Laços que nos Une.
7 Arco I: E.V.A - Capítulo 07
Notas iniciais
Já era noite em Magnolia quando uma figura encapuzada se aproximava sorrateiramente da Guilda Fairy Tail. Andando pelas sombras e tentando não ser visto, a pessoa caminha para os fundos do prédio onde o mestre já o aguardava há algum tempo.
– Soube do desaparecimento de alguns membros da Guilda. – O encapuzado falou ao se aproximar de Laxus. – As notícias se espalham rápido.
Laxus continuava a olhar o horizonte sem dizer nada. Era perceptível a preocupação em seu rosto.
– Sim, já fazem trinta dias desde que tivemos alguma notícia.
– Erza está entre os desaparecidos?
– Sim. – Respondeu virando-se para encarar a pessoa que estava a suas costas.
– Certo. Estou indo pra Verona. – Falou ao se afastar do mestre das fadas.
– Jellal? – Laxus o chama. – Posso contar com você para traze-los de volta?
O Mago que um dia foi um dos dez magos santos e agora é o mestre da Crime Sorcière, olha para traz e encara o Dragon Slayer do Trovão para responde-lo.
– Claro que sim, afinal somos aliados. – E partiu dali antes que alguém o pudesse ver.
Só que ninguém imaginava que alguém estivesse observando e escutando tudo enquanto estava oculta atrás de uma enorme arvore ali perto. Bom, pelo menos era o que a pessoa que estava espiando pensava.
Depois que Jellal partiu, a pessoa pôs-se a segui-lo a distância. O perseguidor usava uma longa capa negra com um capuz que cobria todo o rosto e levava consigo uma bolça lateral.
Já estando dentro do trem, Jellal pega seu dispositivo de comunicação para falar com alguém enquanto o seu perseguidor o observava ao longe.
“- Entao você está mesmo sendo seguindo.”
–Sim, por isso liguei para lhe informa.
“- Bom, como ela já está ai eu não posso fazer mais nada, a não ser torcer para dá tudo certo.”
– Então não ver problema de mais um membro de sua Guilda correr o risco de desaparecer, Laxus.
“- Será um problema, mas não posso impedir ninguém de seguir seus sentimentos. Informarei aos outros membros depois para que não haja nenhum problema. Desejo boa sorte a vocês.”
– Certo.
Após desligar o DCVL* o rapaz de cabelos azulados levanta-se de onde estava sentado e caminha na direção da pessoa encapuzada no fim do vagão e ao perceber que o Mestre da Crime Sorciere se aproximava, a pessoa tenta correr para outro lugar, porem o mago foi muito mais rápido segurou-a pelo antebraço impedindo sua fuga.
– Não precisa fugir de mim, Juvia Lockser.
Surpresa por ter sido descoberta, ela não via mais a necessidade de esconder seu rosto com aquele capuz.
– Jellal-san. Onegai, não me impeça de ir para Verona, pois Juvia vai com ou sem você. – Disse confiante antes de retirar o capuz.
– Não vou obriga-la a fazer nada. – Disse soltando ela. – Vim chama-la para sentar-se comigo, afinal estamos indo para o mesmo lugar e ter um outro mago para essa busca será muito útil.
A azulada nada disse e seguiu para as poltronas onde Jellal estava ainda surpresa pela atitude dele.
– Já liguei para seu mestre e informei sobre você. – Disse – Mas ele também não irá fazer nada contra sua escolha.
– Arigato. – Agradeceu. – Quando Juvia viu você se aproximando da guilda, imaginei que seria para falar com o mestre em busca de notícias de Erza-san. – O comentário o deixa constrangido, porem ele não fala nada. – Estão você deve saber como é estar longe e sem notícias da pessoa que a gente ama.
– E-Erza é só uma querida amiga de infância. – Agora com o rosto mais corado ele tenta desconversar.
– Não minta para você mesmo, Jellal-san. O sentimento de amor é o sentimento mais belo que existe e não merece ser ignorado.
– Não estou ignorando... só que eu não sou a pessoa certa para ela. – “Por que eu to falando isso mesmo pra essa garota?”
– Erza-san é que deve decidir isso e não você. – Questionou. – Ela pode ser durona e as vezes por medo com suas atitudes, mas ela é uma garota assim como Juvia. Sei que se você revelar o que sente ela lhe dará uma resposta independente do que você seja.
O mago fica em silencio refletindo sobre aquilo. Lembrou-se do dia em que encontrou a ruiva pouco antes dos jogos mágicos há dois anos atrás e do quase beijo. Se não fosse por ele ter interrompido e mentido sobre uma noiva, Erza tinha consentido o beijo. “ Talvez hoje eu saberia o sabor dos lábios dela e não ficaria só na imaginação. ” Pensou. Olhou para a garota a sua frente e imaginou que ela também sofria por não ter notícias do mago do gelo, já que todos sabiam dos sentimentos que a maga da agua nutria pelo mesmo.
– Juvia, melhor dormir um pouco e descansar pois não sabemos o que vamos enfrentar. Quando estivermos próximo eu a acordo.
Ela concorda com ele e tenta dormir, mas a preocupação que sentia a impedia de desfrutar de alguns minutos de descaço como já acontecia desde que soube do desaparecimento de Gray e os outro.
“Gray-sama, min’na*, vocês estão bem?”
...
Laxus ainda encarava o DCVL no terraço da Guilda. Pensava se fizera certo em deixar Juvia seguir Jellal ou se deveria ter feito algo quando percebeu que ela estava escondida escutado a conversa entre ele e o Fernandez. Temia ter feito algo que seu avô não aprovaria. Mas uma coisa que aprendera com Makarov foi que tinha que acreditar em seus companheiros mesmo que isso fosse contra vontade de mantê-los sempre por perto. Olhando para costa de Magnolia, admirando as ondas do mar quebrando nas rochas. Aquele som o tranquilizava.
– Laxus? — Aquela voz era a melhor coisa para acalma-lo de vez. — Aconteceu alguma coisa? Você vem para cá toda vez que algo esteja te preocupando. – Aproximou-se o suficiente para ele a puxar para um abraço.
– Onde você esteve? Você sumiu o dia todo?
– Fui resolver algumas coisas. – Seu rosto ficou pouco avermelhado. – Aconteceu algo? – Perguntou novamente.
– Jellal esteve aqui mais cedo. – Falou ainda a abraçando.
– O que ele veio fazer aqui?
– Pedir todas as informações dos desaparecimentos em Verona. Ele foi atrás da Erza e dos outros.
Mirajane não pode deixar de rir ao ouvir aquilo. Sabia que Erza nutria fortes sentimentos pelo amigo de infância, apesar da ruiva sempre negar. E com essa atitude de Jellal, pode constatar que o sentimento é recíproco.
– Isso pode ser ótimo. Talvez ele consiga encontra-los.
– Sim. – Concordou. – Juvia foi com ele.
– Como assim? – A maga garota se afasta para encara-lo.
– Ela estava escondida escutando toda a nossa conversa e depois o seguiu. Jellal me ligou e confirmou minhas suspeitas.
– Você sabia que ela estava escutando e que foi atrás de Jellal e não fez nada?
– Isso. Fiz mal? – Perguntou preocupado.
– Não. – Sorriu. – Você deixou que ela seguisse suas escolhas. Apesar de você nos proibido de ir a Verona, tenho certeza que se escolhêssemos ir até lá, você não nos impediria. Então não se preocupe tanto. Sei que logo todos estarão aqui novamente.
O loiro encara os olhos cor de safira da sua amada antes de beija-la. Realmente ela apaziguava todas as suas agonias.
– Obrigada, Mira. Não sei o que faria sem você. – E a beijou.
O beijo não foi tão demorado como ele queria, já que a garota se afastou contra a vontade dele.
– Laxus, precisamos conversar. – Falou apreensiva.
– Aconteceu algo.
– Sim, mas nada grave.
– Então fale logo que eu não to gostando desse suspense.
Ela leva a mão para seu rosto acariciando lentamente. Aproxima-se dele ficando nas pontas dos pés para distribuir beijos por seu rosto. Uma das mãos desliza pelo braço do Dreyar para depois cruzar a mão dele com a sua. E volta a encara-lo.
– Sei que estamos passando por momentos difíceis. Natsu, Erza, Gray, Lucy, Wendy, Happy e Charles desapareceram. Agora a Juvia também além do Makarov-san. E tem também o Erfman e Time Raijinshuu que ainda não voltaram da missão. Queria que todos estivessem aqui. – Disse nostálgica com lagrimas nos olhos. – Queria toda nossa família estivesse aqui nesse momento.
– Mira, o que ta havendo. – Disse aflito quando viu as lagrimas rolarem sobre o rosto da sua amada. — Eu... eu... não to entendendo, Mira. Me explica o que ta acontecendo.
– Lembra que eu lhe pedi para mantermos segredo sobre o nosso relacionamento ate o retorno do Time Raijinshuu e do Erfman?
– Sim. – Continuava sem entender.
– Eu acho que não vamos continuar com essa mentira, pois não sei quando eles voltarão.
– Você não quer mais manter segredo? – Ela balança a cabeça afirmando. Ele a beija. – Isso é ótimo. O que a fez mudar de ideia?
– Hoje eu estive na casa da Polyushka-san porque venho me sentindo muito mal.
– Porque não me falou nada? – Questionou.
– Por que pensei que não fosse nada demais além de preocupação.
– E agora? Como se sente? Está melhor? – Preocupou-se.
– Laxus? Eu posso sentir felicidade num momento desse onde nossa família está separada?
– O que está havendo, Mira?
A garota nada respondeu a princípio. Olhando nos olhos do Dreyar ela cria coragem para revelar algo que mudara a vida de ambos. Ela levanta a mão que estava entrelaçada a sua e beija o dorso da mão dele antes de leva-la para tocar seu ventre. Laxus precisou só de alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Os olhos verdes dele brilhavam por causas das lagrimas que começaram a surgir.
– Estou gravida, Laxus.
....
– É tão bom está de volta a Magnolia. – Falou Evergreen. – Sei que deveríamos ir até a Guilda comunicar o nosso regresso, mas já tá tão tarde e eu estou tão cansada. Freed, por que você não vai até la e passa o relatório. Eu to indo para casa, avise isso ao mestre, Onegai!
– Por mim, tudo bem. Se todos concordarem eu posso fazer isso por vocês e não precisarão ir lá.
– Cara, eu agradeço! Estou caindo de sono e fome. Vou para minha casa então. – Bickslow falou.
– Homem não anda sozinho a essa hora. – Pronuncia Erfman. — Vou te acompanhar até sua casa, Evergreen.
– Então é isso. Eu vou para Guilda e amanhã nos vemos, certo. – Freed se despede dos demais e segue caminho até a guilda para informa sobre a missão dada por seu mestre. Caminhara pelas ruas desertas que a madrugada proporcionava e quando chegou a Fairy Tail encontrou poucos membros ainda ali bebendo. Dirigiu-se para o balcão onde Kinana se encontrava.
– Okaerinasai, Freed.
– Yo, Kinana! Preciso falar com o mestre, ele ainda esta por aqui ou já se retirou para seu quarto?
– Hummm... não o vejo há algum tempo. Mas não acho que já tenha ido para seus aposentos. – Respondeu
– Então sei onde ele está. Arigato.
O mago de cabelos esverdeado subiu as escadas que levavam para o terraço onde ele tinha certeza que Laxus se encontrava. Apressou os passos para chegar logo ao terraço, mas ao chegar lá parou bruscamente ao ver que o loiro não estava sozinho como imaginava.
– Estou gravida, Laxus!
Ouviu Mirajane revelar ao loiro. Freed Justine ficou sem entender tudo aquilo ate presenciar Laxus pegando a garota e a rodando no ar para em seguida a beija-la apaixonadamente. Ele não acreditava no que estava acontecendo. Aquilo era um pesadelo! “Desde quando eles estão juntos?” Pensou triste e com uma raiva crescendo dentro de si.
Quando estava prestes a voltar pelo caminho que veio, Mira o avista parado a alguns metros de onde estava o casal. A expressão de dor e raiva foi percebida pela garota.
– Freed? – Falou e só então Laxus pode ver o amigo ali parado.
– Freed? Quando voltaram? – Laxus pergunta sorridente, porem o sorriso some ao ver o semblante enraivecido do companheiro. – Aconteceu alguma coisa?
Justine nada responde e sai dali sem olhar para traz, o que causa certo desconforto em Mira.
– Não era pra ter sido dessa forma! – Lamenta a Maga.
– Do que você está falando, Amor? – Pergunta desentendido.
– Laxus... como posso falar isso? — Olhou para ele. – Freed sempre amou você, querido. Como você nunca percebeu isso?
– Não. Você deve estar enganada. Ele é so meu amigo. – Falou constrangido.
– Então como explica aquela reação? Ele o ama, Laxus. Sempre o amou.
– Isso... não pode ser verdade? “ Como nunca percebi isso? ”
– Acho melhor eu ir atrás dele e conversar. Talvez ele ainda esteja na Guilda. – disse caminhando na direção a porta que levava ao salão principal, mas Laxus a impede.
– Não, Mira. Eu que devo conversar com ele, mas não hoje. Prometo que amanhã conversarei com ele e depois falaremos para todos sobre o nosso relacionamento. Não quero mais ter que esconder sobre nós e nem sobre nosso filho.
– Ou filha. – sorriu.
– Passa essa noite comigo? Deixa eu desfrutar desse momento. Me deixa sentir essa felicidade que só você pode me dá. – E a beija novamente. — Te amo, Mira. Amanhã prometo que vou resolver tudo, mas agora eu só quero curti esse momento com você.- Ela concorda. E dessa vez ajoelhado beija o ventre dela delicadamente. — Obrigado!

Mira sabia que muitas coisas estavam acontecendo naquele momento, porem ela não pode deixar de se sentir muito feliz ao ver seu amado acariciando e beijando sua barriga ainda lisinha. Lagrimas caia de seus olhos novamente. Ela passa a mão sobre os cabelos loiros dele acariciando lentamente.
– Te amo, Laxus.
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