Notas iniciais
Boa Leitura!

A mansão permanecia em um clima tenso, os moradores pensavam que após o susto com o desaparecimento de Vishous teriam alguma tranquilidade, mas estavam enganados.

Jane, a medica, podia ter ido embora, mas parecia certo que aquela não seria a ultima vez que a veriam. O fato já seria um problema em si, devido à fêmea ser humana, mas tronava-se pior devido ao novo cargo do Irmão.
Ser o Primale unia seu destino a vontade da Virgem Escriba, e ir contra ela não era uma opção a se considerar. Qualquer que fosse a atitude tomada por ele iria de encontro aos planos da divindade, o que poderia colocar a todos em sérios problemas.

Não bastando essa preocupação, a Irmandade tinha mais um mistério para desvendar. Repentinamente, Rhage e Zsadist estavam mostrando sinais de estafa e sendo atormentados por uma sede constante, simplesmente pareciam não ter energia ou vontade para mais nada, ainda que se alimentassem mais do que o normal. Mesmo Havers não conseguia explicar a raiz do problema.
O mesmo parecia estar ocorrendo com Butch e parecia se agravar a cada vez que ele absorvia os redutores, ainda que Vishous fizesse a “limpeza” com sua mão brilhante, o macho parecia definhar.

Algo muito errado e misterioso parecia estar atingindo a Irmandade, mas a explicação parecia lhes escapar. O temor era que isso se expandisse entre os Irmãos, a ponto de impedi-los de defender a raça.

[...]

– E como ela está?

– A cada dia mais fraca, Is. – Heron respondeu desanimado – Parece que algo nela tem se apagado e ela esta sempre com sede, como se meu sangue não fosse suficiente. E, talvez, não seja, levando em consideração todos os parâmetros da profecia.

– É uma possibilidade. – Isnaria ponderou – E Havers? O que ele diz do estado dela?

Heron bufou.
– Ele diz que é normal no estado dela, mas eu não acredito. Temo ser injusto ao dizer isso, mas parece que ele atende Aileen cada vez com menos empenho, quase como se não quisesse ajuda-la.

– Você acha? – a fêmea levantou-se do colo do prometido – Será que ele seria capaz de tomar as dores da irmã neste nível? Indo contra seus juramentos.

– Como eu disse, posso estar pensando injustamente, mas é uma possiblidade. O problema é que não temos a quem recorrer para examiná-la.

– Isso é tudo muito horrível. E eu nem mesmo posso acompanha-la. – Isnaria explodiu frustrada – E onde está a Irmandade que se comprometeu a ajudá-la? Não se preocuparam nem em visitá-la em todo esse tempo. Aposto que nem mesmo sabem onde ela está morando.

Heron apenas observou sua amada esbravejar. A conhecia bem para saber que ela precisava daquilo.

Devido ao escândalo da profecia, a omissão por parte do Rei e da Irmandade e a recusa de Aileen em se unir a um macho escolhido pela glymera, os pais de Isnaria haviam “recomendado” que ela se afastasse da amiga, para evitar que fosse atingida pelos “respingos de sua desgraça”.
Normalmente, Isnaria não ligaria para isso, mas eles haviam ameaçado a futura união dos dois, o que garantiu que a própria Aileen exigisse que ela se afastasse.

Agora, ele agia como ponte, ligando as amigas e garantindo que uma recebesse informações da outra, algo que em alguns momentos o colocava em uma situação delicada, pois Aileen não queria que ele contasse a Isnaria nada que pudesse preocupa-la e ele não poderia mentir para sua prometida.

– Amor, e se o problema realmente for o seu sangue? – Isnaria sentou-se ao lado do macho e o fitou com intensidade – E se o feto precisar de nutrientes que existam apenas nos sangue dos guerreiros ou do próprio Rei?

– Talvez você tenha razão, mas fica difícil provar ou remediar a situação. Não temos com fazer isso.

– Claro que temos. Apenas precisamos garantir que a Irmandade e o Rei fiquem a par da necessidade dela, afinal eles também estão interessados no nascimento dessa criança.

– Aileen jamais irá procurá-los em busca de ajuda. – Heron apontou – Você a conhece tão bem quanto eu.

– Não precisa ser ela a fazer isso. Nós descobriremos um modo e passaremos a mensagem.

Isnaria estava decidida, finalmente encontrara uma maneira de ajudar a amiga e nada a impediria.
Bastava de Aileen lutar praticamente sozinha. Uma vez que Heron e ela não poderiam ajudá-la, a Irmandade teria que cumprir a tarefa, que no fim de tudo cabia a eles mesmos.

[...]

Wrath analisava alguns documentos com auxilio de sua lupa, quando Vishous e Rhage adentraram no escritório exalando tensão, o loiro logo se acomodou em um canto.

– O que houve agora? – o Rei perguntou deixando os documentos de lado.

– Butch e Phury estão trazendo uma fêmea da glymera para cá neste momento. – Vishous respondeu sem rodeios – Disseram que ela foi bastante eloquente ao exigir uma audiência com a Irmandade.

– E eles simplesmente decidiram trazê-la até aqui? – Wrath estava incrédulo.

– A fêmea é Isnaria, amiga de Aileen, provavelmente a única amiga. – Vishous explicou rapidamente atitude dos outros guerreiros – E, segundo ela, o assunto diz respeito à Eleita.

Wrath ponderou a situação por alguns instantes.
– Sendo assim, é melhor convocar Zsadist. Qualquer assunto relacionado à Aileen deve ser tratado por todos nós, até segunda ordem.

– Já adiantei essa parte.

Não demorou muito para que Zsadist entrasse no escritório e se posicionasse em seu lugar costumeiro.

O escritório parecia vibrar pela expectativa.

Cerca de quinze minutos depois, Butch e Phury entraram no escritório, acompanhados por uma fêmea loira alta. Alguns dos irmãos logo a reconheceram, tratava-se da fêmea que estava com Aileen na noite em que a encontraram.

A loira usava roupas simples e elegantes e caminhou até o meio o escritório com confiança, então fez uma reverencia ao Rei.

– Meu senhor.

– Levante-se e se apresente, fêmea. – Wrath ordenou – Depois explique o motivo que a levou a exigir essa audiência.

Os Irmãos esperavam que ela titubeasse diante da ordem do Rei Cego, mas isso não ocorreu.

– Eu sou Isnaria, segunda filha do membro glymera Tasso e sua única filha viva, pois o primogênito Isnar não passou por sua transição. – Isnaria se apresentou com firmeza – Estou aqui como amiga intima de Aileen para chamá-los a responsabilidade. Basta de a manterem desamparada.

– O que quer dizer com isso? – Wrath questionou em voz alta – A Irmandade deixou claro estar à disposição para ajudar Aileen no que ela precisasse.

A fêmea bufou.
– Com o devido respeito, meu senhor. Suas palavras são bonitas, mas são apenas palavras. – ela fitou a todos os machos presentes por um instante – Digam-me, quantas vezes foram visitá-la desde que ela foi expulsa por Mansur? Ao menos sabem onde ela está vivendo e em quais condições? Sei que têm conhecimento de que a glymera a condenou ao ostracismo, por acaso se perguntaram como ela tem se alimentado?

O silencio pesou no escritório do Rei, as acusações que a fêmea lançava eram procedentes. Os guerreiros, conscientes ou não, não haviam dado a devida atenção a situação da Eleita, se concentrando apenas em seus próprios problemas.

– Ela viria até nós, se precisasse. – Butch arriscou um protesto – Sabe que a ajudaríamos.

– Claro que sim. – a voz de Isnaria pingava ironia – Ela certamente se rebaixaria a implorar por ajuda aos machos que simplesmente lhe brindaram com belas palavras e desapareceram, mesmo cientes do que ela teria que enfrentar. Sem duvidas, vocês fariam exatamente isso, não é?

O ambiente tornou-se instantaneamente gelado, conforme as palavras dela eram absorvidas, atingindo um ponto certeiro.
Os machos ali presentes eram guerreiros orgulhosos e jamais implorariam por ajuda, seria preferível a morte. E, agora, estavam envergonhados de, mesmo sem intenção, terem colocado Aileen naquela posição.

– Ela precisa de uma moradia segura? – Rhage questionou, buscando um objetivo.

– Eu jamais viria até aqui, traindo a confiança de minha amiga, apenas por isso. Se sua necessidade fosse essa, Heron ou eu já teríamos lhe proporcionado uma morada. Mas, Aileen é uma fêmea prevenida e proporcionou a si mesma uma moradia segura, ainda que simples e sem regalias. Tal necessidade não move minha indignação. – a voz de Isnaria tornou-se desanimada – Ela está... doente. Não há outra maneira de descrever seu estado. A cada dia fica mais apática e sedenta.

Logo os Irmãos olhavam uns para os outros, como se procurassem soluções.
A Eleita não poderia morrer, tanto por seu papel diante da profecia, quanto pela responsabilidade da Irmandade para com ela.

– O sangue de Heron parece não ser o suficiente para saciá-la. Diria que tem menos efeito do que sangue humano, o que não faz sentido devido à linhagem dele. Então, nós dois pensamos que, talvez, Aileen e o feto necessitem do sangue de um de vocês. Não é impossível, se pararmos para pensar, afinal tudo referente à profecia parece ser esquematizado e o esperado era que participassem mais ativamente da gestação da criança.

As palavras da fêmea eram carregadas de verdades e acusações, e eram impossíveis de se rebater.
Ao que parecia, a Eleita estivera enfrentando uma batalha e contado apenas com o auxilio de seus amigos.

– Havers disse algo sobre o estado dela? – Butch questionou. Deveria haver um modo de solucionar o problema em questão, sem causar outros.

– Havers tem agido de modo estranho com Aileen. Alega que está tudo em ordem, mas é visível que não. – Isnaria foi sincera – Heron a acompanhou em algumas consultas e diz que o doutor a trata com descaso velado.

– Essa é uma acusação muito séria. – Phury apontou.

– Eu sei e não retiro o que disse. – a fêmea disse com firmeza – Mas, o ponto não é esse, a situação de Aileen não é normal e eu trouxe uma gravação para provar. – ela estendeu um pequeno cd retirado de seu bolso – Só peço que Aileen não saiba disso.

Sem esperar por uma ordem, Vishous começou a programar o equipamento de vídeo do escritório, satisfeito por tê-lo instalado e por ter algo para fazer.

Isnaria entregou o cd ao guerreiro e se afastou, não sentia vontade de assistir novamente as imagens clandestinas.
Heron havia instalado a câmera em uma de suas visitas a Aileen, sem que ela soubesse. A câmera estava no pequeno quarto do subsolo, em uma posição que garantisse visualização da cama e de todo o quarto.

O Irmão deu play no vídeo e todos os machos se aproximaram para assistir:

“Aileen estava deitada em meio a lençóis revoltos, certamente frutos de uma noite agitada. Estava acordada e visivelmente incomodada, além disso, sua pele parecia ainda mais pálida e os cabelos opacos.
Batidas soaram na porta e, instantes depois, Heron entrou no quarto levando uma bandeja com uma tigela com algo fumegante.
– O caldo está pronto. – ele pousou a tigela sobre o criado mudo – Mas, ainda acho que você deveria comer algo mais. Isso está mais para chá de ervas, do que caldo nutritivo.
– É a única coisa que consigo ingerir e manter no estômago, Heron. Nem mesmo os alimentos pré-trans me caem bem. – a fêmea fazia esforço para se sentar.
Rapidamente, Heron se aproximou para ajudá-la.
– Pela Virgem, Aileen, você está sedenta.
– Acha que eu não sei. – a ironia em sua voz soou sem vida.
– Deveria ter me avisado... Vamos! Beba de mim. – o macho estendeu o pulso diante da boca dela.
Aileen balançou a cabeça levemente em negação.
– Não posso, Heron. Você me alimentou ontem. Neste passo, secarei você – Ela empurrou o pulso do amigo – Não conseguiu nenhum doador?
Heron pareceu hesitar.
– Não... Eu sinto muito, Aileen. Eles se recusam no momento em que descobrem que é para você.
– Disse a eles que estou disposta a pagar? – Aileen pareceu necessitar de coragem para perguntar.
– Sim. – Heron entregou a bandeja para a amiga cuidadosamente e parecia estar usufruindo da pausa para pensar – Não dá para continuar assim. Precisamos de ajuda, Aileen. Ajuda de verdade, porque está claro que Havers não tem feito nada, além de falar.
– Não! Daremos um jeito. – ela olhava dentro da tigela como se as respostas estivessem ali – Eu não retornarei a Mansur. Recuso-me a ser humilhada e intimidada. E não serei forçada a me vincular a um macho que considere meu filho e eu indignos.
Heron se aproximou lentamente e sentou-se ao lado da fêmea na cama, como se temesse perturbar o momento.
– Talvez, você devesse procurar a Irmandade. Eles disseram ao Conselho que lhe apoiariam.
O riso de Aileen foi amargo.
– Isso seria ainda pior do que procurar Mansur. A Irmandade não é como pensávamos... Eles não honram com todas suas responsabilidades. Permitem até mesmo que suas
shellans me considerem uma impura sedutora de machos, incapaz de respeitar a vinculação, quando conhecem a verdade e a circunstancias que guiaram os acontecimentos. Quaisquer machos de valor se preocupariam em fazê-las entender. – ela bufou – Quaisquer machos de valor se preocupariam com o fruto de sua união com uma fêmea, mesmo sem uma profecia que determinasse a importância desse fruto.
Heron se aproximou mais da amiga e acariciou levemente seus cabelos.
– Ok. Será como você quer, apenas não se exalte. Isso não fará nada bem a você ou ao bebê. Tentaremos dar um jeito. – ele fez uma pausa enquanto a observava comer – Precisamos arrumar um
doggen para ajudá-la a cuidar das tarefas da casa. Não gosto da ideia de você fazendo tudo sozinha.
Aileen parou de comer e limpou a boca, antes de protestar:
– O espaço não é grande, eu posso dar conta.
– Não duvido que possa quando está bem de saúde, Aileen. Mas, esse não é o caso agora. No estado em que você está não pode gastar energias com as tarefas domesticas, ou ficar sozinha por um período extenso.
– Sinceramente, não posso bancar esse luxo, Heron. Principalmente agora que não estou conseguindo trabalhar. – a voz da fêmea era incrivelmente baixa.
Heron sorriu suavemente.
– Não seja por isso, então. Enviarei uma das
doggens de minha casa ou faremos um rodizio de alguns dias. São tantas que minha mãe não sentirá falta e ficarão felizes em ajudar.
– Eu agradeço seu cuidado, Heron, mas não posso pedir isso a você. – pela primeira vez o sorriso de Aileen chegava a seus olhos.
– Não está pedindo, irmãzinha. – ele beijou os cabelos da fêmea levemente – Somos uma família, Aileen. Você, Is e eu. E é isso que fazemos, nos ajudamos. Isnaria e você estavam lá quando eu tinha problemas na fala e impediram que eu fosse humilhado, você chegou até mesmo a bater em uma fêmea para que ela se calasse. Nós dois estávamos lá quando o irmão da Is não passou pela transição e as coisas ficaram mais difíceis para ela, fomos nós que a apoiamos. E agora, chegou o momento de estarmos aqui para você.
Aileen se aconchegou aos braços do amigo.
– Obrigado. – ela murmurou.
A voz da fêmea estava embargada e os dois ficaram um tempo em silencio, apenas aproveitando a companhia um do outro.
– Precisamos encontrar um doador logo.
– Isso tem se mostrado difícil, terá que continuar bebendo de mim por enquanto.
– Sejamos francos, Heron. Se eu continuar a beber de você, como estou bebendo, irei secá-lo e piorar até morrer. Precisamos encontrar alguém e rápido.
– Eu sei disso, infelizmente... – a voz do macho era um murmúrio – Isnaria e eu estamos trabalhando nisso. Iremos encontrar uma saída, eu prometo.”.

A gravação terminava neste ponto e um silêncio pesado a seguiu.

– Como puderam ver, eu não estava mentindo ou exagerando. – Isnaria resolveu tomar as rédeas – Aileen precisa de ajuda e, na situação que estamos, cabe a vocês ajudá-la. Fizemos o que pudemos até agora, mas não podemos lutar contra o que quer que esteja acontecendo sozinhos.

Os machos a olharam como se acabassem de tomar conhecimento de sua presença no recinto. Estava claro que cada um havia sido transportado para pensamentos longínquos após assistir a gravação.

– Não se preocupe, Isnaria. – Wrath a observou – Iremos cuidar dela a partir de agora. Temos negligenciado essa responsabilidade, mas isso será mudado, eu garanto. E não diremos nada sobre sua interferência.

– Eu agradeço.

– Um doggen a levará para sua casa e logo terá noticias nossas. – o Rei a dispensou. – Instrua Fritz, Butch.

– Eu agradeço por me receberem e atenderem minha petição. – Isnaria disse formalmente e completou no antigo idioma, fazendo uma referencia – Que a Virgem Escriba abençoe aos defensores de nossa raça com força, poder, longevidade e alegrias sem fim.

Butch acompanhou a fêmea para fora do escritório e retornou rapidamente, após instruir Fritz a acompanhá-la.

Todos os guerreiros esperaram pelo pronunciamento do Rei.

– Acabamos de ouvir uma critica séria e, infelizmente, não temos defesa contra ela. Mas, ela também nos indica o caminho que devemos seguir. Acredito que Isnaria esteja correta e Aileen precise de um sangue específico durante a geração da criança, afinal se trata da única explicação aceitável. – Wrath fez uma pausa breve – Sei que nossas shellans estão bastante reticentes quanto a nossa participação na profecia e seus frutos, mas não é motivo para sermos omissos. Precisamos ajudar Aileen, nem que para isso seja preciso manter nossas fêmeas no escuro por todo o tempo possível.

– Acredito que essa seja a melhor opção. – Butch comentou desconfortável – Não gosto de esconder algo da Marissa, mas nesse inicio será melhor. Também porque Aileen não pode aguentar nenhum novo estresse.

Os machos acenaram em concordância.

– A alimentação de Aileen ficará sob minha responsabilidade, pois na situação dela penso ser o melhor. – Wrath continuou com as instruções — Para esta primeira aproximação, gostaria de contar com você, Phury, tanto para me acompanhar, como para organizar esta visita. O contato dela foi maior com você após o término do ritual, então pode ser que ela se sinta mais confortável em sua presença. Precisaremos também arrumar alguns doggens para auxiliar e acompanhar a Eleita.

Phury acenou em reconhecimento de suas novas responsabilidades e todos os guerreiros acenaram em concordância com a nova abordagem da situação.
A Irmandade honrava seus compromissos e isso jamais mudaria diante de algo de tamanha importância.

– Não acham curioso que Aileen esteja passando por problemas ao mesmo tempo em que Butch, Rhage e Zsadist... – Vishous parecia falar mais para si mesmo – Quase parece que estivéssemos recebendo um alerta... ou uma punição.

– Seria uma boa explicação para não conseguirmos encontrar a raiz dos problemas. – Rhage apoiou – Mas, só teremos certeza quando Aileen estiver bem de saúde novamente.

– Eu poderia apostar nesta teoria. Parece algo muito condizente com essa baboseira de equilíbrio que a Virgem Escriba gosta de pregar. – Vishous comentou sem emoção.

– Se essa teoria for verdadeira, teremos apenas a ganhar, afinal caminhamos para a resolução do problema. – Butch comentou, o fato da teoria ter sido levantada por V a tornava bastante possível.

– Falando de problemas, quero que sonde o doutor Havers, Vishous. Precisamos saber se ele realmente tem tratado Aileen com descaso e, se necessário, fazê-lo saber qual é a atitude correta a tomar. – Wrath retomou a palavra novamente

– Será um prazer, meu senhor. – o sorriso de Vishous era perverso.

– Não entendo porque o Vishous fica com toda a diversão. – Rhage argumentou contrariado, provocando um sorriso, ainda que fraco nos guerreiros.

Notas finais
E aí, meus amores... O que acharam? Particularmente, eu adoro esse capítulo pela participação da Isnaria. Ela sim é uma amiga de verdade. Eu a amo. Agora... Façam suas apostas para saber onde essa mudança na atitude dos Irmãos nos levará. Bjos e sorrisos. Até o próximo capítulo.