Eu tava voltando pro prédio dos funcionários quando Zoe se aproximou meio desesperada.

- Viu John? – Ela perguntou.

- Não esta com o Tomas?

- E você sabe a onde esta Tomas? – Zoe me encarou.

- Acho que a Karla sabe. — Curvei a boca. – Vou ver.

Fui pro prédio feminino e entrei no quarto de Karla sem bater.

- Ótimo. – Soquei a porta quando vi que o quarto estava vazio. – Garota irresponsável, ela
sabe que não é pra sair do quarto sem mim. — Desci pra recepção e Zoe estava lá. — Ela não esta quarto.

- Era de se esperar. – Ela revirou os olhos. – Acho que sei a onde estão, eu só preciso comunicar Katharine.

- Quantas vezes avisei pra aquela garota, quantas vezes, e ela faz isso. – Eu iria enforcar aquela garota quando eu a achasse. Provavelmente quando a visse iria arrancar fio por fio daquele cabelo dela, minha tolerância com crianças não era grande e do jeito que ela age diz que é mais do que uma criança.

Na entrada do prédio principal, já estava alguns professores e Katharine, é a coisa não seria boa pra alguns alunos. Subimos até a sala a aonde os alunos que não iam embora aos fins de semanas, havia uns dez alunos ali a maioria bêbado.
Karla estava em um canto da sala, encostada em uma parede agarrada com Tomas, eu ia matar aquela garota, fala pra mim que precisa ficar sozinha pra sair do quarto enche a cara e se agarrar com o Tomas? Ótimo, realmente se alguém descobrisse que ela saiu do quarto sem eu saber eu seria demitido.

- Eu disse que eles estavam aqui. – Zoe disse com um sorriso vitorioso.

- Quero todos no quarto agora. – Katharine Elevou a voz em tom que realmente dava medo.

Karla com muito custo largou Tomas e olhou pra porta, seu olhar passou por cada um que ali estava e parou em mim, ela abriu meio sorriso, mas de um jeito diferente do de costume e beijou Tomas novamente, revirei os olhos com cara de tédio como se eu merecesse ver aquilo.

- Rola o mesmo quarto? – Um garoto perguntou fazendo todos os alunos riem.

- Sem gracinhas, Chad. — Katharine tinha a voz alta e áspera.

Tomas continuava a beijar Karla de um jeito que prendeu atenção até de Katharine e depois disse algo a ela.

- Ou amanha. – Karla disse chegando perto de mim. – Vai Allan pode começar a passar o sermão, dessa vez eu mereço. – Ela tinha um sorrindo irônico.

Eu não ia dizer nada a ela naquele momento, eu ia a xingar se começasse a falar ali, estava com raiva pela ação dela, pela irresponsabilidade de ter saído do quarto sem me avisar.

A acompanhei até o quarto e então comecei a falar o que eu queria, em um tom muito mais calmo do que eu queria. Também não adiantaria elevar a voz com ela, não aprendia.

- Era por isso que queria ficar sozinha não era? Era simplesmente pra se juntar com eles e encher a cara de novo. Não adianta falar com você, parece que quanto mais se fala mais você faz, desafia as pessoas porque acha divertido. Eu não vou mais discutir com você o que já sabe. – Fechei os olhos por um instante pra continuar calmo.

- Você entendeu. – Ela tinha meio sorriso e encarava o chão. – Não adianta, se falarem não pra mim eu vou fazer do mesmo jeito, e vou adorar fazer pra provocar.

- Isso prova a sua infantilidade. – Disse sério.

- Vai ver porque eu sou mesmo uma criança. – Ela se virou pra me olhar.

- Você tem dezessete anos, não tem que agir como uma adulta, mas também não precisa parecer
uma criança mimada. – Me sentei ao seu lado na cama e fiz com que ela olhasse pra mim.

- Toda vez que eu bebo é por um motivo, não fica achando que é por diversão, eu me sinto
mal então apelo pra bebida e sempre assim, se Tomas não tivesse me ligado eu estaria no quarto provavelmente dormindo. – Ela limpou uma lagrima que escorreu pelo rosto. – Eu queria mesmo ficar sozinha naquela hora.

Ela me olhou de um jeito como se tivesse pedindo desculpa, seu rosto começou a ficar vermelho, ela se levantou e entrou no banheiro.

Acho que alguém estava passando mal.

- Caralho. – Ela xingou como se algo tivesse doendo.

- Você esta bem? – Perguntei parando na porta do banheiro.

- Acontece quando eu bebo de mais. – Ela disse saindo do banheiro e voltou a se sentar na cama.

- Mas não passou mal na ultima vez. – A observei com cuidado.

- Foi porque eu não bebi tanto e não misturei tantas coisas. – Ela tinha a mão na cabeça. – Quem nos dedurou?

- Estavam procurando John, e ninguém sabia a onde ele estava, Zoe disse que provavelmente
estariam na sala comunitária, eu vim no seu quarto pra saber se você sabia a onde ele estava, e você não estava nele. – Olhei o nada.

Ela abriu uma gaveta da mesa do lado de sua cama e tirou alguns comprimidos.

- Quanto disso você tem? – Perguntei olhando dentro da gaveta.

- Algumas... Eu bebo já faz algum tempo, então tenho comprimidos pra dor de cabeça e pra não me deixar vomitar. – Ela pegou o copo que havia em cima da mesa com água e engoliu o comprimido.

- Você vai ficar bem? – Perguntei meio preocupado.

- Vou. – Ela forçou um sorriso.

- Eu vou pro meu quarto, se precisar liga. – Avisei saindo do quarto

- Ok. – Ela disse com uma voz mole.

Sai do seu quarto e entrei no elevador.

Problemas, como se tudo fosse se resolver enquanto estivesse bêbado, posso dizer por mim que não se resolvem.

Quando estava saindo do prédio feminino Zoe me chamou.

- Amanha todos que estavam na sala bebendo estão suspensos, estão sem aula, e estão proibidos
de pegar analgésicos na enfermaria, então boa sorte amanha com a esquisita. – Ela avisou se sentando na recepção do prédio.

- Ok. – Karla pelo menos não ia ficar com dor de cabeça tão cedo com o estoque de analgésico que
tinha na gaveta do quarto.

Voltei pro meu quarto e fui direto pra cama. Eu precisava dormir.

Notas finais
Capítulo curtinho só pra deixar vocês bravas comigo =}
mentira na verdade é que se der certo faço mais um post a noitinha =}
já sabem, erros na postagem avisem, pra eu poder revisar novamente e tirar o erro *se eu acha-lo claro u_u*