Notas iniciais
Boa Leitura!

Wrath caminhava com passos firmes de um lado a outro de seu escritório.
O dia de alimentar Aileen estava chegando e, com certeza, seria o momento ideal para conversarem sobre o que ocorrera em sua ultima alimentação.

Após a profecia, ele havia considerado certo que o desejo que sentira naqueles momentos pela Eleita não existiria mais. Porém, a realidade se mostrara diferente, o sentimento se tornara mais forte e específico. Ele não apenas a desejava, como a queria para si, apenas para si.

O que tornava a situação ainda mais confusa era comprovar que o mesmo não ocorria com nenhum de seus irmãos guerreiros. Para eles tudo seguira como esperado, Aileen era apenas mais uma fêmea da raça que eles sentiam dever de proteger. Ser a Eleita e gerar a criança que salvaria a raça, apenas intensificava esse senso de dever, nada além.

Fosse o que fosse, o fenômeno estava acontecendo apenas com ele e precisava ter cuidado para não tomar decisões precipitadas. A situação não tinha precedentes e exigia uma ação.
Se apenas se tratasse de um forte desejo por uma fêmea qualquer, o monarca poderia saná-lo ou ignorá-lo, sem maiores questionamentos. Mas, era Aileen, que não poderia ser ignorada ou usada sem consideração.

Suas divagações foram interrompidas pela entrada de sua shellan no escritório, trazendo consigo duas taças, que, pelo cheiro, ele identificou como vinho.

– Irá furar o chão, se continuar a andar de um lado para o outro. – a fêmea comentou se posicionando em sua frente e lhe estendendo uma das taças — Beba comigo e relaxe.

O macho sorriu para sua companheira, uma reação que ela sempre provocava nele, sentou-se em seu lugar e a puxou para seu colo.
A presença de sua rainha apenas reforçava a necessidade de refletir ainda mais sobre o assunto. Os sentimentos de sua amada pela Eleita e toda a situação já estava mais do que claro e ela encabeçava sua lista de pessoas a cuidar e proteger.

Beth se aninhou em seu colo e apoiou a cabeça em seus ombros.
– O que tanto o preocupa, meu hellren?

– Nada em especial, leelan... talvez, tudo. — ele desconversou — Ser o Rei da raça não é uma tarefa fácil.

–Eu sei que não é, — ela se moveu para encará-lo — mas não é apenas isso. Você tem estado disperso nos últimos dias.

Wrath se envergonhou.
Acreditava que tinha sido discreto em suas preocupações e acima de tudo, imaginava que não tivesse negligenciado sua companheira.

– Desculpe se a negligenciei em algum momento, leelan. Eu...

– Não se trata disso, Wrath. — Beth o interrompeu — Não me negligenciou em nada. Quando estamos juntos, você é meu. Nossos momentos continuam perfeitos. Mas, nos demais momentos, você sempre parece tenso, preocupado e até... entristecido. O que está havendo?

Ali estava uma boa pergunta, foi o pensamento de Wrath.
Era bom saber que não estava negligenciando sua companheira, pois esta jamais seria sua intenção, mas como poderia explicar para ela, algo que nem mesmo ele entendia completamente ainda. Sem contar que, bastaria o nome de Aileen ser citado, para que Beth se desagradasse.

– Não sei ainda, Beth. Talvez, esse seja o maior problema, afinal apenas quando souber exatamente com o que estou lidando, poderei pensar em uma solução. — o rei optou por ficar o mais próximo possível da verdade.

A fêmea acariciou o rosto de seu companheiro.
– Sabe que sempre estarei aqui para ajudá-lo, não é? Apoiarei você em tudo o que precisar, em tudo o que o fizer feliz.

As palavras dela aqueceram o coração de Wrath, mas ele temia que alguma decisão dele, representasse um teste que a determinação de sua leelan não conseguisse transpor.

[...]

Wrath adentrou a casa de Aileen transparecendo uma tranquilidade que não levava em seu interior.
Por mais que tivesse refletido, ainda não tinha certeza sobre qual melhor atitude tomar em relação à situação. Esperava encontrar um rumo ao conversar com a Eleita.

A fêmea, em questão, recebeu sua entrada com um belo sorriso e estava claro que fora difícil conter o habito de reverenciá-lo, mas ela conseguiu. Dessa vez, a fêmea não esperava por ele em seu quarto, mas na sala que o precedia, sentada em um sofá escuro.

– Boa noite, Wrath.

O Rei Cego sorriu a ouvir seu nome sair dos lábios dela.

– Boa noite. — ele sentou-se ao lado da fêmea — Como está se sentindo?

– Perfeita. — ela riu — Não me sinto mais indisposta e os enjoos diminuíram significativamente. Mas, ainda estou preguiçosa.

O macho se deliciou ao ouvir o som do riso dela, as circunstâncias pareciam tornar isso algo raro.

– E sua consulta com Havers?

– Será apenas na próxima semana, o doutor disse não haver motivos para marcarmos antes. — Aileen abaixou a cabeça, pois não desejava que ele seguisse com esse assunto. Jamais mentiria para o rei, e, se a verdade já servira para enfurecer Heron, não gostaria de imaginar o que isso provocaria em Wrath.

– Por algum acaso, Havers tem conhecimento da mudança em sua alimentação e sua melhora? — mesmo de modo inconsciente, Wrath assumiu um tom majestoso, enquanto sentava-se ao lado dela.

– Não realmente... Ainda não tive oportunidade de lhe falar. — a fêmea se recusou a fitá-lo.

Delicadamente, o Rei Cego segurou o queixo de Aileen e fez com que ela olhasse em seus olhos.

– Havers tem ignorado o que acontece com você deliberadamente, não tem? Não se atreva a mentir.

– O doutor não acredita que meu caso seja tão grave, disse que tudo o que ocorre é apenas um pouco diferente do normal. Por isso, ele me mantém em tratamento padrão em relação frequência das consultas.

– Maldito! — o macho esbravejou — Nosso bom doutor claramente precisa receber alguns lembretes. Mas, resolverei isso depois.

– Não há necessidade disso, Wrath. Tenho certeza de que o Dr. Havers acredita estar fazendo o melhor.

O macho riu sem humor.
– Nem mesmo você é capaz de acreditar no que está dizendo, Aileen. Mas, não se preocupe com isso, do doutor cuidarei eu.

A fêmea pode apenas assentir levemente, o rei estava resoluto e ninguém deveria ir contra ele. Porém, não poderia evitar se apiedar de Havers.

– Nós precisamos conversar seriamente sobre alguns assuntos, esclarecer alguns pontos. — Wrath quebrou o silencio. Apenas pensar sobre o assunto que desejava falar o estimulava — E faremos isso após você se alimentar.

– Como preferir.

Rapidamente Wrath a puxou para seu colo, fazendo com que ela o montasse com uma perna de cada lado de seu corpo.
– Beba de mim.

Aileen se posicionou melhor sobre ele para se alimentar, tentando manter seus corpos em uma distancia segura, e o mordeu.

Ainda não havia se decidido qual a melhor maneira de agir em relação ao que sentia pelo rei, sabia apenas que não daria mais munição a glymera se envolvendo em um novo escândalo, precisava fazer o certo e a melhor maneira de começar era esperar para saber a posição de Wrath sobre o assunto.
Por isso havia optado por se alimentar ali, esperando que o ambiente menos intimo mantivesse alguns pensamentos distantes.

Wrath recebeu de bom grado a sensação já conhecida. Alimentar aquela fêmea era tão prazeroso quanto alimentar Beth, fazia com que todo seu corpo reagisse. Algo que era impossível não apreciar.
Tal como da ultima vez, foi impossível evitar mover o corpo da fêmea contra o seu estimulando a ambos. E ela contribuía apertando seus ombros com as unhas, consciente ou não.

Aileen permitiu que o monarca manipulasse seu corpo como desejava.
Seu pensamento defensivo inicial seria por não dever contrariar ou desafiar ao rei da raça, porém, sendo realmente sincera, admitia que não desejasse encerrar o contato. Queria mais, muito mais da sensação quase mágica que a arrebatava.

Mágica ou não, a sensação arrebatadora não parecia suficiente desta vez, fazendo com que ansiassem por mais e o rei os movimentasse com mais ímpeto.
Ambos haviam assumido um ritmo vigoroso quando Aileen selou a ferida no pescoço do macho e não fizeram menção de se afastar.

– Isso é... errado em... tantos níveis... – a fêmea se esforçou para falar – mas... parece tão... certo...

Wrath não conseguia se concentrar em argumentos para falar com Aileen, sua mente estava completamente voltada para o desejo e prazer que sentia no momento. Estar com a fêmea tinha que ser o certo porque parecia não haver maneiras de fugir daquilo, mesmo com tudo que estava envolvido.

A Eleita estava perdida em si mesma pelas sensações que o contato com o macho lhe provocava. Seus instintos ditavam suas ações e ela estava a ponto de suplicar por mais daquilo que recebia.

Foi um vibrar diferente entre os corpos que despertou a ambos, trazendo-os de volta a realidade.

Com um esforço hercúleo, Wrath parou os movimentos e pegou seu celular.
Seu numero era conhecido por apenas algumas pessoas, portanto deveria ser uma ligação importante.

Aileen saiu do colo do monarca no momento em que ele atendia o celular.
Pouco a pouco voltava a sentir-se mais racional, menos movida pelos instintos e se perguntava como pudera perder o controle daquela maneira, até parecia que toda aquela situação não havia lhe ensinado nada. Estava profundamente envergonhada por seu comportamento.

O Rei Cego ainda sentia seu corpo clamar pela Eleita, ainda que a voz de sua shellan soasse ao telefone.

– Qual é o problema, leelan? – ele questionou com urgência, afinal aquele celular era para emergências — Quem se feriu?

– Ninguém se feriu, meu hellren. Não há nada de grave ocorrendo, que eu saiba. — a voz de Beth era cautelosa, como se ela duvidasse do que dizia.

– Então, qual o motivo da ligação?

– Eu apenas... apenas precisava falar com você. — a rainha parecia lutar com suas palavras — De repente, eu senti um aperto no peito e temi que estivesse ferido, temi por sua vida.

Pela primeira vez, Wrath precisou controlar a exasperação ao falar com sua companheira.
– Não estou lutando, Beth, e Butch está comigo. — o rei falou com toda a suavidade que pode reunir — No momento em que o celular tocou imaginei que algo grave havia acontecido.

– Eu sei que não está lutando, mas eu... Eu senti você distante, como se eu não pudesse alcançá-lo.

– Não há nada ocorrendo, leelan. Eu estou perfeitamente bem e voltarei para casa na hora combinada. — o macho queria encerrar aquela ligação. As palavras de Beth faziam com que ele sentisse um pouco de culpa por toda a situação, ainda que bastasse olhar para Aileen, que havia se distanciado, para desejá-la novamente.

– Está bem, meu hellren, aguardarei por você. — ela suspirou – Estou sendo uma boba.

Wrath se despediu rapidamente de sua companheira e encerrou a ligação.
Passou um tempo imóvel e sentiu que a atmosfera do quarto havia mudado novamente. Uma tensão incomoda os envolvia.

– Isso precisa parar. — o macho sabia que Aileen se referia ao que ocorrera momentos antes — Não posso abraçar mais complicações em minha vida. Preciso pensar não apenas em mim, como em meu filho. — ela pousou as mãos em seu ventre — E o senhor precisa voltar para sua companheira, como deve ser.

O formalismo em sua fala era um alto indicio de que a fêmea buscava distanciar-se. Porém, apenas isso não lhes esclarecia como evitar o desejo que sentiam.

– Não é algo tão simples, Aileen. Não parece ser um sentimento que irá sumir de um momento para o outro. — Wrath sentenciou.

– Pode estar certo, mas isso não simplifica a situação. — ela se afastou o máximo possível — Não sei se terei forças para lidar com mais situações do que já venho lidando, meu senhor. E, sem querer desrespeitá-lo, não acredito que tenha certeza do rumo que está tomando.

Ali estava um fato irrefutável, Wrath reconheceu.
Ainda não havia conseguido definir para onde exatamente seus instintos estavam lhe guiando.

Aileen o fitou nos olhos.

– Volte para sua shellan, Wrath. No momento, ela é sua única certeza. Assim como, meu filho — a mão dela pousou em seu ventre novamente — é a minha. O que realmente tiver que acontecer, não poderá ser impedido. Não há nenhum mal em esperar.

Mais uma vez, o monarca teve que concordar com ela. Independente do que estava acontecendo entre eles, se fosse algo real, não seria alterado por alguns dias.

Ele se aproximou de Aileen, a abraçou o mais delicadamente que seus músculos permitiram e beijou sua testa.
– Voltarei em alguns dias para alimentá-la. E espero que me procure, se algo acontecer. Ok?

– Eu chamarei, Wrath não se preocupe.

[...]

– Isso é completamente insano, sabia? — Isnaria se jogou no sofá do escritório, desistindo de seguir analisando os documentos da boutique — Parece que cada vez que você encontra a solução para algo, surge mais alguma coisa ara ocupar sua cabeça.

Aileen apenas deu de ombros.

– Estou completamente perdida, Is. Não sei o que devo fazer.

– Mas, eu sei. Você deve aproveitar. — disse com simplicidade — Ele a deseja e você retribui, então porque se reprimir?

– Talvez porque eu não precise de mais problemas a essa altura.

– Isso é uma desculpa barata e você sabe. — Isnaria levantou uma de suas sobrancelhas, em um gesto muito típico dela.

– Tudo bem. O problema real é o fato dele já possuir uma companheira, não apenas uma shellan, mas uma rainha.

Isnaria se moveu rapidamente e se abaixou em frente à cadeira que a amiga ocupava.

– Não faça isso consigo mesma, thally, não se prive da felicidade enquanto pode obtê-la. Um macho tem direito a mais de uma companheira, principalmente quando se trata do Rei Cego. Não a nada demais em vocês se envolverem. — ela puxou um cacho da amiga de brincadeira — E, se for algo passageiro, você terá momentos bons para se lembrar.

– Você é irreal, Isnaria, definitivamente. — a Eleita tirou seus cabelos da mão da amiga, simulando ultraje.

A loira pegou uma bolinha de papel da beirada da mesa e jogou na outra.

– Até parece que estar com um macho daquele porte não será memorável.

– Deixe o Heron ouvir você falando assim. — Aileen jogou a bolinha de volta.

– Como se ele não soubesse com quem se envolveu e não gostasse. – a piscadinha da loira foi demais para as duas, que caíram na gargalhada. – Mas, eu falo sério. — Isnaria fitou a amiga seriamente — Infelizmente, a situação não ficará mais fácil com o tempo, Aileen. Nós crescemos em meio à glymera e sabemos como é. Então, não perca seu tempo pensando nisso mais do que o necessário e não fuja dos momentos bons.

– E quanto à rainha?

Isnaria se levantou e voltou para o sofá.

– O Rei que lide com ela. Se ele opta por se envolver com duas fêmeas, deve se esforçar para mantê-las felizes e satisfeitas com o arranjo. Mesmo se uma delas não souber da "existência" da outra.

– Você faz tudo parecer muito fácil.

– Porque é, thally. Vocês não serão o único triangulo da historia da raça. Deu certo das outras vezes e pode dar certo agora, basta que os envolvidos se disponham a trabalhar por isso. Não busque problemas onde não há.

[...]

– Mais um baile. Cada vez tenho mais certeza de que a glymera não tem muito com o que se ocupar. — Rhage comentou para ninguém em especial. – E não ligam muito para a própria segurança.

Os Irmãos acenaram em concordância.

– É uma merda que precisemos nos preocupar com esse tipo de besteiras. — a voz de Zsadist transparecia seu tédio — Eles não entendem que ficam vulneráveis quando fazem algo assim.

– O que eu acho interessante é o fato de eles escolherem um Baile Kvinde logo depois de arquitetarem um Ehnclausuramento coletivo.

– Verdade, Phury. Chega a ser irônico. — Vishous sorriu de um modo um pouco forçado.

– Hey! Existem caras que não estão entendendo nada aqui. – Butch reclamou.

Rhage jogou uma almofada nele.
– Correção: existe um cara que não está entendendo nada, não é tira?

Butch jogou a almofada de volta e deu de ombros.
– Que seja! Expliquem.

– O Baile Kvinde é em homenagem as fêmeas da raça, por sua força, coragem e cuidado. E sua participação no surgimento de linhagens fortes, é claro. A palavra tem origem dinamarquesa. — Phury explicou.

– Agora entendo a ironia. — Butch fitou os outros machos – Imagino que todas as fêmeas da mansão novamente tenham sido convidadas.

– Sim, elas foram. E pretendem comparecer. — Wrath informou — Segundo Beth, elas estão decididas a não permitir que os membros da glymera pensem tê-las assustado.

– É uma boa prática na maioria dos casos.

[...]

– Eu não sei se elas querem me testar, punir ou enlouquecer.

– Eu acredito que elas estejam verdadeiramente tentando ajudá-la, mas da maneira delas.

– Eu não gosto da maneira delas. — Isnaria fitou o prometido nos olhos

– Eu só quero ser sua e para isso, nossas mahmens não precisam armar um espetáculo.

Heron beijou o bico contrariado da amada suavemente.
– Você realmente imaginou que seria algo diferente, minha linda? Para mim, estava claro que elas enlouqueceriam no momento em que o termo "cerimônia de vinculação digna" foi pronunciado. — ele acariciou os cabelos da amada — Por mim, bastaria sermos você, eu e o celebrante, mas não é o momento de criarmos alguma confusão.

– Eu sei. Seguirei o conselho de Aileen e me concentrarei que logo estaremos juntos para sempre. — a fêmea beijou seu prometido com carinho e foi prontamente retribuída — Eu te amo, meu hellren.

Heron riu e a puxou para mais perto.
– Adoro quando você me chama assim, mesmo não sendo oficial.

– É oficial o bastante para mim. — Isnaria mordiscou o lábio inferior dele — Você é meu hellren e eu sou sua para sempre.

Sorrindo Heron beijou os lábios da amada com amor e desejo.
– Minha... — ele murmurou contra os lábios dela — Minha amada, minha shellan.

O beijo entre os dois tornou-se mais necessitado e antes que se dessem conta, Isnaria estava deitada no sofá, enquanto o macho cobria seu corpo com o dele.
Ela puxava seu amado pelos ombros, por que era inadmissível algum espaço entre seus corpos.

As mãos de Heron passeavam pelo corpo de sua amada, denunciando seu desejo e suas pélvis se moviam uma contra a outra em busca de fricção.
Isnaria conhecia o jeito do amado e resolveu tomar as rédeas para acelerar o momento, por isso começou a desabotoar a camisa do amado.

– Isnaria. — ele chamou em tom de advertência.

– O que? — questionou sem parar seus movimentos.

– Não, amor... — Heron estava ofegante, enquanto segurava as mãos dela e afastou de sua camisa, sem distanciar muito seus lábios dos dela.

– Por que você está agindo como um estraga prazeres? – a fêmea questionou forçando um bico.

– Porque você irá encontrar seu pai daqui a pouco – Heron intercalava suas palavras com selinhos em sua amada – e não quer fazer isso com meu odor em você.

Isnaria sorriu e o beijou com carinho.

– Você tem razão. Por mais interessante que a ideia pareça, é melhor não provocarmos meu pai.

– Paciência, minha nalla. – o macho a beijou com doçura – Depois da cerimônia de união, eu serei todo seu, assim como você será minha, e ninguém poderá se intrometer. – ele roçou suas pélvis novamente – E, esta noite, eu prometo terminar o que começamos há pouco.

Notas finais
E é isso... Bjos e sorrisos. Até o próximo capitulo