La mala suerte
7 Tortura...
Notas iniciais
Duas semanas antes
Fernanda procurava as chaves em sua bolsa, em frente à porta do apartamento. Revirava toda a bolsa e não a encontrava, ela sabia que a chave não estaria ali. Mas insistia em ter esperanças e fingia estar calma, até que ouve uma voz a qual fez perde todo ar, como a cor.
— Procurando isto? – balançou as Chaves na mão.
Sem se virar, apenas encarando a porta, continuou de costa, respirou fundo e lhe perguntou.
— O que faz aqui?
— Tem certeza que não sabe? Ah vamos lá! Tente adivinhar. Começa com Você e termina comigo transando na cama de seu apartamento. Ou acha mesmo que ia conseguir se esconder por muito tempo? Você é minha. – se aproximou e cheirou seu pescoço. – Minha desde
— Cala a boca! Não se atreva a repetir isso! Você é um ser desprezível! Eu tenho nojo de você!
— Que bom! Eu também tenho nojo de você. Uma assassina de bebes inocente, uma mulher fraca! Que um dia foi uma adolescente perturbada que jurava ver fantasminhas, quase se matou e logo em seguida botou fogo em toda a casa, para matar a madrasta. Quer que eu fale mais?
— Como pode ser tão cruel? – fungou
— Experimente, é a melhor sensação. – riu
— Cretino!
— Agora vamos logo entrar que eu quero experimentar outra sensação.
— Não. Por favor, Russo. Não estou me sentindo bem.
— Não me importa. Eu sei que você gosta, não adianta mentir. – Apertou a bunda dela – Você sabe que não pode gritar, ou falar para alguém. – sussurrou
— Eu sei. Eu não vou falar, assim como nunca falei por longos sete anos.
— Mentira. Uma vez, lembra-se? – Parecia gostar de falar sobre o assunto, continuou com deboche – Você falou. – gargalhou – Te chamaram de louca, mentirosa e ainda te botaram na camisa de força. – gargalhou mais alto.
— Por favor, vamos logo fazer o que tem que ser feito. – fungou
— E assim que se fala! – a agarrou com brutalidade, entraram no apartamento derrubando muitas coisas no chão.
Fernanda correspondia sim, mas estava fria. Ela segurava toda a dor dentro do corpo, porque ela sabia o que iria acontecer se chorasse. E ela não chorou.
Dias atuais. Apartamento Magnata
— Russo como pode?! – deu lhe um tapa novamente em sua cara. – Ela tem idade para ser sua filha, ser sua neta!!
— Mas ela não é nada disso! Eu COMI e comeria de novo!
— Tarado! Cretino! – deu lhe tapas no peito
— Para! – A segurou pelos pulsos e a empurrou para trás, não com tanta força. – Ela quis! Ela gostou! Além do mais, você não pode me criticar, você nunca foi nem uma santa. E você sabe bem disso!
— Cale a boca!... – respirou fundo e voltou a encará-lo. Já parou para pensar que agora você vai ter que se casar? Com ela? Porque agora será... Pai. Sinceramente tenho pena desse ser que terá um pai como você.
— Nunca irei me casar, não sou e nem serei pai. Ela que tire aquela crian – Levou outra tapa
— Como pode sequer pensar nessa possibilidade?! É teu filho! E não era você que queria tanto jogar na minha cara que você daria adiante a família Queiros junto a Alcântra? Cadê o orgulho mostrado na carta?!
— Que carta?! Esta ficando lélé da cuca é? Nem é tão velha assim. – se sentou a olhando, ria dela
— Como assim “Que carta?”? A carta que você fez questão de me mandar e ainda com aquela medalhinha, a medalhinha do Victor! – Não se sentou, só continuou a encará-lo.
— Eu não lhe mandei carta nenhuma. Não gasto tempo com brincadeirinhas de criança. Você sabe disso. – a encarou
— Não sei por que, mas acho que esta falando a verdade. Mas se você, Fernanda e eu somos os únicos que sabemos da gravidez. E eu sei que a Fernanda não ganha nada em eu saber daquela gravidez, alguém mais sabe. E que me ferir com isto. – o encarou
— Se acha que vou falar para você saímos como tio e sobrinha por ai, de mãos dadas, ou você andando em sua bicicleta de florzinhas, enquanto eu seguro a coleira do cachorro, para andarmos e perguntarmos a todos se sabem de algo. Você deve se levantar e sair agora. Por desculpa te informar, mas você para mim não é nada mais que uma pedra no meu sapato.
— Ah que bom titio. Por então o sentimento é recíproco. – se levantou e o encarou antes da sair – Mas lembre-se, vá já alugar seu terno. Pós haverá um casamento este ano e para nossa infelicidade, será o seu com minha enteada. Até mais ver, titio. – disse com ironia e saiu rindo de deboche.
— Desgraçadas. Tal mãe, tal filha.
Duas semanas antes.
Russo já havia ido embora. Havia muito enfeites das estantes no chão, quebrados. Fernanda estava com embaixo do chuveiro, enquanto a água era derramada dos cabelos aos pés, Fernanda se descarregava. Chorando ela tentava tirar toda a dor da alma.
Flash's amargos passavam pela sua mente.
Com sete anos, foi chamada de assassina do próprio irmão.
Com 11 anos levou um tapa de sua própria mãe por injustiça.
Aos 14 anos sofreu assedio de Russo.
Aos 16 teve uma tentativa de suicídio.
Aos 16 esteve internada na clinica de psiquiatria.
Aos quase 17 sofreu violência sexual de Russo.
E hoje, novamente foi sua vitima.
— Eu sou a culpada? Será que realmente sou uma assassina? Eu deveria morrer. Mas preciso me vingar. Se eu não sou assassina, serei em breve. Eu vou mata-lo, vou matar todos. Vou destruir ela. Ele. Minha mãe.... Meu pai também. Ele não acreditou em mim. Luiza jurou que eu seria como uma filha, mas ela foi a primeira a me pisotear. Me destruir. Vou destruir-la. Vou mata-la. E depois vou me matar. Ai poderei abraçar o Victor. Ele vai pode me consolar. — Falava coisas sem sentido.
E em sua vida toda, havia alguém que estava envolvido em todas as suas dores. Russo? Sua mãe? Ou Luiza?
Dias atuais.
Esterfanie abriu a porta dando de cara com Luiza a sua frente.
— Hoje iremos conversar e todas as verdades serão reveladas. Inclusive a mais importante. De onde Fernanda realmente veio.
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