La mala suerte
6 Traidor.
Notas iniciais
Duas semana depois.
— Eu sei, mas não quero que meu pai saiba agora. – Fernanda disse ao seu médico.
— Tudo bem. Não posso ser contra sua vontade, mas te adianto que se tivesse o apoio dele seria mais fácil para você.
—Ele não me ajudaria, só iria piorar, porque tudo com ele têm bônus e se chama Luiza. Sem querer te ferir, mas você não perdeu apenas sua filha, você também já perdeu seu filho.
— Não me fale assim. Ainda sou o pai dele.
— Não disse que não era. Mas sim que o seu filho já morreu. Agora ele é só um projeto mal acabado de escravo.
— Fernanda não quero discutir. Vá. É o melhor.
— Tudo bem. Não vim te estressar. Até daqui a dois meses. Tchau... Vovô.
— Adeus. Se cuide.
Depois de Fernanda fechar a porta, Victor abriu sua gaveta com a chave e de lá tirou um porta retrato, onde havia duas crianças, por volta dos 10 anos. Pareciam tão felizes.
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Fernanda caminhava pela cidade de Vancouver no Canadá. Estava atordoada. Não conseguia acreditar naquele resultado. Como poderia ter acontecido?
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Na cidade do México.
Luiza estava na casa de moda e estava “soltando fumaça”. Juliano estava num plantão de 48 horas no hospital. Não tinha visto ele no dia anterior, porque chegou tarde em casa e ele teve uma emergência. Luiza já havia gritado com muitos dos funcionários, nada parecia estar bom. Fernanda havia desaparecido, a única coisa que sabiam era que ela só voltaria em duas semanas. Luiza não estava conseguindo desenhar uma roupa e naquele mesmo dia teria que atender uma cliente que queria que ela desenha-se seu vestido de noiva. E Luiza não recusava nenhum serviço.
— Isso esta horrível! Sai daqui sua incompetente! – gritou enfurecida com Bella sua ajudante pessoal.
— Sim senhora. – saiu de cabeça baixa.
— O que esta acontecendo hoje que parece que todos se tornaram incompetentes num só dia? – disse pra sim mesma.
— Senhora Luiza, com li
— O que você quer?! Já não mandei que sumisse daqui?! – Nem sequer a olhou
— Sim senhora. Mas lhe mandaram isto – estendeu uma carta e uma sacola.
— O que é isto? – pegou e a encarou
— Não sei senhora. Só mandou lhe entregar.
— Tudo bem. Obrigada, já pode sair. – disse mais amena
— Sim senhora. – saiu
Luiza pegou a sacola e de lá tirou uma caixa lacrada de papelão, levantou ao ar pra sacudir, mas pensou na hipótese de ser algo de vidro. Então abriu primeiro a carta:
A vida nos surpreende não é mesmo Luiza?
Quem diria que você, que amava tanto crianças e cuido de
Seus irmãos seria infértil? A vida nos surpreende.
Mas quem diria que Russo seria o único a crescer com o
Sobrenome da família?
É isso mesmo. Russo será pai. Mas o que mais me surpreende:
É que ele não apenas vai ir à frente com apenas o nome de nossa família,
Mas também com o de seu esposo.
Sim você será prima do filho de Russo e ao mesmo tempo
Vódrasta. Isso mesmo. Russo e Fernanda serão papais.
Luiza ao finalizar de ler a carta, já chorava de ódio, de rancor, de amargura, de inveja e principalmente de desejo de vingança. Ao terminar de ler a carta pegou a primeira coisa que viu em sua frente – uma xícara – e a tacou longe, espatifando na parede. Olhou a caixa em sua frente e a abriu com ódio nos olhos.
Havia duas coisas, um sacinho pequeno transparente com algumas fotos e uma caixa preta de camurça, quando abriu a sacola viu varias fotos de Fernanda e Russo se beijando, andando em frente ao apartamento do mesmo, dele parando em frente à mansão e ela entrando no carro. Com raiva ela tacou um porta-retrato na parede.
— Que estúpida eu fui?! Como não percebi que havia algo entre vocês?! Burra! Burra! Burra! – pegou a caixa preta – estava já em pé — e abriu nela havia uma medalha, escrita “Primogênito Q.A”, aquilo foi abismo para Luiza. Ela não agüentou. De joelhos no chão Luiza abraçou apertado aquela medalhinha. Medalhinha que seria de seu filho. Quem significava ‘Primogênito Queirós Alcântara.
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Russo tinha acabado de acordar, acordará com o som da companhia tocando. Vestido e com roupão por cima, ele abriu a porta. Recebendo na hora uma bofetada no rosto. Surpreso e com raiva a encarou com os olhos semicerrados.
— Sente-se. Porque precisamos conversar. – Luiza o encarou nos olhos firme.
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