La Prophétie - 2ª Temporada
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A cada dia, Aileen aprendia que a gravidez poderia levar uma fêmea a extremos, era uma verdadeira viagem de autoconhecimento.
Era ainda mais difícil por não poder contar com a ajuda de Havers.
O doutor até havia melhorado a maneira de trata-la, mas ainda se mantinha distante, o que a desencorajava a fazer perguntas.
Sua tentativa de driblar essa situação foi participar de um aconselhamento para grávidas humanas, que ela encontrara pela internet, e ler alguns livros direcionados a essas mesmas mulheres.
Não era tão apropriado para ela, por motivos óbvios, mas serviu para lhe esclarecer a respeito de sua constante fadiga, mudanças de humor e aumento de apetite.
Enfim ela conseguira se convencer de que poderia passar por toda essa situação e arranjou tempo para pensar nas sensações que o Rei Cego lhe provocava, na melhor atitude a tomar.
Havia muito que considerar, muito a perder, mas, por fim, ela optara em seguir o conselho de Isnaria e deixar que tudo fluísse naturalmente. Não havia nada que os impedisse, então não perderia mais tempo se privando do que poderia viver e fazê-la feliz, independente de quanto tempo fosse durar.
[...]
Wrath se dirigiu ao vestíbulo sem pressa e mais tranquilo de suas ações.
Logo Vishous se apresentaria a Virgem Escriba para a Inspeção das Escolhidas e então ocorreria a Cerimônia, e isso havia colocado todos em alerta máximo.
Ele mesmo havia refletido ao ponto de enlouquecer sobre tudo o que estava ocorrendo, mas ao menos servira para abrir sua mente para a direção que deveria seguir.
Phury o aguardava no vestíbulo, pois seria seu acompanhante nesta noite. Na verdade, o macho apenas se materializaria com ele em seu destino, checaria os arredores e voltaria para a mansão, onde aguardaria ser convocado por ele para a viagem de volta.
A cena já era algo rotineiro, portanto apenas se limitaram a acenar em reconhecimento antes de se materializarem em frente à moradia de Aileen, toda a construção havia recebido uma malha de aço para impedir que qualquer membro da raça o fizesse diretamente dentro da casa.
Sua visita já era esperada, portanto havia uma doggen esperando por ele na porta para recebê-lo e guia-lo até os aposentos da fêmea, o que era infinitamente melhor do que pegá-los de surpresa, algo que provara ser altamente perturbador em outra oportunidade.
Wrath não permitiu que a doggen anunciasse sua presença ao alcançarem o quarto da Eleita, dispensando-a antes. Não sabia por que, mas desejava entrar no quarto discretamente e foi o que fez.
Sua recompensa foi observar Aileen tomar consciência de sua presença e imediatamente exibir um sorriso verdadeiro de boas vindas, sem que nenhuma regra de boas maneiras podasse suas ações.
– Wrath! É bom vê-lo.
– Boa noite, Aileen. Você parece animada está noite. — o macho já podia sentir os efeitos da presença dela em seu corpo.
– Tem sido uma boa semana. — ela caminhou até o macho suavemente – Venha sentar-se comigo. Deseja algo para comer ou beber?
O Rei Cego apenas riu, enquanto se acomodava no pequeno sofá que havia ali. Parecia que por mais confortável que estivesse com sua presença, Aileen sempre o trataria com certa deferência.
– Não preciso de nada, Aileen. Mas, estou curioso com o que tornou sua semana tão boa.
– Pequenas coisas, na verdade. – a fêmea sentou-se ao seu lado no sofá e, de repente, pareceu um pouco tímida – Os enjoos estão melhorando e eu tenho ido a um aconselhamento para gestantes. É voltado para as fêmeas humanas, mas tem sido muito esclarecedor.
O rei não estava exatamente confortável com ela transitando sem proteção por ambientes humanos, mas resolveu deixar essa parte do assunto para depois.
A felicidade dela era contagiante e depois de tantas turbulências que haviam invadido sua vida, ele não lhe tiraria isso repentinamente.
– E o que se faz nesses aconselhamentos?
– Bem... Participam vários doutores e eles explicam sobre as mudanças que ocorrem no corpo de uma fêmea durante a gestação e também sobre as mudanças em suas emoções e ações. – ela sorriu levemente – A parte especificamente biológica não me serviu tanto, mas o restante me ajudou muito a entender o que está acontecendo comigo.
–São muitas mudanças? — Wrath questionou, enquanto afastava os cabelos do rosto dela, deliciando-se com a suavidade.
– O suficiente para me confundir em alguns momentos, parece que não sou a mesma, não sou mais dona de meu próprio corpo. — a fêmea sorriu — É bom saber que isso é esperado e passageiro.
–É bom que você obtenha instrução, Aileen. Mas, tenho que pedir que esteja atenta a sua segurança. — o monarca acariciava os cabelos dela – Não gosto muito da ideia de ter você andando sozinha pelas ruas.
Instintivamente, Aileen inclinou seu rosto em direção à poderosa mão do macho.
– Não há porque se preocupar. As reuniões começam cedo, acontecem em regiões familiares movimentadas e não ocorrem no mesmo local, Dmitry me leva até elas e eu me desmaterializo ao final. — ela explicou calmamente, forçando-se a manter a objetividade — Meu celular está sempre comigo para que eu possa chamá-lo, se precisar de algo ou me sentir insegura.
–Isso é bom. Mas, quero que ligue para mim também, se algo acontecer. — era uma ordem, mesmo que dita delicadamente – Agora devemos alimentar você.
Como dá ultima vez, Wrath a posicionou em seu colo com um único movimento e ofereceu seu pescoço.
Apenas naquele momento, Aileen permitiu que seus instintos lhe guiassem e a sede a dominasse. Revelando suas presas, apoiou as mãos nos ombros dele e o mordeu, deliciando-se com o sabor daquele sangue puro e a sensação de novamente estar nos braços do monarca.
Sentir seu corpo reagir não foi surpresa para o macho, definitivamente havia poucas coisas mais prazerosas do que alimentar uma de suas fêmeas.
Mover seu corpo contra o dela foi instintivo e o aperto que recebeu nos ombros foi um estimulo para ir aumentando o ritmo da fricção elevando o prazer dos dois.
Sem interromper sua alimentação, uma das mãos dela foi para sua nuca, usando como apoio para mover seu corpo de encontro ao dele. Foi por pouco que Wrath não rolou os olhos de prazer.
Os movimentos seguiram progressivamente durante a alimentação de Aileen e quando ela selou a ferida no pescoço do macho, com um gemido de satisfação e prazer, ambos já haviam assumido um ritmo vigoroso e torturante, que os fazia ansiar por mais.
– Wrath... por favor... — a fêmea balbuciou entorpecida pelas sensações — Por favor... me tome... me faça sua...
O ínfimo controle que ainda havia no Rei Cego se esvaiu ao ouvir aquelas palavras e ele rugiu em apreciação.
– Minha...
Em uma velocidade impressionante, Aileen se viu deitada em sua cama com Wrath livrando-a de suas roupas apressadamente. As mãos da fêmea foram parar nos cabelos do rei, enquanto ele provava de sua pele, adorando seus seios, que estavam anormalmente sensíveis.
Os gemidos da Eleita eram altos, enquanto o rei fazia um caminho com sua língua em direção a sua intimidade. Tudo parecia novo para ela, mais intimo e mais intenso do que o ocorrido durante a profecia. Definitivamente, uma experiência diferente.
– Incrível... Seu sabor é ainda melhor do que eu me lembrava. – Wrath se deleitava, embalado pelos gemidos da fêmea.
Aileen não tinha controle sob seu corpo, podendo apenas se expressar através de seus gemidos, enquanto o macho a guiou em uma espiral de prazer tão intensa que quase a fez desfalecer.
O rei ainda apreciava o sabor do prazer da fêmea, enquanto a observava atentamente. Mesmo através de seus olhos fracos, aquele era um espetáculo que ele sempre gostaria de presenciar, sua fêmea gozando do prazer que apenas ele seria capaz de proporcionar.
Sim. Sua fêmea. Ela era dele e não seria de mais ninguém.
Apenas esse pensamento, já elevava o desejo de marcá-la.
– Meu senh... Wrath... – a voz dela era apenas um suspiro, ao passo que lutava para normalizar sua respiração.
Era estranho que aquele termo, “meu senhor”, nos lábios dela, o fizesse arder e desejar dominá-la, possui-la com todo seu desejo, de um modo que provavelmente a assustaria.
– Me tome... como quiser... Me faça sua... – era como se ela respondesse a seus pensamentos – Por favor... Wrath...
O corpo da fêmea se contorcia na cama, clamando pelo seu, e o macho não pensou mais.
Completamente dominado pelo desejo, ele manejou o corpo dela, deixando-a deitada de bruços na cama com as pernas abertas e a bunda empinada em sua direção.
Wrath visitou o Fade no momento em que a preencheu com força.
Aileen apertou os travesseiros que estavam sob ela, enquanto seu corpo se ajustava aquela deliciosa invasão.
O odor de vinculação dominava o ambiente.
– Diga que é minha!– o rei exigiu na Língua Antiga, segurando os cabelos dela com força.
– Eu sou sua, meu senhor e meu rei. – o idioma nativo foi usado sem hesitação – Sou sua, meu macho, para o que quiser de mim.
As palavras lançaram um choque no corpo do monarca.
Eram mais do que declarações lançadas ao vento, era o firmamento de um compromisso na forma mais pura utilizada pela raça.
E havia apenas uma resposta para aquilo, dada por Wrath instintivamente.
Enquanto o sangue da fêmea agraciava sua boca, ele iniciou movimentos firmes dentro dela, afastando e retornando com força, tendo certeza de estar dentro dela o máximo possível. Uma de suas mãos continuava embrenhada nos cabelos dela e a outra lhe dava apoio através do colchão.
Os movimentos não demoraram a alcançar um ritmo frenético, embalados pelos gemidos altos de prazer de Aileen e os urros de satisfação do rei.
Próximo à liberação, ele levou suas mãos até as da fêmea e entrelaçou seus dedos. Foi assim e com os corpos completamente unidos que ambos alcançaram o clímax.
Demorou um pouco para que ambos recobrassem a consciência do ambiente que os cercava, Wrath ainda beijou o pescoço de Aileen e acariciou seu rosto, antes de desconectar seus corpos e deitar-se na cama, puxando o corpo da fêmea para si.
A Eleita aconchegou a cabeça sobre o peito do macho, se deleitando com o momento de paz que vivenciava. Sentia-se conectada ao rei de uma maneira inexplicável, superior ao momento de intimidade compartilhado.
– Você está bem? – o rei acariciava os cabelos dela.
– Tem como não estar? – ela ergueu o pescoço e o encarou brevemente – Não saberia colocar o que sinto em palavras, não nesse idioma e nem mesmo na Língua Antiga.
Por um instante o sorriso de Wrath foi cheio de intenções e ela deitou novamente sobre ele.
– Sabe que tudo mudou agora, não é? Precisaremos fazer alguns arranjos, comunicar as pessoas... E eu preciso falar com minha shellan, Beth pode não ser...
– Shiii... – Aileen silenciou as divagações do monarca pousando os dedos sobre seus lábios – Estou satisfeita com o que tenho, Wrath. Comunique a quem acreditar ser necessário, mas não se apresse.
Delicadamente, Wrath retirou os dedos dela de cima de seus lábios e se sentou, fazendo com que ela espelhasse seus movimentos.
– Não é certo manter nosso relacionamento como se fosse algo criminoso, algo sujo.
– Você está se ouvindo, Wrath? – ela sorriu – Depois desse momento, sei que estou comprometida com você e você comigo. Não há nada escondido por não comunicarmos ao mundo. Diante da situação estamos apenas nos preservando, temos muito com o que lidar atualmente. Não se trata apenas de nós e sei que também não será fácil com sua shellan. – Aileen alcançou as mãos do macho e usou como apoio para ajoelhar-se em frente a ele – Estou satisfeita com o que puder me dar, Wrath. Que seja meu enquanto puder, como serei sua sempre.
O beijo que compartilharam teve um sabor novo, selava um compromisso. Mas, o rei não estava satisfeito.
– Não é certo, mas entendo o que você deseja evitar. Saiba que mudaremos isso em breve.
[...]
Isnaria usou o espelho do hall para conferir sua produção enquanto esperava por seu noivo.
Seus cabelos estavam em uma trança simples enfeitada com pequenas perolas e o vestido vermelho-sangue sem alças era bastante comportado para seus padrões, o tecido brilhoso era justo até os joelhos e uma renda fina e transparente da mesma cor formava uma saia rodada até os pés, que eram calçados com sandálias vermelhas delicadas de saltos altíssimos.
O visual mais comportado era novo para ela, depois de anos de rebeldia, mas ela sabia que sua maneira costumeira de se vestir poderia incomodar seu amado, a ultima coisa que ela queria.
Em um instante, o reflexo de Heron apareceu ao lado do dela, quando ele se materializou no local.
– Você está linda. – o macho a abraçou por trás e beijou seu pescoço – Obrigado por isso.
Isnaria virou-se para ele e o beijou delicadamente.
– Senti saudades. Esses dois dias foram muito longos.
– Eu também achei amor. – Heron acariciou os cabelos da fêmea – Mas, logo estaremos sempre juntos.
Não demorou muito para que os dois resolvessem entrar no salão onde acontecia o baile e se juntassem a suas famílias na mesa reservada para eles.
– A amiga de vocês está atrasada. – Pelena comentou – Logo serão iniciados os discursos iniciais.
– Ela chegará logo, mahmen. Seja gentil, por favor. – Isnaria praticamente implorou – Ela nunca se atrasa.
Como se fosse para comprovar as palavras da amiga, Aileen adentrou ao salão.
Os longos cabelos estavam recolhidos em um coque francês com alguns fios soltos e sua maquiagem era leve. Trajava um vestido longo lilás no estilo grego e usava sandálias delicadas sem salto.
Para Isnaria, ela parecia uma representação das Escolhidas.
– Boa noite. – ela saudou logo que se aproximou da mesa.
Todos os machos se levantaram para recebê-la, enquanto os presentes respondiam seu cumprimento.
Aileen sentou-se entre Isnaria e Gael, pai de Heron, torcendo para que a noite fosse tranquila.
– Você está linda, Aileen, a gestação está lhe fazendo bem. – Hala comentou com um sorriso.
– Obrigado, senhora. Tem sido um momento de descobertas, com certeza. – Aileen respondeu polidamente com um sorriso.
A conversa entre as duas foi encerrada quando um macho se aproximou do pequeno púlpito montado no salão para dar inicio as festividades.
– Sejam bem vindos a nosso Baile Kvinde. Dedicaremos esses momentos aquelas que contribuem intensamente para a sobrevivência de nossa sociedade, as fêmeas de nossa raça. – todo discurso fluía naturalmente na Língua Antiga – Agora passarei a palavra para o nosso respeitado lídher do Conselho de Princeps.
Assim seguiram discursos de algumas pessoas consideradas influentes pela glymera, todos enaltecendo o valor das fêmeas perante a raça e valorizando sua força, determinação e independência.
Tudo era muito bonito, mas bastante irônico ao considerar que alguns meses antes, a glymera esteve decidida pelo ehnclausuramento de todas as fêmeas solteiras, duvidando da capacidade das mesmas em se preservar.
– E como tem sido com o seu rei? – Isnaria questionou, pegando Aileen de surpresa.
– Fale baixo, Is. – Aileen olhou para os lados, verificando se alguém os ouvira.
Por sorte, todos pareciam entretidos com suas próprias conversas.
Os discursos haviam acabado e baladas lentas preenchiam o ambiente, enquanto os presentes aguardavam o inicio das homenagens.
– Ainda não me respondeu.
– Como se você não soubesse. – a fêmea tentou desconversar.
– Não tenho informações completas, você me disse apenas que estão juntos. – Isnaria pontuou – E você sabe que não te deixarei em paz, então comece a falar.
– Eu não sei o que falar, Isnaria. Não tenho relacionamentos para comparar, mas sei que tem sido maravilhoso. Ele tem sido atencioso e carinhoso, o que para mim é uma experiência completamente nova. – Aileen sorriu – Ele me visita mais assiduamente e me telefona todos os dias. Apesar de tudo, tem sido perfeito.
– Claro que isso é maravilhoso, mas eu estou querendo saber os detalhes quentes. – a outra sorriu maliciosa.
– Francamente, Isnaria. – Heron repreendeu a noiva sorrindo – Eu não desejo tais detalhes e as homenagens irão começar, deixe esse assunto para quando estiverem sozinhas.
Isnaria assentiu meio a contragosto e os três voltaram suas atenções para o meio do salão.
Algumas jovens de famílias importantes da glymera trouxeram prendas para as fêmeas mais velhas da raça. Madalina fora a que recebera mais homenagens devido a sua posição como conselheira perante as outras.
Todos imaginavam que aquele seria o encerramento, mas uma mudança na iluminação deu uma ideia diferente.
Bailarinas adentraram no salão e começaram a executar passos de dança mais antigos que o tempo.
– Pela Virgem Escriba. – Tasso comentou com espanto – Essa dança é usada para homenagear as fêmeas da Primeira Família. Será que se esqueceram de avisar a Dicéia que a rainha simplesmente não apareceu?
Todos se mostravam inquietos com o que parecia ser uma gafe histórica.
Aileen, Isnaria e Heron compartilhavam o pesar pela situação de Diceia. A anciã era uma fêmea de valor, que se preocupava com os seus semelhantes e valorizava a vida, alguém que definitivamente não merecia ser desmoralizada.
A dança era maravilhosa e caminhou calmamente até o fim, com as dançarinas formando um caminho da entrada do salão em direção à cadeira onde Aileen estava sentada, surpreendendo a todos.
Diceia adentrou no salão no exato momento em que a ultima bailarina se posicionou, atrás dela dois machos carregavam um enorme arranjo de flores diversas e um baú de madeira ricamente trabalhado.
– Inicialmente, essa homenagem seria direcionada a nossa rainha, de acordo com o direito garantido por sua posição. Porém, sua ausência nesta noite, me permite homenagear aquela que trás em seu ventre o futuro de nossa raça. – a fêmea se aproximou de Aileen caminhando com sua firmeza costumeira, em todo tempo falando na Língua Antiga – Receba nossas humildes prendas, Aileen filha de Mansur, a Eleita da profecia para levar em seu ventre a esperança.
Aileen estava um pouco paralisada e foi preciso um discreto cutucão de Isnaria para que ela se levantasse em reconhecimento a atitude da outra.
– Não sei o que dizer... Não sou digna dessa honra... – ela conseguiu balbuciar.
– Sim, és. A própria Virgem Escriba a escolheu e julgou digna. Nossa homenagem apenas reconhece o que ela já lhe confiou. Sua aceitação nos será uma honra.
Aileen apenas sorriu e fez uma leve mesura. Não poderia ir contra aquilo.
O sorriso de Diceia em resposta foi lindo e um sinal não só para que os machos depositassem o que traziam aos pés da Eleita, mas para que outros entrassem trazendo mais embrulhos e fizessem o mesmo.
Isnaria ajudou a amiga a sentar-se novamente, tão surpresa quanto ela pelo desenrolar dos fatos.
A pilha de presentes tornou-se enorme e apenas quando acabaram as bailarinas puderam se retirar.
– Proponho um brinde – o lídher tomou a palavra – as valorosas fêmeas de nossa raça e a Aileen, a Eleita para gerar a esperança.
Todos ergueram suas taças e brindaram.
– Isso é o que eu chamo de surpresa. – Isnaria riu – Mal posso esperar para ver a repercussão disso. Você voltou a ser o assunto do momento, Aileen.
– Que a Virgem me ajude quando isso chegar a Corte.
– Aconselho que você avise ao Rei Cego o mais rápido possível. – Heron pontuou – Provavelmente, será melhor que ele esteja preparado.
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