Kuroshitsuji - Crônicas Do Cão-da-rainha

4 Capítulo 4: Esse mordomo, e seu contrato - Parte 1


Notas iniciais
Agora criei uma conta para interagir com vocês nos comentários já que não é possível comentar a própria fanfic.
Acho importante também que o próprio criador possa falar sobre sua obra e encaro as fanfics como uma mangá literário.
Contudo, provavelmente você ainda não estavam cientes de minha conta para comentários, que a propósito se chama Leoninhocomenta, então vou esclarecer as perguntas que vi ou ouvi dos leitores:
*Erros de ortografia: Bom, não tinha nenhum erro ortográfico nos capítulos, e sempre tomo a liberdade de revisá-los. Como li de um querido leitor que os haviam, tomei a liberdade de revisar de novo o texto e corrigi os poucos que haviam.
*Comportamento do Ciel: Bom, isso era bastante perceptível, obviamente é estranho para o Ciel expressar os sentimentos por uma garota como ficar vermelho e tudo mais. Porém, eles tem uma justificativa: Lady Fleur tem uma beleza imensa e como puderam ler, todos(homens e mulheres) no local ficaram estupefatos pela beleza da garota, assim como Ciel. Porém, se ao longe ficaram assim, imagina de perto. E esta beleza vai ter uma participação especial na trama.
Contudo, nosso Ciel continua o mesmo.
Bom, como é uma história estreante, não tive muitas dúvidas nem comentários dos leitores, porém, sempre responderei as que aparecerem.
Muito obrigado e apreciem a história! ^^
Romênia2 anos atrás

Meu nome é Catherine Fleur.

Nasci de uma família humilde, mas nunca faltava nada para comer, muito menos coisas básicas.

Eu era feliz.

Vivíamos em uma casa de madeira com sempre o essencial e nada novo. Tinha dois andares pequenos, não era espaçosa. Mas confortável.

Meu pai adorava minha beleza, isso era algum escape para ele, ficar me apreciando e penteando meus cabelos. Adorava brincar comigo, e a mim, todo seu tempo dedicava.

Minha família no momento era pequena, minha mãe havia morrido e meus irmãos saíram de casa para buscar uma vida melhor no exterior.

Por isso eu era este escape.

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A obsessão de meu pai fora crescendo, e me preocupava com seu emprego de lojista de uma pequena empresa, que era muito instável. Ele começava a faltar ao trabalho, e me chamava de "minha boneca". Eu tinha medo, o que podia acontecer se aquilo continuasse?

Meu pai começou a aparecer com muitos materiais de maquiagem. Nada que alterasse meu rosto, pois dizia que não se podia mexer no rosto de uma boneca que fosse linda como eu. Comecei a achar estranho, aqueles materiais eram caros.

Como ele os conseguira?

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Um dia achei em sua lixeira uma carta. Ele havia estado alterado ultimamente e em consequência disso, mais me dava atenção.

Não só me maquiava, não só me penteava.

Todo o tempo dele era pra mim.

Todo, desde brincadeiras e jogos até em compras e penteados.

Porém descobri porque ele estava tão alterado: Era uma carta de demissão.

Isso aconteceu por minha causa, e comecei a me odiar a partir daí, e em especial, minha beleza.

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Via meu pai tenso, mas ele nunca queria deixar transparecer, queria que eu ficasse feliz. Eu gostava disso nele, eu era tudo que aquele homem tinha.

Mas começou a passar noites fora e sempre voltava com dinheiro para comprar comidas e coisas para mim.

Mas era muito dinheiro e ele estava desempregado.

Pensei, — ele pode ter arranjado algum trabalho bom e não quer me dizer — Eu queria que fosse isso.

Estava somente me enganado.

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Era noite, eu estava dormindo e senti o cheiro de queimado na parte debaixo de minha casa, fui correndo ver o que era.

Desci rapidamente, mas parei na escada, para ouvir, sim, era um diálogo, era a voz do meu pai, a outra voz era de uma criança.

- Aláude Fleur, estou aqui para julga-lo pelos crimes que cometeu e que afligiram a Vossa Majestade a Rainha! — falava o garoto

- N-Não, eu não fiz nada! — gritava meu pai, eu entrava em desespero, queria ir ajudá-lo, mas tinha medo, sua voz era chorosa e triste

- Não estaria aqui se realmente falasse a verdade. — falava o garoto, com certa ironia em sua voz, ouvi o som de algum estalo.

TUM!

Não me conti ao ouvir aquele som, desci o resto da escada, mas parei em seu final, pois caíra para trás com a imagem com qual me deparava.

Me espantei com o que vira, enquanto escondia-me: Era meu pai, estava deitado com os olhos esbugalhados e um buraco enorme em sua testa, tinha muito sangue ao chão. Estava envolto em chamas, a casa pegava fogo.

Ao lado de meu pai, um grande homem de olhos vermelhos, era magro e tinha um cabelo lindo, preto, liso e dividido ao meio. Ao lado daquele homem vestido como mordomo, estava uma criança, tinha uns 12 anos aparentemente, estava vestido com uma cartola preta e um sobretudo preto e azulado, seus shorts eram azuis marinhos, assim como suas botas. Seus olhos eram diferentes, tinha algo estranho, um símbolo. Ambos pouco se importavam com o incêndio, especialmente o garoto e seu olhar distante.

Mas quase gritei, segurei, meu choro com o que percebi depois, sua mão, ou melhor, não ela, mas o que tinha nela. Era um revólver, o qual ele limpava com o mesmo pano que usara para limpar o sangue em sua face.

Como podia? Como podia uma criança fazer isso?! Como ele podia destruir minha vida assim?! Quem era ele?! Por que matara meu pai?!

Estava óbvio, a culpa era minha, de minha beleza. Por causa dela, de sua obsessão, meu pai virara um criminoso. E aqueles para qual olhava, eram seus carrascos.

Estava em lágrimas escondida, observando a cena, e aquele "mordomo" olhou para mim, seus olhos...não eram normais. Ele sorria como se achasse aquilo um grande circo.

Ele se virou e com o garoto, desapareceram entre as chamas. E agora, o que eu faria, só sei que perdia meus sentidos, muito lentamente por causa das chamas, eu estendia minha mão para alcançar meu pai, mas não conseguia, estava cada vez mais distante. Era sufocante. Não aguentava mais, estava sufocando. Aos poucos ia adormecendo. Perdendo meus sentidos. Era meu fim?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.