Laços que nos Une.

8 ARCO I: E.V.A - Capítulo 08


Notas iniciais
Oi seu lindoooooss... Sentiram saudades? Humm... to achando que não! :/ Primeiramente quero agradecer ao Peter Flach por favoritar a Fanfic... Valeu seu lindo! Muitíssimo obrigada. Não sabe como isso levantou o meu astral... E tambem quero agradecer a lindíssima Mary Cheney, por sempre comentar em todos os capitulos.. Obrigaduuuuuuu!!! Agora sem mais demoras... Espero que curtam... E NÃO CUSTA NADA COMENTAR DEPOIS PESSOAL !

O dia amanhece bem mais ensolarado para Laxus. Apesar de passar a noite ao lado se sua amada, curtir cada segundo daquele que era o melhor momento de sua vida, não conseguira parar de pensar no que Mira havia lhe falado sobre Freed. Ainda se questionava se era verdade ou se não passava de um mal-entendido dela. Teria que falar com ele o quanto antes.

Saiu da varanda do seu quanto e caminha silenciosamente para a cama onde sua amada ainda repousava tranquilamente.

– Agora eu sei o verdadeiro motivo dos seus atrasos. – Sussurrou acariciando seus cabelos. – Antes você era a primeira a acorda e agora perde a hora. Isso é por causa do nosso bebe, não é? Durma meu bem. Durma o quanto quiser. Vou descer sem você para resolver aquele mal-entendido. – Beijou sua testa antes de deixa-la dormindo em seu quarto.

Já no salão, o Dreyar procura por seu amigo para tirar as dúvidas e esclarecer o que nem ele mesmo estava entendendo. Avistou Freed sentado em companhia dos outros membros da sua equipe e aproveitou o momento para perguntar-lhes sobre a missão. A conversa não foi demorada, o grupo informou os lugares por onde passaram incluindo a ilha sagrada, Tenroujima, porem mais uma vez se encontravam sem nenhuma pista do paradeiro do antigo mestre, Makarov. Alguns instantes depois, o Dreyar pede para Evergreen e Bickslow privacidade para que ele possa conversar com seu amigo de cabelos esverdeados a sós.

– Não precisa falar nada, Laxus. – Proferiu quando viu que não tinha mais ninguém por perto, exceto Laxus. – Você ou a Mira não precisam me explicar nada. Não há motivos para isso.

O mestre respira fundo antes de se sentar à mesa a frente do outro mago.

– Freed... eu peço desculpa! Não queríamos te machucar.

– Vocês não fizeram nada. O único culpado sou eu! Nutri esse sentimento mesmo sabendo que poderia não ser correspondido.

– Não se controla os sentimentos e muito menos que vamos amar, não é? – disse colocando uma mão sobre o obro do amigo. – Mas acho que você possa ta confundindo os tipos de amor. – Justine o olha confuso.

– Como assim eu estou confundindo?

– Sempre fomos amigos. E o sentimento que você sente por mim é algo fraterno. Amor de irmão.

– Não, Laxus. Acho que você está confundido as coisas aqui. – Disse sério tirando a mão do loiro de seu ombro. – Eu-Te-A-mo. E não há nada que você possa fazer sobre isso. Espero que você seja feliz com a Mirajane. Mas não se preocupe, não vou atrapalhar o relacionamento de vocês.

Depois dessa desastrosa conversa, Freed caminha para fora da guilda afim de espairecer.

...

– L-Lucy-sama, precisamos sair daqui o mais rápido possível. – Nessa hora ouvi-se o som de espadas se chocando e alguns gritos que fizeram a garota de cabelos curtos olha na direção em que vinha o barulho. O temor aumentou. – Não podemos ficar aqui. Todos de Verona estão mortos e seus corpos estão sendo usados como marionetes. Eles são um exército que não sente dor ou nenhum tipo de emoção.

Lucy escutava tudo aquilo sem acreditar. Wendy mesmo concentrada em curar Minerva não pode deixar de ouvir o que Aguria falava, nem Natsu, graças a sua excelente audição.

– Yukino, você sabe o que está acontecendo aqui? – Ela gesticula um sim com a cabeça. – Cadê seus espíritos? Venus está por traz de disso?

– Meus espíritos, Pisces e Libra foram derrotados e depois o contrato foi desfeito. – Falou chorosa ao lembra de seus queridos espíritos. – Ophiuchus* ainda me pertence, mas não tenho força suficiente para invoca-lo. E Venus... Ela... Ela... foi possuída pelo mal que entrou nesse mundo.

– Como assim o mal? Explique isso melhor, onegai!

– Eu não sei, Lucy-sama. A única coisa que sei é que estamos condenados a morrer aqui se não voltarmos o quanto antes para o nosso mundo.

A poucos metros dali Natus, Erza e Gray tentavam a todo custo manter afastados aqueles que tentavam ataca-los, porem como estavam lutando sem o uso de magia, o desgaste físico logo apareceu. Estavam cercados e sem tempo para pensarem, então o mago do gelo não viu outra alternativa senão a usar sua magia do gelo e criar um enorme muro ao redor deles para quem sabe bolar um plano de fuga.

– Boa, Gray. Apesar de estamos tentando não usar magia, eu não conseguia ver nenhuma saída sem o uso de nossas habilidades. – Erza parabeniza o companheiro enquanto eles recuavam para perto da fogueira onde as outras garotas estavam tratando as magas da Sabertooth.

Ao se aproximarem puderam ver que Yukino Aguria já estava consciente e com uma aparência mais sadia enquanto Minerva continuava desacordada e aos cuidados de Wendy.

– Como está se sentindo, Yukino? – Erza pergunta.

– Melhor, porem estou quase sem magia. – Falou tentando se sentar, mas a fraqueza a faz vacila e chama a atenção dos presentes.

– Não se esforce. – Lucy fala preocupada a ajudando a deitar novamente. — Pessoal, Yukino acaba de falar que Venus está possuída por algum tipo de mal.

– Eu não sei o que é – Interfere a maga celestial da Saber. – Poder ser qualquer outra coisa. Uma magia quem sabe? Mas o que sei é somente o que Libra falou antes do contrato ser rompido.

– O que ela falou? – Pergunta Erza.

– Que Venus é uma entidade benevolente. Amistosa. Que esse comportamento é atípico e que a pressão magica que ela exala não é dela.

– Como isso é possível?

– Não sei. – Entristece-se. – Libra nos falou pouco antes a batalha contra Venus. A senhorita Minerva e eu não tivemos a mínima chance contra ela.

– Foi nessa batalha que você perdeu seus espíritos? – Lucy pergunta.

– Sim.

– Yukino? Quantos dias vocês estão aqui? – Gray faz a pergunta ao se lembrar das palavras de Loke. O alerta que o ruivo deixou antes se regressar ao seu mundo foi de que eles não teriam muito tempo naquele mundo já que o local drenava de forma lenta suas magias.

– Se não me engano estamos aqui há três dias.

– Isso não é bom. – fala pensativo. – Temos que voltar antes do sexto dia.

– Mas como faremos isso? – Natsu pergunta.

– Talvez Crux possa ter alguma ideia.

– Luce, temos que limitar o uso da magia!

– Eu sei, Natsu, mas não temos outra escolha. – Fala já com a chave prateada do cruzeiro sul. — Abra-se, portão para o Cruzeiro do Sul. Crux! – Então ouviu-se sinos soarem e de uma nuvem de fumaça surgiu o Espirito de formato de crucifixo.

– Lucy-sama, em que posso ajudar?

– Crux, onegai, você poderia pesquisar o que houve à Venus e uma forma de faze-la voltar ao normal?

O espirito ancião assim que ouviu o pedido de sua dona põe-se a pesquisar se concentrando de tal modo que parecia que havia pegando no sono. Enquanto isso, os magos começaram a pensar numa forma de saírem daquela enrascada em que se encontravam.

Wendy enfim havia terminado de tratar a morena da Saber e agora estava descansando já que a energia gasta não estava sendo recuperada como de costume devido o lugar onde estavam. Depois de uns cinco minutos Erza e Lucy conseguem bolar um plano ousado de fuga.

A ruiva pedira para Happy e Charles saíssem em busca de outro lugar seguro e levassem consigo seus pertences para depois voltarem para pegarem as magas que estavam impossibilitadas de fazerem quaisquer esforços. Natsu abriria um buraco no muro de gelo que Gray criou enquanto Lucy e Erza estariam tentando focar a atenção dos antigos moradores de Verona em outro ponto do muro. Poupariam Wendy de qualquer esforço, já que ela além de esta ainda se recuperando a garotinha era a única que tinha noções de primeiros socorros entre eles o que tornava indispensável o seu poder de cura.

E assim deram início ao plano. Os dois exceeds saíram voando em busca de algum lugar seguro e não demoraram a voltar. Encontraram uma caverna oculta por uma cachoeira há alguns quilometro dali. Informaram a posição exata e partiram novamente, só que dessa vez carregavam Yukino e Minerva.

– Argh... que hora ele vai acordar? Está demorando demais. – Natsu já estava impaciente com a demora do Espirito.

– Natsu, ele não está dormindo. – Lucy o repreende. –Deve haver um motivo para essa demora.

Porem quando o rosado estava se preparando para falar, o espirito desperta aos gritos assustando o garoto.

– Então, Crux, o que conseguiu? – Todos ficaram em silencio para ouvir o que ele tinha para falar.

– Lucy-sama, não encontrei quaisquer registros que possa responder suas perguntas. – Falara sério. – Contudo há algumas suposições.

– Quais?

– Como não estava encontrando nada na biblioteca do meu mundo, eu resolvi perguntar ao Rei do mundo espiritual se ele sabia o que podia ter acontecido à Venus, já que eles são velhos amigos. O que ele me disse que há algum tempo, a guardiã estava tendo dificuldade em manter Ostium intacto já que houve quebra de selos.

– Quebra de selos? – Erza pergunta. – Esplique melhor.

– Vocês devem se lembrar da tentativa de Edolas conseguir a magia do mundo de vocês. – Todos afirmaram. – Um mundo não pode interagir com outro. Isso é proibido. Da mesma forma que não se pode viajar no tempo como aconteceu em Crocus ao construírem o Portão Eclipse. Houve dois viajantes do futuro além dos dragões do passado. E tem também o episódio da ilha Tenrou onde os magos da Fairy Tail ficaram presos no tempo/espaço interferindo na cronologia natural das coisas.

– Caramba... não to entendendo nada. – Natsu berra frustrado. – O que isso tudo tem a ver com o que ta acontecendo?

– Natsu-sama, todos esses acontecimentos criaram uma brecha nesse mundo, onde possa ter possibilitado a entrada de magia negra.

– Minha nossa! Então isso significa que indiretamente somos responsáveis por isso. – Wendy fala cabisbaixa e meio chorosa.

Todos ficaram em silencio tentando assimilar a possibilidade de aquilo ser verdade.

– Se somos ou não responsáveis pelo que está acontecendo agora isso não importar mais. O que temos que fazer é arranjar um jeito de resolver tudo isso e voltarmos para Magnolia antes do prazo que Loke nos deu. – Erza estava mais tensa do que nunca. O fato de não saber o que realmente estava acontecendo a preocupava e se basear em suposições não era tranquilizador.

– Erza, você está esquecendo de algo importante. – Gray fala enquanto observava as magas da Saber. – O nosso prazo já não é mais o mesmo. Temos só mais três dias para voltarmos para Guilda antes que seja tarde demais para Yukino e Minerva.

Foi como um flash na mente dos demais. Todos estavam baseando o tempo da estadia com suas chegadas e esqueceram que as duas garotas já estavam ali a mais tempo que eles o que significaria que em três dias as mesmas poderiam não sobrevir mais naquele mundo. E isso era péssimo para os magos da Fairy Tail já que devido a esse fator o tempo seria escasso para encontrarem uma solução.

– Esperem... – Natsu chama a atenção dos companheiros. – Por que estão fazendo essas caras de medo se ainda não terminamos de ouvir o que o espirito da Luce veio falar.

O mais desatento era o quem mais prestava atenção? Natsu Dragneel estava sentado próxima a fogueira saboreado algumas chamas enquanto todos o olhavam com perplexidade.

– O que foi? – Ele pergunta incomodado com os olhares em si, mas ninguém respondeu. Ao invés disso Lucy tentava acordar seu espirito que acabara de cair num sono profundo.

– Gomen, Lucy-sama... – Desculpou-se por ter dormido.

– Crux, você disse que tinha suposiçÕES e até agora falou somente uma. Qual é a outra. – Perguntou a maga celestial.

– Vejamos... Se tudo o que o rei do mundo dos espíritos falou seja a verdade, há uma forma de selar o mal que possui esse mundo.

– COMO??? – Perguntaram todos.

– Usando o mesmo encantamento que a senhorita usou com a ajuda da senhorita Aguria para fecharem o portão do Eclipse. Zodíaco!

– Z-zodiaco?

Um frio percorreu a sua espinha quando pronuncio aquela palavra enquanto seu corpo tremia involuntariamente. Seu estomago parecia em festa e aquela sensação de vomito ia e vinha. Seus olhos perderam o foco e suas pernas vacilaram a levando ao chão. O nó na garganta era insuportável de segurar e então suas lagrimas rolaram. As mãos foram à boca na tentativa de segurar o soluço e a ânsia. Sentada sobre suas pernas, ela tentava controlar aquela angustia e desespero que há muito tempo não sentia. Dor e desolação, quando foi que ela sentiu isso pela última vez? Não tinha superado?

“Lucy”

Todos chamavam por ela preocupados. A aflição e o desentendimento fizeram com que seus amigos se aproximassem com cautela. Ao ouvir as vozes preocupadas de seus companheiros, a maga tenta se controlar para enfim contar o real motivo da sua crise. Mas como contar algo que tentara esconder? Seu pecado era muito grande e vergonhoso.

“Eu fui fraca. E essa fraqueza me fez perde-la. Ela que sempre esteve comigo apesar do seu mau humor. Que sempre esteve comigo depois que perdi minha mãe e que passou a ser minha figura materna. Como poderei contar para eles que minha fraqueza me fez perde-la para sempre?”– Pensara enquanto escondia seus olhos com as mãos. Envergonhada e com o sentimento de culpa a consumindo, Lucy não sentira quando o Dragon Slayer se ajoelhou a sua frente até ele colar sua testa na dela.

– Luce, — sussurrou. – Não sei o que está acontecendo, mas saiba que estou aqui... estamos todos aqui. Então por favor, nos conte o que ta acontecendo porque eu... eu não suporto te ver assim.

– N-Natsu... Gomen... Gomen, minna! – Falava sem conseguir encara-los. – Mas... mas... por minha culpa, não será possível sairmos daqui. Mesmo que encontremos as chaves de Yukino, não vai dá. Gomen!

Como assim não será possível sairmos daqui? Essa era a pergunta que si faziam todos, exceto o espirito do Cruzeiro do Sul que entendia muito bem o que estava acontecendo com sua dona e sofria por vê-la assim.

Antes que alguém fizesse a pergunta a Lucy, a mesma pega seu precioso estojo de chaves da sua cintura e retira de um pequeno bolso oculto, algo que pra ela era aprova do seu fracasso, do seu pecado e da sua perda. Natsu que estava mais perto dela do que os outro pode ver algo pequeno e dourado sendo apertado pela mão da loira e depois pode ver mais lagrimas sendo derramada. Ele se movimenta com a intenção de abraça-la, porem Lucy o interrompe involuntariamente quando estende a mão para frente revelando o objeto dourado.

– E-essa é a chave da... da... – ela não sabia como pronuncia o nome sem sentir dor. Tentou respirar profundamente antes de continuar. – Essa é a chave do espirito da Aquarius. E eu a quebrei.

.

.

.

Continua.

Notas finais
COMENTEM FAVORITEM RECOMENDEM . . . Ate mais...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.