La fleur rose.

“De um jeito que você não compreende, eu lhe observo.

Observo mesmo que seja de longe, sonhando com o dia em que você notará minha existência... O dia em que meu amor ira lhe alcançar, o dia em que você será meu, Ciel Phanthomhive.

Vejo-lhe com Elizabeth e sinto tanto inveja da pequena garota, que ao seu lado pode sempre estar... Eternamente.

Como eu queria ter esta sorte... Ter você Ciel, para mim... É tudo que eu mais quero nessa vida...

Você nem nota minha existência, como de costume... mas continuo a observá-lo... Meus olhos não cansam de admirá-lo, meu coração palpita cada vez mais forte ao te ver, apesar de você não fazer idéia de meus sentimentos... Apenas me cumprimenta educado, sem perceber meu rosto queimando e as batidas de meu coração acelerando.

Afinal, como você perceberia? ...”

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Em um certo dia, andando pelas ruas de Londres juntamente com meu mordomo, me deparei com ele, e morrendo de vergonha fui cumprimentar.

- Boa tarde, Phanthomhive. – Disse estendendo a mão.

- Ah, olá Alois – Respondeu sem se importar muito com minha presença.

- Er... O que faz por aqui? – Indaguei tentando puxar assunto, procurando ficar cada vez mais tempo com o menino.

- Comprando louças novas – Respondeu ele fitando o chão – Minha empregada quebrou as de porcelanas, que usamos para servir convidados importantes, portanto estamos comprando novas.

Percebi que ele sorria educadamente... Mas não era um sorriso sincero, de felicidade... Era só um sorriso... educado.

- E você, Alois? – Perguntou sem muito interesse.

- Apenas dando um passeio – Respondi sorrindo – Estava indo ao parque com Claude... Queria fazer um buquê de flores, para enfeitar meu quarto.

E era verdade. Eu queria fazer um buquê. Flores me deixavam alegre.

- Hmmm... – Murmurou o garoto – Adoraria lhe acompanhar, Alois... Mas é falta de educação de convidar, certo? Sem falar que tenho coisas a fazer na cidade.

- Não se preocupe! – Falei quase gritando, porém; contendo-me – Eu posso convidar você, se o problema for este...

- Mas eu tenho tantas coisas para fazer, Alois... – Respondeu o garoto.

- Seu mordomo pode fazê-las por você! – Minha sugestão soou como uma ordem. Fitei Sebastian esperando alguma reação.

- Fica para uma próxima vez – Disse Ciel sorrindo – Tudo bem?

- Tá... – Respondi desapontado.

- Nos vemos por ai – Despediu-se ainda sorrindo.

- É...

Continuei andando em direção ao parque. Pelo jeito, Claude havia notado meu desapontamento.

- Você gosta bastante dele não é Vossa alteza? – Indagou ele com um tom provocador em sua voz.

- Não lhe dei permissão para abrir sua boca – Respondi frio.

- Sei disso – Disse o mordomo – Mas também sei o quanto você gosta daquele garoto.

Claude sorriu maliciosamente, fitando-me de uma maneira que eu não consegui compreender.

- Gosto... – Foi a única coisa que consegui dizer.

- Também sei disso, Vossa Alteza – Respondeu o mordomo petulante. — Sei o quanto você o quer, e sei que não o quer como um simples amigo.

Meus olhos encheram-se de lágrimas, e quase as derramei ali mesmo, mas não poderia demonstrar fraqueza... Não perto de Claude.

- Mentiroso! Fique quieto – Ordenei com raiva – Não quero saber o que você acha.

- Perdoe-me, Vossa Alteza – Desculpou-se. – Eu só queria lhe ajudar a ter o que você quer, porém, se diz que é mentira...

Claude permaneceu calado até chegarmos ao parque.

- Ei Claude! – Chamei – Me ajude a escolher as flores mais bonitas.

- Yes, your highness. – Respondeu ele, fazendo-me sorrir.

Procurando por todo o local, não encontrei muitas flores que me agradassem... Havia vários tipos de flores, de várias cores... Porém, nenhuma delas era tão bela quanto Ciel Phanthomhive...

No fim do dia, eu tinha um belo buquê... Tão belo, quanto o por do sol que se estendia sobre a cidade.

- Claude, o que acha de sentar e observar? – Sugeri.

- Claro – Respondeu – Parece-me bastante agradável.

E foi o que fizemos. Sentamos no chão da praça, observando a mudança de cor do céu sobre nossas cabeças... Porém, eu não consegui deixar de imaginar Ciel ao meu lado...

- Sinto muito, mas agora temos que ir embora, vossa alteza – Disse o mordomo – Já escureceu, e você não pode dormir muito tarde.

- Tudo bem... – Concordei sem contestar.

No caminho para casa, encontrei uma roseira, com diversas flores cor-de-rosa. Não pude deixar de notar a beleza das mesmas, almejando-as.

- Espere um minuto – Ordenei a meu mordomo.

Peguei uma das flores, e inalei seu doce perfume. Ela era perfeita... Tão perfeita quanto Ciel...

Guardei a flor comigo, e logo voltei para o lado de Claude.

- Agora podemos voltar – Falei com uma voz um tanto melodiosa. – Está tudo bem agora...

- Creio que esteja, Vossa Alteza – Respondeu o homem.

Naquela noite, depois de Claude me botar para dormir, eu simplesmente não conseguia dormir de jeito nenhum...

Com a flor ao meu lado, imersa em um jarro de cristal eu sentia uma imensa agonia... Parecia que aquele perfume queimava, aquela cor cegava, e toda aquela calmaria do dia anterior se fora...

“Aquela flor grita seu nome desesperadamente...”

Algo estava errado...

Sempre estivera errado, mas porque está noite isso está me atormentando?

“Aquela flor grita seu nome desesperadamente...”

- Ciel... – Sussurrei em meio a confusão que se formava dentro de mim – Porque você me odeia?

“Aquela flor grita seu nome desesperadamente...”

Porque não consigo dormir? Porque não me deixa em paz de uma vez?

- AAAAAAAH! – Gritei tentando me livrar de tudo aquilo.

Logo, as luzes de meu quarto foram acesas, revelando Claude, que ali estava parado, com uma expressão séria em seu rosto.

- O que aconteceu, Vossa Alteza? – Perguntou ele com uma expressão séria, porém; confusa.

- Faça isso parar – Disse entre soluços, derramando as lágrimas que eu segurei o dia inteiro – Traga ele até mim, agora!

- O que? – Indagou o mordomo sem entender.

- Traga-o até mim! – Gritei - Isso não vai parar, ela não vai parar de gritar!

Sem entender, Claude sentou-se ao meu lado, envolvendo-me em seus braços.

- Shhh... – Dizia ele embalando-me em seus braços – Vai ficar tudo bem...

O moreno passou os dedos por meus cabelos loiros, alisando-os,me acalmando.

Logo, ele apagou a luz e o quarto foi tomado por um breu intenso.

- Claude... – Sussurrei - Eu tenho medo do escuro...

- Não se preocupe Vossa Alteza – Tranqüilizou ele, acendendo uma vela.

- Obrigado... – Agradeci com os olhos marejados. Eu gostava da presença de Claude ao meu lado... mas obviamente, preferia Ciel ali comigo...

- Claude... – Chamei em um fio de voz – Fica aqui comigo até eu dormir? Isso é uma ordem...

- Yes, your highness. – Concordou o mordomo.

Em alguns instantes, adormeci, nos braços de Claude...

“Pelo menos em sonhos, eu consigo ter você...”

Notas finais:

Há,finalmente uma long-fic de kuroshisuji *-*

Vou me empenhar bastante nessa fanfic oka? *-*Mas provavelmente não farei lemon ._.’

Bem, espero que gostem, acompanhem, mandem reviews... Já que minhas fics estão meio “abandonadas” pelo pessoal do nyah. Se você leu, o que custa mandar review? Seus dedos não vão cair ‘-‘

Obrigada pela atenção *-*