Lady and the Tramp
3 III - Senhor e Senhora Levinson
Notas iniciais
Para Harold Levinson dez dias em Downton não foram tão ruins, embora se Rosamund lhe perguntasse ele diria que foram péssimos, pois ele iria apenas se lembrar dos comentários da Condessa Viúva, os olhares furiosos de Robert, mas tirando essa parte foi legal caminhar com a pequena Sybil pela manhã, conversas aleatórias com a irmã, ele odiava admitir, mas sentia falta da irmã mais velha e o que mais o surpreendeu as cavalgadas ao entardecer com Rosamund.
Violet Crawley passou os dez dias intercalando em fazer comentários anti-americanos e analisar a barriga de Rosamund. Ela não odiava totalmente os americanos, embora nunca admitiria em voz alta que possuía um certo carinho por Cora, mas o irmão? Ela não tinha nada contra ele, isso até aquele fatídico dia em que descobriu sobre o casamento. Como podia sua pequena Lady se casar com um americano? Ela suspirou, Rosamund sempre foi um espírito livre, era provável que se cassa-se com o jovem Levinson e em alguns messes se divorciasse, isso fez ela gemer, seria um escândalo ainda pior, talvez tenha sido melhor mandar ela para um convento todos aqueles anos atrás.
Ele estava confuso, era difícil para Robert Crawley entrar em um acordo com essa situação. Seu cunhado se tornando seu cunhado de novo? Isso dava até dor de cabeça. Ele não odiava Harold, mas conhecia a fama do irmão da esposa, ele não queria que sua irmãzinha se machucasse. E embora ele ame Cora com todo o coração, se Harold Levinson machucar sua irmã espirituosa, ele será obrigado a causar sérios danos ao senhor Levinson.
Ela amava Rosamund como uma irmã, ela sofreu com ela quando Marmaduke morreu, ela não queria isso para sua irmã. Claro que Harold era um homem bom, pelo menos nos dezoito anos que viveram juntos, mas ele era tão jovem quando ela foi embora e os relatórios mensais que recebe de sua mãe, não ajudam a ter fé no caçula da família, somando isso ao fato de que ele pode machucar Rosamund, a deixa em uma encruzilhada, ela quer está feliz pela cunhada, ela está na verdade, mas ela tem medo de ser ela a juntar os cacos quando Harold cometer um erro. Ela suspirou enquanto os via cavalgarem para longe da propriedade, Harold nunca foi fã de animais, ver sua aproximação de cavalos era claramente influência de Rosamund, talvez ainda houvesse esperança.
Lady Rosamund Levinson, ela tinha que admitir que o sobrenome do marido lhe caiu bem. Ela se repreendeu mentalmente por isso, enquanto o observava caminhar pela propriedade a tarde, aparentemente Sybil já havia passeado com ele hoje. Foi então que ela teve uma ideia, correndo para seu quarto para se trocar, ela pensou que seria um bom plano, afinal o marido vivia por Downton como uma pária, até Carson olhava para o pobre Harry com desprezo.
—Senhor Levinson poderia me acompanhar em um passeio? -Ela perguntou aproximando-se dele, ela viu seu olhar percorrer seu corpo e terminou com uma sobrancelha erguida, forçando a não comentar sobre sua falta de discrição ela o ouviu perguntar:
—São trajes muito interessante Rose.
Quando terminaram em frente aos cavalos selados, ele a olhou seriamente e declarou:
—Eu não vou subir nesse bicho.
Ela rolou os olhos enquanto recebia ajuda para montar:
—Não é um bicho, é um cavalo. -Ele olhou para ela com a expressão de um menino petulante, ela teve que sorrir com isso. -Seja homem e suba logo Harold.
Ele murmurou algo e após duas tentativas, ele estava em cima do animal.
—Então o que eu faço agora Lady Rosamund?
—Segure-se e me siga. -Ela disse incitando seu cavalo a correr.
—Espere. -Ela ouvia o pedido e ria com isso, quem diria que Harold Levinson teria dificuldade em algo? Reduzindo a velocidade ela esperou que ele a alcançasse
—Esse cavalo está com defeito Rosamund, ele não corre.
Ela foi obrigada a rir de seu comentário.
—O que? -Ele perguntou com o cenho franzido.
—Seu cavalo não está com defeito, ele apenas tem idade avançada.
—Você me deu um cavalo velho?
Ela assentiu e apontou como se fosse óbvio:
—Você nunca cavalgou na vida e esperava que eu deixasse você montar um garanhão? Não quero me tornar viúva hoje Harold.
Ele iria comentar sobre a viuvez, mas a curiosidade foi maior:
—Como você sabe que eu não sabia montar?
Ela rolou os olhos e murmurou como se fosse óbvio:
—Americanos.
Os próximos quatro dias ela estabeleceu a rotina de cavalgarem antes do jantar, ela não admitiria para ele, mas ela passava o dia ansiosa para cavalgarem, nesse momento era apenas os dois, agindo normalmente, sem o stress que a família proporcionava, sem a necessidade de mentirem sobre o relacionamento, apenas duas pessoas cavalgando em torno de uma bela propriedade. E se ele fosse honesto com sigo mesmo, os passeios com Rosamund, foram o que impediram ele de ir embora de Downton.
Falar que ele estava grato por finalmente ter chegado o dia do baile, era um eufemismo. Só mais uma noite e ele estaria longe dali, ele estava grato por isso, embora ele odiasse admitir que sentiria falta de cavalgar com Rosamund e passear com a pequena Sybil. Ele estava de fora do quarto esperando Rosamund ficar pronta, nem louco que ele iria descer desprotegido, mas ele estava já muito inquieto, por que mulheres tem que demorar tanto? Finalmente a porta se abriu, ele arrumou sua postura, mas foi decepcionado ao ver a empregada saindo do quarto e fechando a porta.
—Rosamund, quando você chegar lá em baixo a festa já terá acabado.
—Estou pronta. -Ela disse ao abrir a porta, ele teve que piscar duas vezes para poder analisa-la corretamente, ela estava muito bonita em um vestido rosa claro, que destacava bem seus cabelos cor de fogo, as joias a deixavam tão elegante e gritava o quão nobre ela é, ela estava muito bonita, ele a ouviu coçar a garganta.
—Presumo que fui aprovada? -Ela perguntou com a sobrancelha erguida.
—Er... Claro que sim. -Ele disse um pouco corado e então ofereceu o braço a ela.
Violet estava em um canto com suas amigas analisando as interações de Robert e Cora, eles não conseguiam manter suas mãos para si, ela desviou o olhar e seus olhos logo caíram nos recém-chegados ao salão, sua filha estava linda, mas isso não era surpresa, Rosamund havia herdado toda a beleza de sua nobre herança. Quanto ao senhor Levinson, ela lógico não diria isso em voz alta, mas ele também era bem charmoso, para um americano é claro, ela analisou o casal.
Rosamund escolheu um vestido que combinou bem com a cor de seu cabelo, o senhor Levinson tinha os cabelos negros bem penteados e estava vestido impecavelmente, mas isso não era novidade, ele logo pegou seu olhar e ambos se encararam por breves segundos, o detalhe que a fazia lembrar que o jovem era irmão de sua nora: os olhos, que logo se desviaram para dizer algo no ouvido de sua filha, que acabou com um pequeno sorriso, recém-casados...
Agarrada ao braço do marido ela o ouviu sussurrar em seu ouvido:
—Por favor não me deixe sozinho, acho que sua mãe está pensando em uma maneira de sumir comigo.
Ela tem que sorrir diante de tal comentário. A ruiva o apresenta a pessoas importantes, ela vê no olhar de todos a curiosidade e sorri internamente, principalmente quando percebem que ele é o irmão mais novo de Cora, por falar na cunhada, ela decide se aproximar para lhe parabenizar e assim ela arrasta o marido para perto do irmão e da cunhada.
Cora está sorrindo brilhantemente e Robert não é diferente, ela se segura para não fazer nenhum comentário extra, enquanto estão engajados em uma breve conversa o sorriso de Cora vacila e Harold se vira, ela então se assusta, mas faz o melhor para manter sua compostura diante dos recém chegados convidados.
A Condessa de Grantham está satisfeita com o andamento da noite, isso até sua conversa com Rosamund ser interrompida. Ela está surpresa com o que vê, mas exerce a prática de não demonstrar surpresas quando vê seus pais ali bem diante deles, claro ela havia os convidado, ela sempre fazia, mas eles nunca vieram para seu aniversário de casamento, sua mãe ousava aparecer raramente e seu pai nunca desde que havia se casado. Desviando o olhar rapidamente em direção ao irmão ela percebe que Harold não parece muito feliz em ver os pais.
—Parabéns Cora querida. -Sua mãe diz a abraçando.
—E a você também Robert. -Ela faz o mesmo com seu marido, seu pai abraça ela e aperta a mão do Conde, mas a atenção do senhor e da senhora Levinson não permanecem muito tempo nos aniversariantes, logo é desviada para os recém casados.
—Lady Rosamund eu fiquei tão chocada e ao mesmo tempo tão feliz quando li a noticia, eu só precisava escrever para Cora para ter certeza que era verdade. -Ela viu a mãe abraçar a cunhada e ela ficou surpresa quando Rosamund forçou-se a retribuir, não era segredo que Rosamund odiava demonstrações públicas de afeto.
Logo ela partiu para o caçula da família e o abraçou repreendendo por não convida-la para o casamento, quando ela se afastou de ambos era a hora de seu pai dizer algo. O velho Isidore Levinson apenas assentiu para ambos e disse:
—Não pensei que se casaria tão rápido Harold.
Cora poderia ver o início de uma discussão se formar, ela estava prestes a dizer algo para acalmar os ânimos, mas aparentemente sua cunhada também percebeu o rumo que a conversa estava tendo, pois ela logo disse:
—Harold querido, você me prometeu dançar. Você não se esqueceu não é?
Seu irmão ainda parecia um pouco atordoado quando arrastou Rosamund o mais longe que podia.
Ela sabe que foi uma boa ideia, quando depois de alguns giros ele murmura um:
—Obrigado.
Ela apenas assente em reconhecimento.
—Presumo que você não os esperava. Ela diz para que somente ele possa ouvir.
—Se eu soubesse eu garantia estar bem longe daqui essa noite.
Ela rola os olhos diante de tal comportamento, mas ela podia entender, decidindo então levantar os ânimos do marido ela diz:
—Isso seria uma pena. -Ela comenta docemente.
—Você sentiria minha falta Rose?
Ela rola os olhos na menção do apelido.
—Bem eu teria que estar aqui sozinha nessa noite.
Ele a gira novamente.
—Se eu visse antes o que você estava vestindo eu teria a certeza de levar você comigo. -Ela apenas ergue a sobrancelha. -O que foi? Eu não deixaria minha bela esposa a mercê de todos aqueles urubus.
Ela rolou os olhos
—O que? Não me diga que você não notou o desprezo na voz daqueles homens todas as vezes que se dirigiriam a você como Lady Levinson? -Ela se manteve inexpressiva. -Todos gostariam de chama-la de sua Lady”.
Ela rola os olhos.
—Todos gostariam mesmo é de colocarem as mãos em meu banco.
É a vez dele então sorrir brilhantemente.
—Aquele mesmo banco que eu salvei quando tornei você a senhora Levinson? Aliás eu ainda não ouvi um obrigado. -Ele diz em seu tom malicioso rotineiro e ela sorri sabendo que ele já se recuperou do choque de mais cedo.
—Se você pretende continuar essa dança sem que leve um chute em suas partes baixas, eu espero não ouvir isso de novo senhor Levinson.
Ele ri e a gira uma última vez:
—Seu desejo é uma ordem Lady Levinson.

Fale com o autor