La mala suerte
1 Pior pesadilla
Notas iniciais
— Bem, após Luiza Queirós, ter nos presenteado com momentos de apreciação para com sua nova coleção de roupas de inverno. Teremos ela, a própria Luiza Queirós para nos dizer sobre sua última criação, a de gala. A qual sera apresentada vestida por sua modelo principal e enteada. Fernanda Queirós. Bem, que entre a rainha da moda. Palmas para ela: Luiza Queirós!
Luiza após receber todas as palmas, ao conseguir o silêncio, inicia sua apresentação.
— Boa noite a todos. — após ser respondida — Estou aqui hoje para apresentar minha nova coleção como todos sabem, mas também há um motivo muito importante no desfile de hoje. O vestido a qual será apresentado para vocês hoje, é um projeto que tenho a exato 4 anos, porque não o coloquei ainda em desfile ou em coleções minha? Queria que ele fosse apresentado no desfile mais importante na minha vida, o desfile dos meus sonhos. O desfile da Bienal. Bem, agradeço a todos que estão aqui compartilhando comigo deste momento mais que especial. Ah, juizes não se assustem, ele será bem diferentee, ele foi desenhado para damas de respeito, mas que sabem usar o brilho no ponto certo.
Fernanda que estava perto das cortinas da passarela, diz em pensamento
— Com toda certeza que será. — ri maliciosamente
— Então que vejam o vestido de gala! — Luiza diz e desce da passarela
Fernanda entrou desfilando cheia de elegância. O vestido, este era diferente, diferença essa a qual surpreendeu a todos, principalmente aos juizes e Luiza.
Fernanda usava um vestido vermelho, todo colado ao corpo até abaixo dos joelhos, onde fazia a famosa calda de sereia prateado. Havia pedras para todos os lados na calda, pedras não, miçangas pratas. Havia um decote V a qual ia quase no umbigo, Fernanda que tinha seios medios, quase mostrava o que não devia, ele era sem alça. O vestido podia ser tudo, menos descente.
Luiza ao ver que foi sabotada pela enteada subiu a passarela, já exaltada e avançou em cima da enteada e a esbofeteou.
— Desgraçada! — a esbofeteou, todos tiravam fotos — Como pode estragar um dos melhores dias da minha vida?! Eu que te dei oportunidades mesmo sabendo que você é uma... — refletiu sobre o lugar que estavam — mal agradecida. Isso que você é! — a esbofeteou novamente, mas dessa vez foi revidado.
— Não toque em mim! Você a rainha da moda, se revelando é?! Ta se mostrando o que sempre foi? Uma pobretona que abusou do dinheiro do meu pai para criar essa sua empresinha que eu repugno! — Rasgou o próprio vestido descontroladamente — Repugno! Odeio você! Odeio você! Ode
— Para! — todo o barulho que havia no salão principal, se calou. — Fernanda Queiros Santos! — gritou Juliano que só agora conseguiu passar pela multidão de paparazzis e repórteres. — O que esta pensando?! Que virá aqui e estragará o desfile?! Assim tão fácil?! Como podê?! Achei que havia mudado. — Fernanda o olhou, mas parecia uma psicopata, sua cabeça estava praticamente tremendo. — Não vou te perdoar, não dessa vez. Te avisei que da próxima você seria internada no hospital para pessoas como você: Loucos.
— Não... Por favor papai! Não faça isso! Não me leve pra lá! — Parecia raciocinar — Não... papai! — chorou caindo no chão de joelhos.
— Eu jurei a ti que se livraria de você, cedo... Ou tarde. — disse Luiza em frente a ela, Luiza pisou em suas mãos que estavam no chão com total força de seu salto — Jurei que esmagaria como uma formiga maldita, uma praga que apareceu na minha vida. — pisoteou — Estupida — cuspiu nela
— Os enfermeiros já estão vindo, eles já estavam no prédio por segurança. — informou a secretaria de Luiza.
— Obrigada. — sorriu vitoriosa
— Por favor papai...
— Não me chame assim! Eu não sou seu pai desde que você matou aquele homem! — acusou
— Matou o meu bebe quando criança, gostou tanto que decidiu praticar novamente não é? Queridinha. — riu com total soberba. — Você sempre foi uma assassina. — acusou em alto som
— Isso mesmo, uma assassina. Assassina! — Heriberto concorda e também acusa
— Assassina! — acusa a secretária
Assassina! Assassina! — Logo todos do salão vão gritando repetidamente.
— Fernanda, você tem 20 minutos para se arrumar, se não, esqueça que será minha modelo principal na Bienal. — diz Luiza da porta do quarto
Foi ai que Fernanda despertou daquele horrível pesadelo. Meio suada e ofegante, se levanta meio aérea.
— Meu Deus, quando isso vai acabar? Ay... — passa as mãos pelo rosto, respira fundo e se levanta, indo finalmente se arrumar.
Uma hora já havia se passado.
Luiza e seus funcionários estavam numa perfeita correria. A demostração da Bienal seria no mais caro e bonito hotel da cidade, a festa ocorrerá no salão principal. E lá estava Luiza fiscalizando se sua parte estava do jeito que sempre desejou.
— Quero mais flores girassóis ali, precisa-se de orquídeas brancas perto da passarela. Uhum... — olhou ao redor. — Acho que só. Por enquanto.
— Minha rainha! — gritou uma homem, não tão homem, que se vestia elegantissímo.
— Olá Pepino. — sorriu e o comprimentou com um beijo no rosto.
— Preciso de sua opinião, uma das modelos passou mal e temos duas ótimas para seu lugar, Gisele e Fernanda.
— Fernanda? A branca sem sal?
— Sim rainha. — riu da ironia
— Bote-a outra, a tal de... Esqueci.
— Gisele.
— Isso. Bote ela.
— Tudo bem. Beijos rainha.
— Tchau Pepino. — se virou para os funcionários — Bem, pensei e quero que troquem esse tapete, não quero vermelho, quero azul marinho. Só isso. Vão! — todos saíram depressa.
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Fernanda esta estava na casa de moda Queen. Junto a outras modelos, fazia os últimos retoques. Em sua mente planejava o que iria aprontar a noite, não podia deixar que a noite de Luiza, sua madrasta fosse tão plena e feliz.
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