Kuro Tenshi no Densetsu - Jigoku no Mae Ni
10 Mundo Árduo
Notas iniciais
Assim que tudo acabou, Takashi deu a ideia de todos voltarem a Osaka e ficar em sua casa até a casa em Akihabara ficar pronta novamente. Ao que parecia tudo havia acabado. Eles chegaram lá no outro dia logo de manhã. Yui foi preparar o café de todos, logo depois todos tomaram banho. Nada além do normal.
— Yui. Leve Watanuki e Soli para o quarto onde vão ficar! – pediu Takashi. – Logo depois descanse! Você está livre hoje!
— Certo! – respondeu Yui prontamente. — Venham. É por aqui. – disse ela indicando o local com as mãos.
Neoteni havia ficado na sala sentada no sofá, e Takashi estava ao seu lado. O local estava silencioso até o moreno perceber que a garota aparentava estar mais cansada que o normal.
— O que houve com você? — perguntou Takashi preocupado.
— N-nada... É que é cansativo ficar escondendo as asas toda hora. — explicou Neoteni.
— Você pode ficar como quiser aqui! Está em minha casa, lembra?
Ela então respirou fundo e fechou os olhos. Instantes depois suas asas negras saíram por suas omoplatas lentamente. Takashi apenas observava. Elas eram lindas.
— O-o que foi? – perguntou Neoteni um pouco nervosa com o olhar do garoto.
— Ah. Não é nada... Desculpe. Estava vendo suas asas.
Neoteni tentou esconder suas asas de alguma forma. Ela estava envergonhada por mostrá-las.
— Eu gosto delas... – Takashi comentou com um sorriso tímido.
Por um momento, aquela vergonha por mostrar as asas se acabou. Seu rosto ainda se mostrava ruborizado, mas dessa vez ela mostrava alegria no olhar. Sem querer, suas asas se levantaram completamente. Bom... Pelo menos a da esquerda, pois a da direita acertou Takashi.
—Ahh... Perdão... Eu... Eu... – Neoteni escondeu as asas novamente e tropeçava nas palavras, embaraçada por causa do pequeno acidente.
Takashi não se segurou e começou a rir com o nervosismo da anja, que mesmo ficando brava no primeiro instante, acabou rindo também.
As gargalhadas eram altas e sadias. Era como se um grande peso havia sido jogado ao chão. Logo após, eles pararam para recuperar o fôlego e respiraram fundo logo depois. Era quase sincronizado. Takashi queria conversar mais com ela, e Neoteni queria dizer uma coisa ao menino. Quando um se virou para o outro, seus rostos ficaram a centímetros de distância. Eles se assustaram por um momento, e ruborizaram, porém algo impediu ambos de se distanciarem. O motivo era a respiração ofegante que ainda continuava após a risada de ambos. A respiração... Facilmente ouvida.
—Takashi...
— Neoteni...
Nada mais se passava na cabeça deles. Nada além do desejo que um sentia pelo outro. E Neoteni não queria perder essa oportunidade de jeito nenhum.
A anja se jogou em cima de Takashi, o abraçando fortemente. Ele não teve tempo para reagir. Ela logo agarrou seu rosto e tomou-lhe os lábios.
Takashi agarrou sua cintura e conduziu o corpo dela para mais perto do seu e em seguida aprofundou seu beijo ainda mais. Neoteni apertava suas costas e o beijava apaixonadamente.
Quando seus lábios se separaram, ambos se encararam, trocaram sorrisos tímidos e permaneceram abraçados.
— Takashi... É meio embaraçoso dizer isso, mas... Eu quero ficar com você para sempre! – disse Neoteni com um sorriso no rosto. Aparentava estar extremamente feliz. Takashi acariciou seu rosto, o que a fez roubar seus lábios novamente.
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Yui foi levando Soli e Watanuki até o quarto no segundo andar. A última porta que Havia no corredor.
— É aqui! – ela indicou abrindo a porta. — aproveitem.
A dupla entrou no quarto, e Yui fechou a porta e se retirou. O local era grande, e sem muitos detalhes. Apenas móveis normais que se encontram em qualquer quarto. Com destaque para a cama, que era grande, além de ser uma cama d’água. Quando a ruiva percebeu isso, pulou nela feito uma criança.
— O ar condicionado daqui é bem geladinho... – comentou Watanuki se deitando na cama.
— Pois é... Me faz lembrar um pouco de meu mundo. – lembrou Soli
— Seu mundo?
— É!
— Seus pais não são os reis do fogo? – Watanuki perguntou com um motivo: Queria saber se ela era realmente quem o loiro pensava.
— Sim... Mas eu vou contar uma história pra você;
#Le Flashback# *Narração Soli*
Quando eu era pequena, não ligava para nada. Eu era uma criança feliz e tinha muitos amigos... Só que quando fiz doze anos, uma maré de azar veio diante a mim...
12 Anos:
Estava no colégio. Era inverno e a neve cobria até os carros dos professores. Como eu tinha um tempo antes de voltar para casa, parei para brincar com a neve... Eu adorava neve. Foi lá que eu conheci o Konoe. Isso mesmo... No meio da neve. Foi enquanto eu estava deitada no chão deixando a neve me cobrir. Ele tropeçou em mim por não ter me visto... Eu fiquei envergonhada por ter feito aquilo.
— Ai... O que?! – ele me olhou e eu fiquei estática... Seus olhos eram muito lindos, e eu fiquei paralisada como se estivesse congelada na neve. Ele se levantou e me ajudou a levantar
— Me desculpe. – ele pediu, e eu nada respondi. Konoe ficou me sacolejando até eu voltar a si.
— Que... O que...? Ah! D–Desculpe. Eu fiquei aqui no chão e... – ele me cortou.
— Ficou parada aí deixando a neve lhe tocar? – como ele sabia?
— S–Sim. – eu Estava desajeitada e olhando para o chão.
— Eu também fazia isso. – ele riu e eu voltei a olhar para ele. Quando ele parou de rir eu desviei os olhos de novo. — Meu nome é Konoe, prazer!
— S-Soli... Soli Mizuno... Prazer em conhecê-lo! – ele riu de novo, com meu jeito desajeitado. Ele aparentava ser um pouquinho mais velho que eu.
A partir dali, eu andava com ele todos os dias. Descobri tudo sobre ele, inclusive a idade... Ele me contou sobre seus poderes e nunca ficava sério comigo... Mas eu nunca contei aos meus pais sobre ele. E nunca contaria, pois eles não gostavam que eu falasse com estranhos.
Tudo ia bem... Eu descobri que eu estava apaixonada por Konoe, e no dia que eu fui me declarar a ele, quando eu ia dizer tudo que eu guardei durante muito tempo... Aconteceu!
Um dia antes:
— Bom... Nos separamos aqui, até mais Soli – Konoe se despediu e ia embora, mas eu chamei a atenção.
— Konoe! – chamei e ele se virou sorrindo – é que... Nos vemos amanhã, certo?
— Claro!
— Que bom... Então... A-Até mais...
No outro dia eu saí da escola, e lá estava Konoe... Me esperando na saída... As meninas brincavam comigo, por que pensavam que ele era meu namorado... Quem me dera! Estávamos andando até chegarmos numa praça. A neve ainda cobria o chão. Eu fiquei de frente, o encarando... Daí ele me disse:
— “Você vai se declarar para mim?”—... sorrindo. Eu olhei meio surpresa... Ele leu a minha mente, e antes de qualquer coisa, ele tocou levemente meus lábios... O beijo dele era tão quente... Tão bom... Ninguém nunca mais me beijou assim... Ninguém nunca havia se apaixonado por mim antes. Ele parou de me beijar e ficou me encarando... Eu estava completamente chocada e quase desmaiei de vergonha... Valeu à pena esperar por isso.
Eu ainda não tinha dito aos meus pais sobre isso e tudo ia bem mesmo assim. Só que minha mãe estava desconfiada, pois eu chegava tarde da escola, dizia que eram as atividades do clube, mas ela não acreditou em mim e sem eu saber colocou alguém atrás de mim.
Nesse dia eu voltei para casa e me deparei com meus pais e um garoto um pouco mais velho do que eu em minha frente. Eles olhavam sério para mim e isso me deu medo. O garoto começou a rir da minha cara, como se algo muito ruim viesse a acontecer. Daí eles começaram a falar:
— Soli... Eu quero saber quem é esse garoto que você anda saindo?! – os olhos de minha mãe já transbordavam de raiva, e eu tentei inventar algo.
— D-de quem você está falando? – na mesma hora meu pai me deu um chute no estômago, me fazendo cair no chão.
— Ai... Ai... O que... – eu me contorci de dor e me esforcei pra não chorar, e consegui.
— Não se faça de boba... Colocamos Usk para espiá-la – Disse meu pai apontando para o garoto que ainda ria. – Subaru Konoe não é?
Quando meu pai disse isso, meus olhos se arregalaram... Ele fazia uma cara de nojo quando dizia o nome dele e quando meu pai fazia essa cara, já sabia muito bem o que iria acontecer...
— Traga-o para cá! Nós vamos ensiná-lo a não mexer com nossa filha! – ele ordenou
— E você, Soli... Vai aprender a não nos envergonhar de novo!
Depois disso, passei a não poder mais ver a rua... Parei de ir para escola e nunca mais vi Konoe novamente... Além de ter sido severamente castigada pelos meus pais... As cicatrizes que fizeram em meus braços e em minha barriga nunca vão desaparecer.
Fiquei dos 13 aos 15 anos apenas aprendendo a magia da família. Meus pais me fizeram para eu ser sucessora deles. Eles iriam escolher um homem para mim quando eu fizesse 18 e pelo o que eu sabia, iria ser o maldito do Usk. Eu o odiava...
Meu planeta é dividido em quatro reinos: O reino do fogo, da água, da terra e do ar, e entre esses reinos, havia os países. Eu e meus pais morávamos no reino da água (Por isso o do meu nome ser Mizuno). Porém, com um pergaminho proibido, meus pais aprenderam a dominar o fogo e logo depois controlar o reino do mesmo.
Aprendi muita coisa que meus pais sabiam... Eu estava pronta para encarar o mundo de novo, mas meus pais disseram que se eu me envolvesse com outro homem novamente, eu seria morta por eles.
Porém eu não queria de jeito nenhum me casar com Usk... Queria procurar por Konoe e fugir para qualquer lugar junto a ele. E foi numa noite, exatamente numa madrugada de sexta-feira 13 que eu preparei-me para fugir...
Acordei às três da manhã, não me importava com as roupas, levei o necessário... O que dava para encher uma mochila pequena e saí de lá sem ninguém notar... Mas não importa pra onde eu fosse iam me descobrir, por isso, voltei, deixei a mochila e roubei dinheiro dos meus pais. Eles foram muito idiotas por confiarem em mim novamente.
Porém quando eu estava para sair da cidade, dei de cara com Usk, olhando seriamente para mim, parecia um assassino, mas eu não era mais a mesma.
— Aonde vai, minha noiva? – Disse ele seriamente.
Eu odeio admitir, mas Usk era lindo, porém seu jeito de ser o manchava completamente. Aqueles cabelos negros... Aqueles olhos penetrantes... Se fosse uma pessoa boa talvez ele fizesse me esquecer de Konoe, mas não!
— Não interessa! E eu não sou sua noiva! – Eu fui Passar por ele, porém o mesmo segurou meu braço e me puxou para os braços dele.
— Por que é assim comigo? – Disse olhando sério para mim.
— Por que será? Você me tirou da pessoa que mais me amava! Por que acha que eu te odeio?
— Eu tinha ciúmes dele... Eu sei onde ele está – eu perdi a cabeça quando ele disse isso tão naturalmente.
— Sim! Ele está morto agora! – segurei a gola da camisa dele e o mesmo continuou indiferente.
— Quem te disse que ele morreu? Ele está na cadeia. A única que tem aqui no país do fogo!
O maldito sabia muito bem que eu nunca tinha andado pelo país do fogo. Mesmo assim eu larguei ele e fui embora, porém ele me atacou pelas costas. Seu poder era parecido com o meu, porém eu controlava o que chamamos de “Chamas Dinâmicas” e “Chamas Graciosas” e ele dominava o “poder da Lava” e as “Chamas Demoníacas”... Ele não tinha uma boa defesa, mas o ataque era quase perfeito, e às vezes a melhor defesa é um bom ataque.
— Desculpe! Não posso deixá-la passar – Usk voltou a usar aquele sorriso demoníaco pra lutar contra mim. Eu me levantei e levantei minha guarda — Ora... Que valente...
— Vou te mostrar o que meus pais me ensinaram durante anos! – eu disse eonvicta
— Hunf... Seus pais sempre disseram que você era ruim nos treinos... O que mostrará para mim?? Sua inferioridade. – disse rindo. Eu fiquei com muita raiva depois disso... Muita raiva!!!
Continua
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