Laços
8 A dor da saudade
Notas iniciais
Shikamaru chegou em casa cansado de ter fugido de Temari a manhã toda. E nem sequer haviam conversado direito. Toda aquela história de Sakura ter sido levada por Sasuke o deixava angustiado. Apesar de não demonstrar muito, preocupava-se com os amigos. E ainda por cima precisava esconder o ocorrido de Naruto. O loiro ficaria louco quando soubesse.
Novamente sua mente foi tomada pela imagem do rosto de Temari, olhando ferozmente para sua perna machucada, e um sorriso involuntário brotou de seus lábios.
“Garota maluca”, pensou.
–Do que está rindo? – perguntou sua mãe, na porta da sala.
As casas estavam, pouco a pouco, sendo reconstruídas. Alguns clãs já contavam com a metade das casas necessárias para abrigar os moradores. Pouco a pouco, Konoha se reerguia da tragédia que a derrubou.
–De nada. – respondeu ele, rapidamente, jogando os restos da muleta num canto. Sua mãe lançou um olhar discreto para a madeira que ela havia entalhado por uma tarde inteira com os símbolos do clã Nara. Uma veia saltou em sua testa quando ela fitou Shikamaru.
–Shikamaru... – começou ela – O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ COM A MADEIRA QUE EU LEVEI HORAS PARA ENTALHAR???!!!
–Mãe...! Eu posso explicar! – apressou-se o Nara.
Pelo visto, Shikamaru estava certo em tomar cuidado com ela. Temari era realmente alguém muito problemática em sua vida.
***
Naruto aguardava na frente da casa dos Inuzuka. Tentava organizar seus pensamentos e agir de forma racional, mas a despedida de Hinata dava ainda mais profundidade ao buraco que ela deixara em seu peito. Não conseguiria se controlar. Respirava pesadamente enquanto ouvia os passos daquele que aguardava aproximando-se dali.
Kiba apareceu, seus olhos arregalando-se de surpresa ao ver que Naruto o esperava.
“Ah, droga...”, pensava o Inuzuka, de cara amarrada. Esteve se controlando para não arranjar confusão com Naruto durante todos aqueles dias, mas o loiro parecia persegui-lo; onde quer que estivesse, ele aparecia.
Reparou um pouco mais na expressão de Naruto, e se assustou com a vermelhidão ao redor dos olhos azuis. Ele andara chorando? Mas havia algo mais... A expressão do loiro era feroz. Kiba reconheceu aquilo de imediato, afinal, sabia o que era ferocidade. Algo selvagem se agitou em sua mente, os punhos cerrando-se involuntariamente.
–O que você quer aqui? – perguntou Kiba.
–Vim apenas te devolver um favor – respondeu o loiro, sorrindo com ironia.
E antes que Kiba pudesse perguntar qualquer coisa, um soco atingiu em cheio seu rosto.
–Pirou, Naruto?! – indignou-se Kiba, no chão, as mãos amparando o sangue que escorria de seu nariz. –O que diabos você pensa que está fazendo?!
–Já disse, estou devolvendo o favor – insistiu Naruto, o rosto feroz, a voz enrouquecida pela raiva e angústia. –Espero que esse soco faça você entender o que ela significa pra mim.
–Você é um idiota mesmo, não é?! Está descontrolado desse jeito por causa da Hinata?!
Naruto ainda o encarava seriamente, mas ouvir aquele nome o desconcertou um pouco. Daqui a pouco um novo dia raiaria em Konoha, um novo, longo e doloroso dia sem ela. Lembrar daquilo apenas fez a dor que sentia chicoteá-lo um pouco mais.
Kiba se levantou e limpou o sangue de seu rosto. Por mais que odiasse admitir, Naruto estava criando laços profundos com Hinata, e ela o amava. Não havia nada que pudesse fazer para mudar aquela realidade.
–Você está querendo briga, é? – perguntou Kiba.
–Não vou brigar com você, Kiba. Vim aqui pra te dizer que ela não gosta de você dessa maneira. – disse o loiro. Sua voz soava de forma ameaçadora. –Sei que vocês dois são amigos, e sei que vocês tem um laço importante. Mas não vou deixar que você a afaste de mim.
–Do que é que você está falando, idiota?
Os olhos de Naruto se estreitaram.
–Eu vi você com ela.
Os olhos de Kiba novamente arregalaram-se de surpresa. Obviamente, Naruto havia entendido tudo errado. Mas antes que pudesse explicar, o loiro começou a falar:
–Se ela me quiser longe, vou respeitar a vontade dela... mesmo que isso me mate por dentro. Mesmo que eu sofra, sei que não vai ser nada comparado ao que ela já sentiu, mas... enquanto meu coração bater, enquanto este laço existir, eu vou lutar por ela. Mesmo que ela não me queira dessa maneira. Eu vou lutar para estar ao lado dela, mesmo que seja como amigo, mesmo que eu ainda não saiba direito o que eu sinto...
–Você é burro mesmo, hein? Será que você ainda não entendeu que ama a Hinata, idiota?
Foi a vez de Naruto ter a expressão tomada pela surpresa. Parou imediatamente de falar. As palavras de Kiba soavam mais como uma acusação do que como uma afirmação.
Sim, Kiba o acusava de amar Hinata. Achava que, mesmo sendo seu amigo, Naruto não a merecia. Kiba sempre achou que seria aquele que iria protegê-la. Imaginou um futuro ao lado da Hyuuga, uma vida feliz construída pelo amor que dedicaria a ela, e que um dia, Hinata poderia correspondê-lo.
Mas os sentimentos que Naruto demonstrava desfaziam suas esperanças. E o que era pior, ele se sentia na obrigação de ajudar Hinata. Mesmo com seu jeito selvagem, mesmo sendo meio maluco, Kiba a amava. Mesmo que quisesse esmurrar Naruto por estar na vida dela daquela maneira, não o faria. Ele era seu amigo. E Hinata também.
Kiba suspirou, o peso da decisão que precisava tomar caindo com força sobre seus ombros. Encarou Naruto mais uma vez, organizando seus pensamentos. Seus amigos eram laços preciosos. O importante é que eles fossem felizes. Que ela fosse feliz. E se Naruto era o único capaz de fazê-la feliz...
–Sério, como você pode ser tão idiota a ponto de não saber o que sente? Olha pra você! Você está tremendo de raiva, Naruto! Estou começando a ficar com medo de você, de verdade. Vai querer me esmurrar de novo, ou vai ficar quieto e escutar o que eu tenho a dizer?
Naruto não dizia nada. Apenas olhava para Kiba, a expressão perplexa.
O Inuzuka aproximou-se do loiro de forma cautelosa.
–Se vier pra cima de mim de novo, vou quebrar todas as suas costelas, uma a uma. Entendeu? – avisou Kiba.
Naruto continuava calado, e Kiba compreendeu aquele silêncio como um “sim”. Continuou:
–Nós estávamos apenas conversando, porque ALGUÉM não consegue se decidir quanto ao que sente, e ela não pode esperar pra sempre. Você tem ideia de há quanto tempo a Hinata sofre em silêncio por gostar de você?
O loiro olhava para Kiba cada vez mais atônito. Kiba prosseguiu:
–Eu realmente não acho que um cara como você a mereça. Também não sei o que ela viu em você. – refletiu, estreitando o olhar para Naruto – Mas se você for o único capaz de fazê-la feliz... eu vou ajudar a defender esses sentimentos. Mas, por todos os Kages, deixe de ser tão lerdo!
Naruto soltou uma risada tímida com o comentário de Kiba. Ele estava sendo mais maduro do que imaginava.
–Eu sei um pouco como você se sente agora. – falou Kiba, fitando o céu escuro de Konoha. –Sei que você acha que gosta da Sakura e não entende o que sente pela Hinata, embora até um cego possa ver que você está apaixonado pela minha amiga Hyuuga. Então aproveite esse tempo longe dela. Sofra. Deixe esses sentimentos saírem de você. Deixe eles te rasgarem ao meio. Deixa eles te ferirem. Deixa a falta dela te enlouquecer. E quando você estiver no limite... você vai entender que isso... isso, Naruto, é amor.
Kiba entendia o sentido das palavras que ele mesmo dizia. Já havia passado por isso. Lembrava-se da primeira vez em que vira Naruto comendo ao lado de Hinata, do sorriso dela, do brilho em seus olhos ao olhar para o loiro. Aquilo quase o matou. Mas estava na hora de virar aquela página. Eles eram seus amigos.
Ele respirou pesadamente, o nariz ardendo um pouco pelo soco que tinha levado. Afastou-se um pouco de Naruto, uma veia saltando em sua testa:
–Agora chega dessa conversa. Não gosto desse tipo de papo, principalmente com um sujeito como você. E se vier pra cima de mim daquele jeito de novo, vou torcer o seu pescoço até você dar o seu último suspiro. – concluiu. Preparou-se para entrar, deixando Naruto refletir sobre o que dissera. Mas antes, parou um pouco e voltou-se novamente para o loiro:
–E se você finalmente entender seus sentimentos e quiser procura-la, eu não vou te impedir. Mas se você magoá-la, eu mesmo irei providenciar seu funeral. Espero que tenha entendido isso. – disse, entrando em casa.
O loiro ficou um tempo ainda em frente à casa de Kiba, refletindo sobre o que o amigo lhe dissera aquela noite. Sentia sua mente funcionar com dificuldade, um torpor querendo lhe tomar os sentidos. Pela primeira vez em toda a sua vida, teve medo de perder o controle de sua razão. Teve medo de perder o pouco juízo que tinha.
Caminhou pelas ruas de Konoha sentindo todas as suas dúvidas embaralharem-se ainda mais dentro de si. Embora já tivesse experimentado muitos tipos de dor ao longo de sua vida, nada se comparava ao que sentia agora. Ela ocupava seus pensamentos de forma devastadora. Naruto sentia seus nervos vacilarem. Sua mente estava fraca. Sentia-se ruir lentamente rumo ao desespero.
Ela. ELA.
Enquanto olhava para o céu sem lua de sua vida, Naruto decidiu seguir o conselho de Kiba.
Deixaria aquela ausência lhe consumir. Se deixaria torturar pela dor da saudade que sentia.
Naquela madrugada silenciosa, Naruto afundou na inconsciência arrastado pelo desespero que o sufocava e calava suas certezas.
***
–Estão vendo essa aqui? – disse Tenten, mostrando uma kunai de formato um pouco diferente das outras. – Essa é para ser usada em armadilhas, porque toda vez que atinge o inimigo, suga um pouco o chakra, deixando-o mais fraco.
As crianças observavam Tenten polindo suas armas, de olhos arregalados para a coleção que a garota possuía. A montanha de armas brilhantes da qual Tenten se orgulhava era mais que suficiente para equipar dois exércitos.
–E essa, bem, com essa você pode... – continuava a garota, os olhos brilhando.
–Tenten onee-chan, deixa a gente ver mais de pertinho? – pediu uma das crianças.
–É, deixa a gente pegar! – pediu outra.
–Nada disso! É perigoso crianças como vocês manusearem armas como essas!
Mas Tenten não pôde conter a animação das crianças, que rapidamente começaram a pegar as armas e brincar de “missões ninjas”, correndo pelas construções da vila.
–Eeeeeeeeiiii, monstrinhos! Voltem aqui com essas armas! Elas são os meus tesouros! – dizia Tenten, correndo atrás dos pequenos. –Suas pestes! – praguejava.
De longe, Neji observava a amiga com um discreto sorriso nos lábios. Não sabia exatamente porque ela o deixava tão eufórico. Evitava ganhar maior intimidade com ela, pois temia que ela o atacaria com todas aquelas armas caso tentasse uma aproximação. E... tinha que admitir, em se tratando de garotas, era um pouco tímido.
Talvez a timidez fosse um mal de família.
–Será que vocês todos não cansam de ficar vigiando essas garotas? –comentou Shikamaru, aproximando-se de Neji. Primeiro Kiba, com aquela obsessão pela Hinata. Agora via Neji com cara de idiota, olhando para Tenten. “Mas que saco... o que está acontecendo com os garotos dessa vila?”, pensava.
–Como é?! – abobalhou-se Neji. –Que insinuação é essa?!
–Não estou insinuando nada, estou afirmando. Não sabe que a Tenten tem o gênio ruim? Quer que ela te chame de “hentai de uma figa” e te mate?
Os olhos de Neji se estreitaram.
–Por falar em garotas de gênio ruim, por onde anda Temari-san? – perguntou, a expressão séria.
Shikamau pigarreou um pouco antes de responder.
–Por que eu saberia da Temari?
–Não sei. Talvez pelo mesmo motivo que faça você pensar que estou observando Tenten. – falou o Hyuuga. E tratou de sair logo dali antes que Shikamaru fizesse mais algum comentário.
Já era difícil demais esconder aqueles sentimentos estranhos de Tenten. Não pretendia deixar que Shikamaru o deixasse ainda mais confuso do que já estava.
Com passos largos e apressados, Neji caminhava na direção de sua casa. Havia alguém lá que precisava de sua atenção.
***
Um dia sem ela.
Dois dias sem ela.
Três dias sem ela.
Naruto acordou com certa dificuldade. Seus olhos não queriam se abrir para aquela realidade morta. Seu corpo não reagia mais. Sua mente fraquejava, e não sabia quando perderia de vez o controle de si. Se deixara ser consumido pela dor que o afligia desde o dia em que ela lhe pedira que ficasse longe.
Ela.
Não ousava pensar no nome dela. Doía demais chamar por aquele nome e não ver o rosto dela sendo inundado pelo rubor, ver o sorriso dela se iluminando quando seus olhos se encontravam. Como é que alguém, em tão pouco tempo, conseguia fazer tal estrago?
Pensou que ela o esperava há tanto tempo... o que eram aqueles dias comparados aos anos em que ela o amou em silêncio?
Como ela havia passado por aquilo?
Era o inferno. Naruto tinha certeza que era.
–Que conselho horrível esse que você me deu, Kiba... – murmurou baixinho.
Por fim, levantou-se. Lavou seu rosto, sem se preocupar em controlar seus pensamentos. Sua mente vagava pela perda das pessoas que amava.
A família que nunca conhecera. Ero-sennin. E...
Ela.
A ausência dela ainda doía. Deixava seu coração calejado.
Mas começava a compreender melhor que não podia viver sem ela.
“Hinata...”, se permitiu pensar, sentindo a dor lhe inundar os sentidos.
***
Shikamaru levantou-se da cama e começou a se vestir. Primeiro a cueca, depois a calça. Procurou sua camisa que estava em algum lugar do chão. Recusava-se a olhar para a mulher que estava deitada em sua cama. Com um leve rubor em sua face, vasculhava o quarto em busca do restante de suas roupas.
–Joguei sua camisa para lá, Nara. – apontou Temari, vendo-o procurar nervosamente por suas peças de roupa.
Shikamaru estremeceu ao som da voz de Temari. Sempre que aquilo acontecia, prometia a si mesmo que seria a última vez. Para ele, Temari significava problema. Estar perto dela prejudicava seu raciocínio. Não conseguia pensar direito quando aquela ninja estava em Konoha. Ou quando, por algum motivo, era mandado para a Vila da Areia em missão e sempre colocavam-no junto com ela em um time. Sempre acabavam se deixando levar. Sempre acabava envolvido na ferocidade de Temari.
Daqui a pouco diriam que ele havia perdido sua capacidade de raciocínio lógico, e aquilo era mais problemático do que poderia parecer. Não era muito forte em combate. Sua inteligência era a única coisa da qual poderia se valer em um momento de crise.
–Ah... obrigado. – respondeu, ainda sem coragem de olhar para ela. Temari enrolava-se de forma sedutora nos lençóis de Shikamaru. Tinham o cheiro dele... um aroma masculino, inconfundível.
Temari confundia Shikamaru. Ela era forte e destemida, tinha uma personalidade desafiadora, e era determinada. Era sedutora como nenhuma outra mulher. Ele jamais conhecera alguém como ela. Mas não sabia definir o que ela queria, e lidar com uma situação em que se sentia desnorteado o incomodava. E não queria ter que lidar com aquelas emoções confusas que ela lhe provocava. Que garota problemática...
Vestiu a camisa e depois o colete verde. Ele não sabia o que a levara à Konoha, mas sabia que não tinha vindo apenas avisar sobre Sasuke. Não sabia como todos tinham engolido aquela história. Será que ninguém havia se atentado ao fato de que ela só poderia ter visto o Uchiha naquela rota se já estivesse a caminho do País do Fogo? Isso significava que antes de ver Sasuke supostamente atacando Sakura, ela já seguia para konoha.
Tal pensamento fez Shikamaru se lembrar de algo. Virou-se para Temari:
–A propósito, por que você veio por aquele caminho? Não sabe que aquela rota é cheia de pessoas e armadilhas problemáticas?
–Está preocupado comigo, Nara? – divertiu-se Temari. –Quem você acha que eu sou? Por favor! – gargalhou.
–Que saco... – praguejou – Não sabe que por ali é perigoso?
–Deixa disso, Shikamaru. Aquela rota era o caminho mais rápido para chegar até aqui.
–E por que estava tão apressada para chegar em konoha que não podia ter vindo pelo caminho mais seguro? – perguntou, levemente perturbado pela possibilidade de Temari ser atacada. Pensando melhor, não sabia direito porque estava tão preocupado. Temari era realmente uma das ninjas mais ameaçadoras que ele conhecia.
A pergunta de Shikamaru deixou Temari um pouco irritada. Não gostava muito de deixar transparecer seus sentimentos.
–O que você acha, idiota? – perguntou, num tom provocativo. Shikamaru corou um pouco mais.
–Estou preocupado com Kakashi. – comentou, terminando de se vestir. — Ele partiu há quatro dias, e até agora não temos noticias dele. – disse. Precisava de ajuda, não poderia lidar com aquela situação sozinho. –Estou indo atrás do Naruto. – decidiu.
–Tem certeza de que quer envolve-lo nisso? – perguntou ela.
–Não tenho escolha. – afirmou. Mas previa as consequências da partida de Naruto em busca de Sakura. Era necessário deixar as coisas acertadas antes de saírem em missão. – Preciso ir atrás de Kiba também.
–Kiba? O garoto cachorro?
–Ele não é o “garoto cachorro”. O nome dele é Inuzuka Kiba. – falou, um tanto irritado. Realmente, Temari não mudava nunca.
–Que seja. Para que precisa dele?
Shikamaru suspirou pesadamente antes de falar.
–Uma pessoa irá precisar dele quando o Naruto for atrás da Sakura.
Olhou de relance para Temari. Enrolada em seus lençóis. De novo.
Contrariando todos os instintos que lhe diziam que aquela mulher era sinônimo de problema, aproximou-se de Temari. Beijou o rosto da loira.
–Cuidado com o sentimentalismo, Nara – disse ela, num tom debochado – isso é apenas algo casual.
Shikamaru sorriu para ela antes de lhe dar as costas e sair a procura de Naruto, deixando Temari com um sorriso nos lábios que só deixou escapar depois que o Nara saiu do quarto.
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