Kuroshitsuji - Crônicas Do Cão-da-rainha

3 Capítulo 3: Este mordomo, derrotado?


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar um Capítulo, mas tinha provas a fazer. Para todos os efeitos, me esforcei para ficar ao seu agrado!
Divirtam-se!
(Agora os erros ortográficos foram devidamente corrigidos, obrigado aqueles que me avisaram)

Mansão Fleur

– Meus agradecimentos a todos por comparecerem, minha mestra com certeza está bastante feliz pela presença de todos. Lhes apresento agora nossa anfitriã, Lady Fleur! — falava o mordomo animado, quase dançando e fazendo gestos como se fosse um palhaço.

"Esse cara, ele não tem olhos vermelhos como os de um demônio, nem os olhos amarelos como os de um shinigami, quem é ele?" — pensava Ciel

Tap, tap, tap...

Os sons dos passos ao salto alto eram ouvidos por causa do som oco da madeira. Finalmente sua silhueta aparecia estampada em um vestido verde esmeralda lindo com vários babados brancos, babados extensos e quase transparentes. Seus cabelos eram brancos-rosados, presos na parte de trás por um lindo laço verde esmeralda, lisos e enrolados esvoaçantes a qualquer brisa que passasse. Seu rosto era de uma pele macia e delicada como a de um bebê se ajustavam perfeitamente a seu rosto de boneca que continham lábios macios e olhos verdes que combinavam perfeitamente com seu vestido. Em seu pescoço havia uma gargantilha branca de um tecido macio, que o cobria por completo, seus sapatos era de um salto alto, verde. Usava alguns anéis de Saphiras em seus dedos e rubis ficavam presos em seus cabelos.

– Linda... — falava Ciel, assim como todos os ali presentes cedendo suas atenções para a linda garota.

– Não é de feitio do Jovem amo se interessar tanto por uma garota não? — uma voz vinda de trás falava

– S-Sebas... — Ciel se vira, não era Sebastian, não aparentava ser tal

– Yes, my lord. — falava o homem para qual Ciel havia se virado, tinha aproximadamente 40 anos, cabelos vermelhos e para trás, óculos redondos que quase ocultavam seus olhos vermelhos, usava um terno marrom, assim como sua calça e tinha sapatos de bico.

– Como? — falava Ciel, virando-se para frente novamente, somente falando sem olhar para o homem, assim não chamaria atenção

– Esqueceu-se de quem sou? — perguntava, fazendo a mesma coisa que seu mestre, para não chamar atenção

– Entendo. O que é esta aparência?

– Sua ordens foram para que eu não fosse visto como mordomo por mais nenhuma pessoa a não ser você.

– O que descobriu?

– Nada ainda. Os documentos da mansão estão bem escondidos, precisaria de mais tempo para procurar, não é um trabalho humano conseguir disfarçar esta casa, tem algo aqui, acho que já sabe né?

– O que é este mordomo?

– Acho que já sabe, não é, jovem mestre?

– C-Como, os olhos dele...

– Observe bem.

Ciel olhava com atenção, eram lentes!

A dama começava a falar, com sua voz angelical.

– Muito obrigada aos aqui presentes na minha festa de boas-vindas. Muitos foram os preparativos para minha chegada, graças a meu dedicadíssimo mordomo, pude chegar aqui em minha festa de aniversário. Mas não tenho a intensão de fica-los perturbando com minhas palavras, que voltemos as festas. — terminava de falar, descendo as escadas, a garota estava rodeada de pessoas a sua volta e por isso não dava para conversar com ela no momento, teria que ser durante um momento em que somente desse para conversar sem ninguém ouvir, o momento perfeito seria dança, coisa em que Ciel, depois de certo constrangedor treinamento("--), agora saia fazer. Mas teria que ser valsa, para que trocassem de pares. A valsa deveria ser a 4ª música a tocar depois da chegada da anfitriã de acordo com o que Sebastian havia lhe dito. Como ainda tocava a primeira música, o rapaz resolveu buscar algo para beber ou comer, doce, de preferência e ao mesmo tempo fugir um pouco de Soma que estava continuamente importunando-o como uma criança.

A mesa era cheia de coisas, até mesmo comidas típicas de outros países, o mordomo provavelmente o preparara, já que não haviam outros empregados na mansão aparentemente. Era bom se distrair um pouco. Porém, ao entrar em sua "distração", e pegar sua fatia de pavê glaciado com passas ao rum, ouve uma voz as suas costa.

– Me concederia uma dança, jovem conde? — era a Lady Fleur, Ciel deixara sua distração de lado e se virava quase como se fosse um susto. A dama estava cordialmente pedindo seu acompanhamento em uma dança. Isso era estranho, pois aos costumes da Inglaterra, o certo seria o homem pedir a mão da dama. Porém, seria falta de educação recusar, e, ironicamente, o costume também era que a anfitriã ou anfitrião fossem os primeiros a dançar e também os destaques.

Ele estava com problemas.

Sendo Lizzy sua noiva, o garoto deveria levá-la para dançar e como Ciel era um conde jovem, deveria deixar aparente já estar comprometido, afinal qualquer influência poderia abalar o casamento e isso danificaria bastante as ligações de Ciel com a família Midford e até mesmo com Lizzy.

Além disso, tinha outro problema, ao ser o par que "abriria" o salão de danças, todas as atenções eram centradas nos mesmos, deixando assim, Ciel sem poder extrair informações. Contudo, seria uma desonra e falta de educação a um Conde recusar a dançar com a anfitriã que estava que estendendo a mão.

Ele não tinha outra escolha.

– Aceitaria de bom grado, Lady Fleur. — falava Ciel, se curvando

"Esta garota, é mais esperta do que pensava tenho que tomar cuidado e pensar em algo enquanto o mordomo dela não aparece ou está oculto"


–---------------------------------------------


A dança ocorria conforme Ciel havia esperado, não havia chance de interrogá-la, e muitas vozes ao longe contestavam quanto a Lizzy, que estava enciumada provavelmente. O chão brilhante ressaltado pelos lustres acima davam vida ao baile e para a beleza de Fleur, que era incontestável. Seus cabelo esvoaçavam a cada passo e seus olhos acompanhavam os de Ciel, seus lábios despertavam desejo e embora fossem pequenos, eram delicados e vermelhos como maçãs. Essa por acaso era a cor do rosto de Ciel '////'
A música era calma e bela assim como seus passos.
Porém aquilo não duraria muito.

Vidros se quebravam e as luzes se apagavam, ouviam-se muitos gritos, Ciel estava confuso sobre o que ocorria, será que seu plano dera errado?

Os candelabros logo voltaram a se acender, e lá, no topo de escadaria do centro da sala por onde a Lady Fleur havia aparecido estava o mordomo da própria anfitriã, segurando um homem por seu pescoço e o jogando da escada com uma força incrível. Ele parara no pé de Fleur, estava topo machucado, sangrando muito e com vários hematomas. Para o espanto de Ciel, este podia reconhece-lo, tinha aproximadamente 40 anos, cabelos vermelhos e para trás, óculos redondos que quase ocultavam seus olhos vermelhos, usava um terno marrom, assim como sua calça e tinha sapatos de bico.


"Sebastian!?"


O mordomo de Fleur descia as escadas normalmente, enquanto falava:


– Desculpe o incomodo, peguei este homem vasculhando seus aposentos minha lady e revirando vosso quarto. Ao confrontá-lo, sua velocidade era impressionante ao tentar fugir e suas habilidades e tentativas furtivas são sobre-humanas. Mas consegui deter-lo. Porém, acho que o Conde Phantomhive poderia explicar-se, já que conversara com o homem pouco antes do ocorrido. Não é, Conde?

Os olhares se voltaram para Ciel, especialmente o daquele mordomo, que tinha seus olhos brilhando tanto que transpareciam as lentes de contato assim como seu sorriso que transparecia sua aparência bondosa por uma sínica e cruel.


E agora, era um Checkmate?