Notas iniciais
Eu estou completamente pasma! Durante este tempo que fiquei sem atualizar achava que nada poderia tirar um sorriso meu novamente, mas quando eu entro para poder postar este capítulo prometido eu me deparo com uma surpreendente declaração de amor por Lacrimosa. Eu nunca poderia imaginar que essa fanfic ganharia um carinho tão grande quanto este, e estou realmente feliz que meu esforço tenha sido recompensado, e meu objetivo atingido: Tirar sorrisos e suspiros de meus leitores. Obrigada Ani-chan pela recomendação. Obrigada a todos os meus leitores que deixam um comentário motivador para mim. Estou muito feliz com isso. :') Pois bem, além disso, antes de continuarem leiam apenas mais uma coisinha! Não sei se todos vocês viram, mas Lacrimosa agora tem um trailer(!), sim, eu fiz um trailer com todo o carinho do mundo para que vocês possam admirar ou mandar para seus amigos que curtem este casal para que possam conhecer a fanfic, foi bem trabalhoso e eu não sei lidar muito bem com edição de vídeo, sou bem novata nisso, então espero que gostem! LINK PARA O TRAILER >> http://youtu.be/2a-S27Nvevo

“Eu estava pensando nela, pensando em mim
Pensando em nós, o que vamos ser?
Abro meus olhos, sim, foi apenas um sonho
Então eu viajo de volta, por esse caminho
Ela vai retornar? Ninguém sabe
Eu percebo, sim, foi apenas um sonho.”

Já havia escurecido e ao alto da colina a lua minguante apareceu em seu brilho radiante, era uma noite muito bonita. Hawk havia se acolhido embaixo de uma árvore e dormia profundamente, King estava sentado perto da lareira abraçado com seu Chastiefol, seu olhos se distanciavam até a montanha, parecia incomodado com algo.
As palavras que ele havia dito pairavam em minha mente, e não havia entendido o motivo delas. King estava inquieto, e pude notar ele retirar um papel de seu Chastiefol algumas vezes, e naquele momento o encarava como se um mar de lembranças o inundasse.
– É algo importante? – perguntei, e demorou alguns segundos até que ele despertasse de seu transe. Balançou a cabeça como se não tivesse entendido o que eu havia dito, então apenas apontei para o pedaço de papel que estava em suas mãos.
– Isso? – ele apertou o papel levemente para não rasgar. – É um desenho.
– Mesmo? –falei surpresa, não podia imaginar que fosse algo assim.
– Sim, — King se levantou e sentou ao meu lado e então me entregou o pedaço de papel que parecia envelhecido. – é o que me sobrou do passado.

Era um desenho infantil, os traços pareciam rabiscos, mas podia entender o que representava. Uma garota em uma expressão feliz e um pequeno garotinho que voava ao seu lado, parecia envergonhado, mas ainda esboçava um sorriso tímido.
Eu sabia o quão familiar aquele desenho me era, mas não tinha ideia do que aquilo significava.
– Este desenho... – proferi as palavras em um tom baixo, então King me olhou um pouco envergonhado – É você e a Diane?
Ele nada disse, apenas balançou a cabeça afirmando.
– Mas...
– Foi ela quem fez. – King interferiu, e pude ver um sorriso entristecido brotar em seus lábios finos.
– King-sama... – o chamei em um tom vacilante, não conseguia entender aquela situação, mas ele parecia angustiado. – É algo que não pode contar?
– Não é que eu não possa, só não sei como contar. É uma história de muito tempo atrás, e o fim desta já fora descrito de maneira trágica, — disse, e então ele abraçou ainda mais forte seu Chastiefol. – e saber que é tudo culpa minha... Apenas me faz odiar em cada ato meu.
– O que acha de compartilharmos segredos? – propus, e um sorriso confortável foi sua resposta.
– Já que a princesa está me ajudando nisso...

Talvez aquele fosse um dos momentos mais amigáveis que tive.

– Uma vez eu me encontrei com uma garota gigante. Ela estava em apuros e eu não podia ficar parado apenas ignorando aquilo, e então quando a ajudei nos tornamos companheiros, e mais tarde, grandes amigos. Aquela era Diane, e isso foi há muito, muito tempo atrás. – e então ele me olhou um pouco intrigado – talvez para você este tempo esteja à frente de tudo que possa imaginar princesa.
– Décadas?
– Séculos.
Eu olhei perplexa, nunca poderia imaginar algo assim.
– Éramos felizes, e eu havia simplesmente esquecido de tudo que deixei para trás, até mesmo minha responsabilidade como Rei Fada. Este foi meu pecado, e por isso Elaine está morta.
– A culpa não é sua, King-sama!
– Mas eu abandonei meu povo – seu olhar havia se distanciado novamente – e abandonei até mesmo a pessoa mais importante para mim.

Um silêncio pairou por um momento.

– Certo dia fui surpreendido com uma noticia trágica. E tinha que resolver assuntos perigosos, não sabia se sairia daquilo vivo, e muito menos se iria voltar para Diane, então eu simplesmente ignorei todos os meus sentimentos para que ela não sofresse, e assim apaguei suas memórias sobre nós. – disse, pude notar um tom raivoso em sua voz, King parecia carregar uma enorme magoa – Diane me fez prometer algo antes... E é a única coisa que posso fazer por ela.
– é por este motivo que se juntou aos Sete pecados capitais?– perguntei em um baixo tom, estava hesitante quanto a qualquer palavra.
– Eu só quero cuidar dela. Mesmo não se lembrando de mim.
– Então é por isso que quer subir até o templo?
– Diane nunca recuperará sua memória do passado, essa magia não irá se reverter. – King olhou novamente por entre as montanhas – é minha única chance de dizer a ela tudo que venho guardando durante tanto tempo, isso é um pouco egoísta de minha parte, mesmo que ela esqueça novamente...
– Não é! – elevei minha voz, então King me olhou surpreso. – você não está sendo egoísta, é que... Às vezes não dá para esconder os sentimentos para sempre.
King sorriu, mas sua tristeza era mais evidente em seu olhar.
– Estou sendo egoísta princesa, todos sabemos que Diane é apaixonada pelo capitão agora.

Aquilo me destruiu. Diane era minha preciosa amiga, e eu não podia negar que não sabia disso. Mesmo demonstrando compreensão quanto aos atos de Meliodas ultimamente, sentimentos não mudam da noite para o dia. Eu senti um desespero crescer dentro de mim, um medo de nunca ser perdoada por minha única amiga.

– Eu o amo! – disse em desespero, as lágrimas ameaçaram descer, mas não me importei. – King-sama, o que eu devo fazer?
– Princesa...voc-
– Diane nunca vai me perdoar por isso!
King se levantou de seu Chastiefol e se abaixou em minha frente, ele parecia sem reação e surpreso com aquilo.
– Você está apaixonada pelo capitão?
Eu desviei o olhar e limpei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
– O capitão está apaixonado por você?! – King parecia mais surpreso a cada palavra. – Então vocês...
– N-não! – corei, mas sabia que aquela não era a resposta certa.
King suspirou.
– Era isso que iria me contar?
– N-na verdade – disse envergonhada – é algo além disso.
– Além disso? – naquele momento King corou, e eu já pude imaginar o que passou por sua mente – Vocês fizeram aquilo?
– Que?! – sua pergunta me fez cair para trás de vergonha, sentia meu rosto inteiro queimar. – C-claro que não, King-sama!
– M-mas é que... – ele coçou a cabeça e desviou o olhar – vocês dormem juntos. Então eu pensei que...
– Não! Nada disso! – levei minha mão à frente do meu rosto tentando esconder toda aquela vergonha.
– D-desculpe. – King voltou a abraçar seu Chastiefol – então o que significa ”além disso”?
– Não é como se tivesse uma forma de explicar isso. – o respondi – digamos que apenas estamos entrelaçados com o passado.
Um silêncio invadiu aquele bosque na floresta, e apenas o estalar da fogueira pode me deixar aliviada, mas King parecia abalado com isso.
– Vamos descansar por hoje – ele se deitou, e sua atenção fora tomada para as estrelas que cintilavam tão vividas. – Obrigado por me ouvir, e seu segredo está guardado comigo, embora ache que não vai durar por muito tempo.
– Boa noite King-sama. – o respondi apenas, e ele sabia pelo olhar que aquelas palavras percorreriam minha mente a noite toda.

Eu não pude pregar meus olhos.

~

Havia amanhecido algumas horas atrás, e já podíamos avistar uma construção luxuosa ao chegar no topo da montanha. O vilarejo perdido era conhecido por habitar o único templo xintoísta em Britânia, reza a lenda que antigos sacerdotes haviam migrado do oriente após a grande guerra Santa. Mas desde tempos atrás os motivos para isso era um mistério.

– Na verdade um antigo cavaleiro sagrado de Danafor foi quem descobriu sobre a Deusa dos Desejos – Contou King. – Mas isso é apenas lenda, muitos anos se passaram desde o acontecimento e nem uma confirmação de que isso era real fora obtido.
– O que será que ele pediu? – perguntei curiosa – Digamos, não existem muitos desejos que gostaríamos que se realizasse por um tempo e depois desaparecesse como se não passasse de um sonho.
– Talvez ele quisesse experimentar alguma comida rara – Hawk foi quem respondeu minha pergunta, e pude vê-lo lamber o focinho, aquilo me fez rir.

As árvores pareciam diminuir a cada passo. Subimos o grande lance de escadas que levavam até as grandes estátuas de mármore que ocupavam a entrada do templo. O chão estava repleto de folhas rosadas que caiam como neve. Uma enorme cerejeira se encontrava ao lado das paredes avermelhadas da luxuosa construção, embora a beleza exuberante o templo parecia abandonado.
– King-sama, será que Diane está aqui? – perguntei preocupada.
– Não sei – o semblante dele havia mudado, parecia mais nervoso.
– Seria difícil não ver a Diane por aqui. – disse Hawk, e ele tinha razão.

Um ruído pode ser ouvido logo atrás, e as árvores começaram a balançar como se fossem devastadas por uma forte ventania.

– Elizabeth! King! – disse uma voz, e ao apontar sua cabeça para fora das árvores pude ter certeza, Diane parecia realmente feliz por nossa companhia.
– Eu estou aqui também. – gritou Hawk, e a gigante apenas respondeu com um sorriso.
– D-Diane!
King voou até a garota, em seus olhos um brilho aliviado era visível de longe, e eu simplesmente admirei a intimidade que aqueles dois possuíam.
Ela se virou em minha direção e deixou uma risada curiosa escapar.
– Elizabeth, você veio até aqui com o King para me buscar?
– Estávamos preocupados com você – contei a ela – mas fico aliviada em saber que está bem.
– Sim, eu acabei chegando neste templo exausta e então Yusuke-san me convidou para passar a noite aqui, – ela ergueu o braço e mostrou algumas lebres abatidas e frutas – então fui buscar alguns alimentos como troca de favor.
– Yusuke-san? – perguntei curiosa.
– Sim – ela respondeu com um sorriso fofo, pude notar King corar com aquilo. – ele é o sacerdote do templo.
– Este lugar parece abandonado para ser sincero. – disse King enquanto esfregava os olhos na tentativa de que Diane não reparasse em seu rosto corado.

– É um pouco complicado tomar conta deste lugar sozinho. – proferiu uma voz máscula por de trás de nós.
Um homem havia escorado na pilastra de madeira do templo e parecia observar nosso reencontro há um tempo. Ele trajava um kimono tradicional e usava seus longos cabelos negros em um rabo de cavalo alto. Algumas rugas eram visíveis aos cantos de seus olhos negros e puxados juntamente com a enorme olheira que demonstrava as noites mal dormidas. Ele tinha um rosto simpático e um sorriso gentil.

– Vocês devem ser os lendários guerreiros nomeados como Os sete pecados capitais. Estava ansioso para conhecê-los.

~

Notas finais
❥ Amanhã tem mais! Beijinhos.