Lake Forest Academy
27 Capítulo 27
POV. Allan.
No outro dia sai do quarto e vi Zoe saindo pela entrada do prédio com os braços em volta de si se abraçando.
Ela tava estranha, dei de ombros e fui pro quarto de Karla.
- Porque você esta com óculos escuros? – Perguntei quando entrei no seu quarto.
- Porque meus olhos estão inchados. – Ela respondeu. Ela já estava trocada o que eu achei estranho.
- Porque seus olhos estão inchados? – Perguntei a encarando.
- Por nada. – Ela abaixou a cabeça.
Arqueei a sobrancelha e continuei a encará-la.
- Tá eu estava chorando, satisfeito? – Ela se levantou e entrou no banheiro.
Respirei fundo, e me sentei na poltrona. E quem provavelmente era o culpado? Tomas, só podia, depois da discussãozinha deles.
- Foi por causa de ontem? – Perguntei preocupado.
- Talvez. – Ela respondeu do banheiro.
- Talvez?
- É. – Ela voltou do banheiro e se sentou na cama.
- Respostas concretas Karla. – Olhei pela janela.
- Não quero te responder. – Karla pegou a bolsa e começou a colocar suas coisas dentro.
- Depois fala que eu sou bipolar. – Eu tinha meio sorriso no rosto.
Ela não abriu a boca nem ao menos pra me xingar, ficou quieta até dar o horário do café da manha.
Fomos pro refeitório e como sempre nos sentamos em uma mesa distante. Tomas passou por nós e virou a cara.
- Você me deve desculpas mocinha, e um grande buque de flores. – Tomas continuou caminhando até o meio do refeitório.
- Eu mereço. – Karla bufou. – Eu nunca ganhei se quer um buque de flores, nem se quer uma rosa vermelha, então vai tirando sua mulinha da chuva. — Tomas voltou e se sentou ao lado de Karla.
- Eu te dei uma rosa branca. – Tomas disse a encarando como se ela não tivesse consideração por ele.
- E se me lembro bem foi obrigado porque estávamos em uma peça teatral. – Ela se virou pra ele. Sua expressão estava séria, eu queria ver como seu olhar estava provavelmente estava metralhando Tomas por de baixo dos óculos escuros.
- Tá você venceu. — Tomas se levantou. – Porque esta de óculos escuros?
- Adivinha. – Karla perguntou com meio sorriso.
- Entendeu né? – Tomas se sentou de novo e deu um beijo na bochecha dela. – Eu sinto muito.
- Tá tudo bem. Acho que aprendi algo ontem. – Ela forçou um sorriso.
- Vou pega meu café da manha. – Tomas se levantou novamente e foi pra fila.
Karla respirou fundo umas três vezes no mínimo. Ou ela queria falar alguma coisa ou queria que eu perguntasse algo o que acho que o segundo era o mais óbvio.
- Espero que não seja nada que eu precise saber. – Disse a olhando.
- Não é. – Ela forçou outro sorriso. – É coisa minha nada que possa me matar.
- Sobrinha. – Chad puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Karla. – Posso de perguntar por que esta de óculos escuro?
- Não. – Ela Respondeu.
- Que Droga. – ele a olhava. – Ficou muito tempo ontem na academia?
- Quase morri lá dentro de tantas marcas de dedo e de mãos que tive que limpar. Se eu descubro que quem é aquelas digitais eu corto o pescoço pra morrer bem de vagar e com muita dor. – Ela disse com raiva. – Tinha quatro marcas de mãos em especial que se eu encontrasse os donos infelizmente não teriam muito mais tempo de vida. – Ela sorriu sem humor e eu acabei engasgando e tossindo algumas vezes, ela me olhou de um jeito que mesmo estando com os óculos me deu medo.
- Sinto que irei morrer. – Chad disse olhando pra Tomas que o metralhava com os olhos. – Então sobrinha a gente se vê mais tarde porque eu não quero morrer agora.
- Fica ai seu idiota. – Tomas riu.
- Depois desse olhar? – Chad olhou Tomas com receio. – Não prefiro ir andando.
- Pode ficar sua anta. – Tomas revirou os olhos e se sentou ao meu lado.
Chad ficou ao lado de Karla, mas olhava Tomas de dez em dez segundos pra ver se não havia algo errado, enquanto isso Tomas se afogava no seu café da manha.
Não demorou muito e o sinal tocou antes de Tomas terminar o café da manha, ele saiu engolindo tudo de uma vez mastigando praticamente jogando a comida pra fora, esse garoto ia passar mal isso sim.
- Boa aula. — Disse pra Karla que se levantava igual uma tartaruga.
- Valeu. – Ela caminhou de vagar indo em direção a Tomas.
Sai do refeitório e voltei pro meu quarto me sentei na cama encostando-me na parede.
Karla tinha dezessete anos e nunca recebeu uma flor por sentimento, só por obrigação o eu não era nada justo, peguei meu celular e liguei pra Bill.
- O que leva a ilustre pessoa a me ligar? — Ele perguntou sonolento.
- Tava dormindo? — Perguntei.
- Tava. — Respondeu. — Me demiti ontem, resolvi dormi né... O que quer?
- Preciso de um favor... Quando foi pedir Vanessa em namoro como foi que você mandou o buque com as rosas?
- Todas brancas com uma vermelha no meio você se lembra daquelas historias doidas da sua irmã sobre receber mais de uma rosa vermelha né? Eu resolvi acreditar nela... — Ele disse rindo.
- Então faz o favor pra mim... Liga pra uma floricultura, que eu sei que você tem telefone de varias, sua mulher agradece por isso, e manda pra Lake Forest, pra Sellivem...
- Stewart, o que você tá pensando que tá fazendo? — Ele perguntou ficando sério.
- Deixando alguém feliz, anda camarada, é pra hoje ainda. — Revirei os olhos.
- Anônimo né...
- Lógico né otario. — Bufei.
- Olha que eu não faço. — Bill ameaçou.
- Vai Logo Bill, só tenho até as oito da noite... Agiliza.
- Tá. — Ele desligou.
Bill era três anos mais velho, contava vantagem porque acha que tirou Vanessa de mim. Eu ainda ria com essa historia nunca que eu ia perde uma mulher pra outro homem.
Conheci Vanessa no meu segundo ano no FBI, a gente passou uma noite juntos, meia noite porque não aconteceu nada, e não iria ter futuro já que os dois viram isso nos primeiros dez minutos no restaurante. Nós continuamos a conversar depois daquele dia e eu resolvi apresentar ela a Bill, que se casaram quase um ano depois, e que acho que são felizes. Mas eu posso contar vantagem porque sou solteiro e não tenho que chegar no horário em casa por causa de esposa.
- É Bill, eu ainda tô na frente. — Ri.
Quando o sinal pro almoço tocou eu estava esperando Karla na frente de sua sala.
- Eu não entendo seu cabelo... Porque ele é Rosa em cima e dos lados é preto? – Chad perguntou mexendo no cabelo de Karla.
- É vermelho cereja. — Ela riu e me olhou. – E quando eu o prendo para trás ele fica preto.
- AAAH. – Chad puxou o cabelo dela pra trás pra ver se era verdade.
- Chad larga meu cabelo? Depois eu o prendo pra você ver. – Karla deu um tapa nele com certa força.
- Sem agressão física tá? – Ele pediu.
- Sem mexer no meu cabelo tá? – Ela sorriu amigavelmente.
Karla se sentou de frente pra mim no refeitório, ela já não estava mais com os óculos e seus olhos estavam maquiados como sempre, mas pelo jeito seu humor ainda não tinha melhorado, ela ainda estava séria.
- Você e o Chad estão bem ligados ultimamente. – Disse olhando a comida.
- Virou meu tio. – Ela sorriu sem me olhar.
- Só? — A olhei.
- Eu não gosto dele, e não o beijei se é isso que quer saber. – Ela tinha meio sorriso.
- Achei que gostasse dele...
- Acho que você escutou eu e Tomas encenando na academia, foi uma peça estamos brincando, ele começou com a brincadeira e eu entrei nela. – Ela pegou um elástico e prendeu o cabelo pra trás. – Não gosto do Chad, o vejo ele como um amigo, só isso.
- Igual Tomas? — Perguntei a olhando.
- O que eu te disse sobre o Tomas? E porque você esta tão interessado nisso? – Ela ficou séria.
- Não estou... Só que eu sou seu guarda costas preciso saber quem anda com você. – Disse sério. – Você sabe.
- É algo relacionado ao meu pai? Porque se for ele não precisa te perguntar se eu estou namorando ou não ele pode perguntar pra mim. – Se tivesse a ver com o seu pai eu estaria bem feliz acredite. Pensei comigo
O sinal tocou e ela se levantou da mesa.
- Qual é o seu problema nesses últimos dias em? – Perguntei meio irritado. Ela olhou pra mim e respirou fundo.
- Você! – Ela virou de costas e saiu em direção à aula.
Eu? Eu era o problema dela? Qual é? Eu sei que passou muito tempo no pé dela, que eu fui o responsável pelo castigo por beber, que eu já dei alguns sermões, mas eu? Isso já saiu do meu controle o que mais ia acontecer?
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