LEGADO - Uma história Star Wars
4 ZERO (PARTE TRÊS)

— Saiam daqui antes que eu mate cada um de vocês! — gritou San, enquanto cutucava com o bastão os pequenos seres que invadiram sua casa.
Era mais um de seus dias solitários e tristes quando as crianças rodianas vieram cedo para provocar o garoto. Ele acordara com o barulho de suas coisas sendo mexidas e viu três deles o encarando com aqueles grandes olhos pretos. San já não aguentava mais esses pirralhos; parecia que debochavam do fato de o garoto estar sozinho desde os quatro anos.
Os três rodianos saíram correndo quando San bateu o bastão quase no rosto de um deles e preparou-se para desferir outro golpe. Quando eles já não estavam nos arredores da casa, o garoto respirou fundo tentando se acalmar e entrou. Antes que pudesse fechar a porta, porém, sentiu que estava sendo observado.
— Você não deveria ser tão maldoso com os mais jovens — uma voz masculina ressoou por entre as pequenas montanhas de pedra e areia.
San virou-se para procurar quem falara e avistou um homem que usava túnica e cobria o rosto com um capuz marrom.
— Eu conheço o senhor?
O homem não revelou o rosto, mas San percebeu um leve sorriso:
— Acredito que somos quase vizinhos, mas nunca nos falamos. Meu nome é Ben Kenobi — disse ele, aproximando-se com a mão estendida para cumprimentar o garoto.
Ainda desconfiado, San apertou a mão dele:
— San. Então, senhor Kenobi, eu não me dou bem com rodianos, principalmente com esses pestinhas que vivem quebrando e roubando meus pertences. Mas eu não iria matá-los, seria cruel demais.
Ben sorriu:
— Já tive problemas com eles algumas vezes, mas apenas os assustei com algumas armadilhas e eles simplesmente pararam. Sugiro que faça o mesmo, San.
San assentiu:
— Eu me lembrarei disso.
O homem virou-se para seguir seu caminho e San viu, preso ao cinto dele, uma arma estranha, não parecia nada do que já vira antes.
— Se precisar de algo, meu jovem, eu não moro muito longe. E se tiver problemas com os pequenos rodianos novamente, estarei disposto a ajudar.
— Obrigado, senhor Kenobi.
San observou o homem ir embora sem pressa alguma e voltou para dentro de casa.
•••
San acordou no meio da madrugada ao ouvir barulhos na porta de casa; parecia que alguém tentava forçá-la para entrar. Ele bufou alto, pegou o bastão encostado na parede ao lado da cama improvisada com panos velhos e saiu do quarto preparado para atacar o que quer que fosse.
Ouviu a porta abrindo e ergueu o bastão na altura do rosto. Viu a sombra de uma pessoa encapuzada entrar e fechar a porta logo em seguida. San permaneceu quieto, prendendo a respiração. Como estava escuro, o invasor começou a procurar por algo que iluminasse o local. San ouviu sons desconhecidos vindo de dentro de uma bolsa e, logo, uma luz acendeu-se. A luz era azul e iluminou o rosto do invasor, que gritou ao ver San.
— Não me machuque, por favor! Eu apenas preciso de um lugar para dormir!
San abaixou o bastão:
— Uma Togruta?
A garota aproximou a luz azul do rosto de San. Aquela luz estranha emitia um som de estática.
— Sim, sou uma Togruta. E você é um humano que quer me bater com um bastão.
San deu um riso sem graça:
— Você invadiu minha casa.
— Eu disse que precisava de refúgio!
— Não, você não disse; você berrou.
A garota respirou fundo e abaixou a luz:
— Mil perdões. Eu não deveria ter invadido, mas não sabia que alguém morava aqui.
— Está desculpada.
Ela olhou em volta, julgando o lugar por ser pequeno, abafado e sem os suprimentos que imaginara encontrar.
— Sou Onaa Jin, integrante da Aliança Rebelde, e preciso de um lugar para ficar. Minha nave foi derrubada e o resgate vai demorar um pouco. Então... bem, eu poderia ficar aqui? Apenas por esta noite, eu prometo.
San olhou-a dos pés à cabeça. Ela usava trajes compridos que não pareciam um uniforme rebelde tradicional. Ele já vira rebeldes antes e, em menos de dois minutos, eles foram mortos por soldados de branco, uma cena que lhe causara pesadelos por dias.
— Não sei. Vocês da Aliança Rebelde não são praticamente um ímã de... como se chamam aqueles caras com blasters?
— Stormtroopers. E sim, talvez eu seja um ímã para eles, já que o Império quer a localização da minha base. Mas prometo que ninguém atacará sua casa nem você.
San semicerrou os olhos, sem acreditar muito naquilo, mas não queria deixá-la sozinha pelo deserto de Tatooine àquela hora da madrugada. Respirou fundo e viu Onaa sorrir.
— Somente esta noite?
— Sim.
— Tudo bem, então. Mas ficarei de guarda pelo resto da noite. Há alguns alimentos no canto esquerdo do meu quarto e, em cima da mesa, um cantil com água. Se quiser dormir, tenho um canto com panos que consegui emprestados de alguns caçadores de recompensas.
Onaa deu risada:
— Você quer dizer que "roubou" de caçadores de recompensas.
— Odeio essa gente, não me importo em roubá-los.
Ele abriu a porta para sair.
— Ei!
Ele parou.
— Você não me disse seu nome.
O garoto olhou-a por cima do ombro e, pela primeira vez, não pensou no aviso de sua mãe sobre nunca revelar seu nome completo. Aquela Togruta parecia uma boa companhia e, se realmente era uma rebelde, não lhe faria mal:
— San Skywalker.
E saiu noite afora.
•••
Quando os dois sóis de Tatooine surgiram no céu, San viu Onaa sair da casa e se espreguiçar como se nunca tivesse dormido tão bem:
— Bom dia, San Skywalker.
O garoto revirou os olhos e desceu da pedra onde passara a noite. Nada de estranho acontecera; ninguém passara por ali, nem mesmo o Povo da Areia. Dez anos, pensou San. O tempo passara tão rápido, e a falta que sua mãe fazia ainda era imensa. Ele mal conseguia acreditar que sobrevivera até os 14 anos.
— Então, senhor Skywalker...
San olhou para ela:
— Não me chame pelo sobrenome, por favor.
— Por quê?
Com a luz do dia, ele pôde ver o rosto de Onaa com clareza. Ela tinha pele alaranjada e olhos pretos, era mais baixa que ele, mas não parecia nem um pouco indefesa. Usava um uniforme branco e laranja-claro, com o símbolo da Aliança Rebelde em um dos braços.
— Porque ninguém precisa saber disso — ele passou a mão livre pelos cabelos. — Acho que nem deveria ter contado a você.
Onaa riu:
— Olha, tudo bem se você for parente de Anakin Skywalker...
— O quê?
— O quê?!
San franziu a testa:
— Como conhece esse nome? — perguntou.
A Togruta deu de ombros:
— Ele foi um general durante as Guerras Clônicas e um Cavaleiro Jedi muito reconhecido.
Anakin fora levado por um Jedi, lembrou-se ele da história de Shmi sobre a partida do filho.
— O que aconteceu com ele?
— Ninguém sabe. Muitos dizem que morreu, e o antigo Mestre dele nunca mais tocou no assunto.
— Como sabe disso?
Onaa deu de ombros:
— Conheci a Padawan de Skywalker, Ahsoka Tano. Ela é uma Togruta como eu, mas perdi o contato há alguns anos e só ouvi rumores. Por acaso você era próximo de Anakin?
— Fui criado pela mãe dele — respondeu o garoto, entrando na casa para pegar uma bolsa com cantis e enchê-los de água.
A garota ficou boquiaberta, observando San:
— Então você é irmão dele!
— Não!
— É sim! Você o conheceu?
San parou e virou-se, encarando Onaa e seu enorme sorriso:
— Primeiro: fui adotado por Shmi. Foi ela quem me deu este nome; não tenho o sangue Skywalker. Segundo: sim, eu já vi o Anakin, mas não falei com ele. O desgraçado só apareceu quando minha mãe estava prestes a morrer.
Onaa arregalou os olhos levemente:
— Eu... sinto muito...
— Ele nem sequer procurou por ela antes, entende? Eu passei um ano inteiro sendo torturado e vendo Shmi ser massacrada diariamente, até que ela não suportou mais. Mal conseguia abrir os olhos. E aí o filho dela apareceu. E sabe o que ele fez, senhorita Jin?
Onaa permaneceu calada. San aproximou-se:
— Nada. Ele não fez nada — falou pausadamente.
Ele passou pela garota e pegou o bastão perto da entrada:
— Vem, vamos buscar água.
Os dois andaram sob o sol escaldante. Onaa não fez mais perguntas sobre o passado de San após a revelação sobre Shmi e seu ressentimento com o irmão adotivo; entendeu que ainda não tinham intimidade suficiente para assuntos tão pessoais.
Quando menos esperava, San parou e ajoelhou-se. Onaa aproximou-se e viu que, no meio da areia, havia uma fonte de água limpa que não se misturava com os grãos ao redor.
— Como isso é possível? — perguntou ela, ajoelhando-se para encher um cantil.
— Não me pergunte, senhorita Jin. Eu não entendo metade das coisas que acontecem nesta galáxia.
Onaa olhou para San com uma expressão de quem acabara de ter uma ideia. O garoto percebeu, mas preferiu focar no cantil:
— O que foi agora?
— Você não gostaria de se juntar à Aliança Rebelde?
— O quê? Não está falando sério.
— Na verdade, estou sim, Skywalker.
San olhou para ela, que exibia um sorriso provocante. Ele suspirou:
— É, realmente foi uma péssima ideia ter dito meu sobrenome, já que vai me chamar assim até o dia da minha morte.
— Se estiver na Aliança, talvez eu chame!
— Jin, o que um garoto como eu poderia oferecer aos rebeldes? Mais um para morrer em batalha?
Onaa balançou a cabeça e fechou o cantil cheio, separando-o dos vazios antes de encarar San:
— A Aliança também tem comida, roupas quentes, pessoas incríveis e camas confortáveis. Além disso, a base onde vivo é secreta; será um dos últimos alvos caso ocorra um ataque em grande escala contra nós — explicou.
— Não sei. Eu vivo bem aqui em Tatooine.
— Quer passar o resto da vida roubando caçadores de recompensas?
San negou com a cabeça:
— Eu sei me virar. Mas agradeço a oferta, Jin.
Onaa sorriu. No entanto, o sorriso desfez-se ao ouvir um barulho familiar no céu. Ela olhou para cima e San seguiu seu olhar:
— O que foi?
— Só pode ser brincadeira... — resmungou ela.
— O quê? Jin?
Ela levantou-se para procurar no céu. O som intensificou-se e um disparo de laser atingiu a água, assustando San:
— Naves imperiais!
Sem entender direito, San sentiu Onaa puxá-lo pelo braço para ajudá-lo a levantar:
— Stormtroopers, garoto! Corre!
San pegou a bolsa e o bastão, correndo atrás de Onaa pelo caminho de volta. A Togruta olhou para trás enquanto mais lasers eram disparados. Ela sacou da bota algo estranho, que San achou parecido com a arma vista no cinto do senhor Ben Kenobi. O barulho dos motores o deixou ansioso, e ele agradeceu ao avistar o aglomerado de pedras onde morava.
— Você me disse que não seríamos atacados!
Onaa apertou o passo, forçando San a fazer o mesmo enquanto mais disparos tentavam atingi-los:
— Não imaginei que viriam tão cedo! O localizador da minha nave foi desativado no momento em que entrei na atmosfera!
— Mas eles te acharam!
— E como eu ia saber que o Império viria, garoto?!
— Como eu disse: rebeldes são ímãs de problemas!
— Ah, me desculpe por atrapalhar sua vida pedindo ajuda!
Um laser atingiu a duna por onde passavam, derrubando os dois. San levantou-se rapidamente e procurou por Onaa:
— Jin!
As naves imperiais passaram por eles, mas deram meia-volta com as armas reativadas:
— Jin!
— San!
A garota estava caída, quase soterrada pela areia. San olhou para as naves prestes a atirar e se desesperou:
— Vem! Rápido!
Soltou o bastão, segurou as mãos de Onaa e, movido pela adrenalina, puxou-a para fora com facilidade. A rebelde recuperou sua arma caída e voltou a correr:
— Vamos!
San pegou o bastão e seguiu-a. As naves imperiais pousaram e pelo menos quatro pelotões de Sandstroopers desembarcaram, equipados com trajes para o deserto e blasters pesados.
— Vou pedir ajuda — disse Onaa.
— Mas você disse...
— Eu sei o que eu disse, San! Mas meu transmissor parou de funcionar na queda e tentei consertá-lo enquanto procurava abrigo!
Chegaram à casa de San desesperados. O garoto encostou-se à parede para respirar, sentindo as pernas tremerem, enquanto Onaa trancava a porta e revirava a bolsa:
— Jin, eu não vou morrer por sua culpa!
— Garoto, você não vai morrer! Essa coisa só precisa funcionar e...
Disparos de laser atingiram a porta. San encolheu-se no canto. Onaa encontrou o dispositivo e jogou-o para ele, sacando sua arma e ativando-a. A lâmina azul acendeu-se, emitindo o mesmo brilho que ele vira na madrugada:
— O que é isso?
Ela olhou para ele antes de abrir a porta:
— Isto, San, é um sabre de luz. A arma dos Jedi.
Os Jedi não tinham sido exterminados?, pensou San. Ele já ouvira falar de sabres de luz, mas nunca vira um de perto.
— Fique aqui; vou atrasá-los. Tente acionar o dispositivo!
Onaa abriu a porta e saiu com o sabre em posição de guarda. San encarou o aparelho nas mãos: não havia tela, apenas vários botões com símbolos estranhos. Uma pequena luz vermelha acendeu. Ele ouvia os disparos lá fora e o zumbido característico do sabre de luz. Queria ver Onaa lutando, mas o pânico falava mais alto.
— San, anda logo! Preciso de ajuda!
— Eu não sei mexer nisto!
— Dá um jeito!
O garoto bufou e começou a apertar os botões freneticamente. A luz vermelha piscou até mudar para verde, emitindo um apito alto:
— Acho que consegui!
Não houve resposta. O som da batalha lá fora cessou.
— Jin?
San levantou-se, pegou seu bastão e aproximou-se devagar da entrada. Ao espiar, viu vários Sandstroopers apontando as armas na direção dele:
— Mãos para cima, garoto!
San soltou o bastão na areia e ergueu as mãos, saindo da casa. Um Sandstrooper aproximou-se, forçando-o a ajoelhar-se:
— Cadê a Onaa? — perguntou ele, tentando resistir ao aperto do soldado.
— Está sendo levada. E você será executado por abrigar uma fugitiva do Império — respondeu um deles.
San balançou a cabeça em negação. Eu não deveria ter deixado essa garota entrar, pensou. Outro Sandstrooper colocou o blaster contra a cabeça dele. De repente, um homem encapuzado surgiu caminhando calmamente na direção deles. San o reconheceu de imediato.
— Senhor Kenobi? — franziu a testa.
— Mãos para cima! — ordenou o Sandstrooper.
O homem abaixou o capuz, revelando o rosto marcado pelo tempo, mantendo um sorriso amigável:
— Senhores, não precisamos usar a violência para resolver isto.
— Eu mandei ficar com as mãos para cima!
Ben respirou fundo e sacou a arma do cinto. O sabre de luz azul acendeu-se com um estalo vibrante.
— Mais um Jedi? Pensei que tínhamos dizimado todos... — murmuraram os soldados.
— Soltem o jovem San ou terão sérios problemas comigo.
O Sandstrooper avançou contra Kenobi. Sem hesitar, o Jedi decepou a mão do soldado e usou a Força para arremessar os demais para longe:
— Pegue! — disse Ben, lançando um blaster recolhido do chão.
San pegou a arma, encarando-a com estranheza:
— Vá atrás da sua amiga. Eu vou distraí-los — disse Kenobi enquanto os Sandstroopers se levantavam com dificuldade.
San não pensou duas vezes e correu no encalço de Onaa, seguindo as pegadas na areia até o local onde as naves imperiais haviam pousado. Viu os soldados arrastando a Togruta enquanto um deles segurava o sabre de luz dela.
— Ei! — gritou San.
Os soldados viraram-se e dispararam. San sentiu um formigamento percorrer sua espinha, a mesma sensação de quando deixara Shmi no acampamento do Povo da Areia. Ele não sabia o que era, mas sentia que estava sendo protegido. O garoto disparou contra os Sandstroopers, atingindo alguns. Os sobreviventes tentaram arrastar Onaa, mas o som de uma nave rasgando a atmosfera chamou a atenção de todos.
— Garoto!
Era o senhor Kenobi, que surgira sem um único arranhão:
— O que é aquilo? — perguntou o velho ao ver uma nave branca e laranja aproxima-se.
— É uma nave da Aliança — respondeu San.
Os Sandstroopers correram em direção às naves enquanto Onaa lutava para se libertar:
— Venha, temos que salvá-la! — disse Kenobi, avançando.
Eles dispararam contra os soldados. Quando o penúltimo caiu, Onaa soltou-se do último Sandstrooper, tomou seu sabre de volta e cortou o imperial ao meio. A nave rebelde sobrevoou o local e destruiu os caças imperiais em solo com disparos precisos.
— Finalmente, Stopas! — gritou ela.
San e Kenobi aproximaram-se, surpresos:
— Você está bem, senhorita? — perguntou Ben.
Ela assentiu:
— Estou sim, senhor...
— Ben Kenobi.
A garota arregalou os olhos. San já esperava uma reação exagerada:
— Você é o...
— Jin, acho melhor irmos logo — interrompeu San. — Tem certeza de que está bem?
— Claro, só com algumas dores, mas passa. Obrigada pela ajuda, Mestre Kenobi.
O velho sorriu:
— Estarei à disposição se precisarem novamente. Agora, vão encontrar seus amigos.
— Obrigado, senhor — disse San.
Ele e Onaa correram até a nave rebelde recém-pousada. Um rodiano desembarcou:
— Bax!
O rodiano sorriu e abraçou Onaa:
— Pensei que estivesse morta, sua idiota!
— Pensei que tivesse desistido de mim!
— Nunca! Mal consegui dormir tentando rastrear sua localização.
Ele então notou a presença de San:
— Quem é o humano?
Onaa olhou para San com um sorriso radiante:
— Bax, este é o San...
O garoto adiantou-se e apertou a mão do rodiano, sinalizando para Onaa que não queria seu sobrenome revelado:
— San, este é Bax Stopas. Aprendiz de piloto na Aliança e um grande amigo.
— Aprendiz? Você viu aqueles disparos? E o pouso? Não é qualquer um que faz isso na terceira vez pilotando uma nave deste porte!
Os dois riram juntos. San tentou disfarçar o incômodo de estar fora da conversa, até que Onaa pigarreou:
— San, você não quer vir conosco?
— Olha, Jin...
— É sério, San. Tatooine é tranquila, mas ficar aqui isolado não é uma boa ideia. A Aliança será uma grande família para você.
— San, minha irmã adotiva e eu fomos resgatados por rebeldes há seis anos. Aprendemos muito lá. Você vai gostar — completou Bax.
— O que acha?
A Togruta estendeu a mão para o garoto. San olhou para a imensidão do deserto. Tatooine guardava lembranças dolorosas que ainda assombravam seus sonhos. Talvez mudar de ares fosse a oportunidade de recalibrar sua vida. Comida, suprimentos, treinamento e uma nova família pareciam uma proposta tentadora.
Ele aproximou-se de Onaa e segurou sua mão:
— Tudo bem. Eu vou com vocês.
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