Alguém bate na porta, Rachel se Esconde, e Sebby vai abrir a porta, nu mesmo.

- O que deseja? — Perguntou Sebby

- Vim avisar sobre um temporal que está para cair, as previsões não são as melhores, e para pessoas que não moram aqui, foi recomendado evacuação. — Disse o desconhecido.

- Ah... Ok então, vou pegar minhas coisas e voltar para Londres.

- Só mantenha o carro na pista e tente chegar inteiro.

- Muito obrigado pelas informações, como posso te chamar?

- Pode me chamar de Charlie, é um apelido que ganhei em um acampamento de escoteiro ao sul daqui.

- Te vejo mais tarde então Charlie.

- Pode contar com isso.

Então Sebastian voltou para a cama e deu um leve suspiro, enquanto Rachel voltava com mil perguntas na mente.

- Sebby, eu queria te dizer que...

- Shiii... Faça silêncio, vou ali comprar algumas roupas descentes para você enquanto essa chuva não começa, para podermos dar o fora daqui.

- Não demore.

Sebastian encontrou uma loja de roupas á duas quadras do hotel onde estavam, viu um vestido todo vermelho, e imaginou Rachel o vestindo.

- Que amor de Vestido... A Rachel vai amar.

Comprou o tal vestido, uma calcinha e um sutiãs vermelho, para que combinasse com o Vestido.

Quando chegou no quarto de hotel, Rachel não estava lá, então começou a imaginar onde ela poderia estar, ainda mais pelada, o que seria uma vergonha sair por aquele hotel daquele jeito.

Jogou as compras na cama e foi na recepção perguntar á Charlie se ele não havia a visto.

- Bem, ela está no banheiro que tem aqui no primeiro andar.

- Mas por que ela foi usar este ao invés da suíte do quarto?

- Ela estava sem roupas, então resolvi emprestar algumas á ela.

De repente Rachel sai da porta que dava para o banheiro, toda de branco, como uma princesa.

- Rachel... Estou sem palavras para descrevê-la! — Admirou Sebby.

- O Charlie me ajudou muito. Puxa, como você demorou! Algum caminhão resolveu te atropelar?

- Não, é só que estava imaginando você vestindo o vestido vermelho que lhe comprei, e perdi a noção do tempo!

- Bem, pelo menos vou ter uma mudar, agora que Charlie me deu este vestido.

- Não foi nada, aliás... Ia dá-los para doação, são de minha falecida esposa Mary, embora já tenha cinco anos do seu trágico final, fico guardando tudo para me lembrar dos nossos bons momentos. Mas infelizmente, este vestido em particular não me traz boas recordações. — Disse Charlie.

- Charlie, quantos anos você tem? — Perguntou Sebastian.

- Eu nem sei mais, acho que morri aos meus trinta e sete anos, junto com minha querida Mary... Mas se ainda estou vivo, tenho quarenta e dois anos. — Respondeu Charlie.

- Estou indo para Londres, qualquer coisa, pode me ligar, já anotei meu número neste papel toalha que achei no quarto.

- Se precisar de algo, eu também estarei disposto a ajudar.

Sebastian se virou para as escadas com Rachel, e pegaram as compras no quarto. Quando desciam, a chuva começou, e começou muito forte por sinal.

- Não vai dar pra chegar no carro sem me molhar todo!

- Existem capas de chuva no almoxarifado, vou buscar.

Dois minutos e Charlie apareceu com as capas.

- Podem ficar, é cortesia do hotel.

- E por falar em hotel, quanto deu nossa hospedagem?

- Exatamente nada.

- Mas por que nada? — Perguntou Sebastian com indignação.

- Por que vocês tocaram meu coração, havia tempo que precisava conversar com alguém, expressar meus sentimentos, e nessas breves trocas de palavras, já me aliviei bastante. Acho que fiz amigos de Londres. — Respondeu Charlie.

- Claro, deixe-me anotar o endereço também, para que quando for a Londres nos visite.

Despediram-se e entraram no carro com a tal capa de chuva.

Na estrada, Sebastian tocou várias músicas melosas e amorosas para Rachel. Ele estava Realmente apaixonado por ela.

Chegando á Londres, foram para a casa da família de Sebastian. Quando chegaram, foram bem recebidos.

- Sebastian! A quanto tempo meu filho! Esta é sua namorada? — Exclamou e perguntou sua mãe.

- Pois é, o que o tempo não faz né mãe? Sim, ela é minha namorada.

Sebastian subiu com Rachel até um quarto, onde ficariam pelos próximos dias. Sebastian mal se aguentando de paixão, decidiu pedir logo Rachel em casamento. Mas como fazer isso sem um anel?

Mais tarde, conversando com seu velho pai, lhe perguntou se conhecia alguma loja do tipo perto do local, ele o indicou a de seu amigo, e foi lá que Sebby encontrou a mais bela joia que já tinha visto.

Apesar de cara, era o preço do amor. Um anel com um diamante verdadeiro era raríssimo, e ainda mais com os nomes Sebastian e Rachel gravados.

Por volta das vinte horas, Rachel e Sebastian haviam acabado de jantar e se preparavam para o banho.

- Rachel... Preciso te contar uma coisa...

- Diga, estou ouvindo!

- Rachel, meu amor por você, é maior que a galáxia inteira, maior que o número de estrela de todo o universo...

- Pare de enrolar e vá direto ao ponto! — Exclamou Rachel.

- Rachel... Casa comigo?

Notas finais
TSUZUKU (Continua)