Kurt Hummel, O Mediador.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
E desculpem a demora também, tive provas na semana passada e .. enfim.
Obrigada a Karol pela recomendação.
:3
5
Semanas de tranquilidade se passaram. O que posso contar delas? Nenhum fantasma arrumando encrenca. Nenhum fantasma deu as caras por aqui.
Exceto Blaine.
Ele ainda morava no meu quarto. E eu ainda não gostava muito disso.
Os motivos? Passei a ser obrigado a me trocar no banheiro. Não tinha momentos de tranquilidade para ler um livro, pois ele aparecia me perguntando coisas do tipo “Kurt, como você acha que foi criado o mundo?”. Isso estava me irritando. Bastante.
Porém eu tinha entrado em um acordo com ele na noite em que Quinn foi embora de vez. Ele poderia ficar, já que salvou minha vida duas vezes, mas durante esse tempo, tentaria pensar em como e por que ele ainda está aqui. Tarefa que não é muito fácil.
Mas quem disse que eu consegui ficar parado esperando ele saber o motivo?
Passei a pesquisar sobre ele.
Sabia que seu nome completo era Blaine Anderson, sabia também, já que tinha perguntado, que ele viveu no ano de 1850. É, ele é bem velho. Por isso usa essas roupas estranhas de caubói.
- Minhas roupas não são de caubói. – Ele pareceu bem irritado com meu comentário.
Já que ia pesquisar sobre uma época sem energia, então tinha que procurar as informações em livros. Por isso fui à biblioteca da escola e peguei vários. Eles continham fotos e descreviam bem como era aquela época.
Descobri uma Califórnia bem diferente. Onde havia bastante chuva e era tudo deserto. Descobri também que aqui havia aquelas grandes famílias interligadas. Aquelas que arranjavam casamentos. Tudo para aumentar sua riqueza. Porém um caso em especial me chamou a atenção.
Sendo o único filho homem da família que restou, já que seu irmão fugiu dizendo não suportar o campo, Blaine tinha que tomar conta da fazenda da família e, para ampliar os negócios, ele teria de se casar com uma bela donzela. Filha de um grande fazendeiro.
Eles eram primos, o que torna isso uma coisa nojenta. Mas quem entende gente velha? Ele não teve escolha, tudo começou a ser planejado sem ninguém lhe perguntar se ele queria ou não se casar com a tal moça.
O nome dela era Tina, pelas fotos que pude ver ela era bonita para aquela época. Levei em conta que não existiam muitos produtos naquele tempo, ou não existia nenhum. Ela era bem bonita para alguém que não tinha o milagre da maquiagem.
Havia mais ou menos umas dez páginas falando sobre isso, contando os detalhes. Como era a família de Blaine e Tina, como tudo aconteceu.
“A pensão mais ao Sul sempre foi conhecida por suas inúmeras brigas. Casos entre familiares e até mesmo estranhos, que acabavam resolvendo na força, um resultado de jogo.
“O caso mais conhecido é do garoto de vinte anos, Blaine Anderson, ele foi morto no quarto o qual estava hospedado. Ninguém sabia o motivo, já que ele não gostava de jogos e não tinha rixa com ninguém.
“Blaine ia apenas passar uma noite na pensão antes de seguir seu rumo, o casamento com sua prima Tina Cohen-Chang. Mas sabemos que ele nunca chegou ao destino.”
Mas um fato curioso, o corpo de Blaine nunca foi encontrado.
A pesquisa sobre a vida do fantasma que habita o meu quarto me ocupou tanto que eu passei a tirar notas baixas, péssimas, horríveis em geometria. Piores do que antes. Mas um menino, um ano à minha frente, passou a me ajudar com isso.
A Diretora Sue disse que ele era o melhor aluno da escola nessa matéria, resolvi pedir ajuda. Ele era gentil. Atencioso.
Seu nome era Adam, ele tinha os cabelos castanhos e, por Deus, como era lindo. Tinha um sotaque perfeito. É, meu fraco são sotaques. Posso estar apaixonado por algum menino, o que não estava, mas se aparece alguém com sotaque...
Bem, como posso dizer, o sotaque era tão encantador que passamos a nos ver não só nas aulas de reforço, como também em cafés, restaurantes e na praia. Saíamos com muita frequência. E em uma dessas saídas ele se ofereceu para me levar para casa.
O inevitável aconteceu. O famoso beijo de boa noite.
Estávamos conversando e quando percebi sua língua estava tomando conta de toda a minha boca. Era bom. Esse era meu primeiro beijo. Não acho que seja tarde, para um garoto gay reservado com fantasmas na sua cola 24hrs por dia, foi até cedo.
Porém não consegui evitar abrir os olhos. Eu via em filmes que tinha de ficar de olhos fechados, mas eu os abri. E assim que o fiz, dei um pulo, assustando Adam. Ele me olhou nervoso e surpreso. Eu tinha um olhar perplexo e assustado.
- Ah – Ele falou. – Não precisam parar por minha culpa. – Seu sorriso fez com que meu rosto ficasse vermelho. De raiva.
Blaine estava sentando nos encarando no banco de trás. Eu queria apenas me levantar e socar a cara dele até que ele sumisse. Mas eu não podia. Adam ia me achar um maluco se eu socasse o carro.
- Fiz alguma coisa errada? – Adam perguntou corado.
- Não, claro que não. – Lhe dei um sorriso. – Só preciso ir.
Saí do carro a mil. Fechei a porta com força, mas não me esqueci de acenar antes que ele fosse embora. A perplexidade ainda presente em seu rosto.
- Qual o seu problema? – Perguntei para Blaine assim que me virei para casa e dei de cara com ele.
- Queria fazer a mesma pergunta. – Ele cruzou os braços. – Sai com o esse garoto duas vezes e já beija ele?
- E o que isso te importa? – Imitei seu gesto.
- Me importa. Tudo bem? – Ele tinha o rosto fechado, uma expressão completamente séria. – E se ele tiver alguma doença?
- Ele não tem doença alguma. – Minhas orelhas estavam quentes.
- Já perguntou?
- Não. – Respondi incrédulo.
- Então como tem certeza? – Ele estava na frente da porta impedindo que eu entrasse.
- Blaine, estamos no século XXI, não é como no seu tempo. – Revirei os olhos e tentei passar.
- Quer dizer que com o passar dos tempos as pessoas ficaram mais fáceis? – Ele imitou uma expressão pensativa.
Aquilo foi o limite. Empurrei-o para o lado e entrei em casa. Tudo estava calmo, as luzes apagadas. Exceto por uma luz no quintal. Segui para lá deixando minha bolsa no sofá. Meu pai estava com uma pá em mãos e todo sujo de terra. Em sua frente havia um buraco. Levei um tempo para notar Finn dentro do buraco.
- O que estão fazendo? – Arqueei uma sobrancelha.
- Vamos por uma piscina aqui. – Meu pai estava sorridente.
- O mar fica a menos de um quilometro. – Apontei na direção da praia.
- Mas piscinas são legais. – Disse Finn. – Boas para se dar festas.
- Mas essa piscina não fará parte de nenhuma festa. – Finn perdeu toda a animação e o sorriso de seu rosto se esvaiu.
- Tudo bem. – Disse sem dar muita importância.
- Jantar está pronto. – Carole gritou da varanda. – Mas os dois, tomem um banho antes.
Eu não tinha vindo à parte de trás da casa ainda. Tinha uma pequena floresta a seguir e o ar era fresco. Se bem que todos os lugares da Califórnia tinham o ar fresco. Aqui era tranquilo, bonito. Carole começara a plantar algumas flores perto da varanda que tinha ali.
Entrei novamente em casa e me sentei à mesa da sala de jantar. Conversamos sobre nossos dias, já que Carole fazia questão de perguntar. Não estava com muita fome, portanto comi pouco. Logo subi para o quarto.
A janela estava aberta e vazia. O livro de filosofia que eu havia pegado na biblioteca da escola estava posto ao lado da cadeira estofada. O ar era gélido. Fui até o banheiro e tomei um banho quente. Vesti-me lá, pois não arriscaria de Blaine estar de volta.
E ele não estava.
Fechei a janela, apaguei as luzes e me dentei. Fechei os olhos. Sossego. Sossego curto.
Senti um peso sobre mim e quando abri os olhos lá estava o maldito fantasma. Suas mãos seguravam meus pulsos e suas pernas estavam nas laterais do meu quadril. Sua expressão era de raiva.
- Mande-os parar com a escavação. – Sua voz era rouca.
- Quem é você? – Pisquei para ver se reconhecia a garota em cima de mim, e o pior, eu reconhecia.
- Como não sabes quem sou? – Ela pareceu incrédula. – Sou Tina Cohen-Chang.
Notas finais
Então, gostaram?
Desculpem qualquer erro.
E mais uma coisa, já leram a FIC Sweet Litte Boy? É perfeita.
recomendo.
xoxo'
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