Lady and the Tramp

2 II- A família Crawley


Notas iniciais
Espero que gostem =)

Ele estava tenso desde o momento em que saíram da casa dela e ele não sabia ao certo o porquê, ele já conhecia a família, não havia nada a temer, exceto pelo fato que eles o conheciam antes de se casar com ela, talvez ele devesse ter avaliado o plano melhor.

Quando ele avistou Downton, ele tinha certeza de estar suando frio. Ele olhou despistadamente para Rosamund e ela não parecia tão ansiosa quanto ele, ela deve ter notado seu nervosismo, já que sorriu levemente e disse apenas:

—Vai dar tudo certo.

Ao pararem em frente da construção antiga ele já não tinha tanta certeza disso, todos ali possuiam expressões medonhas.

Respirando fundo ele desceu do carro e a ajudou a descer. Primeiro se aproximaram do Conde, que mantia um rosto sem expressão, mas isso não impediu Rosamund de abraçar o irmão, já o marido se limitou a um aperto de mãos, mais apertado do que ele julgou necessário. Cora forçou um sorriso, mas seus olhos estampavam traição, e a viúva.... Bem sua expressão de poucos amigos habitual estava substituída por uma carranca assustadora, até mesmo a jovem Mary parecia ranzinza com a situação, Edith por sua vez mostrou satisfação ao ver a tia favorita e a pequena Sybil, bem... ela era muito jovem para entender tudo o que estava acontecendo.

Após se instalarem, os adultos reuniram-se para o chá, que para o mais novo agregado a família Crawley parecia uma competição de encarar, se olhares matassem, ele tinha certeza de que já estaria morto desde o momento em que colocou os pés naquela casa.

—Então irmãozinho, estou curiosa para saber o que fez você se casar? -Cora perguntou com tanta gentileza que ele quase ignorou seu olhar repreendedor, quase.

—Bem... Encontrei Rose na minha primeira semana em Londres e desde a noite em que a vi, eu pensei: Eu tenho que convida-la para sair. -Ele olhou para ela e ela sorria apaixonadamente, Rosamund era uma boa atriz.

—Isso foi há três meses. -Cora declarou com o cenho franzido.

—Vocês se casaram! -A viúva exclamou indignada, foi a vez de Rosamund responder:

—Achamos que era o momento. -Ela disse dando de ombros, enquanto isso ele aproveitou para beber um gole de seu chá, foi Violet que pensou ter descoberto, perguntando seriamente:

—Para quando é a criança? -Ele engasgou com o chá quente. Após recompor-se Rosamund foi quem respondeu:

—Eu não estou grávida mãe

A viúva ainda a olhava desconfiada, agora encarando a barriga da ruiva, Rosamund rolou os olhos.

—Por que outro motivo você se casaria Rosamund?

—Talvez pelo fato de que eu esteja apaixonada?

A mulher mais velha encarou a filha horrorizada:

—Por um americano? Onde foi que eu errei com vocês?

—Mãe... -Foi a vez do Conde agir em protesto percebendo a situação, Cora interferiu antes que Violet começasse:

—É um pouco estranho dizer isso, mas bem vindo a família Harold.

Após a tortura que os britânicos chamam de hora do chá, ele decidiu sair para uma caminhada ao redor da propriedade, não demorou muito para que ela o encontrasse.

—Fiquei com medo que você tivesse ido embora. -Ela disse sentando-se ao lado dele.

—Ao contrário do que minha irmã diz, eu não sou um covarde completo Rose. Prometi a você que daria certo, não foi?

Ela assentiu e comentou:

—Ambos precisamos para que nossos planos deem certo. -Ela declarou o óbvio e então riu -Você percebe que fez exatamente o que seu pai quis, não é?

Ela o encarava esperando uma resposta, o sorriso nunca deixando seu rosto.

—Meu pai me deu um prazo para casar, eu me casei, mas não com nenhuma das garotas que ele escolheu. Eu ganhei.

Ela ergueu a sobrancelha

—Por que não casar com uma bela e jovem americana Harold?

Ele a observa atentamente enquanto responde:

—Todas as garotas que vivem ao meu redor, amam mais o meu dinheiro do que eu e você não ama nenhum de nós dois ou seja é perfeito.

Ela ergue a sobrancelha.

—Isso e o fato de que quando você voltar para a América poderá continuar com a vida de antes. -Ela disse tranquilamente, mas acrescentou em um tom ameaçador -Só por favor seja discreto, nosso casamento pode ser uma farsa, mas ainda zelo por minha reputação.

Seu olhos azuis gelados a encaravam, ele tinha que admitir que gostava da personalidade dela:

—Como quiser Rose. -Ele disse só para ver os olhos dela rolarem na menção do apelido.

—Harold? -Ela o chamou após não mais que cinco minutos em silêncio.

—Sim?

Ela mordeu o lábio e então perguntou:

—Sei que foi torturante o chá, mas você se importaria de ficarmos mais alguns dias, só até o baile de aniversário de Cora e Robert?

Ele ponderou, a família já o odiava, não faria diferença se ele estaria ou não, mas pela forma como ela perguntou, ele sabia que ela gostaria de estar lá e o fato dela inclui-lo o deixou balançado.

—Não vejo problemas, acho que podemos ficar mais alguns dias.

Ela então sorriu brilhantemente, ele fez uma nota mental de fazer ela sorrir de verdade mais vezes, afinal seus sorrisos eram muito bonitos.

—Obrigada. -Ela agradeceu e então ele atreveu-se a perguntar:

—Então.... Quantos dias mais tenho que aguentar as ameaças de morte silenciosas?

Ela mordeu o lábio, ele começou a notar que isso era um tipo de tique nervoso.

—Não muito, só mais dez dias.

Ele arregala os olhos e geme em desaprovação isso provoca uma gargalhada na ruiva, enquanto fecha os olhos orando para que seu funeral não seja em uma semana, ele percebe que a risada dela é um som melodioso, ele gosta disso.