Kuroshitsuji - as crônicas de elizabeth
2 O ataque
Notas iniciais
Era uma manhã chuvosa nos terrenos Phantomhive, Elizabeth acordou com o som da chuva que fustigava as janelas, ela olhava a chuva com os grandes olhos azuis cobertos pelas madeixas loiras bagunçadas, ela ouviu Sienglinde falar:
– Lizzy, venha se arrumar para a posse, não queremos a marquesa de Midford desarrumada, não? – Indagou a jovem apoiada na bengala de ébano.
– Claro, vamos então? – Respondeu para a amiga.
Ela vestiu um corpete apertado na cintura e começou a colocar o vestido negro piche com detalhes, brancos, dourados, vermelhos e azuis e rendas e babados brancos. Seu cabelo encaracolado foi coberto por um coque detalhado, escondido pelo chapéu de abas largas decorado com penas e laços belíssimos que cobria seu rosto.
Ela desceu as escadas elegantes, onde era esperada por Ciel e os empregados, vestidos com roupas da corte, a moça não comeu, pegou um guarda-chuva e seguiu diretamente para a carruagem que a aguardava no pátio.
Foi uma viagem rápida até o palácio de Buckingham, mesmo com a chuva que enlameava a estrada, ela seguiu os corredores até o salão do trono, onde estava sentada a rainha Victoria, que disse algumas palavras gentis, e declarou os títulos da menina:
– Eu a nomeio Elizabeth Midford, Marquesa de Midford, líder da guarda real e dos cavaleiros da rainha, bem-vinda a corte.
E com essas singelas palavras, ela encerou a cerimonia, uma pequena festa aconteceu no outro salão, Lizzy pouco conversou com alguém, ficou lendo um livro de Júlio Verne, um grande escritor. A noite já era alta quando terminou, ela acompanhou Ciel, que olhava para ela com seu único olho azul, o outro coberto pelo tapa-olho, e um sorriso gentil no rosto pálido.
Ela entrou na carruagem iluminada pelas lamparinas e seguiu pelas ruas de paralelepípedo cinza, até chegar na mansão interiorana. A menina não parou em nenhum cômodo, andou para seu quarto no segundo andar e se despiu para colocar a camisola de renda, para depois ir para sua cama, adormecendo logo depois.
Algumas horas depois, quando somente Sebastian estava acordado, ela ouviu um grito estridente e agonizante masculino, a moça pegou o florete e correu escada a baixo.
O salão de entrada estava bagunçado ela viu o corpo de Sebastian decapitado pegando fogo, Meirin estava caída no chão com um dos braços quebrado e o peito estava sangrando cheio de feridas a bala, Bard estava com a barbicha chamuscada, um dos olhos roxos e o que pareciam ser várias queimaduras nas pernas e braço quebrados, Finni, que nunca tinha se ferido assim, estava com o braço quebrado, o rosto arroxeado e os lábios cortados, suas pernas estavam em um ângulo assustador, Tanaka, o mordomo, estava com um grande corte nas costas e um também no rosto, Sienglinde e Rolf estavam caídos de mãos dadas, um com vários cortes no peito e a outra com os olhos inchados e as pernas destruídas.
Elizabeth lutou com vários homens encapuzados até levar uma grande pancada na cabeça, ela viu seu sangue escorrer no chão e teve um vislumbre de Ciel, seu amado, amarrado e amordaçado se debatendo enquanto colocavam ele dentro de um saco e o arrastavam para fora, sua visão ficou negra, e ela achou que havia morrido
A manhã começou tempestuosa, ela acordou com a chuva que molhava seu corpo pelo rombo no teto, que não sabia como teria acontecido, seu corpo estava vermelho de sangue, e ela estava tonta devido a anemia, viu os colegas como estavam na noite anterior, incluindo Sebastian, que havia morrido realmente. Ela olhou em volta, a frente da casa tinha sumido, explodida assim como parte do teto.
A luz ainda funcionava, permitindo que ela ligasse para a polícia. Ela esperou sentada na biblioteca, onde deitara todos os feridos fazendo, é claro, alguns primeiros socorros.
Lorde Randall chegou alguns minutos depois, trazendo ambulâncias para os feridos, e Undertaker, para levar o corpo de Sebastian. Ele se sentou em uma das poltronas de couro macio e perguntou:
– Lady Elizabeth, o que aconteceu aqui?
A menina, ainda abalada revelou:
– Era madrugada, eu acordei com o barulho do grito de Sebastian, peguei meu florete e desci as escadas correndo, vi Sebastian falecido no chão, e todos os outros feridos no chão, tentei lutar contra eles, mas levei uma pancada na cabeça, pouco antes de ficar desacordada, eu vi eles levarem Ciel para algum lugar. Por que isso acontece, primeiro mês pais e meu irmão, agora o meu amado, eu juro que se descobrir quem fez isso com a minha família, eu serei mais assustadora que o demônio. – Terminou ela, com lagrimas nos olhos e chamas de vingança no coração.
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