Lacrimosa

7 Uma última vez


Notas iniciais
Yahoo! Jooy chegou ◕‿◕ Gente, me perdoe por esses dias sem postar, alguns leitores meus que conversam comigo sabem do motivo, mas como a maioria não sabe irei me explicar: Eu fiquei sem o notebook nas madrugadas, e como todos sabem, eu só escrevo neste horário. Buscar inspiração durante o dia foi uma missão difícil, ainda mais porque iria iniciar um novo arco na história, precisaria pensar bastante. Neste capitulo estarei iniciando uma nova aventura com um novo objetivo, e como eu sei que tenho leitores aqui que curtem outros casais de Nanatsu, aposto que ficarão feliz com isso. E GENTE, TENHO UMA NOVIDADE BEM LEGAL! Fiz um AMV Melizabeth, então quem quiser dar uma olhada aqui está o link: http://youtu.be/3HPWJ7NhmtU E eu queria agradecer imensamente as minhas duas leitoras que recomendou a fanfic. SÉRIO, SÓ FALTOU CHORAR DE ALEGRIA! Vocês são os melhores mesmo, não poderia está mais satisfeita com meus leitores :') Enfim, vou deixar de enrolação ~ Enjoy! Ps: o trecho de hoje foi tirada da musica do AMV Melizabeth

“Você sabe que eu te amo
Só preciso de algum tempo
Eu sei que nada vai ficar entre nós
Mas eu simplesmente não posso suportar ver você chorando”

Já era tarde quando retornamos ao Boar Hat. Todos olharam surpresos quando entramos pela porta do bar, a chuva já havia sessado, mas nossas roupas estavam completamente encharcadas.
King correu até nós e esboçou uma expressão preocupada, já sabia que ele lançaria perguntas sobre ontem, mas não podia respondê-lo quanto a isso.
– Boa tarde, King-sama – o cumprimentei, e logo sorri – Não precisa se preocupar comigo, estou bem.
– Mas, Elizabeth... – ele virou o rosto para o lado – você simplesmente desmaiou. Se não fosse o capitão nunca teria encontrado a senhorita.
Meliodas nos olhou com um sorriso ao rosto, e em um piscar de olhos já estava ao meu lado, e simplesmente percorreu suas mãos até meus seios apertando-os. Aquilo me fez corar, e novamente não tive reação com esses seu atos.
– Viu? Elizabeth está perfeitamente bem.
King desviou o olhar corado. – V-vejo bem... M-mas ainda acho que ela deveria se cuidar melhor.
– Não se preocupe, vou cuidar especialmente dela esta noite. – Disse Meliodas, e então soltou sua típica risada de sempre.
– M-Meliodas-sama! – o questionei envergonhada, mas fiquei realmente feliz que tudo tenha voltado ao normal.

Em um canto escuro do bar ouvia-se algumas risadas estranhas. O brilho de seus óculos fez com que Gowther parecesse realmente assustador.

– Você tem que parar com essas coisas, – Disse Ban enquanto degustava-se de sua torta de maçã e um copo de cerveja. – ficar lendo esses livros estranhos vai afetar sua cabeça.
– Não é como se eu me importasse com essas coisas, livros são realmente informativos.

– O que está lendo desta vez? – Perguntou Meliodas ao se aproximar.
Resolvi sentar-me em uma cadeira perto da janela para descansar. King juntou-se a mim.
– Um romance – respondeu Gowther, e voltou sua atenção para o livro. – Uma história de uma princesa e um príncipe de famílias rivais que se apaixonaram, porém, por possuírem seus pais como rivais, nunca poderiam ficar juntos.
– Então está lendo Romeu e Julieta? – Meliodas sentou-se junto à mesa com Gowther. E eu apenas observei atenta ao modo como ele havia se recuperado, estava aliviada por vê-lo bem.
– Conhece este livro, capitão?
– Ele é bem famoso, para ser sincero.
– Ah – Gowther demonstrou um leve sorriso – Essa história me lembra de vocês dois.
– Como é? – Meliodas tombou a cabeça confuso, mas apenas foi respondido com mais uma risada estranha, e então suspirou.

Ban caminhou até Meliodas e o entregou um copo de cerveja, ele voltou à bancada e trouxe-me suco e um pedaço de sua torta.
– Depois de comer, vá tirar essas roupas molhadas ou vai piorar do resfriado. – disse, mas esbanjava um sorriso satisfeito como se soubesse o motivo de estar daquela maneira.
E foi neste momento que percebi: ninguém tinha questionado o fato de termos saído escondidos. Meliodas havia me dito certa vez que a privacidade era zelada entre eles, mas não achei que seria tão extrema.
– Ban-sama, está realmente deliciosa – exclamei maravilhada enquanto mastigava um pedaço daquela torta de maçã.
– He, é uma das minhas especialidades. – Ban sorriu se gabando de suas habilidades culinárias. – Eu havia percebido algumas macieiras por essa região, então pedi para Diane buscar as maçãs.
– Onde está Diane? – perguntei. Realmente não a vi por perto do Boar Hat.
– Ela ainda está sob as montanhas.
Pude ouvir King suspirar quando o nome de Diane fora tocado.
– O que ela foi fazer lá? – perguntei curiosa.
– Gowther disse que havia um templo por aquela região, e então mandou Diane verificar.
– Mas já faz tempo, não acha? – aquilo realmente havia me preocupado.
– Sim. – concordou Ban – Não terminamos nossa missão, então mais tarde estaremos saindo para acabar logo com essa palhaçada e sumir daqui. – ele comentou, parecia entediado.
Deixei um suspiro escapar.
– O que vieram procurar?
– Algumas runas antigas, nada importante para mim. – Ban recolheu o copo e o prato que havia me servido. – É de interesse àquele quatro-olhos estranho e ao Capitão.
– Runas...
– Eu só concordei com isso pelos boatos que ouvi – Ban parecia decepcionado com este fato — disseram que aquele templo nas montanhas era habitado por uma Deusa que pode realizar desejos.
– R-Realizar desejos? Isso não é algo impossível? — King se manifestou, parecia animado com aquela informação.
– Tecnicamente não, os desejos são temporários — respondeu Ban – ela não pode fazer algo grandioso... Como ressuscitar alguém.
Naquele momento o silêncio prevaleceu, e se não fosse pelas risadas de Meliodas permaneceríamos naquele clima por um bom tempo.

– Que sejaaa – Cantarolou Ban, então voltou para sua bancada e encheu mais um copo de cerveja.

– Princesa... – chamou King cabisbaixo, eu apenas o respondi com um olhar curioso. – vamos atrás da Diane?
Eu abri um sorriso, me sentia aliviada com a proposta.
– Claro! Só de pensar que ela pode estar sozinha neste momento faz meu coração apertar. – o respondi, estava animada para poder ajudar King e recompensar pelos meus erros.

Já estava subindo as escadas até o quarto quando notei a presença de Meliodas atrás de mim. Eu olhei curiosa, mas ele apenas ficou parado me encarando com sua típica expressão que não dizia nada.
– M-Meliodas-sama, algum problema?
– hm, não é nada – ele subiu as escadas e parou ao meu lado – vou trocar essas roupas para que possamos terminar a missão.
– Entendo. – disse, e continuei subindo as escadas, mas ao chegar à porta do quarto Meliodas segurou minha mão e me imprensou contra a parede, levando sua mão até meu cabelo acariciando-o.

– O-o que está fazendo? – perguntei corada.
Então ele me soltou, eu apenas pude olhar confusa sobre o que havia feito.
– Não é nada. – ele escorou na parede com um sorriso fofo. – só queria verificar se o que aconteceu nesta manhã foi real.
Sua resposta fez com que meu coração acelerasse cada vez mais, podia jurar que explodiria a qualquer momento.
– Então, vai me deixar ver você se trocar? – perguntou, e aquele sorriso fofo de segundos atrás fora substituído por um malicioso.
– N-não dá! – balbuciei, então abri a porta do quarto rapidamente e a fechei, deixando Meliodas parado no corredor.
– Mas e sobre o que disse na floresta? – me questionou enquanto batia na porta.
– N-não sei do que está falando.
– Você disse que já é minha! – Meliodas fez questão de gritar essa frase em um alto e claro tom. Não havia dúvidas que aquelas palavras ecoaram pelo Boar Hat inteiro.
– M-Meliodas-sama!
Ele me respondeu com uma risada abafada, naquele momento eu queria esconder meu rosto em uma almofada e nunca mais sair daquele quarto.
– Eu ouvi sua conversa com o King. – desta vez Meliodas falou sério. – você pretende subir as montanhas novamente?

Suspirei fundo e abri a porta para que ele entrasse, mas Meliodas apenas cruzou os braços e me encarou sério, eu ainda devia estar vermelha com suas palavras anteriores.
– Diane está lá desde ontem, isso não te preocupa?
– Elizabeth – Meliodas suspirou – estamos falando de Diane.
– Eu sei, – disse cabisbaixa – mas eu não quero deixa-la sozinha, e é evidente que King está preocupado com ela.
– Você está bem para isso?
– Não se preocupe – sorri aliviada – já estou bem melhor.
– Certeza?
– Sim! Completamente.
Pude ver suas bochechas inflarem por um segundo, mas logo se virou de costas para mim.
– Aquele porco maldito vai com você.
– Hawk-chan? – perguntei confusa – ele não precisa ir.

– Cruel Elizabeth-chan, nem você quer minha presença mais. – Hawk surgiu na porta do quarto e me encarou entristecido.
– N-não é isso, Hawk-chan!
– Então está combinado, vou esperar você se trocar lá em baixo – Meliodas acenou para trás e desceu as escadas assobiando.
Suspirei. Àquilo havia me deixado um tanto confusa.
– Hawk-chan, poderia me esperar lá em baixo, por favor? Avise ao King que você nos acompanhará.
– Claro! – ele parecia animado, com toda certeza estava a fim de sair daquele bar.

~

Já estávamos há algum tempo em frente ao Boar Hat. King voava inquieto a minha volta e Hawk-chan bocejava de tédio.
– Então... – perguntei, quebrando o silêncio que percorria aquele lugar – o que estamos esperando exatamente?
– Ban desmaiou lá dentro.
Meliodas surgiu na porta do bar, sua expressão parecia muito comum para um acontecimento deste.
– Ban-sama está bem?! – aquilo me deixou preocupada.
– Ele apenas bebeu de mais – respondeu Meliodas.
– Típico daquele imbecil. – comentou King um tanto zangado.

Meliodas suspirou.
– Podem ir em frente, vou esperar Gowther tentar animar aquele bêbado.
King parecia ter recuperado seu ânimo, e já voava em frente à densa floresta, Hawk o seguia sem olhar para trás, mas Meliodas havia segurado minha mão, então o olhei sem entender.
Ele sorriu e fez um sinal com as mãos para que eu ficasse em silêncio, e então depositou um beijo leve sobre meus lábios. Eu corei, me senti um pouco envergonhada e simplesmente surpresa com aquilo, olhei para King e Hawk, mas eles não pareciam ter visto. Meliodas apenas começou a rir da minha timidez.
– Tome cuidado.
– S-sim... – respondi cabisbaixa, não conseguia encara-lo naquele momento, então me apressei para que alcançasse King, que estava curiosamente ansioso para encontrar Diane.

Já havíamos cruzado o campo ao sul e estávamos exatamente ao pé da montanha, King ao menos parou para descansar e insistia em continuar, mas Hawk apenas sentou-se ao chão exausto, era uma caminhada longa para ele, foi quando King percebeu como agia e suspirou profundamente antes de sentar-se sobre seu Chastiefol.
– O que ouve princesa? – ele perguntou, e não parava de me encarar.
– O-o que?
– Você está vermelha. – comentou King, então olhei para Hawk que apenas concordou acenando a cabeça.
– A-ah, — eu fiquei sem reação, com toda certeza os atos de Meliodas me deixava envergonhada por um bom tempo. – Não é nada, apenas fiquei sem fôlego da caminhada.
– Desculpe – a expressão de King havia mudado, agora parecia se sentir culpado com aquilo.
– King-sama, você não fez nada para pedir desculpas. – tentei alivia-lo, mas ele parecia angustiado, e já fazia algum tempo. – por que está tão preocupado com Diane?

Ele havia permanecido em silêncio por alguns segundos, mas logo se manifestou.
– Eu sei que Diane sabe cuidar-se melhor que ninguém, mas eu quero resolver algo naquele lugar.
– Algo? – então eu havia recordado da conversa mais cedo com Ban sobre aquele templo. Ele disse que lá habitava uma deusa que podia realizar desejos temporários, isso parecia ser realmente tentador, mas não pude imaginar que logo King ficaria atraído por tal poder.

– Eu preciso que ela se lembre de mim apenas uma última vez.
– King-sama...
– É meu único desejo.

~

Notas finais
Hmm, uma pista bem legal foi deixado neste capítulo sobre uma próxima fanfic Melizabeth que estou preparando, será que vocês irão captar? (tenho certeza que uma certa Gio-chan irá haha) Este capítulo está bem simples mas saibam que o próximo será cheio de surpresas! Fiquem ligados ❥ Beijinhos