La Vida Es Poderosa - La Madrasta
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Hospital.
Ao chegar ao hospital Regy é atendida imediatamente, passa algum tempo e Dr. Rubens vai até a sala de esperar conversar com os familiares.
Frederico: (se levanta ao ver Rubens entrar na sala) Como está minha sobrinha Rubens?
Maria: Como está minha filha Rubens? Diz alguma coisa, por favor, (chorando).
Dr. Rubens: (respira fundo) Ela quebrou o braço esquerdo e continua desacordada. Fizemos vários exames e não constatou nada, porém não temos certeza de que esta tudo bem porque ela sofreu um forte impacto na cabeça quando foi arremessada para longe.
Estevão: Então a possibilidades da minha filha ter alguma seqüela (preocupado).
Dr. Rubens: Sim, mais esperamos que seja só o braço quebrado. Ela já pode receber visitas, ela esta no quarto 27, mais que entre duas pessoas por vez, com licença (se retira).
Assim todos da família vão ao quarto para ver Regy e com muito custo Frederico convenceu todos irem para casa, pois estava tarde, ele fica com a Regy até Estevão voltar para o hospital, pois tinha ido tomar um banho e se trocar.
Frederico: (acariciando a cabeça de sua sobrinha) Que susto que levamos meu anjo, não vejo a hora de você acordar e dizer que está tudo bem (Regy acorda) tudo bem anjo?
Regy: Ai me braço dói.
Frederico: Ele está quebrado.
Regy: Não acredito nisso, dói demais. Tio?
Frederico: Sim?
Regy: Porque a luz está apagada?
Frederico: A luz não está apagada Regy, está acesa.
Regy: Tio ta tudo escuro não estou vendo nada, pare de brincadeira e acenda essa luz (ficando nervosa).
Frederico: Eu não estou brincando meu anjo, a luz está acesa.
Regy: (fica sentada na cama e começa a chorar) Estou... Estou cega Tio, cega. Não vejo nada, nada (grita).
Estevão: (que estava perto da porta escuta o grito e entra correndo) O que houve?
Regy: Estou cega papai, cega (chorando forte).
Estevão: (vai até a filha e a abraça) Calma meu amor, deve ser temporário. Meu irmão chame o Rubens, por favor.
Frederico: Sim, vou chamá-lo (sai do quarto).
Regy: Estou pagando por não aceitar a gravidez da minha mãe (afasta Estevão empurrando ele com as mãos bem devagar).
Estevão: Não é verdade filha. Você vai ver não vai ser nada, deve ser temporário.
Regy: Vai embora.
Estevão: Filha... (interrompido).
Regy: Vai embora eu já disso (nervosa) Vai embora (grita).
Estevão: Está bem eu vou mais amanhã eu volto.
Regy: Não precisa volta, não quero sua pena e de ninguém. Leva o Tio Frederico também, agora saia (sem falar nada Estevão sair e fecha a porta, minutos depois Rubens entra no quarto).
Dr. Rubens examina Regy e diz que na manhã seguinte vão fazer exames específicos para saber o grau de sua cegueira e se a possibilidade dela voltar a enxergar. Frederico insistiu tanto para ela o deixar ficar com ela, que ela acabou deixando. Frederico dorme em uma poltrona e Regy não consegue dormi, ela chora a noite inteira. Logo pela manhã Estevão, Maria e Cristina chegam ao hospital e com autorização do Dr. Rubens deixam os três entrarem no quarto.
Cristina: (se aproxima de Frederico) Amor acorda.
Frederico: (acorda) Bom dia meu amor (se levanta, da um selinho nela e acaricia o ventre de sua esposa).
Maria: (se aproxima da filha e da um beijo em sua testa, a mesma fingia que estava dormindo) A noite foi tranqüila Frederico?
Frederico: Foi bem eu acabei pegando no sono era as 03h00min da manhã mais ou menos, Regy chorava em silêncio.
Maria: (chorando) Quando Estevão me contou que ela está cega me mundo desmoronou, não posso acreditar que minha filha seja tão injustiçada, ela já sofreu tanto e ainda continua sofrendo, tenho medo muito medo do que acontecer com ela de hoje em diante.
Cristina: (chorando e abraça a irmã) Calma Maria, não vai acontecer mais nada com a Regy. Ela vai ficar bem e você vai ver essa cegueira dela é temporária.
Regy: (abre os olhos e a escuridão continua) Vocês não têm nada melhor para fazer, do que ficar aqui se lamentando a minha cegueira?
Estevão: Filha não fala assim (se aproxima e da um beijo na testa dela).
Regy: Será que alguém pode chamar o Dr. Rubens, quero saber quando saio daqui.
Dr. Rubens: (entrando no quarto) Não precisa me chamar, pois já estou aqui. Bom dia.
Todos: Bom dia.
Regy: Dr. Rubens quando vou poder ir embora?
Dr. Rubens: Hoje depois de fazer alguns exames.
Regy: Não vou fazer nenhum exame, então me da logo alta.
Dr. Rubens: Mais Regy esses exames são necessários para sabermos se tem chances de você voltar a enxergar.
Regy: Já disse que não vou fazer. Eu quero ir embora.
Frederico: Rubens é melhor da à alta para a Regy e assim vamos tentar convencer ela a fazer esses exames.
Dr. Rubens: Tudo bem, vou até a recepção assinar a alta dela. Já pode trocar de roupa Regy.
Regy: Obrigada Dr. Rubens. Por favor, peça a uma enfermeira vir me ajudar.
Maria: Filha não é necessário, eu e Cristina te ajudamos, pois trazemos roupa para você.
Regy: Não mamãe não precisa se preocupar eu prefiro assim.
Cristina: Tudo bem, não vamos ter uma discussão por causa disso, vamos esperar ela lá fora.
Todos: Vamos (assim eles saem junto com o Dr. Rubens).
Em minutos chega uma enfermeira e ajuda a Regy a trocar de roupa, minutos depois Regy estava na recepção junto de seus pais e tios, ela estava de braço dado com seu Tio Frederico.
Maria: Filha você quer comer alguma coisa?
Regy: Sim, estou com fome. Podemos ir ao shopping.
Cristina: Vamos.
Assim Estevão acerta a conta do hospital e logo vão ao shopping comer. Eles estavam todos conversando e comendo, Regy estava com um pouco de dificuldade para comer, e era ajudada contra sua própria vontade por sua mãe ou pelo seu pai, passa alguns minutos e parece uma mulher que tanto Estevão e Regy conheciam.
XXX: Bom dia Estevão (todos olham para a mulher).
Estevão: Sofia?
Sofia: Sim. Vejo que está muito bem acompanhado. Olá moça, cadê sua mascara?
Regy: (se levanta e segue a voz de Sofia e fica de frente a ela) Está guardada, ta querendo emprestado para uma festa de mascaras (irônica)?
Sofia: Não querida. Até que você ficou mais bonitinha sem ela.
Regy: (ri irônica) Obrigada querida, mais acho que você também vai ficar bonitinha se não sair daqui logo.
Sofia: Por que (sem entender)?
Regy: Porque vou quebrar seu nariz se você não parar de arrastar essas suas asas de galinha pra cima do meu pai.
Sofia: Você não teria coragem?
Regy: Não duvide, estou cega mais tenho certeza que eu consigo quebra seu nariz (todos ficam de pé).
Estevão: Filha se acalme.
Regy: Estou muito calma papai.
Maria: Quem é essa mulher Estevão?
Sofia: (não deixa ele responder) Sou uma ex-namorada do Estevão (sorriso debochado).
Cristina: Péssimo gosto em Estevão?
Estevão: Cristina não piore a situação (olha para Cristina).
Maria: Ela só disse verdades Estevão (fuzila ele com o olhar).
Frederico: Por favor, Senhora. Se retire.
Regy: Então querida você vai sair ou vai ter que ser tirada como a primeira vez que nos vimos?
Sofia: (fica bem perto da Regy) Você não teria coragem, além do mais você está cega (ri).
Regy: Estou cega mais não incapaz (Regy levantou o braço engessado e bateu com força no rosto de Sofia acertando em cheio o nariz da mesma).
Regy como tinha dito que ia quebrar o nariz da Sofia assim fez, Sofia colocou a mão sobre o rosto todo cheio de sangue, começou a gritar de dor.
Sofia: Aiii (grita de dor) Sua maluca, você vai me pagar por isso.
Regy: Eu pago, você quer que eu pague com cheque, dinheiro ou não cartão de débito (ironizando)?
Estevão: Não provoca filha.
Regy: Não estou provocando. Pelo contrário papai eu quero saber como ela vai explicar para o atual marido dela o que aconteceu no rosto dela.
Sofia: Como você Sabe que sou casada?
Regy: Eu investiguei você querida. E se você não quiser que seu marido saiba dos seus podres é melhor deixar meu pai e minha família em paz.
Sofia: (incrédula) Não conte nada a ele, por favor. Eu não vou mais perturbar vocês.
Regy: Perfeito, agora suma (assim Sofia sai do restaurante que estava e vai embora, certa que nunca mais ia procurar Estevão).
Estevão: Ficou maluca Regiane, o que aconteceu com você?
Regy: Aconteceu que eu quero proteger minha família, por mais que eu não aceite a gravidez da minha mãe, eu não vou admitir que nenhuma vagabunda acabe com o casamento de vocês.
Maria: Melhor irmos embora, todos estão nos olhando.
Cristina: Melhor, porque preciso repousar.
Frederico: Esperem-me lá fora que eu vou pagar a conta e já encontro vocês.
Assim Frederico vai pagar a conta e os demais vão para fora do restaurante, minutos depois vão embora, chegando a mansão Alba ajudou Regy ir para o quarto, tomar um banho e colocar uma roupa confortável. Elas ficaram conversando por algum tempo até que Regy dormiu pelo cafuné que recebia de sua Tia. Assim que ela dorme Alba sai do quarto dela e desce até a sala e fica com os demais.
Alba: (termina de descer a escada) Regy dormiu. Ela me contou o que aconteceu no shopping. Que loucura meu Deus.
Maria: Nem me fale Alba, nunca imaginei minha filha fazendo o que fez.
Estrela: Bem que ela fez, aquela oferecida da Sofia bem que mereceu. Bem eu vou sair para almoçar com o Greco, Lupita e Miguel, tchau.
Todos: Tchau (ela sai).
Carmem: Regy tem chances de voltar a enxergar?
Cristina: Não sabemos Carmem, ela não quis fazer os exames. Temos que convencê-la.
Ângelo: Coisa a qual vai ser bem difícil, pois Regy é bem orgulhosa.
Heitor: Gente a deixa digerir primeiro tudo isso, foi tudo tão rápido. Regy é forte vai superar tudo isso vocês vão ver.
Leonel: (que acaba de entrar na mansão) É assim que se fala Heitor. Regy vai superar isso.
Frederico: Com certeza vai.
Leonel: Tenho uma noticia para voces.
Cristina: Espero que seja boa, porque de ruins não queremos.
Leonel: É boa, pelo menos para mim é. Sai da mansão do meu pai, comprei um apartamento para mim e me mudei essa manhã, não estava mais agüentando morar em baixo do mesmo teto dele.
Estevão: Sabia decisão Leonel. Parabéns pelo seu investimento.
Leonel: Obrigado. Será que posso ver a Regy?
Maria: Claro que pode Leonel.
Leonel: Com licença (sobe a escada, enquanto os demais ficam conversando).
Leonel entra no quarto da Regy e a vê dormindo senta na cama ao lado dela e começa acariciar o rosto dela.
Regy: (acorda) Quem está aqui?
Leonel: Sou eu meu amor, Leonel.
Regy: Que susto que você me deu Leonel (sentando na cama ao lado dele), tudo bem?
Leonel: Tudo, eu sinto muito pelo que aconteceu.
Regy: Não precisa sentir Leonel. Novidades?
Leonel: Sim. Comprei um apartamento e me mudei essa manhã.
Regy: Que legal. É tão incômodo usar esse gesso (fazendo careta).
Leonel: (ri) Você fica linda fazendo careta. Mais vai ter que usar até seu braço ficar bom.
Regy: Obrigada. Verdade e até onde eu sei vai demorar.
Leonel: Regy?
Regy: Sim?
Leonel: Aceita namorar comigo?
Regy: Sim.
Leonel: Me de uma chance... (pausa) Você disse sim (sem acreditar)?
Regy: Sim (sorri).
Leonel: Não sabe como me deixou feliz com sua resposta (segura o rosto dela com as duas mãos) Te amo.
Ele a beija, um beijo cheio de amor e carinho, Regy correspondia esse beijo com sentimento, ela sabia que não podia mais enganar seu coração, ela amava Leonel e ia dar essa chance a ela, apesar do medo que está sentindo de se decepcionar resolveu se da essa chance de ser amada e amar. Os dias vão passando, Cristina já estava de seis meses de gestação, ela esperava gêmeos sua Ana Clara e seu Arthur, nomes quais Regy escolheu depois de ganhar uma aposta de seus primos Miguel e Giovanna. Maria estava de quatro meses e meio e já sabia que esperava uma menina sua Angelina. Nome escolhido por seus filhos. Regy já tinha tirado o gesso paparicava todos os dias sua tia que ia lhe visitar. Ela ficou um pouco incomodada e com ciúmes de saber que teria uma irmãzinha, no fundo do seu coração ela já amava sua irmã, mais não queria admitir de jeito algum. Regy estava no jardim junto com suas tias Alba e Carmem sentadas em um banco, ela pensava em toda sua vida em tudo que sofreu desde pequena até os dias atuais, estava feliz por namorar Leonel, que era muito carinhoso, amoroso e romântico, ele conseguia arrancar os melhores sorrisos e risadas de sua ama. Os pensamentos de Regy são interrompidos ao ouvir um barulho de freada, ela se assusta tanto que coloca as mãos aos ouvidos ao ouvir a freada.
Regy: Háááá (grita e fecha os olhos com força).
Alba: Calma Regy, calma.
Carmem: Não aconteceu nada minha linda.
Regy se levanta de pressa e acaba desmaiando, sendo socorrida por suas tias e é levada ao hospital. Ao chegar ao hospital ela é atendida, passa algum tempo ela acorda, estava sozinha no quarto.
Regy: Meu Deus eu não...
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