Kuro Tenshi no Densetsu - Jigoku no Mae Ni
11 Achei Você!
Notas iniciais
Eu corri em direção a ele, porém estava cega por minha raiva e ele desviou e contra atacou com seu punho em chamas nas minhas costas. Eu caí, porém me levantei logo em seguida. Mas Usk tinha sumido de minha visão.
– Eu estou aqui! – A voz dele vinha de cima e eu olhei para este lado. Porém, o mesmo estava no subsolo e me atacou por baixo. Eu fui seriamente atingida pela lava e fiquei no chão.
– Haha... Como és fraca! Mal vi sua chama acender! Tu és uma piada ambulante – Dito isso ele chutou meu rosto. Eu não pude deixar do jeito que estava... Daí decidi usar uma técnica proibida que aprendi com a mãe... Só que nunca havia a executado antes. Eu me levantei e olhei para ele, só que dessa vez com absoluta calma. Precisava um pouco dela para executar. Antes eu dizia as palavras, mas agora é só pensá-las... Já dominei tal técnica perfeitamente.
– Apgūt manu glāzi un manu sirdi! Ievadiet vulcânincas dziļumā un veikt man visspēcīgākais gem apkārt!! – Antes da primeira sílaba, Ele já começou a olhar sério para mim, e logo após o fim das minhas palavras, meus cabelos mudaram de cor pela primeira vez e eu notei que minha força havia aumentado drasticamente... Eu olhei para Usk sorrindo, e o mesmo ficou surpreso.
– Maldita... Como você... – Eu não o deixei falar muito, mudei minha postura de ataque. Recuei dois passos e logo depois um cajado se fez em minha mão esquerda. Já que eu não sabia fazer nada com ele, fiz um movimento qualquer, porém, desse movimento, para minha surpresa, saíram várias estrelas de fogo em direção a ele.
Acabei o acertando. O mesmo voou, bateu numa árvore e caiu no chão. Vendo minha força só naquele ataque, ele colocou as mãos na terra e desapareceu da vista... Só sua voz era escutada:
– Seus pais vão saber disso! – Nada mais eu pude ver depois daquilo.
Eu não fraquejei após ouvir tais palavras... Continuei em frente! Precisava achar Konoe. Algo me dizia que eu tinha de vê-lo... Por isso não saí do país do fogo. Em minha cabeça, eu havia acreditado cegamente em Usk. Mas, as palavras dele eram as únicas esperanças de encontrar meu amado de novo. Escondi minhas cicatrizes, cortei meus cabelos, passando a andar com os mesmos presos de qualquer jeito, e saí procurando pelo país inteiro. Um dia me deram a última direção. Eu havia chegado à prisão de fogo, como estava escrito no letreiro.
Eu entrei, porém, não pela frente, e sim por Cima. Queria chegar logo às celas. Se alguém quisesse me impedir de ver Konoe, iria haver muitos problemas. Fui voando até o local onde os prisioneiros normais tomam sol. Não havia nenhum policial no local, então pousei ali mesmo. Já que era madrugada, a maioria dormia, mas pelo o que eu sabia, se eu aparecesse lá normalmente, iriam fazer barulho... E eu queria absoluto silêncio. Quando entrei no corredor onde ficavam os presos, vi um policial fazendo ronda, e ele estava vindo em minha direção. Momento perfeito!
O policial virou para a direita e ficou de costas para mim, eu sorrateiramente o ataquei com o mais silenciosamente possíve. Ele desmaiou e eu peguei as roupas dele. Porém não queria deixar rastros, então o tirei do lugar e voltei à prisão logo depois. Fui andando por todo lugar e não encontrava nada. Fiquei triste e com raiva ao mesmo tempo. Tanto por não ver Konoe quanto por acreditar em Usk. Cheguei a chorar copiosamente ao pensar que ele realmente havia morrido.
Foi quando eu vi uma escada que me levava para baixo. Pensei em segui-la, mas tinha que ver o que era antes. Por isso, levantei voo e fui para o topo do lugar. De onde eu estava só um completo idiota para olhar para cima. Quando eu fui seguindo a escada comecei a ouvir vozes. Eu parei, fui ao chão e me escondi nas paredes, já que a escada era do formato de caracol. Quando virei no final da esquina, vi mais algumas celas no local. E eram celas muito precárias... Nenhuma delas estava limpa, a eletricidade estava ruim... E havia... Gente morta no local.
Não havia ninguém no corredor... Quem falava era um prisioneiro... E ele dizia o quanto sentia saudades da pessoa que ama. Outra voz, que parecia ser do parceiro de sela desse que havia falado disse:
“Eu só quero vê-la de novo. Quero dizer o quanto amo essa menina”.
Eu ouvi a voz dele e perdi a cabeça, entrei toda descuidada, e ele realmente estava lá. Eu encontrei Konoe novamente. Ele estava magro, mas sóbrio. Quando me viu chamando o nome dele, achou estranho, mas quando eu tirei o chapéu e soltei meu cabelo, ele se surpreendeu e sorriu feliz.
– Soli... É você?! – Lágrimas saíram do rosto dele e seguidamente do meu também. No mesmo segundo retirei o cadeado do lugar e quando abri a cela o abracei. Não com força. Estava com medo de machucá-lo.
– Estou de volta... Konoe. Eu voltei por você. – O garoto que estava junto a ele estava sorrindo. Parecia estar feliz por estar parcialmente livre – Vamos sair daqui... Nós três! Vocês não parecem estar bem.
– E não estamos! – respondeu o garoto – Nós estamos nessa cela podre sem comida a umas seis ou sete semanas. – Quando ele disse isso eu fiquei com raiva. Estava há alguns dias sem comer por causa da procura pela cadeia, mas eles... Eles estavam ainda pior. Parecia que queriam que eles dois perecessem a fome nessa cela. Konoe e o garoto conseguiam andar normalmente, mas estavam horríveis.
Eu os peguei e voei junto a eles. Estavam tão leves que eu nem usei muita força para levantá-los. Só que eu tinha um mau pressentimento. A fuga dessa cadeia foi fácil demais!
Eu fui voando até o reino da água, no país da neve, onde eu morava antes. Nós fomos a uma casa abandonada. Logo eu soube da história do companheiro de cela de Konoe... Foi tudo um engano e sequer deram uma chance dele se defender.
Eu não tinha ideia de como alimentá-los, então eu tive uma ideia. Idiota, mas era o que eu tinha.
Os mantive escondidos enquanto eu trabalhava. Em uns três meses eu já tive dinheiro suficiente para deixá-los em perfeitas condições... Enquanto eu trabalhava, pesquisei sobre outros planetas e descobri a terra... Era um pouco longe, mas era um lugar perfeito. Soube que com nossa tecnologia, conseguíamos chegar a terra em 12 horas. Mas não era um preço muito barato a pagar... Precisava ficar por mais um tempo. Mas, eu estava insegura. Estava com medo de me descobrirem... Então eu decidi cometer um pecado.
Pensei em não falar com os meninos o que eu faria, mas eu me sentia como se estivesse traindo os dois. Então...
– Não faça isso! – Disse Konoe. – Por favor!
– Eu preciso fazer... Eu quero sair daqui! E quero levar vocês! Se nos descobrirem... Quem sabe o que farão com a gente?! – Eu disse. – Eu não quero te perder de novo! Nem você e nem o Tasuki (Tasuki era o colega de cela de Konoe). Vamos para a terra!
– Mas... Roubar e sair ileso exige um pouco de inteligência... Né? – Perguntou Tasuki mostrando preocupação.
– Eu já tenho tudo em mente! Será tão fácil quanto quando eu tirei vocês da cadeia! Dará certo – Eu disse olhando seriamente para os dois. Eles estavam com faces preocupadas.
– Se isso significa viver melhor... Mas, que seja só uma vez! – Disse Tasuki
– Se ele vai e você também... Eu também irei! – Disse Konoe escondendo a preocupação com um sorriso.
Eu sorri feliz, mas estava com medo. Muito medo... Estava pretendendo cometer algo horrível, mas era para o meu melhor... Não tinha outra saída!
Por pura coincidência, era madrugada de sexta feira 13. Konoe, Tasuki e eu saímos para ir ao único banco do bairro onde nós estávamos. Havia chegado à hora!
Eu era a única que sabia voar, então, como sempre, os levei voando comigo até o topo do banco. Chegando lá, começamos o plano: Konoe iria pela ventilação para a sala principal e iria criar ilusões para burlar as câmeras, Tasuki iria pegar o dinheiro, enquanto eu distraia os policiais... Com meu corpo.
Não soube o que aconteceu depois disso. Eu fui fazer a minha parte e fui em direção aos guardas de lá... Foi bem assim. Eu entrei e um dos guardas ligou a lanterna iluminando meu corpo.
– Quem é você? – Perguntou o guarda
– D – desculpe... Eu trabalho aqui e acabei pegando no sono – Menti feio
– Isso é mentira... Irei prendê-la
– Por favor... Não faça isso – Nessa hora desabotoei parte da camisa que estava usando, mostrando um pouco dos meus seios a ele.
Para ver como as pessoas de lá são... Ele mudou completamente o comportamento... Quando eu peguei a mão dele e coloquei em meus seios, fiquei horrorizada. Mas, não podia parar por ali.
– Hum... Você é bom nisso... – Eu disse sorrindo. – Tem mais alguém... Tomando conta desse lugar? – Perguntei com um sorriso malicioso na boca
– N – Não... Só tem eu...
– Que pena... Eu queria aproveitar essa noite.
– Ah... Uns minutos não faz mal a ninguém!
–Tem certeza?
– Claro!
Eu o agarrei como se eu fosse amante dele, e o mesmo me possuiu por completo. E durou mais tempo do que eu queria. Mais tempo do que eu precisava. Porém, antes sobrar do que faltar. Eu coloquei minha roupa, derrubei ele e fui embora. Não o derrubei antes por que se não quando acordasse iria dar alerta de algum jeito... Não queria isso.
Quando saí, vi que os dois estavam me esperando. A missão havia sido um sucesso! Nós três dividimos o dinheiro e nos preparávamos para voltar para casa... Porém, quando viramos nossos corpos, demos de cara com Usk e mais dois subordinados deles.
– Ora quem está dando uma de ladrão na “minha” cidade. – disse ele rindo
– Usk! – Minha voz saiu com raiva. Cerrei os dentes na hora.
– Oh, minha mulher! Terei de te dar uma lição!
– Você? Eu não o temo mais! Você é fraco. O que fará contra mim?! Me morder? – eu ri
Mas eu ri sem saber que ele havia algo na manga. Ele sacou uma espada, e da mesma saíram duas mãos negras que seguraram o braço dele e transformou o braço inteiro e parte do corpo em algo monstruoso.
– A Espada Yamar Mak! Não acredito! Logo você se tornou hospedeiro dela?
– Calada! Você não sabe da humilhação que eu passei por deixar você escapar! Eu vou lhe matar de uma vez!
Ele me atacou, porém eu fui defendida por konoe. Ele parou a espada com a palma das mãos, Usk se surpreendeu com a força dele. Porém, havia um oponente para Konoe.
– Konoe! Deixe o Usk comigo! – Eu disse convicta
– Soli?! Mas... –o cortei
– Ele ainda não está completamente possuído pela Yamar Mak. Ainda é fraco! E eu sei me virar sozinha – Sorri para ele
– Tudo bem... – Ele disse ainda um pouco relutante.
Usk virou-se para mim e não disse nada, apenas me atacou. Mas, ele me atacava cegamente, assim como eu o ataquei há um tempo. Não conseguia me acertar golpe nenhum. Eu poderia atacá-lo normalmente, mas sempre fui insegura lutando, então logo usei minha técnica. Logo estava com os cabelos brilhando na cor escarlate de novo.
Quando ele me atacou de novo, eu com meu braço joguei a espada dele para o lado e deu um soco certeiro no rosto dele. Minhas mãos estavam “Alimentadas” com fogo. Então o estrago que eu fiz foi bem grande.
Usk era muito inferior a mim, logo estava todo queimado e machucado. Ele se levantou de novo e levantou a espada contra mim. Mas, dessa vez ele estava com muita raiva de mim.
– Vagabunda. Eu não sofrerei nenhuma humilhação de novo! Eu disse nunca! – A ultima frase foi um grito ensurdecedor, e com ela veio um grande brilho branco. Parecia que Usk estava ganhando mais poder. Porém, tudo mudou. Ele estava na verdade inchando cada vez mais. Seu grito agora era de desespero. Ele estava prestes a explodir. Quando Konoe e Tasuki vieram em direção a mim eu gritei “NÃO!” eles pararam e eu apontei para Usk, que finalmente explodiu.
Eu não sei como consegui fugir daquilo! A explosão destruiu o banco e eu fui arremessada longe. Acho que foi por que eu levantei voo e me taquei para trás com velocidade. Mas eu não achei nem Konoe e nem Tasuki.
Chorei de tristeza pensando no pior. E fui embora. Não queria encontrar mais ninguém.
Com medo de ser descoberta logo por causa do roubo, usei o dinheiro que ficou comigo para sair daquele mundo e foi assim que eu parei na terra... Porém, ainda não sei por que meus pais sabem por que eu estou aqui!
#Flashback OFF#
Quando Soli terminou de contar a história, Watanuki ficou fitando a menina e caiu em lágrimas.
– Ei... – Soli começou a limpar as lágrimas do loiro. – O que houve?
– N-Não é nada demais – Respondeu o menino. – Bom... Na verdade é sim! Sabe... É que... – O menino parou
– O que é? Diga! – Disse Soli com um ar doce.
– Eu... Eu sou o Konoe! – Respondeu
– O que?! –Soli perguntou assustada.
Continua
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