Notas iniciais
eu me esforcei muito neste capitulo

Lizzy passou o resto daquela inquietante semana no Hospital Central de Londres, ela passava horas sentada na cama de metal, com bandagens cobrindo um dos olhos, e todo o topo de sua cabeça. Os dias passavam lentos e desagradáveis.

Seus pesadelos diários com o ataque faziam com que ela acordasse gritando, com as bandagens úmidas de sangue e o rosto encharcado de suor. Na sexta-feira, um dia chuvoso e enfadonho, ela dormiu sedo, envolta pela nevoa espectral do sono.

Ela viu Ciel, com suas vestes elegantes de festa, a encarando. Ela viu seu pai, sua mãe e seu irmão. Ela os chamava aos gritos, chorando intensamente, mas não havia som algum. Eles olhavam com uma tristeza mórbida para a jovem, e se dissolviam no vento. Ela virou para trás, e viu sua casa em chamas, olhou para frente e viu todos caídos no chão feridos. Ela começou a cair rapidamente, até bater na água gélida e afundou.

Ela acordou em prantos, a cama estava inundada com suor, lágrimas e sangue. As sombras da chuva nas janelas altas formando fantasmas de água. Uma enfermeira a socorreu dando uma pequena xicara de calmante, que faria ela dormir um sono sem sonhos.

O sábado foi um dia estranho, ela havia recebido alta do hospital, com o aviso de não se esforçar extremamente, embora fosse primavera, o dia se iniciou branco. Soma, que usava uma túnica negra e uma espécie de véu negro par esconder as lagrimas, veio com uma carruagem sombria para busca-la rumando para a mansão da cidade.

Ela foi para a biblioteca e sentou em uma grande poltrona de couro negro, tentando afogar as magoas na leitura, Agni, o mordomo do amigo, apareceu na porta trazendo o jornal, ele parecia ter chorado extremamente, pois seus olhos estavam vermelhos e inchados, com uma voz rouca, ele falou:

– Senhorita, gostaria de algo? – Perguntou ao entregar o jornal, Elizabeth respondeu:

– Eu quero um chá e uma torta de maça, por favor, com muito açúcar. – Respondeu Lizzy, foleando as manchetes, até ela ver uma que a abalou:

ATAQUES A NOBREZA, QUEM SERA O PRÓXIMO?

Ela viu seus olhos lacrimejarem e começou a ler vorazmente:

Na última semana a nobreza inglesa tem vivido um temor gigantesco devido aos ataques as casas Phantomhive e Midford nos dias 12 e 15 deste mês de abril. Onde os Marqueses de Midford foram assassinados, e o Conde Ciel, dono da renomada empresa Funton, foi sequestrado.

Toda pensão: quem será o próximo a sofrer um ataque, o duque de Kent, a Rainha?!!!

Continue a ler na página 5

Ela pegou a xicara de porcelana branca com a mão tremula, devido ao choque que se impregnou em sua mente, a sua anemia continua, ou até mesmo as inúmeras fraturas.

Seu rosto branco era inundado pelas lagrimas quentes que começavam a pingar em sua roupa negra. Lizzy deu uma mordida na torta açucarada, sua mente se inundou de ideias do que fazer, mas somente uma a agradou: Ela devia cuidar de seus amigos e negócios, para depois, lançar suas garras e seus caninos sobre o peito e o pescoço dos que destruíram sua vida, e roubaram sua querida família.

Uma tontura a envolveu de súbito, e sua visão se turvou, por fim, sentiu sua mente parar, e ela desmaiou abruptamente na poltrona.

Já era noite quando acordou, Soma estava debruçado na cama com a mão segurando algo que ela não conseguiu identificar, ele acordou e se abriu um enorme sorriso no rosto vermelho de chorar, ele falou, alegremente:

– Lizzy, que bom que esta acordada, eu fiquei tão preocupado!!!!!!!!!!!!!

– Eu estou bem, foi somente uma tontura, eu ainda estou com anemia devido aos ferimentos.

– Eu sei, o Agni está fazendo uma refeição para você, a quase estava me esquecendo, aqui está – Disse entregando um envelope na mão fraca de Elizabeth – Um mensageiro da rainha trouxe.

– Obrigado, agora Soma-kun, vá descansar, você precisa se deitar, afinal perdemos pessoas importantes nas nossas vidas.

Ele saiu, consentindo, e ela abriu o envelope com um pequeno pincel que estava em sua cômoda, Lizzy pegou a folha comprida com o símbolo dos Hanover, e começou a ler:

Cara Elizabeth

Eu sinto uma tristeza inimaginável pelos acontecimentos que recaíram sobre você nestes últimos dias. Você foi destituída de seus país e irmão, teve meu querido cão de guarda e seu noivo, Ciel, roubado de você, e presenciou seus amigos serem feridos e mutilados por inimigos desconhecidos.

A corte comenta sobre os ataques a quase todos os momentos e parece que um miasma de medo e sofrimento se apegou a nobreza de nosso país, mas mesmo em momentos assim movimentos devem ser realizados.

Por isso que, mesmo com estes inúmeros desastres, é necessário que a Lady Elizabeth compareça no dia 30 deste mês ao palácio, para que possa receber, mesmo que temporariamente, seus títulos de condessa de Phantomhive.

Eu espero ansiosamente por ti em meu palácio

Meus pêsames por seus familiares

Com amor, Rainha Victória

Ela chorou com os olhos ardendo, seus olhos estavam pesados, e sua visão estava turva devido ao cansaço, e ela caiu no sono novamente.

Notas finais
espero que tenham considerado meu trabalho de bom gosto
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.