Kurt Hummel, O Mediador.
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Tenho explicações para o atraso.
Meu computador foi possuído pelo ritmo ragatanga.
Quando ele está de bom humor ele liga, quando não.. bem.
Aqui está o sexto capitulo. Espero que gostem.
6
Eu não sabia o que fazer em questão a visita doida da ex-noiva de Blaine. O corte em meu pulso ainda é visível. E a imagem dela ainda permanece em minha mente. A raiva em seus olhos.
Eu não havia tido uma boa noite de sono desde então. Por que um fantasma maníaco vinha todas as noites e dizia apenas “Diga a ele que eu o amo”. Dizer a quem? E quem é você?
Sempre que eu perguntava ele sumia. Blaine disse que eu tinha que ser mais querido. O cara estava acabando com meu sono, eu não tinha que ser querido. Não mesmo.
- Kurt, você tem que falar com ele. – Blaine estava com mais algum livro no colo.
- Eu tento, mas ele não responde. Nunca. – Sentei na cama frustrado.
- Ele não deu nenhuma pista? – Blaine fechou o livro e sentou ao meu lado.
- Não, sempre diz o mesmo “Diga ao garotão que eu o amo”. Como vou saber de quem ele está falando? – Olhei para Blaine com as sobrancelhas arqueadas e não obtive resposta.
Suspirei e me joguei na cama. Fechei os olhos.
- Odeio fantasmas. – Disse.
Blaine pigarreou e levantou da cama.
- N-Nem todos. – Gaguejei e sentei apressado. – Digo, só esses que não ajudam no meu trabalho, os que não sabem o que querem....
- Eu não sei o que quero. – Blaine cruzou os braços.
- Ah você entendeu. – Deitei na cama e fechei os olhos. Mas antes de fazê-lo o vi sorrir.
- Como vai o seu parceiro de saliva? – Blaine pegou o livro mais uma vez e sentou a janela.
- Meu parcei... – Repeti baixo. – Está bem. – Sorri. – Mas não o vejo desde aquela noite. Obrigado por isso.
- Por nada. – Blaine não tirou os olhos do livro.
- Só espero que ele não pense que sou um maluco. – Abri os olhos e fitei o teto.
- Oh não, você está longe disto, ma belle.
Notei o sarcasmo em sua voz, mas não me importei realmente. Eu não sei o motivo, ou talvez saiba, mas eu sempre ruborizo quando Blaine me chama assim. Sua voz doce e calma.
Levantei da cama e peguei as toalhas. Ao passar por ele vi que me seguia com o olhar. Fechei a porta do banheiro as pressas. Um banho gelado era tudo o que eu precisava agora.
A escavação no quintal continuava. Girafa já sumia dentro do buraco. A piscina estava já mais adiante, pronta para ser colocada no lugar. Meu pai fazia questão de supervisionar o trabalho de Girafa a cada hora. Como eu não era muito fã de sujeira, optei por ajudar Carole na cozinha.
Minha cabeça estava uma confusão só. Era o homem que aparecia à noite. Era a visita de Tina de três dias atrás. O verão vinha chegando e Carole convenceu meu pai de que eu preciso de um estagio de veraneio. Ou seja, nada de praia e descanso.
Carole havia ido até o quarto pegar alguma coisa e fiquei sozinho na cozinha. Não por muito tempo. Eu nunca ficava sozinho, na verdade. Mas eu gostei dessa visita, e muito. Fazia tempos que não à via.
- Mamãe. – Sorri para a mulher em minha frente.
- Olá meu querido, como está indo? – Ela “passou” a mão sobre o meu rosto.
A sensação era gélida. Ela podia me tocar, assim como eu podia toca-la. Meu sangue congelava toda fez que ela fazia isso. Porém eu lembrava como era quando ela estava viva, então era reconfortante.
- Estou bem. – Sorri mais uma vez.
Eu tinha de sussurrar. Não queria que meu pai entrasse na cozinha perguntando por que diabos eu estava falando com o nada.
Quando eu era pequeno ele entrou em meu quarto e me viu falando com minha mãe. Na época ele deixou passar, disse que era a falta dela que me fazia delirar ou até imaginar coisas. Que eu era criança e isso era normal.
Foi minha mãe que explicou o que eu era e o que eu tinha que fazer. Claro que ela não disse que podia bater em um fantasma. Que mãe diria para o filho se meter em uma briga?
Já haviam se passado quase dez anos e ela continuava ali. Não ia embora por nada. Ela disse que a passagem de ida dela era a felicidade minha e de meu pai. Portanto ela vinha uma vez por semana e perguntava se eu estava bem, se estava feliz.
- Está gostando da Califórnia? – Seu sorriso continuava o mesmo, só que mais pálido.
- Sim. Papai está feliz. Gosto de Carole. – Espiei pela porta para ver se ela estava voltando.
- Também gosto dela, ela faz seu pai feliz. O que me importa é você. – Ela se aproximou mais.
- Eu estou ótimo. Muito feliz. – Dei o meu melhor sorriso.
- Não minta para si mesmo, Kurt. – Ela me lançou um olhar carinhoso e desapareceu.
Carole chegou imediatamente à cozinha. Eu estava atônito demais para falar algo. Apenas me virei para ela e a vi cozinhar o jantar.
O jantar estava fantástico. Carole tinha mãos de Deusa.
Após o jantar Mercedes me ligou. Ficamos um tempo conversando. Olhei pela janela da varanda e vi meu Pai ao lado do buraco onde Girafa devia estar. Tina havia dito para fazê-los parar. O que será que está escondido ali?
- Kurt? – Mercedes chamou do outro lado da linha.
- Desculpe. Só que, preciso desligar. Te vejo amanhã. – Desliguei o telefone com o olhar fixo no quintal.
Abri a porta e saí às pressas. Mas não querendo demonstrar interesse. Girafa estava fora do buraco, completamente coberto de terra. Em suas mãos, havia uma pequena caixa. Ele mostrava para meu Pai com a testa franzida.
- O que é isso? – Perguntei diminuindo o passo. Era hora de ser um bom ator, Kurt Hummel.
- Achei ali. Parece bem velho. – Girafa girou a caixinha nas mãos.
- Posso ver? – Perguntei e estiquei uma das mãos.
Ele me entregou a caixa e deu de ombros. Voltou para o buraco e começou a cavar. Retirei o excesso de terra sobre a caixa. Era uma caixa de biscoitos. Abri com cuidado e dentro dela havia vários papeis. Finos como pergaminho.
Eram cartas escritas à mão. Uma letra bem desenhada e caprichada.
Um pequeno detalhe chamou sua atenção no cabeçalho e no rodapé da carta.
“Caro Blaine,”
“Com amor, Tina”
Notas finais
Mereço Reviews ?
Até o próximo, xoxo.
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