Kuroshitsuji - as crônicas de elizabeth
1 O FUNERAL
Notas iniciais
Eu chorei ao escrever
Mansão Midford, 11:50 da noite de 12 de abril de 1890
Chovia naquela noite tempestuosa, um grupo de homens mascarados arrombou o grande portão de ferro com uma explosão. Eles rumavam para a casa principal carregando várias armas, sorrindo.
Francis acordou ao ouvir o grito de um criado a pegou seu florete, mas antes mesmo de usá-lo ela foi atingida por uma bala e caiu morta no chão ensanguentado. Seu marido, Alexis, foi esfaqueado enquanto tentava proteger o filho mais velho, Edward, que tinha caído das escadas dias antes e estava desacordado, seu corpo caiu sobre o filho.
Dois homens que estavam carregando cordas pegaram ele e ataram suas pernas e braços, o amordaçaram e carregaram-no até um caminhão e jogaram ele na caçamba. Depois, foram até o prédio e atearam fogo a construção.
Mansão Phantomhive, 00:48 da madrugada de 13 de abril
Ciel estava dando uma festa na mansão, ela se estendia a horas e muitos estavam “altos”, Elizabeth dançava com Ciel enquanto Sienglinde cantava (sentada em uma cadeira, é claro). Todos estavam se divertindo pela casa. O Barulho e diversão foram quebrados quando a porta foi aberta com força deixando a chuva e o vento da noite adentrarem no salão.
Randall e Abberleine entraram junto de alguns policiais, o comissário gritou:
- Onde está Elizabeth Midford?
- Aqui, Sir Randall. – Falou ela
- Olá, eu necessito falar com a senhora, em particular.
- Ó, claro senhor.
Eles foram até a sala de fumar, junto de Ciel, Sienglinde e Paula. Trancaram a porta e sentaram nas poltronas. Randall falou:
- Senhorita Midford, sua casa foi invadida e incendiada.
- O que aconteceu? Meus pais estão bem, meu irmão está bem?!! – Ela indagou, preocupada.
- Sinto lhe dizer que não. Seus pais foram assassinados, assim como seus criados, e seu irmão está desaparecido.
Ela entrou em prantos e desmaiou tendo de ser carregada até um quarto. Na sala de fumar, Ciel continuava sentado, olhando para Randall, o comissário retornou a falar:
- Eu preciso que você a avise sobre a cerimônia de posse, afinal, com o irmão desaparecido e os pais mortos, ela se transformou na Marquesa de Midford. Será no dia 15, a rainha já sabe.
Cemitério dos Phantomhive, 4:30 da tarde de 14 de abril
Era um dia nublado e triste, todos vestiam preto e estampavam tristeza em seus rostos. Elizabeth chorava no ombro de Ciel enquanto Bard, Sebastian, Tanaka e Finny traziam os caixões de seus pais.
Quando os colocaram nas valas em frente as duas lapides de granito cinza todos jogaram flores para os falecidos. Elizabeth caiu no chão em prantos, enquanto Ciel e os outros tentavam ampara-la um grande relâmpago caiu na capela fazendo ela pegar fogo. A chuva começou a cair, e todos foram para as carruagens, indo para as ruinas da mansão Midford
Ruinas da mansão Midford, 4:50 da tarde de 14 de abril
Eles andaram pelo terreno queimado rumo a um grande conjunto de destroços, Elizabeth viu suas lembranças incineradas, tudo que já tinha passado lá sumiu num piscar de olhos reduzido a cinzas e destroços chamuscados.
Ela subiu as escadas retorcidas e um pouco derretidas até o segundo andar o andar estava menos queimado, mas anda estava muito destruído. Ela pensou:
- Tudo sumiu, nada restou.
Ela chorou, e Ciel a acompanhou até a carruagem, onde falou:
- Lizzy, você tem que descansar, afinal, amanhã será um péssimo dia
- Eu sei Ciel, amanhã será difícil.
E seguirão para a mansão Phantomhive, se preparando para a cerimônia, percorrendo a estrada lamacenta pelo seu nebuloso da tarde
Fale com o autor