu a porta e entregaram o buque de rosas a ela, ela ficou olhando as rosas sem entender.
- Tem certeza que veio pro quarto certo? – Ela perguntou desconfiada.
- Karla Sellivem? – O entregador perguntou.
- É.
- Quarto certo. Com sua licença. – Karla fechou a porta e entrou.
- Tá isso me deixou com medo. Eu digo hoje cedo que nunca recebi um buque de flores na vida e alguém me manda um hoje... Quem foi o louco? – Ela perguntou se sentando na cama.
- Algumas mulheres mandam buques pra elas mesmas... – Cocei a nuca.
- Eu não iria mandar um buque pra eu mesma pra me deixar animada. – Ela revirou os olhos.
Ela achou um cartão? Da onde saiu aquilo? O que o louco do Bill mandou escrever, só me faltava essa agora.
- Eu acho que precisava disso. – Ela disse com um sorriso lindo, um realmente verdadeiro, um dos mais lindos que já vi se não foi o único.
- Isso é um sorriso, isso é um sorriso verdadeiro? – Perguntei com um sorriso vitorioso. Ela não me respondeu, nem precisava também.
— Não tem nome. – Ela mordeu o lábio inferior.
Se tivesse eu mataria Bill quando voltasse pra casa.
- Alguém tem um admirador. – Disse olhando pela janela, se ela descobrisse que tinha sido eu, alguém morreria.
- Porque uma rosa vermelha? – Ela perguntou pra ela mesma.
- Alguns dizem que é pra dizer que só teve uma paixão na vida... – Respondi a olhando. – Ou que na vida de uma pessoa só tem espaço pra um, tem vários significados. — O mais conhecido era, “você é única”
- Ah. – Ela mordeu o lábio inferior de novo e eu nem precisava olhá-la pra saber disso.
- Coloca em um vazo com água que elas duram mais. – Disse.
- Eu arrumo isso... – ela não terminou de falar, foi até o guarda roupa e tirou um vaso de lá, foi até o banheiro encheu com água e colocou as rosas.
- Um milagre aconteceu hoje então é bom eu sair daqui antes que o mundo acabe. – Me levantei.
- Milagre? – Ela arqueou a sobrancelha igual eu costumava fazer.
- Não me imita. – Disse rindo. – Você sorriu e era um sorriso verdadeiro, e eu achei que nunca veria isso, ou seja, um milagre.
- Eu disse que ele ia escapar. – Ela voltou com o meio sorriso
- Se acontecer alguma coisa me avisa... — Abri a porta.
- Ok. — Ela tava feliz o que era bom.
Voltei pro meu quarto e fui dormi, depois daquele sorriso, não queria ver mais nada. Só deitar e dormir em paz, sem voz enjoativa e irritante no meu ouvido.
No outro dia liguei pra Bill pra saber o que eu ele tinha mandando escrever no cartão.
- Seu filho da Puta o que você escreveu naquele cartão? – Perguntei.
- Bom dia pra madame também. – Bill bufou.
- Bom dia princesa. – Disse irônico. – Agora me responde.
- E não xinga minha mãezinha, ela gosta muito de você pra fazer isso com ela. – Bill tinha uma voz ofendida.
- Seu veado, fala logo o que eu quero saber. – Revirei os olhos.
- Como você é invencível... Se eu não me engano foi “Você é única, como a rosa vermelha é única no meio de tantas iguais”.
- Você acha? – Perguntei entre dentes.
- Foi essa ai sim, eu a usei quando mandei o buque pra Vanessa, tenho certeza que foi essa. — Ele disse sério.
- Tá Bill, obrigado de qualquer forma. – E desliguei o que deve ter o feitoele ficar revoltado.
Bem mas pelo menos ele pensava.
Foi para o quarto de Karla e bati na porta e como na maioria das vezes que eu bati na porta ela disse entra. Olhei pras rosas e tava faltando uma.
- O que fez com a rosa vermelha? – Perguntei.
- A joguei fora. – Ela disse rindo entrando no banheiro.
- Jogou fora a rosa vermelha? – Perguntei desconfiado.
- É não sou diferente dos outros... – Ela saiu do banheiro pegou um livro da estante e o abriu. – Não iria jogar fora a única rosa vermelha que eu ganhei na vida, e se alguém se lembrou de mim por eu ter falado alguma coisa ontem legal, mas vou guardar ela. — Sorri pela decisão dela e ela guardou o livro novamente.
- Estive pensando no que disse ontem. – Disse quando ela voltou pro banheiro
- E o que eu disse? – Ela perguntou do banheiro.
- Varias coisas... – Respondi.
- E... – Ela apareceu na porta com um olho maquiado e o outro sem nada.
- Isso é uma cena estranha... – A analisei.
Ela entrou no banheiro terminou de se maquiar e se sentou na minha frente.
- Eu sou um problema na sua vida... – Ela me encarou sem entender. – Mas não pelo fato de que eu de sigo dia e noite, e nem de saber tudo sobre sua vida, sua privacidade não existe por minha causa então eu sou um problema por? – Perguntei a encarando.
Eu estava parado na frente dela ela me olhou de um jeito estranho e começou a falar.
- Porque eu gosto de você... – Ela se levantou e me encarou. — Esse é o motivo de você ser o MEU problema.
- Karla...
- Cala a boca me deixa falar. – Ela estava séria. – Você pode dizer pra mim que isso é atração física, que é só um sentimento idiota de uma adolescente, que eu quero chamar atenção, que eu estou fazendo isso de propósito pra te provocar ou provocar qualquer um, e o escambal a quatro, e eu espero mesmo que seja porque eu não estou me divertindo com o que estou sentindo, e se for algo a mais eu espero que eu consiga conviver com tudo isso sem nem um problema. – Ela disse tudo de uma vez. – Agora eu preciso falar com o Tomas. – Ela foi pra porta a abrindo.
Caralho ela vai sair e não vai me deixar falar.
- Espera ele está em treinamento... – Quando eu ia começar a falar o que eu queria.
- Fodasse. – Ela saiu pela porta a batendo.
Que caralho, ela podia falar o que queria agora eu tinha que ficar quieto escutando ela falar?
Ela não podia eu esperar ter dato uma resposta concreta? Não tinha que sair do quarto tentando explodir o prédio?
Garota estranha, ela podia ter me deixado falar.
Dei um soco na parede antes de sair do quarto e fui da uma volta pela escola, eu precisava esfria a cabeça antes de falar com ela, se não ia fazer o que não devia, e ela precisava se acalmar, mas até do que eu.
- Eu só espero que ela esteja bem! — Disse baixo o bastante pra que só eu ouvisse.
POV. Karla.
Caminhei lentamente e fui até o campo a onde o time estava treinando.
- Tá fazendo aqui? – John me perguntou colocando o capacete.
- Preciso falar com o Tomas. – Eu disse forçando o meu melhor sorriso.
- Tomas. – John gritou antes de colocar o protetor na boca.
Ele olhou pra arquibancada e me viu, ele pediu tempo ao treinador e veio até onde eu estava.
- O que tá fazendo aqui Rapunzel? – Ele perguntou tirando o protetor da boca e depois o capacete.
- Preciso falar com você. – Eu disse curvando a boca.
- Tenho que esperar o treino acabar, que deve ser em dez minutos.
- Tudo bem.
- Cadê o Allan? – Tomas perguntou o procurando.
- É sobre ele que eu quero falar com você. – Eu disse respirando fundo.
- Ok. Eu já venho. – Ele disse colocando o capacete.
Sentei na arquibancada e esperei o treino terminar, Eles foram para o vestiário e eu esperei Tomas aparecer.
Ele surgiu todo fofo com os cabelos molhados e já com o uniforme.
- Então Rapunzel? – Tomas perguntou passando o braço pelo meu ombro. – Diga para o seu príncipe aqui o que aconteceu.
- Eu falei pra ele. – Eu disse me culpando. – Que merda porque eu não consigo guardar essas coisas pra mim?
- Você e a sua sinceridade. – Tomas disse sério.
- Olha quem tá falando de sinceridade é. – O encarei por alguns segundos.
- Então como se sentiu?
- Uma idiota. – Levantei a mãos. – Agora eu estou me sentindo mal por ter dito isso a ele.
- Você deveria estar se sentindo bem. – Tomas disse me olhando. – Sabe você disse a ele o que sentia e ele vai saber te respeitar por isso.
- Ou vai achar que eu sou uma idiota por gostar dele. – Eu disse deixando uma lagrima escorrer. — Eu deveria ter ficado quieta, deveria mesmo ter ignorado a pergunta dele.
- O que ele te perguntou?
Eu contei o que tinha acontecido e Tomas ficou me olhando com cara de entediado.
- Se continuar olhando assim pra mim eu vou falar com o Chad. — Eu disse séria.
- Rapunzel... Você gosta de um cara seis anos mais velho que você, o trabalho dele é proteger você e você diz a ele o que sente. Você é louca. – Ele disse.
- Me ajudou tanto. – Disse ironicamente o querendo matar.
- Eu não sei o que te dizer garota. Você falou que gostava dele e ele não disse nada, não posso te ajudar se ele não disse nada. Também você não deixou.
- Só porque eu o mandei calar a boca e depois saí do quarto?
- É.
- Que merda eu vou olhar pra ele como agora? – Eu perguntei abraçando Tomas.
- Do mesmo jeito que você olha pra mim. – Ele disse com uma careta. – Finge que não disse nada, as coisas funcionam bem assim.
- É eu sei. – Eu disse respirando fundo mais uma vez. – Tudo bem, nada aconteceu, e eu não disse nada. Vou voltar para o meu quarto e pegar meu material.
- Vai lá Rapunzel. – Eu pisquei e fui em direção ao meu quarto.
Entrei no meu quarto e Allan não estava nele o que me fez sorrir aliviada e o que me fez ficar um pouco chateada também.
Peguei minhas coisas e fui pro refeitório.
Notas finais
espero que estejam gostando então se estão comentem =}
Erros na postagem avisem n_n
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