Lake Forest Academy
12 Capítulo 12
Sábado!
Hoje eu seria responsável por levar a madame pro cabeleireiro, perderia meu sábado e levando chá de cadeira da madame de cabelo colorido.
Levantei era um pouco mais de dez horas da manha, tomei banho me troquei, abri uma gaveta do guarda roupa e peguei a caixinha onde a corrente da minha irmã estava guardada a coloquei no bolso, peguei minha arma, pois é eu tinha que andar com uma o tempo todo, coloquei no cós da calça e sai do quarto e fui em direção ao quarto de Karla.
– Allan. – Zoe me berrou. Virei para olhá-la ela andava rápido pra me alcançar. – Tá de pé hoje à noite?
– Não sei Zoe, preciso levar a Karla pra um lugar, mas vou se conseguir chegar antes de escurecer. – Engoli os ombros e voltei a andar.
– Tá tentando se vingar de ontem? – Ela perguntou chateada.
– Não, só estou dizendo que tenho que levar a boneca pra um lugar e não sei que horas eu volto. – Respondi parando para olhá-la.
– Se não chegar muito tarde me avisa. – Ela ficou sem jeito.
– Ok. – Voltei a andar e fui em direção ao prédio feminino.
Parei na porta do quarto e bati na porta, ela berrou “entra” como sempre. Entrei e fui direto pra poltrona.
– Você tem probleminha com esse lugar.
– Se acontecer qualquer coisa, eu posso ver pela janela já que seu quarto fica na mesma direção da única entrada do prédio. – Eu estava meio mal humorado Zoe havia me tirado do sério na noite anterior.
– Por favor, hoje não, melhora esse humor, por favor. – Ela choramingou.
– Tá pronta? – Perguntei. Ela não tinha culpa de nada do que havia acontecido não tinha porque eu descontar nela.
A olhei com atenção, ela tava com uma blusa roxa e com um colar que realmente valorizava o busto, fiquei a analisando por um tempo, felizmente ela não percebeu que meu olhar estava sobre ela, ela estava muito ocupada juntando suas coisas e colocando na bolsa.
– Sim. – Ela respondeu indo pra porta um tanto animada.
Saimos do prédio e fomos ao refeitório.
– Essa é a ultima vez que vejo minha Rapunzel com o cabelo verde. – Tomas apareceu se sentando ao lado de Karla.
– Mas eu volto com outra cor maluca não se preocupe. – Ela sorriu animada.
Tomas sorriu e continuou a fazer de cabelo o que pra mim era inútil.
A levei pro estacionamento da escola após comermos e parei em frente a minha BMW que alguns messes antes tinha sido baleada comigo dentro. Caçar bandidos é uma coisa meio perigosa digamos assim.
Abri a porta pra ela entrar e novamente me olhou surpresa com a ação. Digamos que minha mãe me educou muito bem. Ela entrou no carro e eu dei a volta fazendo mesmo. Liguei o carro e perguntei a onde ficava o cabeleireiro da madame.
Dirigi até o centro e fomos pro shopping a onde a boneca disse que era seu cabeleireiro favorito.
Ela entrou no salão toda animada e eu a segui com a maior cara de tédio.
– Querida, que cabelo é esse há quanto tempo você não sabe o que é tintura? – Um cara se aproximou todo nojento e pegou uma mecha do cabelo da garota.
– Há três meses eu não vou a um cabeleireiro de verdade, arruma ele? – Ela parecia uma criança querendo doce.
– Pensou em algo ou vai deixar por minha conta? – Ele perguntou animado.
Conversa inútil, pra mim pelo menos!
– Eu queria um rosa avermelhado, mas... Sei lá. – Karla me puxou pra sala de espera se sentando em um sofá me fazendo sentar ao seu lado.
– Querida você vem comigo, seu cabelo não pode esperar mais, deixa seu bonitão ai. – Ele disse estendendo a mão, Karla começou a rir e eu arregalei os olhos e depois fiz uma careta.
– Ele é meu segurança. – Ela disse sendo puxada pelo cabeleireiro.
Acabei rindo da cena. Agora eu tava sendo confundido com o namorado dela? Eu tava mesmo precisando usar terno.
Larguei-me no sofá, e fiquei atento vendo quem entrava e quem saia. Não durei muito tempo analisando quem entrava em quem saia, mas o contrario era bem comum, a maioria das mulheres que entravam me olhavam por alguns segundos e depois sorriam se fosse uma loja de lingerie eu estaria muito mais feliz isso com certeza.
Eu realmente desisti de esperá-la, peguei meu celular e fui olhar as noticias do mundo, escutei musica, entrei em contato com Selena pra ver se havia noticias e quase peguei no sono e por fim entrei em um joguinho do celular e me desliguei do mundo até tinha esquecido que tinha que ficar alerta.
– Muito tempo me esperando? – Karla perguntou e eu desviei o olhar pra ela.
– WOW. – Exclamei sem saber o que dizer, ela tava linda, realmente não tinha palavras pra descrevê-la, simplesmente fiquei encantando com ela. – Vocês esta... Bonita. – Eu ia falar gata, mas tive que me conter. Seu cabelo de verde foi pra rosa e preto.
– Ok, você detestou, mas tá, eu tô feliz com meu cabelo de novo. – Ela mexeu no cabelo e o cheiro do perfume dela se espalhou.
Aquilo me atordoou um pouco, respirei fundo tentando me livrar do cheiro dela e mais dele entrava em meus pulmões.
– Não é verdade eu achei... Legal. – Disse tomando cuidado com as palavras.
– Para de medir palavras que você só tá piorando a situação e vai abaixar minha alto estima que está lá em cima hoje. – Ela disse saindo andando toda bravinha.
– Você é paranóica sabia? – Me levantei e a alcancei.
– É sabia. – Ela tentava manter a frente.
– Vai pra onde? Voltar para a Academia ou vai a outro lugar? – Perguntei andando ao seu lado. – Você tem duas horas antes que escureça.
– Não tenho mais nada para fazer. – Ela olhava pra frente. — Acho que vamos voltar para a academia.
– Eu tenho que passar em um lugar, se incomoda? – Perguntei com jeito pra não ter que apanhar.
– Não. – Ela se virou e sorriu.
– Acho que sua raiva momentânea passou. – Sorri aliviado.
– Seu mau humor de mais cedo também. – Ela deu meio sorriso.
Entrei em uma joalheria e mostrei a corrente e o joalheiro a analisou.
– Tem concerto? – Perguntei.
– Na verdade sim, mas não sei se vou achar o ouro da mesma pureza. – Ele se lamentou.
– Nada próximo?
– Posso ver o que consigo...
– Veio de uma pessoa importante significa muito. – Disse olhando medalhinha com um anjinho.
– Anote seu telefone, semana que vem te ligo e digo se tem converto. – Ele disse sério.
– Obrigado. – Anotei meu telefone em uma nota a onde ele embrulhou a caixinha corrente e sai da joalheria.
Levei Karla para o carro que estava um tanto inquieta.
– Ganhou de alguém? – Ela perguntou quando entramos no carro.
– Não é minha, é da minha irmã, ela ganhou quando nasceu do nosso pai, todos nós temos uma. – Tirei a minha de dentro da blusa e mostrei a ela. – A dela quebrou há algum tempo e ela deixou na minha casa.
– É tipo um presente por terem nascido? – Perguntou.
– Mais ou menos, como ele não fica em casa, ele diz que as medalhinhas são para nos manter unidos. A família toda a tem, minha mãe, meu pai e meus três irmãos. – Guardei a corrente e liguei o carro.
Tinha uma outra coisa por trás das correntes que eu não costumava divulgar, uma vez meu pai me fez prometer que quando eu achasse a mulher certa eu entregaria a corrente a ela, eu ia entregar a Viviane, mas como as coisas não deram tão certo...
– Tem três irmãos? –Ela perguntou arregalando os olhos. — Eu já piro com um.
– Não vejo muito eles, Samara é mais velha tem um filho de quase um ano, minha mãe quase surtou quando descobriu que ela estava grávida, depois sou eu, então vem Andersom eu não sei dele há muito tempo desde que disse que sairia de casa porque não agüenta os gritos da minha mãe, e a Samantha que é a caçula, ela é a revoltada da família.
– Se compara a mim? – Ela perguntou entusiasmada.
– Se ela te conhecer vai te idolatrar pro resto da vida. Mas ela não fugiu da escola, e nem tem o cabelo colorido, só dois piercings. – Respondi rindo da animação dela.
– Só falta quatro pra ela igualar a mim.
– Minha mãe a mata, os que ela tem já são escondidos, por isso que quando ela foi furar eu fui junto. – Pirralha, se eu não fosse ela iria contar pro nosso pai que eu tinha ficado cinco dias em casa parecendo corno por causa da Vivi... ane
– Você parece ser o irmão super protetor. – Ela me olhava.
– É eu sou. – A olhei rapidamente. – Fui com ela porque se não levasse outra pessoa a levaria, então que fosse eu a qualquer um.
– A onde ela tem os piercings?
– Um no umbigo e o outro eu não faço questão de saber. – Não fazia mesmo!
O resto do caminho que não demorou muito ficamos quietos até chegamos a Lake Forest, levei Karla até o prédio feminino e Tomas estava a esperando.
– Fico gata Rapunzel. – Ele a abraçou e beijou sua bochecha. – Confiou no Jeph de novo.
– Eu sempre confio nele. – Karla sorriu.
– Hey, você volta pro dormitório masculino, já que já viu ela e você pro seu quarto. – Disse sério.
– Hoje não somos obrigados a ir pro dormitório no horário podemos ficar lá em cima. – Tomas piscou pra Karla. – Vamos lá, Não tem quase ninguém hoje, umas cinco pessoas ficaram contando comigo e com você.
– Cadê a vodka? – Karla perguntou animada.
– Se for, sem vodka. – Só me faltava ela ficar bêbeda.
– Deixa de ser chato, vamos lá também, prometo que não faço bagunça. – Ela ergueu a mão em promessa.
– Não, você vai com Tomas eu vou ir pro meu quarto. Se precisar é só ligar. – Virei de costas e sai em direção ao meu quarto.
Só me faltava aquela pirralha beber e sobrar pra mim depois.
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