La mala suerte
4 Mejores Recuerdos.
Notas iniciais
Fernanda o olhou nos olhos, não tinha forças para rebater, não naquele dia. Segurou com força as lágrimas nos olhos e olhou e simplesmente fez aquilo que de melhor sabe fazer: Fugir.
— Não sou obrigada a ouvir o senhor. Sou maior de idade, lhe devo respeito. Mas não sou obrigada a ficar ouvir blasfêmias sobre mim. Já basta sua querida esposa... Minha madrasta. Com licença. – o olhou de relance e fugiu, digo, saiu.
Juliano não teve tempo de responder a filha. Mas não era a hora para brigar com Fernanda, não agora. Juliano passou as mãos pelo cabelo, sinal de quando estava nervoso. Lembrou de Luiza e que lhe necessitava mais, por hora ele se esqueceu de Fernanda e foi atrás de sua amada.
Quarto J y L
Quando Juliano entrou depressa no quarto, deparou-se com sua esposa deitada na cama, agarrada a algo quadrado, dormindo. Ele suspirou de alivio e se aproximou, checou sua pressão e percebeu que ela já estava bem. Sentou-se ao lado e Luiza e retirou com cuidado o que ela segurava, era um porta-retrato. Luiza estava grávida, de cinco meses, mesmo assim, estava com sua barriga enorme. Estava linda! Juliano sorriu de lado ao se lembrar do dia em que Luiza lhe disse que esperava um filho.
Lembrança:
Luiza havia preparado uma surpresa a Juliano. Não o permitiu que ele aparecesse em casa o dia todo. Fernanda havia ido dormir na casa de uma amiguinha da escola. Luiza dispensou os empregados. O quintal de trás estava tomado por velas, o jardim não era tão grande, mas o suficiente para a surpresa que Luiza planejou por semanas. Depois de se arrumar, Luiza se sentou com algo em mãos, no local a qual se daria o jantar dos dois.
Juliano chegou a casa, ao destrancar a porta e entrar, percebe que nenhum dos empregados estava em casa. Chamou por Fernanda, e não recebeu resposta. Ouviu seu celular apitar, uma mensagem recebida. Olhou e viu de quem se tratava e sorriu apaixonado.
“Siga o seu coração.Lembre-se: Como eu te conquistei?”
Te conocí un día de abril, un día común
El día que menos lo esperaba
Yo no pensaba en el amor, ni lo creía
Y mucho menos lo buscaba
— Hum. E lá ta querendo brincar comigo, isso parece ser uma incógnita. Mas é tão fácil. Pelo estomago. – ria enquanto se caminhava a cozinha
Já na cozinha ele procurou por cima das coisas e nada achou. Estranho e ficou refletindo sobre o dia em que Luiza o conheceu. Ela era uma simples garçonete de uma lanchonete, mas como estava muito cheio aquele dia, ele que preparou o prato dele. Era hambúrguer de forno. Forno!
— Forno! – ele logo se tocou. Ao abrir o forno ele vê uma caixinha azul, abre e lá tem um papelzinho. – Hum, vemos o que temos aqui.
“Que bom que se lembrou de como te conquistei. Nunca me esquecerei deste dia, foi à melhor coisa eu ter feito aquele hambúrguer. Te amo meu querido. Bem pense: A nossa vida teve muitas tempestades e tempos frios, mas nosso amor é como a flor mais forte, ela se manteve em pé até o sol se por.”
— “A nossa vida teve muitas tempestades e tempos frios, mas nosso amor é como a flor mais forte, ela se manteve em é até o sol se por.” – repetiu a frase. – A flor mais forte... Não temos flores em casa, Fernanda é alérgica... O canteiro de rosas! É claro. – se encaminhou rapidamente, toda aquela procura estava lhe deixando ansioso.
Juliano passou pelo gramado, quando estava quase de frente a porta do canteiro de rosas, ele viu uma sacola branca de pano e estava no chão. Quando Juliano o abriu viu algo que o intrigou: Havia um, apenas um pé de um sapatinho de pano, azul marinho. E nele tinha um papel escrito “PA”. Ele por não ver nenhum bilhete, entrou no canteiro.
Ele virou a maçaneta, ela estava ali! E estava linda! As luzes da vela e da lua, a qual era minguante, só a deixava mais linda e o clima mais romântico.
Se olharam e sorriram apaixonados.
Y de pronto apareciste tú
Destrozando paredes e ideas te volviste mi luz
Juliano estava parado igual uma estátua. Havia um caminho feito de pétalas de rosas vermelhas fazendo caminho até a mesa do jantar. Mas não havia só velas, um jantar posto em uma mesa, também a luz de velas. Tinha Luiza, tinha varois de fotos. Fotos de bebes recém-nascidos, fotos do seu casamento, fotos suas com Fernanda. E tinha uma sacola na mão dela.
Luiza sorrindo foi ao seu encontro. Sem dizer nada, mas para que usar palavras, se os olhares já diziam tudo? Ela lhe entregou a sacola em suas mãos e disse apenas um “Abre” e em nenhum momento cessou seu adorável sorriso.
Juliano abriu a sacola, sem tirar os olhos de Luiza nenhum segundo sequer. Ao tirar o conteúdo, ele finalmente olhou para o que havia em sua mão. Uma sapatilha vermelha, com um papelzinho escrito “Pai”, o que ele percebeu na hora que completava o primeiro sapatinho que tinha encontrado. Ele sorriu apaixonado e emocionado, sendo correspondido por sua amada, que logo tratou de encurta o espaço que havia entre eles o beijando.
Yo no sabía que con un beso
Se podría parar el tiempo y lo aprendí de ti
Só cessaram o beijo por falta de ar, continuaram com as testas coladas, enquanto normalizavam as respirações.
— Eu te amo. – ele disse a olhando com malicia e ternura ao mesmo tempo. O que fez se estremecer.
— Eu te amo mais. — o olhou sorrindo
Ni que con solo una mirada
Dominaras cada espacio que hay dentro de mí
— Eu te amo muito mais. – a respondeu dando lhe um selinho
— Eu carrego nosso filho ou filha, o fruto eterno do nosso amor. – levou as mãos deles ao seu ventre, o que fez os dois ficarem com os olhos lacrimejados. – Dá para acreditar nisso? Nós seremos papais? – riu terna
— Na verdade, eu já sou pai... Mas mesmo assim te entendo, teremos mais um filho. – sorriu e acariciou-lhe o contorno de seu delicado, agora, emocionado no rosto.
— Eu te amo, obrigada. – sorriu apaixonada
— Pelo que?
— Por me fazer a mulher mais feliz deste mundo. – o beijou carinhosamente.
—---
Tampoco sabía que podía amarte tanto
Hasta entregarme y ser presa de tus labios
Descubrí que sí
Porque lo aprendí de ti
Eles entraram no quartos aos beijos, estavam se agarrando, como dois loucos apaixonados. Juliano cessou o beijo dando um selinho.
— Vou desligar as luzes. – sorriram, Luiza se encaminhou até próxima a cama, em pé o esperava.
Juliano após desligar as luzes do quarto, deixando a luz da lua que transparecia pelas janelas, como a única presente. Ele foi caminhando, lentamente até ela, havia um sorriso terno estampado em seu rosto, assim como nela.
Foi em direção aos lábios dela, a beijou, ela cessou e se virou meio de costas, pôs os cabelos pra frente, ele desceu o zíper da blusa distribuindo caricias... A retirou, assim como retirou a calça que ela vestia, lentamente, admirando cada parte de seu corpo.
Ela se virou pra ele que deitou-se na cama junto dela e acariciou o colo de Luiza, foi descendo, encontrou o feixe do sutiã, o tirou de vagar, ele pôs os cabelos dela pra trás dos ombros e sentiu o perfume dela, beijou a pontinha do queixo, foi descendo distribuindo carícias. Chegou aos seios, ele passou a acariciar o seio dela, com desejo, ela fechou os olhos, soltou um gemido. Alisou os ombros dele, ele acariciou os dois seios, um a um, ela estava ofegante, ele desceu ao ventre, acariciando. Ele subiu até o pescoço e ficou mergulhado, acariciando-a, suas mãos percorriam seu corpo, pôs uma perna dela sob a dele, beijando os seios dela.
Juliano Levou a mão até o elástico da calcinha e passou a descê-la.
Ela dobrou a perna pra ajudar, ele retirou e a beijou, se pôs entre as pernas dela, a beijou. Estavam nus, pele com pele, sem lençol... Suas respirações estavam ofegantes, o beijo se tornou intenso, explorador
Ele apertou a coxa inferior dela, a fazendo cessar o beijo com um gemido
—Ay Juli — Não conseguiu completar.
Ele se encaixou dentro dela, de vagar, a fez o olhar nos olhos, apertando os ombros dele, se encaixou por completo, beijou o pescoço dela, iniciou com movimentos leves, lentos entrando e saindo de vagar dentro dela. Acariciando o pescoço dela, os ombros, arrancando gemidos dela.
Juliano passou a fazer movimentos intensos, acelerados, enquanto a acariciava. Luiza gemia cada vez mais, sentia as incursões de Juliano em sua intimidade, ele fazia os movimentos cada vez mais intensos, ela gemia, jogou o pescoço pra trás, mordeu o lábio, Juliano beijou o pescoço dela, o queixo... ele a penetrava com avidez, ela apertava as costas dele, que virou na cama, a deixou por cima, a beijando. Ele beijou o pescoço dela, ainda por cima dele, fazendo os movimentos que a faziam delirar, ele a deitou na cama sem deixar de fazer os movimentos, beijou os seios dela, segurando-os, os chupou, beijou entre os seios, subiu aos lábios e os capturou, fazia movimentos cada vez mais intensos, ela gemia nos braços dele, seu corpo estava em outra dimensão, em êxtase, estava a ponto de gritar, cada vez que Luiza se entregava a ele, novas sensações eram por elas descobertas... Mordeu o lábio, queria se refugiar era dele, só dele, naquele momento. Os braços de Juliano a sustentavam pra que ela não saísse de órbita, ela segurou o forro da cama, gemendo, se contorcendo, ele acariciou o colo dela sem deixar de fazer os movimentos.
— Meu amor... — o arranhava — Me ame... Te amo — buscou os lábios dele.
Ele pôs as pernas de Luiza sob a cintura dele, amparou a cabeça dela com os braços ao redor intensificando os movimentos, encostou as testas, gemia, bagunçando os cabelos dele
— Minha Luiza- a beijou.
Juliano a deixou chegar ao clímax também, junto com ele, aquietaram as respirações. Selaram com um beijo de amor.
— Eu te amo. – disseram juntos sorrindo um ao outro
O silêncio foi o único som que ouviram após a última declaração daquela noite.
Juliano a deitou em seu peito, enquanto fazia lhes carinhos sobre seus sedosos cabelos, agora bagunçados. Mesmo depois que Luiza adormeceu, ele continuou a distribuir caricias carinhosas em seus cabelos, velando seu sono. O sorriso estava estampado em seu rosto, em fim adormeceu.
Juliano já estava com lágrimas em seu rosto, somente por lembrar-se da felicidade que sentiu ao descobrir, que pela segunda vez iria ser pai.
Seus devaneios foram interrompidos por um toque de telefone.
—---
A noite já havia chegado. Luiza e Fernanda não trocaram nem uma palavra se quer. Praticamente nem se olharam. Já ia dar meia noite, era entrada de Fernanda. Ela estava linda!
O desfile ocorreu do jeito desejado. Tudo estava em seu devido lugar.
Fernanda depois de se trocar, se juntou aos convidados e é claro a Manuel.
Russo chegou no exato estante que Fernanda abraçava a Manuel, sorriam alegres. Russo não gostando daquilo nem um pouco, resolveu apimentar mais os planos.
Após mandar mensagem para alguém, se aproxima de Fernanda e seus acompanhantes.
— Boa noite. – os cumprimentou.
Fernanda ao vê-lo, ficou um pouco tensa por saber que seus planos seriam executados em breve.
— Boa noite. – todos responderam.
— Desculpe o atraso, como foi o desfile querida? – perguntou a Fernanda.
— Perfeito. Sem falhas, sem erros. – repetiu a frase que sua mãe sempre lhe disse.
— Que bom. Fico feliz por você e minha sobrinha. Falando em Luiza, onde estar?
— Deve estar conversando com os jornalistas. – respondeu ríspida por lembrar-se da madrasta.
Um homem, o qual falava no microfone durante o desfile, chama atenção do público com uma taça em mãos.
— Por favor, por favor. Peço sua atenção. Bem, obrigada. Bem, chamo a todos para fazermos um brinde. – a equipe de garçons serviu o vinho a todos. A qual ergueram as taças. – Um brinde as magníficas casas de modas desfiladas hoje! – todos gritaram “brinde” e tomaram o vinho. Todos, exceto Russo. Que saiu sem nem se dar conta. Luiza cuspiu todo o vinho ingerido, gritando “pimenta!” os jornalistas gravaram e tiraram fotos no exato momento. Luiza não única a exclamar e cuspir, reclamando sobre o vinho apimentado. Todos do salão começaram a cuspir. Todo se tornou uma bagunça. A noite por fim, havia sido destruída. Assim como Fernanda queria.
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