La Prophétie - 2ª Temporada
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Aileen estranhou a entrada súbita da doggen em seu quarto.
Das doggens enviadas a cada turno por Heron, Magdaly era a mais jovem e animada em servir, porém neste momento demonstrava uma tensão atípica.
– O que aconteceu, Mag?
– A senhora tem visitas. – respondeu de maneira afobada – O Rei Cego e um membro da Irmandade da Adaga Negra desejam vê-la.
Aileen mal conseguiu disfarçar a surpresa.
O Rei e a Irmandade encabeçavam a lista de visitas que não esperava receber.
– Peço perdão, senhora, por não haver nada digno de ser oferecido. – Mag lamentou.
– Não há problema. Você não poderia imaginar e acredito que isso não fará diferença alguma. Acredito que eles não irão demorar aqui. – a fêmea a tranquilizou – Apenas me ajude a levantar e vestir algo adequado.
Sem hesitar, a outra se aproximou da cama, satisfeita em ter uma tarefa para se ocupar.
– Não será preciso, Aileen. – a voz do monarca se fez ouvir antes mesmo que ele e Phury passassem pela porta.
O mais depressa que conseguiu, Aileen se apoiou na doggen para se levantar e forçar uma reverência.
– Meu senhor...
– Pela Santíssima Virgem Escriba... – o guerreiro deixou escapar no momento em que avistou a Eleita.
A fêmea a sua frente parecia uma fotografia desfocada daquela que esteve com a Irmandade e aparentava estar muito pior do que no vídeo que lhes fora apresentado, apesar de poucos dias haverem decorrido.
Ela estava mortalmente pálida e fraca, ostentando olheiras profundas, e parecia ser possível quebrá-la com o mais suave dos toques.
– Pela Virgem! Ajude-a sentar, antes que caia. – Wrath ordenou a doggen, que obedeceu sem pestanejar – E nos deixe a sós.
Mag lançou um olhar a fêmea que amparava e, apenas após receber um leve aceno afirmativo, se retirou aliviada.
Não tinha nenhuma intenção de desobedecer ao rei, mas jamais deixaria sua senhora sozinha sem que esse fosse seu desejo.
– Acredito que nem preciso lhe dizer o quão tola foi por não ter nos chamado quando surgiu o primeiro problema. – o Rei Cego se aproximou de Aileen, tentando não alarmá-la desnecessariamente – Mas, sou forçado a reconhecer minhas falhas e também as da Irmandade, o que me leva a entender suas ações.
Ela não soube o que responder, por não conseguir decifrar se estava sendo repreendida ou não, e também por não conseguir imaginar o motivo que os levara a visitá-la.
Com movimentos cuidadosos, o macho sentou-se ao lado dela e a encarou fixamente.
– Apesar de entendê-la, quero que se comprometa em nos avisar quando precisar de ajuda, todas às vezes. Phury será a testemunha de sua promessa.
Por uma estranha razão, Aileen sentia-se compelida a agradar ao rei, uma razão que ia além da força de sua linhagem, porém ela retirou forças de onde não havia. Precisava se lembrar sempre de que havia alguém mais por quem lutar.
– Não entendo porque deveria prometer algo como isso, meu senhor. Sou completamente capaz de ajudar a mim mesma.
Wrath que esperava uma aceitação imediata por parte dela, se surpreendeu.
– Basta olhar para você, para sabermos que isso não é verdade. Foi tola por não nos procurar.
– E onde estavam que não olharam? – Aileen respondeu ao ataque – O Rei da raça e a Irmandade se comprometeram em acompanhar essa gestação e me amparar, mas não enxergaram nada de errado com seus olhares cuidadosos. – ela suspirou – É curioso porque esses olhos foram capazes de me encontrar dentre todas as fêmeas da raça e me atrair para uma armadilha em prol da profecia, mas depois disso... nada.
– Somos capazes de reconhecer que erramos, Aileen. Fomos arrogantes confiando que a profecia seguiria seu rumo sozinha e acabamos negligenciando suas necessidades de um modo absoluto. – Phury tomou a palavra com seus modos conciliadores – Porém, você também errou em não buscar por nossa ajuda. Mesmo se não houvesse a profecia e todo o seu significado, a vida de seu filho precisa vir acima de qualquer coisa.
Aileen olhou para o guerreiro e assentiu.
Ele estava certo. Ela deixara seu orgulho aumentasse o risco para seu filho e isso não podia voltar a ocorrer.
– Preciso que prometa que irá nos avisar, caso precise de qualquer coisa. – Wrath voltou a pedir a sua maneira.
Ciente de que deveria fazer o melhor, pensando não apenas em si, mas naquele que seria sua família, a fêmea cedeu à vontade de agradar ao rei.
– Certo... – ela balbuciou – Eu dou minha palavra.
Wrath se encontrou sorrindo para a relutância dela.
– Cuidaremos de você a partir de agora. Eu cuidarei, como deveria ter feito desde o inicio. – Wrath acariciou a face da fêmea com delicadeza – E começarei por sua alimentação, posso sentir que está faminta.
Aileen ficou muda. Apenas o pensamento de provar novamente o sangue dele enchia sua boca de água e o cuidado que lhe demonstrava lhe atingiu como um bálsamo depois dos últimos acontecimentos.
Phury resolveu se retirar naquele momento, sua presença não era mais necessária.
Era até estranho para o macho imaginar que durante a profecia bastava estar no mesmo ambiente que a Eleita para desejá-la, quando neste momento sentia apenas senso de dever e compaixão por ela.
– Se aproxime, Aileen, e beba de mim.
A fêmea sentou-se mais próxima a ele na cama e aguardou que ele lhe estendesse o pulso.
Ledo engano.
Com fluidez, Wrath fez com que ela se sentasse de lado em seu colo.
– Beberá de meu pescoço, onde fluirá mais sangue para ti.
– Mas... – ela tentou protestar.
– Sem discussões. – o tom de voz dele era inflexível – Quero o melhor para você.
De nada adiantaria argumentar, Aileen percebeu. O Rei estava obstinado e seria impossível negar a tentação que tal oferta lhe representava.
Por isso, ela apenas apoiou-se no ombro do macho e aproximou-se mais do tronco dele, antes de perfurar sua pele.
Wrath se espantou um pouco com o arrepio que percorreu seu corpo no momento em que as presas da fêmea perfuraram sua carne. Uma sensação de plenitude o atingiu, fazendo com que ele agarrasse a cintura dela sem pensar. Aquela sensação só se equiparava ao momento em que alimentava sua shellan.
Aileen sentia a força do sangue puro do rei se infiltrando por seu corpo e o reavivando. A sensação era sem precedentes, totalmente diferente do que sentia ao se alimentar de Heron.
Instintivamente, ela aproximou ainda mais seus corpos e gemeu em apreciação.
Wrath recebeu com surpresa a resposta de seu corpo ao som emitido pela Eleita. Estava ríhgido, algo que não deveria acontecer após a profecia ter se cumprido.
Foi necessário todo seu autocontrole para evitar que ele, ao menos, friccionasse seu corpo contra o dela, pois seu desejo era tomá-la e marcá-la como sua.
Finalmente, Aileen afastou seus lábios do pescoço do macho e lambeu delicadamente a ferida para cicatrizá-la. Estava saciada como não conseguia sentir-se há alguns meses e um tanto letárgica devido a isso.
O Rei Cego ainda a manteve em seus braços por alguns instantes, antes de acomodá-la na cama cuidadosamente.
– Qual tem sido seu intervalo de alimentação, Aileen?
– Uma semana no máximo. – ela respondeu absorta em um estado de timidez e sonolência – Minha sede tem estado descontrolada.
– Acredito que isso irá mudar a partir de agora. – Wrath acariciava os cabelos dela de modo delicado – De qualquer forma, retornarei em uma semana. E exijo que me mantenha informado sobre tudo o que ocorrer com você, principalmente suas consultas com Havers, ok?
– Humrum... – Aileen mal podia manter os olhos abertos e estava quase entregue ao sono.
– Muitas coisas irão mudar, nalla. Você não está mais sozinha.
Ele se endireitou, observando a Eleita adormecida.
Não saberia dizer se ela havia ouvido sua ultima afirmação, porém aquilo estava decidido, fosse ela ciente ou não.
Phury se aprumou no momento em que o rei saiu do quarto.
Fizera o impossível para não ouvir o que se passava lá dentro, temendo invadir um momento privado, porém aquilo não fora suficiente, pois Wrath trouxera a prova consigo. Do corpo dele emanava um aroma de vinculação, era fraco, mas se fazia presente claramente.
O macho o observou como se o desafiasse a comentar algo, mas o guerreiro sabia mais do que isso e desconfiava que esse fosse exatamente o motivo para estar ali.
– Os doggens contratados para acompanhar Aileen chegarão pela manhã. São apenas três, mas será o suficiente considerando o espaço. Analisei o sistema de segurança da casa e não há nada que possa ser acrescentado, o lugar é seguro.
– Perfeito. – Wrath aprovou – Quero que converse com Heron a respeito da câmera no quarto de Aileen, quero ter certeza de que ela não exista mais. Já serviu ao seu propósito e a fêmea tem direito a privacidade.
– Sim, farei isso. Mas, acredito que ele já tenha se livrado da câmera. – Phury comentou – Estamos partindo?
– Sim. Aileen está saciada e adormeceu.
[...]
– E você está recuperada?
– De certa forma, Is. Não posso dizer que estou totalmente recuperada, mas eu me alimentei apenas uma vez do Rei, então imagino que logo alcançarei esse status. – Aileen observou a amiga por um tempo – Eu agradeço pela interferência.
– Não sei do que...
– Não perca tempo mentindo, Isnaria. Tenho certeza de que você e Heron deram um jeito de entrar em contato com a Irmandade e o Rei Cego, e sou grata por isso. – o tom de voz dela baixou consideravelmente – Sou bastante orgulhosa, mas preciso deles para continuar viva e levar esta gestação até o fim. Preciso entender que não se trata apenas de mim e nunca voltará a se tratar.
Isnaria sentou-se mais próxima da amiga.
– Eu sei disso, nós sabemos, por isso resolvemos interferir. Não poderíamos apenas assistir você definhar até morrer e esses machos têm responsabilidades para com você.
– Responsabilidade... Dever... Predestinação... Parece que essas palavras têm regido minha vida ultimamente, talvez tenha feito isso desde sempre.
– Podemos apenas esperar que elas te guiem para caminhos melhores a partir de agora. – a fêmea lhe sorriu.
[...]
Aileen estava analisando as contas de sua boutique, mas soube o exato momento em que o Rei Cego se materializou no piso superior de sua casa.
Como o esperado, ele não estava sozinho, mas ela não poderia dizer quem era seu guarda nesta noite.
Haviam se passado exatos sete dias desde sua ultima alimentação e embora já estivesse pronta para se alimentar novamente, não estava afligida pela sede incontrolável que a acompanhara nos ultimo meses.
O fato claramente indicava que a manobra havia funcionado e que, para cumprir os desígnios da profecia, ela realmente deveria se alimentar de um dos machos envolvidos.
Micaela, a doggen providenciada pelo monarca, adentrou em seu quarto de modo hesitante e cerimonial, seguida por Wrath. Era bastante interessante observar o efeito que a presença dele causava.
A Eleita se levantou delicadamente, feliz por estar quase recuperada e definitivamente mais arrumada, e fez uma graciosa reverência, enquanto o saudava na Língua Antiga:
– Seja bem vindo, meu Senhor.
– Precisamos fazer com que você perca esse habito, Aileen. – o macho comentou com humor – Ser reverenciado toda vez que eu entro em algum lugar é cansativo e acredito que temos intimidade o suficiente para que me trate sem tantas cerimônias.
A fêmea apenas corou com a menção da intimidade que haviam partilhado.
Mesmo com todos os eventos posteriores, ainda era bastante irreal considerar o que ela havia feito durante aquele período de lua cheia. Era ainda mais estranho pensar que ela estivera tão desejosa daqueles machos e que eles retribuíram o sentimento durante aquele período, para que tudo tenha simplesmente evaporado. Afinal, na vez em que vira Phury, na reunião do Conselho de Princeps, não sentira nada além de ternura e gratidão pelo macho que lhe apoiava.
Wrath se dirigiu até ela com firmeza e sentou-se ao seu lado.
– Como foram esses dias? – ele questionou a observando atentamente.
– Bons, muito bons. – Aileen sorriu – Me senti muito mais disposta e não senti aquela sede constante. Até mesmo hoje, minha sede ainda pode ser administrada.
– Fico feliz que tenha melhorado. – instintivamente a mão dele acariciou sua face, em um gesto que passara a ser esperado – Mas, de modo algum, quero administre sua sede. Caso precise beber antes que eu venha até você, deve me comunicar.
– Está bem. – ela não conteve o sorriso. Era bom ter um macho de valor se preocupando com ela, muito diferente do cuidado frio e calculado oferecido por Mansur durante toda sua vida e dos dias negros pelos quais havia passado recentemente.
– Venha se alimentar.
Como da ultima vez, a fêmea se posicionou para beber de seu pulso, mas o Rei Cego a puxou para seu colo e ofereceu seu pescoço.
– Você bebe do meu pescoço... sempre. – Wrath orientou.
Não estava muito claro o motivo por trás da atitude, afinal que mal haveria em beber do pulso dele e não do pescoço, mas Aileen não questionou. Era mais uma maneira do rei honrá-la e ela seria amaldiçoada se reclamasse.
Wrath recebeu a mordida da fêmea com prazer e aproveitou a posição para acariciar suas costas estimulando-a a beber.
Sabia que deveria se controlar melhor e manter certa distância, mas não conseguia contrariar seus instintos. Tornara se ríhgido no momento em que a observara se levantar de sua reverencia e nem mesmo saberia dizer o que o estimulara.
Não havia explicação racional para aquele desejo de manter Aileen em seus braços ou fazer com que bebesse de seu pescoço e ele não se questionaria mais profundamente. Em seu intimo sabia que era assim que as coisas deveriam ser e estava colhendo, de bom grado, o prazer do momento.
O clima mudara drasticamente dentro do quarto da fêmea, o que era agradavelmente amigável estava tornando-se quente e tenso, tudo isso regado a aroma bastante característico de especiarias.
O macho pode identificar o momento em que Aileen tragou de uma maneira mais profunda e um arrepio repercutiu por todo seu corpo. Estava ainda mais ríhgido, se aquilo era realmente possível, e ansiava por alivio, por isso passou a movimentar o corpo dela contra o seu. A sensação apenas não era melhor porque a fêmea estava sentada de lado.
– Meu senhor... — o som era um sussurro e um gemido.
– Continue a beber. – ele forçou a cabeça dela delicadamente, sem cessar os movimentos – E lembre-se que... meu nome é Wrath.
Aileen agarrou os ombros dele com força, tomada por um prazer e desejo sem explicação. Semelhante ao momento de consumação da profecia, era como se seu corpo não lhe pertencesse.
– Wrath... assim não...
Foi o que bastou para que ele paralisasse seus movimentos. Não importava quão consumido pelo desejo estivesse, um macho de valor jamais faria algo além do que a fêmea permitisse.
Ela não lhe deu oportunidade para dizer nada, movida por seus instintos e com uma agilidade incomum: levantou-se do colo do macho, apenas para sentar-se novamente voltada para ele, com uma perna de cada lado de seu corpo.
– Assim... – ela murmurou, um tanto embriagada, quando seus corpos se juntaram novamente.
– Sim... – o monarca praticamente rugiu de prazer, voltando a movimentar o corpo da fêmea contra o seu e aumentando o impacto ao movimentar o próprio. – Beba... beba de mim... minha fêmea...
Aileen o obedeceu sem hesitar e os dois gemeram quando ela se alimentou dele, elevando o prazer de ambos. Ele intensificou os movimentos, levando os dois em direção ao prazer. Ela passou a rebolar em seu colo, contribuindo ainda mais para o momento dos dois.
A fêmea terminou de se alimentar e pousou a cabeça em seu ombro se concentrando nos movimentos de seus corpos e nas sensações provocadas.
Retomando parte do controle, Wrath trabalhou para que Aileen alcançasse a liberação, mas não fez o mesmo, lembrando-se de sua situação desfavorável.
Como rei, ninguém o questionaria, mas ele não se colocaria na posição de sair dali após gozar em suas calças.
A fêmea ainda demorou algum tempo para tranquilizar sua respiração e voltar completamente a si, algo que fez o animal dentro do monarca vibrar.
Foi com o olhar ainda nublado pelo prazer que ela o observou, antes de murmurar:
– Você não...
O rei a silenciou com um beijo longo e sussurrou contra seus lábios:
– O seu prazer é o meu.
Os dois se permitiram mais alguns instantes de contemplação silenciosa até que o macho a colocou novamente na cama e um clima desconfortável se instaurou. Naquele momento, nenhum deles sabia exatamente como reagir.
– Eu preciso ir agora, Aileen. — a voz era baixa e contida — Mas, voltarei em sete dias, como combinamos.
O sorriso dela foi calmo.
– Eu o esperarei então, meu se... Wrath.
– Descanse agora.
Aileen o assistiu partir, enquanto sua mente lentamente voltava a trabalhar.
O que exatamente acontecera ali?
Parecia que seu desejo pelo rei não havia ido embora junto com a lua cheia, pelo contrario, ele estava ali, vivo e presente o bastante para levá-la a cometer uma loucura. Ela só esperava que desta vez seu sentimento se restringisse apenas aquele macho.
Ao menos, baseada em sua reação ao Phury, a situação era bem mais simples.
Não que ela ignorasse o fato de Wrath já ter uma rainha, mas era permitido ao Rei se vincular com mais de uma fêmea. O real problema realmente era seu conflito de interesses interno, por um lado ela havia decidido começar a lutar por sua felicidade. Ficara anos seguindo as regras e considerando o que os outros pensariam e nenhuma dessas atitudes lhe trouxera alegria. Porém, havia os interesses de seu filho a considerar. Mesmo ciente de que não poderia proteger a criança de tudo, precisaria tentar e, talvez, entrar neste tipo de triangulo, apenas contribuísse para o sofrimento de seu filho.
O Rei Cego também analisava a situação que vivenciaram.
Sentir desejo por Aileen, depois do período da profecia, fora uma grande surpresa, ainda mais com tamanha intensidade e territorialismo. Era diferente do que sentira durante a lua cheia, pois, desta vez, tinha plena certeza de que mataria o macho que tentasse se aproximar dela, independente de quem fosse.
Tudo estava bastante confuso e ele teria que analisar a situação com cuidado a partir deste momento, havia muito em jogo.
Deixar de alimentar, Aileen estava fora de cogitação, pois, se não bastasse seu desejo de continuar e seu senso de dever, havia a certeza de que aquela era a conduta correta diante da profecia, afinal mesmo depois de apenas uma alimentação da fêmea, pode perceber a melhora dos Irmãos. Butch, Rhage e Zsadist estavam quase de volta as suas plenas forma.
[...]
Beth andava de um lado para o outro sem cessar. Estava inquieta e não entendia o motivo.
Os dias na mansão estavam um pouco tensos devido a toda a situação de Vishous e sua primeira visita ao Santuário das Escolhidas como Primale que se aproximava, mas ela sabia que não era isso.
No fundo, ela sentia que algo grande estava para acontecer, porém o assunto parecia escapar por seus dedos. Tinha impressão de que o que quer que fosse estava a sua frente e traria mudanças... Apenas não sabia dizer se boas ou más.
–O que há com você hoje? — Marissa havia acabado de chegar do abrigo.
–Não sei bem... Apenas uma sensação estranha. Sabe quando você tem a impressão de que algo está lhe escapando? É assim que estou me sentindo. — a rainha tentou explicar.
–Provavelmente é apenas uma sensação mesmo, Beth. Ainda estamos sob a preocupação com meu hellren, Rhage e Zsadist, apesar de sua melhora tão repentina quanto à moléstia. E para piorar temos toda essa historia de Vishous nos deixando tensas, afinal trata-se de algo que ele não deseja fazer, mas, ao mesmo tempo, não se pode contrariar a Virgem Escriba.
A explicação era bastante lógica, porém Beth sentia que não era isso que a incomodava, sentia que, o que quer que fosse, era em nível mais intimo do que estes assuntos. Esperava apenas descobrir o que era em breve.
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