Edward POV.


Tudo bem, a vida de Bella não era da minha conta, mas eu estava extremamente curioso. Será que tinha acontecido alguma coisa com o filho dela?

- Você... – Eu a vi morder o lábio inferior e desviar os olhos. – Por que você não me disse que era mãe, Bella? Por que você nunca comenta nada do seu filho? E onde ele está?

Bella me encarou por alguns minutos, suspirou, e depois abaixou o rosto.

- Sinto muito – sussurrou. – Eu só não queria... Eu só não queria que todos ficassem me perguntando sobre isso. Peço, por favor, que não comente com mais ninguém.

- Tudo bem – assenti. – Onde ele está?

- Eu... – Bella fechou os olhos por alguns segundos e depois que os abriu, percebi que estava cheios de lágrimas. – Eu não estou com meu filho... Ele...

- Ele... – hesitei. – Ele faleceu?

Eu não conseguia imaginar a dor que Bella poderia sentir caso isso tivesse acontecido. Não conseguia imaginar o que eu passaria se algo acontecesse com Anthony – somente pensar nisso, me causava um aperto enorme no peito.

- Não. – Eu respirei fundo, aliviado. – Eu... Não tinha condições de cuidar dele... E... Eu o perdi.

As lágrimas escorreram do rosto de Bella, e, antes que eu me desse conta, eu estava a abraçando. Bella retribuiu ao abraço, e eu senti suas lágrimas molhando minha camisa.

- Eu sinto muito – murmurei. – Você não sabe onde ele está?

- Eu o deixei em um orfanato... – soluçou. – E quando eu fui buscá-lo, porque eu já tinha condições de criá-lo e tudo o mais, eu descobri... que ele foi... adotado.

- Oh, Bella! O que eu posso fazer para ajudar?

- Nada. – Ela se afastou e me fitou, limpando as lágrimas. – Nada, mesmo. Eu agradeço pela ajuda, mas... não há nada que ninguém posso fazer.

- Eu realmente sinto muito – suspirei. – Não imagino o que seria de mim se algo acontecesse com o Anthony...

- Eu entendo – assentiu. – Desculpe-me pelo ataque... É que eu sou sozinha e... E simplesmente não tem ninguém que posso conversar comigo.

- Sempre que precisar – prometi – pode contar comigo. Se precisar de qualquer ajuda para contratar um detetive ou algo do tipo, eu te ajudo.

- Obrigada – sorriu um pouco. – Eu tenho que ir agora. Faculdade. Vou só me despedir do Anthony.

- Claro – assenti.

Eu a segui até o quarto de Anthony e sorri ao vê-la abraçando-o com cuidado e beijando sua testa. Devia ser difícil viver sem saber como seu filho estava.

Eu a vi indo embora e simplesmente fiquei ali, pensando em uma maneira de ajudar Bella.

Bella POV.

Eu realmente não acreditava que havia contado aquilo tudo para o Edward. Eu pensei, mesmo, em contar a verdade, mas tive medo – medo de que me impedisse de ver meu filho, de cuidar dele. Então, contei a meia verdade.

E esperava que ele esquecesse essa história por um bom tempo. Porque eu simplesmente não sabia o que iria fazer se ele descobrisse tudo.

Fui para a faculdade, embora não tenha conseguido me concentrar muito bem. Tudo o que eu pensava era no que Edward havia descoberto e no modo que seus braços me abraçaram – era uma sensação tão familiar; eu conseguia me sentir completamente segura ali.

Eu não me sentia daquela maneira, tão segura, desde a morte de meus pais. Não me sentia daquela maneira, como se meu lugar fosse estar ali, desde que eu ganhara o Anthony.

E eu me lembrava perfeitamente desse dia. O dia que – sozinha – eu apareci em um hospital, sentindo contrações...

O modo que eu me senti... A dor, o desespero, o medo... E tudo isso que desapareceu assim que eu ouvi o chorinho do ser mais importante do mundo para mim – meu filho, meu Anthony. Porque, de alguma forma, eu sabia que iria dar o melhor para ele; iria sempre escolher o que era melhor para ele.

Em nunca amaria ninguém como eu amava meu filho.

E tudo o que estava fazendo agora era por causa dele também. Eu queria poder vê-lo, queria saber que ele estava tendo uma boa família. E Anthony tinha.

O modo que me senti quando Edward disse que não sabia o que seria dele se acontecesse algo com Anthony, retirou qualquer dúvida que eu pudesse ter antes. Edward amava o meu filho – como pai. Para ele não importava se Anthony tinha o sangue da família Cullen; ele amava o meu filho, talvez até mais que muitos pais verdadeiros por aí.

E, pela primeira vez em muito tempo, consegui dormir totalmente tranqüila. Porque eu sabia que Edward cuidaria de meu bebê caso algo acontecesse com ele. E sabia que sempre cuidaria dele se algo acontecesse comigo também.

_

No domingo, eu decidi tomar um rumo definitivo. Porque, simplesmente, eu tinha que saber com quem tinha transado. E minha única esperança, era visitar o bar onde tudo tinha acontecido.

Assim que cheguei, recebi umas cantadas e corei. O lugar não era de quinta categoria, mas também não era um cinco estrelas...

- Com licença – murmurei para um garçom que passou por mim. – Eu gostaria de saber se tem algum funcionário que trabalhou aqui há dois anos...

- Hmmm... – O garçom me analisou de cima a baixo e depois sorriu. – Claro, querida. Tem o James. O dono do bar. Ele deve estar na sala dele. É só você me seguir...

Eu o segui, meio temerosa; mas não ia voltar atrás. Precisava descobrir quem era o pai do Anthony; pelo menos isso.

- Sr. James. – O garçom abriu uma porta e de lá eu pude ver um cara alto e bonito. – Essa senhora aqui está querendo algumas informações...

- Pode mandá-la entrar, por favor, Gerry.

O Gerry me deu passagem e eu entrei, tremendo um pouco. A sala não era muito grande e era meio escura...

- Em que posso ajudá-la? – A voz meio seca tirou-me de meus devaneios.

- Eu... Eu estou procurando por uma pessoa que esteve aqui há dois anos...

- Isso é impossível, meu bem – ele riu. – Eu preciso, ao menos, de uma pista. O primeiro nome dessa pessoa, ou o sobrenome...

- Eu só sei que essa pessoa tinha Anthony no meio... – suspirei.

- Infelizmente, não sei o nome completo dos meus clientes, belezura.

- Ah... sim. – Eu me afastei um pouco, ficando mais próxima da porta. – Bom, obrigada.

- Não quer ficar e tomar alguma coisa comigo, querida?

- Não, obrigada.

Eu saí dali o mais rápido possível, tendo a certeza de que, se queria descobrir alguma coisa, teria que contratar um detetive. Então, todo o dinheiro que eu vinha juntando ao longo de todos esses meses, iria ser para isso.

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No dia seguinte, eu fui trabalhar normalmente. Antes de sair, tinha ligado para uma agência de detetives e marcado um horário com um. Teria que faltar a faculdade hoje a noite, mas eu não precisava me preocupar muito. Eu nunca fora muito de faltar, então, tinha uma boa freqüência.

O dia foi normal e nem um pouco cansativo. Anthony era um bom menino, chorava quando estava incomodado com a fralda ou quando estava com fome. Fora isso, ele vivia mais era sorrindo e brincando o tempo todo. Brinquedos não faltavam para ele; o quarto estava repleto deles.

Quando Edward chegou, eu me despedi rapidamente dele e segui para o local que havia marcado com o detetive Marks.

- Boa tarde. – Uma voz grossa disse, assim que cheguei a um café, próximo a minha casa. – Eu sou o detetive Marks. Você é Isabella Swan?

Eu me virei e vi um homem alto, loiro e forte. Seus olhos eram de um tom escuro e ele parecia inteligente.

- Sim, sou eu. Obrigada por vir me encontrar. Podemos nos sentar?

- Claro.

Ele segurou uma cadeira para mim enquanto eu me sentava e depois se sentou.

- Pois, então, Srta. Swan – começou ele –, explique-me tudo o que aconteceu.

Eu respirei fundo, forçando a minha memória a se lembrar de tudo.

- Bom – suspirei. – Como eu lhe expliquei ao telefone mais cedo, eu não me lembro de muita coisa. Eu só me lembro de que tinha um ano que meus pais tinham falecido e eu queria sair para pensar um pouco na vida... Então... Eu me lembro de chegar a um bar e de me sentar... E começar a beber.

- Qual o nome do bar?

Eu disse o nome do bar para ele e tentei me lembrar de mais alguma coisa.

- Eu sei que o nome do dono é James... Mas eu realmente não me lembro de mais nada. Só de alguns flashes, enquanto eu e ele... hmm... você sabe. E depois, eu acordei sozinha e tudo o mais. Ah, e eu sei que o pai tem o nome ‘Anthony’. Eu só não sei se é o primeiro nome ou o segundo.

- Claro – assentiu. – Vai ser difícil, Srta. Swan, mas não impossível. Eu vou tentar, começando pelo bar. Vai ser um trabalho demorado e difícil...

- Ok – assenti. – Obrigada por tudo, detetive. Assim que tiver alguma informação, qualquer uma, por favor, não deixe de me avisar.

Depois de me despedir dele, eu segui para casa, e procurei estudar, já que não tinha ido para a faculdade. Agora, era só esperar, e torcer para que o detetive encontrasse alguma coisa, porque eu, simplesmente, precisava descobrir.

Precisava saber com quem eu tinha passado a noite.

Precisava saber quem era o pai de Anthony.

Edward POV.

Bella não voltou a tocar no assunto do filho dela comigo e eu meio que procurei respeitá-la. Estaria aqui, de braços abertos, quando ela precisasse de alguma coisa.

O natal se aproximava cada vez mais. Bella trabalharia comigo normalmente, mas ainda não havia aceitado meu convite para passar o Natal conosco. Eu queria muito que ela estivesse aqui, então, ainda faria algo para convencê-la.

Era dia 20, Bella estava ao meu lado, estudando algo para a faculdade – ela tinha entrado de férias por três semanas, mas, mesmo assim, não se desgrudava dos livros – e eu estava ali, assistindo a TV, atento a qualquer barulho que o Anthony fizesse.

De repente, Bella se mexeu, inquieta. Fechou o livro uns minutos depois e se levantou.

- Algum problema? – indaguei-a.

- Não – sorriu. – O Anthony vai acordar daqui uns dez minutos. Então, eu vou preparar a mamadeira dele.

- Ah, sim – sorri também.

Eu a acompanhei até a cozinha, onde fiquei vendo-a esquentar o leite. Depois, fui com ela até o quarto de Anthony, e, como o esperado, ele estava acordado, os olhos castanhos bem abertos.

- Pronto, querido – Bella murmurou. Ela o pegou habilmente no colo e o Anthony se acomodou, sorrindo.

Era incrível ver Bella alimentando-o. Eu me lembrei, imediatamente, do filho dela, e imaginei-a com ele. Quis perguntar sobre o pai, mas não tive coragem.

Depois que o Anthony voltou a dormir, Bella e eu voltamos para a sala. Eu me peguei, puxando-a para mim, e grudando nossos corpos. Senti-me preso em seus olhos castanhos e sorri imensamente ao vê-la assim, tão próxima de mim.

Antes que Bella pudesse se afastar, eu me inclinei para ela e tomei seus lábios nos meus, em um beijo calmo e delicado.

Deixei que minha língua explorasse sua boca com delicadeza e que nossas línguas dançassem juntas. Pensei que Bella fosse se afastar ou me reprimir por tê-la beijado. Entretanto, ela enlaçou os braços em meu pescoço e permitiu que eu aprofundasse ainda mais o beijo.

Foi intenso, bom, carinhoso e único.

Eu me senti de uma forma que nunca havia me sentido antes, embora tivesse a sensação de que me lembrava desse beijo de algum lugar.

Nós só nos separamos quando o ar ficou escasso, e, mesmo assim, não permiti que Bella quebrasse o abraço. Eu sorri para ela e ela corou, sorrindo de volta.

- Eu posso beijá-la outra vez? – pedi.

- Sim – murmurou, já fechando os olhos.

Eu não pedi por um segundo convite. Somente me inclinei mais uma vez e tomei seus lábios nos meus.

Bella POV.

Talvez tenha sido errado, porque eu meio que mentira para Edward, mas seus beijos eram tão bons. Davam-me uma sensação familiar tão boa...

Eu simplesmente amei beijá-lo.

Naquela noite, eu fui embora com um sorriso enorme no rosto.

Edward e eu havíamos nos beijado.

E embora tenha sido errado, havia sido completamente bom.

_

Faltavam dois dias para o Natal. Eu tinha aceitado ir a casa de Edward. Eu estava terminando de me arrumar para ir.

Então, meu celular tocou.

Eu o olhei, e, com o coração acelerado, vi que era meu detetive.

- Oi, detetive Marks. – Eu estava meio nervosa. Ele disse que me ligariase tivesse alguma notícia.

- Olá, senhorita Swan – disse, formalmente. – Então, eu descobri. Foi mais fácil do que eu imaginei.

- Descobriu?...

- Descobri o nome do pai do seu filho.

Congelei.

- E qual é?

- Edward Anthony Cullen.

Notas finais
n/a: OMG! Não me matem Q. Eu meio que estou com pressa aqui, tenho que sair agora *risos*. Então, não vai dar para fazer uma n/a grande e nem começar a responder os reviews agora. Eu vou ter que sair, tomar banho e ir para a rua \o/. UIASIHAIUHS Bom, pessoas, não me matem mesmo, mas era necessário parar nessa parte, ok? ;]. E agora, o que vocês acham que irá acontecer? Como o detetive descobriu tudo? O que a Bella vai fazer? Vocês vão saber logo, prometo. E me desculpem pelos erros. Terminei o capítulo agora e não deu tempo de reler Q. Beijo, beijo. Deh C.