Lake Forest Academy
23 Capítulo 23
Os alunos estavam desesperados pra saber quem ia vir pro jogo, os únicos que foram informados, foram os funcionários, os jogadores e mais ninguém. Karla ficava igual uma louca perguntando para o Tomas varias vezes seguidas sobre qual escola viriam, em uma dessas vezes eu quase pedi a ela que ficasse quieta pelo menos quinze minutos, mas eu gostava da voz dela então a deixava falando.
No dia do jogo até eu estava ansioso, há muito tempo não via os Carver’s jogando, isso era segredo pros alunos ainda, todos sabiam que Carver era mais forte que Lake Forest, mas eles queriam tentar sem ninguém dizer que eles não iam conseguir.
Entrei no quarto de Karla e ela tava dormindo toda encolhida na cama por causa do frio. Ela tinha um rosto perfeito, tinha uma expressão calma e relaxada, sem aquele maldito sorriso irônico, ela tinha um rosto realmente bonito.
– Acorda. – Ela nem se mexeu.
Peguei a borda do edredom e puxei, ela deu um pulo da cama.
– Hey, e se eu tivesse só de calcinha? – Ela puxou o edredom de volta cobrindo as pernas.
– No frio que tá? – Perguntei rindo.
– Mesmo assim... Tá eu não estaria, não durmo de lingerie nem com quarenta graus. – A garota se enrolou no edredom. – Você é mal, fica puxando a coberta de cima de mim, no frio que tá. Esta quase nevando lá fora.
– Não tá não.
– A outra escola já chegou? – Ela perguntou meio sonolenta, mas tinha curiosidade no tom de voz.
– Não.
– Eu quero saber que escola que é. – Ela bateu as mãos na cama.
– Vocês não sabem ainda não é? – Talvez Tomas tivesse dito a ela, mas pelo olhar que eu o recebi não tinha dito nada. – É Não.
– Você sabe? – Balancei a cabeça em um sim e ela abriu um sorriso. — Então me conta. – Ela fez um olhar de Cachorrinho sem dono, e por pouco não me fez contar.
– Minha antiga escola. – Respondi sabendo que ela não tinha idéia de qual era minha escola.
– Seu palhaço, grande coisa, não sei em que escola você estudou. – Ela jogou o travesseiro em mim me fazendo rir.
– Eu não posso dizer o nome da escola, me fizeram jurar que eu não diria. – Joguei o travesseiro de volta a ela.
– Eu vou matar um. – Ela se levantou brava. – Tá frio. Que merda, Katharine tinha que pedir justo hoje pra usarmos o uniforme corretamente? – Ela fez bico igual criança.
– Você não vai usar que eu sei. – Arqueei a sobrancelha.
– Na verdade, é eu vou fazer esse favor a ela já que ela me fez um grande favor. – Karla pegou o uniforme e se trancou no banheiro.
Ela fazendo favores? Katharine realmente fez algo muito grande por ela pra ela tá a obedecendo.
Ela saiu do banheiro com a camisa com dois botões abertos dando pra ver o busto dela, ela se sentou na cama e colocou o sapato padrão da escola que por acaso tinha salto, hoje eu ia ver ela rebolando de novo.
– Você fazendo favores?
– Pois é, achei que esse dia nunca iria chegar. – Ela se virou sentando de frente pra mim. – Eu sei de uma coisa que você não sabe. Ninguém sabe só alguns alunos. Você tem seus segredos e eu tenho os meus.
Ela mexeu os braços em uma dancinha, revireis os olhos e depois acabei rindo.
– Quer ficar sem seu suco de laranja? – Isso era um tipo de chantagem, fazia ela se apressar de uma forma engraçada.
– Não. – Ela fez bico pegando o celular abrindo a porta e saindo correndo em direção ao elevador, a saia dela pulou dando pra ver o que eu não deveria olhar...
– Tá correndo por quê? Seu quarto fica do lado do Elevador, você tem que correr pra chegar lá em baixo. – Parei ao seu lado.
– Só senti vontade de correr ué. – Ela deu de ombros e nós entramos no elevador.
Saímos do prédio e fomos em direção ao refeitório, o primeiro ônibus de Carver apontou na entrada da escola, Karla olhou animada e desviou o olhar pra mim.
– Me conta quem é, me conta quem é, me contaaaaaaaa... – Ela estava desesperada pela resposta.
Apontei pro ônibus que se aproximava que havia um menino com o corpo completamente para fora do ônibus segurando a bandeira verde e amarela com um cavalo um homem em cima do cavalo segurando uma bandeira e em baixo estava escrito Carver Academia militar. Karla arregalou os olhos me olhando.
– Não pode, eles são muito bons. – Ela parecia preocupada.
– Sua escola vem se preparando a um bom tempo pra enfrentar eles, mas duvido que vença. – Dei de ombros.
– Eu sei que estudou lá, mas para tá. – Ela Saiu andando brava na minha frente pisando duro fazendo a saia dar vários pulinhos. Ela entrou no refeitório e olhou todos sentados tomando seu café da manha. – SÓ EU VI OS ÔNIBUS CHEGANDO? – Ela gritou e todos os alunos que havia no refeitório saíram correndo.
– Não acredito que fez isso. – Tomas se aproximou.
– Paz, eu quero o refeitório só pra mim. – Ela olhou em volta. – Sai daqui vocês dois. – Karla apontou pra porta e eu a encarei.
– Fica se iludindo ai. – Fui pra fila pegando café e qualquer coisa pra comer.
– Eu mereço. – Ela revirou os olhos pegando o café da manha dela. – Olha Allan eu estou muito chateada com você por achar que não iremos vencer. – Ela se sentou do meu lado.
– Pô cara, só tá duvidando da gente porque você estudou lá. – Tomas se sentou ao lado de Karla.
– Touchdown. – Sorri.
– Começou. – Karla revirou os olhos mal humorada. – Você jogava?
– Sim.
– Ótimo. – Ela choramingou. – Vamos fazer um acordo já que vai ter que ficar do meu lado...
– Olha o que você vai propor. – A olhei.
– Sem palavras ofensivas e de baixa calam, eu sou uma menina...
– Grande coisa você xinga mais do que ele. – Tomas riu e Karla o encarou brava.
– Cala a boca. E nada de manda o nosso time pro inferno, e tenta não torcer muito pra Carver porque se não te matão...
– Não vão separar a torcida, vai ser todos juntos. – Eu tinha um sorriso vitorioso.
– Mesmo assim, se xingar e sem mandar nosso time pro inferno. – Ela disse séria.
– Tá bom. – Concordei contrariado.
Depois que tomamos café da manha e fomos em direção ao campo de futebol americano, as duas bandeiras escolas estavam lado a lado, a bandeira de Lake Forest era bem simples comparada a de Carver, era preta e laranja com um sino no meio. Olhei em volta e já havia vários alunos da Carver espalhados pela escola a maioria dos garotos estava nos pés das meninas de Lake Forest, tudo porque a saias delas pulavam quando andavam.
– A gente vai vence. – Karla disse animada.
– Se Carver vencer você me obedece em tudo e sem discutir...
– E se nós vencermos... Você me deixa dormir até as oito e vinte até o fim do caso... – Ela ia falar mais alguma coisa, mas preferiu ficar quieta.
– Feito. – Estendi a mão e ela também.
– Allan. – Alguém me chamou, eu conhecia aquela voz, pra mim era encrenca na certa.
– Eu não acredito que ele tá aqui. – Disse sério me virando pro garoto que vinha descendo igual Louco a arquibancada.
– O que tá fazendo aqui? – Ele perguntou animado.
– Trabalhando. – Respondi.
– Achei que estava tomando conta de uma mulher em... – Apontei pra Karla do meu lado e ela balançou a mão em um oi. – Gostei do seu cabelo.
– Valeu. – Ela sorriu e eu fiquei olhando pra ver que tipo de sorriso vinha dessa vez.
– Então ela é o trabalho? – Andersom tinha um olhar desconfiado igual o meu.
– Esperava o que? – Perguntei.
– Sei lá, quando falaram que você estava protegendo uma mulher, eu achei que ela tinha uns trinta anos, cabelo de uma cor só, e sem piercings. – Ele olhou pra Karla e sorriu sem graça. – Sem ofensa.
– Não ofendeu.
– Karla lembra quando falei que tinha um irmão mais novo? – Ela balançou a cabeça em um sim. – Pois é, é ele. – Era essa desgraça que tomou meu quarto quando nasceu.
– Isso explica os olhos. – Ela curvou a boca.
– Foram os únicos genes bons que eu consegui tirar do meu pai. – Revirei os olhos e acertei um soco no Braço de Andersom com força. — Ei, eu sou mais novo se você se lembra.
– É por isso que te dei um soco. – Arqueei a sobrancelha.
– Andersom vem aqui. – Uma antiga professora berrou meu irmão, pelo que eu sei e conheço ele, ele não é do tipo nerd, é dó do tipo que bate pra não apanhar.
– Espera ai. – Ele disse bravo.
Ela desceu a arquibancada e me encarou.
– Allan Stewart. – Ela me encarava.
É agora fudeu.
– Sra. Willians.
– Você era um aluno exemplar, pena que seu irmão não segue seu exemplo. – Agora eu era um aluno exemplar quando estudava ela só faltava me bater com uma régua.
– Vai começar. – Andersom revirou os olhos.
– Andersom... – Uma garota morena com olhos claros desceu. – Até que em fim te achei. – Ela deu um selinho em Andersom e ele meio que congelou. Comecei a rir da cara de Andersom e pensai na cara da minha mãe quando ela descobrisse que ele estava namorando, ou se pegando com uma garota.
– Se sua mãe descobre isso você não vive por muito tempo. – Disse ainda rindo.
– Ela é sua também, e vai dizer que não tinha namorada quando estudou? – Andersom ergueu a sobrancelha me olhando.
– Não tinha irmão mais velho pra me dedurar. – Respondi com meio sorriso.
– Mas tinha irmã mais velha que por acaso é um cão em forma humana. – O garoto olhou o chão balançando a cabeça em um não.
– Olha só tá tudo em família e eu vou me mandar... – Karla disse batendo as mãos e deu três passos pra trás.
– Não vai não. – Me virei sério pra ela.
Ela revirou os olhos e deu dois passos pra frente.
– Ela vai correr, só deu dois passos de volta. – Andersom riu.
– Se ela correr vai pro chão. – Disse a olhando.
– Isso porque não me deixaram usar all star hoje, se não já tinha saído correndo. – Ela deu de ombros.
– Vocês não têm animadoras não é? – A namorada de Andersom perguntou pela cara da Karla ela estava prestes a criar assas e voar no pescoço da garota.
– Não me olha assim. – Karla disse brava me olhando só porque a olhava com a expressão de “se você fizer qualquer coisa eu te esgano garota”. – Não, o time acabou há alguns anos.
– Que pena, se vocês quiserem minha equipe pode fazer um showzinho pra vocês. – A namorada de Andersom se afastou.
– Vou matar ela. – Apensar da raiva na voz ela tinha um sorriso amigável nos lábios.
– Não vai não. – Ainda a olhava.
– É sério eu vou morrer de um jeito ou de outro e nesse momento eu prefiro morrer na cadeia. – Karla foi em direção a garota a segurei pelos braços e a puxei pro meu lado.
– Para.
– Qual é vai me mandar parar? Você viu do jeito que ela falou? – Ela perguntou irritada elevando a voz.
– Sério achei que você era mais calma. – Andersom deu dois passos pra trás.
– Olha ela pode ser sua namorada, mas sinto muito ela pisou a onde não devia. – Ela voltou a andar e eu novamente a puxei pelo braço.
– Se acalma tá legal? – A virei de frente pra mim e a olhei nos olhos, aqueles olhos me prendiam, era estranho como me puxavam, era um tom de Azul tão intenso que ainda me dava certo medo. Ela respirou fundo e olhou pro campo.
– Karla, te achei. – Sara correu até nós. – Você tem cabelo colorido, mas mesmo assim é difícil de te achar. Deu um problemão lá em baixo, uma de nós sumiu e eu não sei a onde ela está, e olha não vai da pra fazer nada, ou a gente coloca você ou não tem equipe.
– Não vão me colocar... – Ela disse séria.
– Não acredito. – Disse sério. – Era esse o favor que você estava devendo a Katharine... Vocês reorganizaram o time? – Perguntei um tanto surpreso.
– Isso não era surpresa depois deles terem acabado com Zoe no ginásio? – Ela perguntou no mesmo tom de voz que eu.
– Olhem dentro do vestiário, no lugar mais impróprio, a garota que vocês perderam vai estar lá. – Andersom olhava Sara.
– Porque ele esta ajudando? – Sara perguntou pra Karla.
– Conheço os truques das animadoras. – Andersom disse. – E a garota que Karla quer matar, foi por isso que ela saiu, foi perguntar se já tinham pegado a garota, querem entrar no lugar de vocês...
– Kira, se não a acharmos você entra! – Sara disse séria.
– Tenho escolha?
– Não. – Ela revirou os olhos brava.
– Rezem para acharem ela, porque se não acharem eu mato aquela garota quando menos esperarem. – Karla disse com raiva.
– Karla, vai pra arquibancada vai. – Pedi.
– Não venceu ainda. – Ela piscou com um sorriso safado.
– Vamos Karla. – A puxei pelo braço em direção escadaria da arquibancada.
Andersom nos seguiu e sua namorada apareceu em seguida, é hoje Karla teria um ataque e um olho roxo já podia ver a confusão que ia acontecer daqui a pouco com ela e com a Karla.
– Daqui a pouco vamos fazer nosso melhor show. – A garota disse animada agarrando Andersom.
– Não podem. – Karla tinha meio sorriso. – Os únicos que podem animar é o time da escola, e se nós não temos time, outro não pode fazer o mesmo.
– Então vai ser um saco ficar aqui até o jogo acabar. – Um garoto da fila de cima disse mal humorado.
– Mas se nós nos oferecermos e a platéia aceitar, nós podemos...
– Allan é sério, se não quiser que eu a mate e bom me segurar. – Ela disse baixo o suficiente só pra eu escutar.
– Respira fundo vai. – Disse rindo.
O jogo não demorou a começar Karla tava nervosa porque as animadoras não apareceram e por eu não a deixar arrumar confusão com a garota.
Antes do meio do jogo eu já tava prestes a xingar alguém de Lake Forest, mas não deveria fazer isso por dois motivos, um eu estava vivendo lá o que resultaria em problemas depois que o jogo acabasse, dois Karla não queria que eu xingasse e meio que por respeito eu não ia abrir a boca pra falar um palavrão.
Karla prestava atenção no jogo e mordia o lábio inferior um pouco ansiosa, desviei meu olhar pro campo e um dos jogadores de Carver cometeram um erro dos bons.
– Caralho. – Olhei pra Karla que me olhou e deu risada. – Desculpa.
Voltei a olhar o campo e acompanhar o jogo.
O jogo parou, a maioria das pessoas bateu palmas e eu queria descer lá e dar uns murros naqueles jogadores de Carver que estavam empatados com Lake Forest. Que isso que tipo de jogadores eles estavam treinando ultimamente? Nunca que Carver iria ficar empatado com Lake Forest.
– Agora vai começar a chatice. – Alguém atrás de nós falou, mas ignorei.
Karla começou a ficar ansiosa ela balançava a perna freneticamente, e olhava pra entrada do vestiário sem desviar o olhar.
– Calma elas vão parecer. – Disse a olhando.
Pelo bem da pátria Ananda apareceu sendo seguida por outras garotas, Karla sorriu animada e aliviada.
– Ela é a capitã. – Karla bateu palma. – Cara ela conseguiu.
– Eu disse que elas iam aparecer. – Sorri a olhando.
As garotas começaram a animar, a maioria dos garotos estavam olhando elas pra ver se conseguiam pegar alguma sem calcinha e meu irmão era um deles, dei um tapa em sua cabeça que fez ele me olhar com raiva.
– Fica secando a bunda das meninas. – Disse rindo.
– É que aquela Sara é muito linda. – Ele disse voltando a olhar as garotas.
Não sei como, mas a namorada dele nem ao menos percebeu que ele falava de outra garota.
– Elas são de mais. – Karla disse animada.
A namorada de Andersom falou alguma coisa que eu não prestei atenção que fez Karla a olhar com raiva de novo.
– Quem é melhor? – Karla olhou pra garota quando algumas meninas saltaram. – Quero ver se você faz com aquela perfeição.
– O que você entende de perfeição garota? – Ela olhou Karla e sorriu falsamente.
O rosto de Karla ficou vermelho de uma forma incrível parecia que tinha passado blush no rosto todo, a olhei com atenção a fazendo perceber, ela respirou fundo e voltou a olhar para as animadoras. Quando a apresentação terminou Karla ia se levantar e eu a puxei pelo braço fazendo ela se sentar novamente.
– Muito orgulhosa delas. – Ela fingiu uma lagrima.
Sara foi até o microfone, a garota tremia por estar sendo olhada por centenas de pessoas.
– Oi gente, bem nem ao menos era para eu estar aqui, mas a tia Katharine pediu para que falássemos, eu e todo mundo achamos que não era necessário, mas quem é que vai discorda da nossa diretora não é? – Sara apontou pra Katharine que estava perto do campo. – Ela pediu para que nós agradecêssemos a uma pessoa... – Ela ficou quieta deixando todo mundo curioso. – Karla Sellivem. – Karla ficou paralisada não disse nada piscando algumas vezes.
– Ela disse meu nome? – Ela se virou pra mim.
– Parece. – Respondi.
– Pros que não sabe ela é um ótima animadora, faz coisas incríveis, e nós ajudou muito nesses últimos dias, porque foi ela quem fez com que a nossa diretora reconsiderar o time de animadoras... Karla cadê você poxa tô tentando te achar, mas tá difícil. – Sara disse brava, Karla se levantou dando risada.
– Procura o cabelo rosa. – John gritou no meio do campo. – Eu achei.
– Eu também seu idiota. – Sara revirou os olhos. – Karla de toda a equipe, muito obrigada. Você foi responsável por abalar a escola.
– Eu sou foda cara. – Ela disse animada. – Foi mal. – Ela me olhou e se sentou. — Escutou né? Ótima animadora. – Ela mexeu as mãos em uma dancinha novamente.
– Todo mundo escutou. – A namorada de Andersom disse com uma expressão de nojo.
– Sério garota cala essa boca antes que eu me levante daqui passe por cima do meu segurança e do seu namorado e quebre sua cara no meio. – Karla disse praticamente se debruçando sobre mim, mas encarando com raiva a namorada de Andersom.
– Eu acho que vou tirar você daqui. – A encarei.
– Hey, ela esta na escola a onde eu estudo e se não segurar essa maldita boca vai ficar sem dente logo, logo. – Eu ia ter que tirar ela dali antes que acertasse a cara de alguém.
– Gio, cala essa boca, você não tá na sua escola, se arruma confusão aqui vai ser expulsa dessa vez. – Andersom tava irritado ele raramente falava sério, e quando falava era porque tava bravo ou irritado com alguma situação e no caso com a namorada dele.
– Há, se fudeu. – Karla comemorou.
– Karla sossega. – Eu não sabia se dava risada ou se segurava ela.
– Sabe, eu não achei o Tomas até agora. – Ela olhava o campo.
– Esquece ninguém sabe quem é quem ai. – Olhei o jogo começando novamente. – Se tiver uma mulher no meio eles não vão saber.
Ela fez uma careta e riu em seguida.
– Tá parei. – Ela era bipolar só podia.
O jogo havia recomeçado e por causa da discussão eu nem havia percebido e realmente o jogo estava começando a ficar bom, Carver estavam com alguns pontos na frente não muitos, mas se mantecem ganhariam.
Mas como sempre um infeliz ai lá e arruma confusão no meio do campo, e nesse caso já tinham sido três infelizes, porque já haviam acontecido três confusões no meio do campo.
E por fim nos últimos segundos de jogo Lake Forest faz um Touchdown e vence. Levantei por impulso e comecei a xingar mentalmente o treinador e os jogadores.
– Quem é o treinador dessa merda? – Perguntei.
É quando eu estudava o time era melhor.
– Vai ter que me deixar dormir até as oito e vinte. – Karla me provocou.
– Não acredito que a gente perdeu. – Andersom estava desapontado. — Sério, até no ano passado Lake Forest não conseguia ganhar um jogo...
– Então as coisas mudaram. – Karla disse animada.
Os jogares que haviam saído do campo, mas voltaram algum tempo depois trocados para a comemoração.
– Karla... – Tomas a chamou fazendo sinal pra ir pro campo.
– Eu tô indo. – Ela se levantou e eu a encarei, comemorações eram ótimas pra alguém acertar um tiro no alvo sem ninguém perceber. – Não olha com essa cara não tá. Eu vou lá da parabéns pro meu amigo.
Ela saiu da arquibancada e foi pro campo. Eu acho que teria que ficar de olho nela.
– Essa garota tem problema. – Andersom disse a olhando. – Mas ela é bonita, eu pegava lógico se você não tivesse pegando ela.
– O garoto. – O encarei. – Para de falar merda, quem disse que eu tô com a Karla?
– Sei lá né, ela tem umas pernas bonitas, e você sabe né. – Ele fechou a mão como se tivesse apertando algo.
– Eu sei, a bunda dela é empinada... – Fiz uma observação.
– Depois me pergunta, “quem disse que eu tô com a Karla?” – Ele fez uma careta.
– Ele é trabalho, e outra filha do chefe. – Coloquei as mãos no bolso.
– E daí? Tu vai pegar ela ou o chefe? – Ele perguntou com um sorriso malicioso. – Você tá perto dela o tempo todo, se aproximar não é problema.
– Pirralho. – O encarei. – Você não tá entendendo, se eu tiver com ela quando deveria estar protegendo ela, ela morre, e eu vou ser responsável. É mais por ela do que por mim.
– Falo o profissional agora. – Ele revirou os olhos. – Só que ela é bonita, com todos os piercings, o cabelo colorido, eu apostaria nela.
– Quer levar outro soco? – Perguntei.
– Não, você é meu irmão, não tô a fim de fica apanhando de você.
Alguns professores se aproximaram, alguns eu tive aula quando estudava e outros eu não tinha idéia de quem eram.
– Stewart. – Se não me engano o ele era o Sr. Evan, eu fiquei três dias de cama porque ele me fez fazer o percurso avançado com obstáculos bizarros três vezes e meia. Três vezes porque eu conseguir completar, a meia porque desmaiei no meio dela.
– Evan.
– Pelo menos uns dos meus alunos se deram bem na vida. – Ele sorriu. – Imaginei que ainda estaria no FBI, mas de baba foi de mais...
– É a filha do Chefe. – Disse o olhando.
– Cuidando da filha do Chefe. – Ele parou pra pensar por um segundo. – Então ele tem muita confiança em você pra fazer isso... Já ia lhe convidar pra dar aula em minha escola...
– Sua? – Perguntei.
– É ele se tornou diretor no ano anterior. – Andersom respondeu.
– Você era bom em defesa pessoa, e seria um ótimo instrutor pros percursos... – Evan me olhava.
– Quem sabe um dia. – Respirei fundo.
– Tá vendo não morri, e voltei inteira. – Karla parou do meu lado.
– Então essa é a garota. – Evan a olhou.
– É. – Concordei.
– Se um dia resolver aceitar, ligue. – Ele se virou de costas e saiu.
– É bom mesmo que esteja viva e inteira. – A olhei dos pés a cabeça pra ver se não faltava nem um pedaço.
– Allan você sabia disso? – Zoe se aproximou com os olhos cheios de lagrimas.
– Não, o que eu descobri foi que as animadoras iam voltam dez minutos antes de o jogo começar. – Dei alguns passos pra trás.
– Não entendo porque fizeram tudo isso. – Ela se aproximou mais limpando as lagrimas.
– Zoe eu sinto muito. – Olhei Karla rapidamente que segurava o riso. – Você não pode fazer mais nada, elas conseguiram, venceram, mostraram que podem fazer melhor do que você fez. E elas jogaram isso em você.
Zoe andou em minha direção e me abraçou, a abracei de volta meio contrariado, Zoe sabia que não podia fazer isso na frente de Karla, eu não podia me distrair.
Escutei o salto de Karla bater no chão firme, a olhei e ela estava se afastando indo em direção ao dormitório.
– Eu tenho que ir atrás dela. – Disse soltando Zoe.
– Não tem não. – Ela me encarou limpando as lagrimas.
– Tenho sim. – Sai e fui atrás dela. — Garota porque você simples mente não pode me avisar a onde esta indo? – Perguntei alcançando ela.
– Volta lá com a Zoe e me deixa tá? – Ela pediu irritada sem me olhar. — Eu não vou morrer.
– Eu não posso te deixar...
– Pode sim, você não tem que ficar vinte e quatro horas atrás de mim, volta pra Zoe e me esquece por meia hora pelo menos. – Ela elevou a voz, ela realmente precisava ficar sozinha.
Respirei fundo parando no meio do gramado, ela ia me enlouquecer até o fim do caso, já estava conseguindo.
Fui em direção ao estacionamento os ônibus de Carver sairiam logo. Meu irmão estava parado no meio do estacionamento com uma bolsa em cima dos ombros.
– Liga pra tua mãe. – Disse a Ele.
– Cadê sua garota? – Andersom perguntou olhando em volta.
– Ela não é minha... Tá no quarto pediu pra fica sozinha.
– Depois daquela loira se jogando em cima de você até eu ia querer ficar sozinho. – Andersom encostou no ônibus. – Quem é ela em?
– Zoe. – Respondi.
– Tem cara de... Esquece ela deu pra você pelo jeito. – Ele chutou o pneu.
– Ela tem cara de vadia eu sei. – Dei meio sorriso.
– Tem só cara ou é?
– Deve ser, sei lá. – Dei de ombros.
– Ela é gostosa só que te estressa. – Ele riu. – Gio é assim.
– Não vai ter futuro. – Deduzi o que ele queria dizer.
– É... Eu largaria à loira gostava pela outra bunduda. – Andersom deu meio sorriso. – Cara ela anda rebolando.
– Andersom, eu sei, tudo que você tá falando pra mim não é surpresa. – O encarei.
– Então já penso em da uns pegas nela. – Ele riu.
– Já. – Concordei.
– Eu sei que é bom pegar vadia, mas como diz nosso pai, é sempre com uma certinha que a gente escolhe passar o resto da vida junto. – Andersom respirou fundo.
– Eu não acredito que meu irmão mais novo tá dizendo isso pra mim do que eu a ele. – Olhei pro céu.
– Nosso pai filosofa às vezes. – Ele não prestou muita atenção no que eu disse. – Também cara você só arruma mulher estranha, lembra daquela sua ultima namorada, a depois da Viviane?
– Ela era ruiva e daí?
– Ela tinha uma risada estranha, e fora que não sabia cozinhar. – Ele fez cara de nojo. – E
não vem defende a Viviane não, mamãe odeia ela. Ela e aquela mania de ursinhos de pelúcia, cadê vez que ia em casa levava dois pra Sammy, ela chegou a guardar aqueles bichos no nosso quarto sabia?
– Mas Viviane não era estranha...
– Lá vem, era sim, ela tinha aquela mania de querer agradar todo mundo, e fora que adorava me abraçar e falar que eu era uma versão mais nova sua, eu sei que sou bonito, mas não gosto de mulher me tratando igual criança. – Ele disse bravo.
– Não né... Aquela sua namoradinha do quinto ano te chamava como mesmo? Neném? – Ri da cara dele o fazendo ficar mais sério.
– A vivi te chamava de Amorzinho. – Andersom disse rindo.
– Tá chega disso.
– Peguei pesado? – Ele continuou a rir.
– Então se lembra daquela garota que morava perto de casa, que vivia correndo atrás de você e você vivia fugindo dela porque tinha nojo de duas línguas se tocando? – Perguntei com meio sorriso.
– Allan... Te odeio. Eu tava muito bem sem lembrar daquela garota, ela me beijou a força se você se lembra...
– Se eu me lembro? Eu vi. Depois te vi correndo pra dentro de casa chorando igual bebê e escovando os dentes como se tivesse tomado urina. – Comecei a rir lembrando daquela cena.
– Tá Allan chega...
– Peguei pesado? – Perguntei o encarando.
O ônibus ligou e Andersom se desesperou.
– Eu tenho que ir, se não você vai ter que me levar de volta. – O abracei e ele me acertou um soco no peito.
– Ei.
– Vingança meu caro irmão, vingança. – Ele riu.
– Não se esqueça de ligar pra sua mãe. – Avisei.
– Tá. – Ele entrou no ônibus.
– Irresponsável. – Revirei os olhos.
Notas finais
tipo uns comentários serve
Então gostaram do irmão do Allan? *-*
Bem e já sabem, erros na postagem, duvidas ou sugestões é só dizerem =}
*E sim a foto do meu Blog é minha, pois é aquele ser estranho sou eu =T*
Fale com o autor