Kuro Tenshi no Densetsu - Jigoku no Mae Ni
7 HATE - Parte I
Notas iniciais
— Realidade? – perguntou Takashi — Explique isso direito!
— Não queremos nada com você, humano – assim que retrucou, mais quatro pessoas apareceram atrás do homem.
Uma garota de cabelos loiros e olhos vermelhos, que usava um vestido meio fora de época. Lembrava muito os que rainhas antigas usavam. Era vermelho, com adereços brilhantes e modelo bem plissado. Chegava a lembrar o de Neoteni, porém com mais detalhes. Luvas brancas, uma bota prateada e uma maquiagem forte.
Um homem ruivo com asas negras. Não aparentava ser muito velho. Tinha caninos avantajados e olhos rústicos. Não usava camisa, e seu abdome era definido, mas nada muito exagerado. Estava vestido apenas com uma calça preta e um tênis comum da mesma cor.
Uma menina “comum”. Aparentava ter um dez anos. Cabelo castanho e olhos amarelos. Estava usando uma minissaia jeans, e camisa de manga branca com uma estampa de anime.
E uma garota de cabelos negros. Seus olhos eram castanhos e meio distantes. Estava vestida com uma calça branca de tecido fino que mostrava um pouco de suas curvas, um tênis de corrida branco, e uma regata verde.
— Mas eu quero algo de você... Uma explicação agora... Olha que eu to de bom humor hein? Explique-se agora! – ordenou Takashi
— Ora... Tudo bem... Eu explicarei... – o homem sacou um par de Tonfas e socou o ar com uma das mãos. E de repente, o lugar onde Takashi e os outros estavam se tornou um beco bem parecido ao que o moreno havia encontrado a anja.
— O... O que foi isso?? – perguntou Neoteni com certo medo.
— Incrível como uma ilusão pode ser tão convincente – comentou a loira que estava ao lado do homem.
— Ilusão... – Takashi olhava em volta e ainda parecia não entender nada. Yui, Watanuki e Soli ficaram quietos.
— Isso mesmo... – o homem começou — O lugar onde vocês estavam brincando... Nunca existiu. – Neoteni sentia um pouco de medo, e por isso, segurava o braço esquerdo de Takashi com força.
— Ei... – chamou Takashi olhando para a menina, que fez o mesmo — Está tudo bem... Eu estou aqui... Sempre estarei. Ou você se esqueceu disso? – Neoteni nada respondeu, e ele deu um sorriso a ela.
— Eu ainda não entendi – começou Yui — Isso nunca existiu? Então como eu sinto que a força de Neoteni evoluiu?
— O lugar... Apenas o lugar nunca existiu... Tudo o que fizemos era verdade... Mas a casa, o campo infinito... Isso nunca foi verdade... A casa verdadeira é aquela ali. Eu e Soli podíamos ver o que havia fora, mas vocês não. – explicou Watanuki.
— Ah! Sem mais explicações... – o ruivo interrompeu com uma voz irritada
— Acalme-se Selion! Não sabemos do que eles são capazes! – alertou a pequena menina ao lado dele
— Athena... Você não entende – Selion olhou para frente e de repente suas asas abriram e seus olhos ficaram completamente vermelhos, assim como seu cabelo – Selion quer brigar! – gritou
— Tudo bem, Selion... Dessa vez deixarei você escolher seu oponente – disse o homem. Selion olhou atentamente para todos e fitou Takashi. — Ah... É esse que você quer? Então vá!
— Valeu Itachi – Selion agradeceu voando para cima de Takashi. Sua velocidade no ar era impressionante e o seu rasante contra o moreno parecia ter acertado o alvo, todavia apenas aparecia... Ao pisar no chão, não notou Takashi correndo em sua direção e quando notou, era tarde demais... Selion voou longe.
— É só isso que você sabe fazer? – perguntou Takashi rindo logo depois.
— Droga! Não posso ficar parada aqui – Athena sibilou, inicialmente correndo em direção a Takashi, entretanto foi parada por Neoteni.
— E–eu sou sua oponente! – disse com um tom sério
— Ora... Mas que sorte a minha... Itachi, eu pego a anja – avisou
— Sim... Erika, onde está a Vini? – perguntou Itachi à loira.
— Está atacando... Você sabe como, caramba! – respondeu Erika
— Ótimo! Vamos de uma vez...
Os dois partiram para cima de Yui, Soli e Watanuki. Os três permaneciam parados a espera da investida da dupla inimiga, porem...
— Vini! Agora! – gritou a loira, os três não entenderam muito, até sentirem um tremor vindo de baixo.
— Você e Watanuki!! Saiam daí agora! – gritou Soli. — Algo grande vai acontecer aqui...
Cada um correu pra um lado diferente, e foi bem a tempo, pois uma explosão de lava saiu de onde eles estavam. Com o estrondo, os três caíram no chão.
— Que sorte... Escaparam... Não terão sorte na próxima. – disse Vini saindo das chamas que queimavam o chão do lugar. A menina apresentava um rosto sério por entre seus cabelos longos e negros.
— Sinto muito por ter estragado seu ataque... Mas, a minha magia é semelhante a sua. É fácil perceber uma armadilha primária como essa! – Soli disse com desdém. — Vocês dois, saiam desse beco agora, Vão para um local mais aberto, assim como Takashi e a anjinha fizeram. Eu fico com ela.
Yui literalmente subiu as paredes e foi perseguida por Itachi, enquanto Watanuki entrou pela porta dos fundos de um bar qualquer que estava naquele lugar. Erika quebrou a parede com um soco e entrou no mesmo lugar que Watanuki, em um setor diferente.
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— Vamos... Levante-se – disse Takashi ao ruivo. O moreno já estava um pouco mais distante dos outros. Ele correu para uma praça que havia no lugar, perseguido pelo ruivo, que voava em direção a ele, mas o que Selion não havia percebido era que Takashi queria cansar suas asas para obter vantagem no chão. Quando o moreno parou, virou-se para Selion, agarrou suas mãos e o jogou no chão... E esse foi o motivo para ele dizer isso ao ruivo.
— Você... O que você é? – perguntou Selion no chão
— Eu? Eu sou apenas mais um humano que não tem medo de aberrações... Você é um humano não é? E mesmo assim tens medo de mim... – disse Takashi confiante.
— Droga... – praguejou Selion se levantando — Não... Eu não sou humano... Humanos não podem voar seu idiota. – disse olhando sério para Takashi
— Ah, é mesmo... Vou ver se arranco suas asas e implanto em mim para ver se posso voar. – zombou o moreno
— Vai se arrepender por zombar de mim, humano. – Selion não tinha mais forças para abrir as asas e voar, por isso, foi correndo mesmo para cima do moreno, mas ele não era tão rápido como antes, por isso, seus socos só eram eficazes para acertar o ar. Takashi desviava de tudo que Selion tentava fazer. Socos, chutes, joelhadas, mordidas... Tudo.
— Agora é minha vez... Quero te bater um pouco – disse o moreno estalando os dedos. Ele iniciou os ataques dando uma sequência de socos no rosto do ruivo, em seguida dando uma joelhada na barriga e um chute no peito. Selion voou longe, caiu e permaneceu no chão.
— Cara... É só isso que você é capaz? Nem sangrou direito e já está derrotado... Você é entediante e... Eu sei que tem mais alguém aqui! Apareça! – ordenou Takashi ouvindo alguém se aproximar.
Quando a pessoa apareceu, Takashi já estava tentando arrancar as asas de Selion, que gritava. Por sinal, era uma garota que havia se apresentado na frente deles. Tinha cabelo rosa, traços finos e frágeis, olhos vermelhos e usava um vestido rosa que lembrava muito a de uma boneca.
— Você é... – começou a garota
— Quieto! Safado! – gritou Takashi sem nem ouvir a menina
— Não... Pare... Por favor... Eu ainda to despertando meus poderes. Desculpa se eu fui um mau oponente... Desculpaaaa! – gritava Selion
— Eu não tenho piedade com ninguém. Mas, eu vou deixar suas asas em paz! – disse Takashi
— O–obrigado...
— Porém... – Takashi pegou os braços de Selion e os rodou até quebrá-los completamente. O ruivo gritou e chorou com a dor. — Depois quero fazer perguntas – Takashi, antes de ir embora, o prendeu numa árvore com as correntes do balanço.
— Eu esqueci... Eu tinha ouvido alguém aqui... Ah... Não importa. – Takashi saiu da praça e foi indo embora
— Pra onde você vai? – perguntou Selion a Takashi ainda com lágrimas nos olhos
—Eu vou voltar... Já disse que quero fazer perguntas a você.
Takashi foi seguindo em frente, pensando se ele era forte demais, ou se seu oponente era fraco demais...
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Soli e Vini estavam paradas uma olhando seriamente para outra. A ruiva pensava que sua inimiga escondia mais truques em sua manga. Ela olhava nos olhos de Vini e parecia que estava lendo a mente da garota. Soli via tristeza em seus olhos. Parecia que era obrigada a lutar contra a ruiva. Era estranho, mas não tinha escolha. Vini parecia não querer deixar a ruiva sair de lá. Ela teria de tirar à garota a força.
—Você... Por que olha tanto para mim? – Soli perguntou, Vini nada respondeu, apenas mudou seu olhar. Parecia estar confusa.
Soli deu dois passos a frente, Vini se assustou, deu um pequeno gemido, dois passos para trás e atacou a ruiva conjurando cinco lanças de fogo contra ela. Soli foi atingida por uma e caiu, porém se levantou logo depois.
—Essas lanças... São... Fortes – a ruiva sentia forte queimação no local onde fora atingida. Ela tapava a queimadura com a mão esquerda. Precisava levar a luta mais a sério.
— Sabe... Ultimamente eu venho treinando com um garoto muito chato, sabia? Ele ficaria puto e me deixaria puta se eu perdesse essa luta... Então, sinto muito, Mas eu vencerei. Hora de levar um pouco a sério, quietinha!
Soli correu em direção a garota dos cabelos negros, que parecia estar com medo do “Instinto animal” que Soli mostrava naquele momento. O fogo parecia possuí-la completamente por dentro. Chamas se formaram em volta de seus punhos, a inimiga atacava com suas lanças, o que dificultava o ataque da ruiva, que queria ir ao encontro da garota dos cabelos negros. A mesma atirava suas lanças sem olhar. Parecia com medo e já estava se sentindo cansada. Soli não sabia, mas essas lanças conjuradas exigiam muito da magia de Vini. Ela já não conseguia mandar ataques com velocidade como antes.
— Você é estranha – começou Soli — É bem séria e só falou do ataque de fogo que lançou em mim e nos meus amigos mais cedo!
— É... Não falo muito... – respondeu Vini
— Pois é... Não vou perder meu embalo...
Soli voltou a correr imaginando mais ataques de longa distância de Vini, mas o que surpreendeu a ruiva foi que a menina virou as costas e correu. Soli tinha mais velocidade, porém estava se cansando daquilo. Por isso, deu um salto. No ar, seus pés também foram envoltos por chamas.
— Isso é o que o cara chato me ensinou! – ao chegar mais perto do Solo, Soli gritou. O chute no chão começou a fazer rachaduras no mesmo, fazendo fendas e aberturas grandes. Foi questão de segundos até Vini ser “sugada” por uma das fendas. Mas, não era só aquilo. Soli ainda tinha mais um chute poderoso para dar. E ela golpeou o chão de novo, fazendo uma grande e profunda cratera. As pedras soterraram Vini.
— Pois é... Acabou! Foi fácil... Eu me sinto... Mais forte – disse Soli socando o ar. Porém, as pedras começaram a tremer. Soli tinha um mau pressentimento.
— Maldita! – Vini não havia sido vencida assim, e contra atacou Soli com seu “Rio de lava” de novo. As chamas que saíram do chão pegaram a ruiva de surpresa. Soli levou todo o dano e caiu. — Achou que eu ia perder assim? – perguntou Vini mantendo sua face séria
— E você acha que eu ia perder assim? – retrucou Soli se levantando como se não estivesse sentido o golpe.
— N-não... – Vini mudou sua expressão... Mudou para o que realmente sentia em relação à Soli: medo.
— Está com medo é? Eu nunca tive medo da realidade! Conheça seu lugar! – Soli deu um soco na barriga de Vini. Suas mãos ainda flamejavam. A ruiva deu mais dois no mesmo local e em seguida, segurou o pescoço da menina e o apertou.
— P-pare! – pedia Vini ao meio dos vômitos de sangue.
— Se eu fosse do jeito que era antes, você teria me matado agora a pouco. – Soli cuspiu um pouco de sangue, mas não hesitou no enforcamento — Acha que eu terei pena do seu rostinho bonito agora? – perguntou gritando com certa fúria. Seus cabelos já começavam a mudar de cor
— Por... Favor... Pa... Re... Ah... – Vini pereceu em frente aos cabelos escarlates de Soli, chorando de dor... Morrendo tristemente como já parecia estar. Depois disso, Soli apenas a jogou no chão, sem piedade alguma.
— No final, ela só tinha o ataque surpresa mesmo... Onde será que está todo mundo? – perguntou Soli. Quando ela olhou em volta, viu que havia destruído grande parte das casas em volta. Pois ela e Vini estavam lutando em um beco. Foi embora rapidamente depois disso
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Simultaneamente a essas lutas, na parte de cima do lugar. Onde “quase dá para se tocar o céu”, estavam Itachi e Yui. A morena sacou um soco inglês inusitado e colocou na mão esquerda, enquanto na direita, segurava uma faca com três pontas. Itachi a olhou da cabeça aos pés, o que fez a garota corar um pouco. Na verdade, ele estava tentando descobrir qual era o poder dela, mas já sabia que ela era como ele. Bom na luta a curta distância
—Bom... Antes de lutar com você eu quero saber: O que querem conosco? – perguntou Yui
—Eu já disse! Com vocês eu não quero nada! Queremos a anja. – respondeu Itachi
— Do que está falando? – perguntou Yui sem entender muito
— Você não entendeu morena de cabelos pequenos? Vamos pegar aquelas que dizem que juntas trarão destruição a esse planeta. Sim... A anja negra que foi rejeitada por deus e a filha rebelde dos deuses do fogo! – disse Itachi. Yui mudou sua expressão e ficou em silêncio. Itachi voltou a falar – Sem mais palavras, pois eu gosto da ação! Lá vou eu.
Itachi foi ao ataque a Yui, e foi com tanta velocidade, que chegou a ficar invisível, mas seu soco acertou o ar, e sua joelhada foi parada. Yui Tentou cortá-lo diagonalmente com a faca pontas e quase acertou Itachi. Seu golpe rasgou a camisa dele.
—Uh! Você é rápida! – disse Itachi sorrindo — Vai ser interessante!
—Você também... Desviou de meu ataque! Só Takashi conseguiu isso até hoje... Mas vamos ver se você é tão rápido quanto ele. – O piso da cobertura era feito de Acrílico. Eram vários quadrados grandes, no qual cabia uma pessoa dentro de cada um. E isso deu uma ideia de confundir seu inimigo.
—Piso bonito, não? – perguntou ela.
— Hã?! – perguntou Itachi confuso.
Yui manteve seu sorriso até quando uma aura branca começou a envolvê-la. A morena olhou para seu inimigo e dissipou a aura completamente, cortando-a com sua faca. Depois disso, ela pulou um quadrado, e o mesmo ficou iluminado quando pisou nele. A morena correu em direção a Itachi e a cada quadrado que ela pisava ficava iluminado, e o contrário acontecia com o quadrado que ela deixava de pisar. Yui ficou de frente a Itachi, mas o que o homem pensou que a garota ia fazer não aconteceu. Ao pisar em um quadrado a frente de onde Itachi estava ela caiu. Como se o quadrado se quebrasse. Porém, no mesmo segundo ela voltou num quadrado que havia atrás de Itachi e o socou pelas costas. O homem voou longe e se levantou pouco depois.
— C–como faz isso? – perguntou ele
— Ah... Isso é apenas um dos meus truques. – respondeu Yui — Eu apenas tiro a força que nos deixa em pé com meus pés. Irônico, não?
— Não Entendi... – retrucou Itachi
— Resumindo: Você não pode “pisar no ar”. Se não você cai, não é? Eu faço mais ou menos isso... Eu também não entendo muito bem. É como se fosse um teletransporte...
— Eu não quero derramar sangue para início de conversa... Por isso não quero nada com você! Porém, você ta deixando as coisas ainda mais interessantes... Lutarei de mãos limpas como sempre fiz... Venha! – chamou Itachi em tom desafiador
Yui Foi a ataque contra Itachi, porém desaparecer e aparecer atrás dele não funcionou dessa vez. O homem virou-se ao mesmo tempo em que Yui apareceu e acertou um soco no rosto da garota.
Yui se levantou e nem deu tempo para se recompor direito. Itachi deu uma joelhada em sua barriga e uma sequência de socos no rosto da menina. Em seguida, deu um empurrão que fez a morena voar longe. Mais um pouco e a menina caía da cobertura.
— O que houve? Pensei que era um desafio mais difícil – zombou Itachi olhando indiferente — Parece que... Tudo acabará aqui! – Itachi não deixou Yui se levantar. Colocou um dos pés no peito da garota, que deu um gemido. — Será que eu te dou uma trégua? Ou eu te mato de vez? – Itachi passou a colocar o pé no pescoço da menina. Mas, Itachi não havia notado que Yui ainda tinha sua faca na mão e rasgou o pé que estava a estrangulando.
— Que pena, não é... Mas eu não pretendo perder pra você! – disse Yui se levantando assim que Itachi sentiu a dor.
— Eu subestimei você por parecer frágil! Agora vou ficar sério! – disse Itachi
— Obrigada! – agradeceu Yui o reverenciando debochadamente.
Itachi correu em ataque a Yui, deu um salto e se ajeitou no ar para dar um chute na garota, mas foi em vão. O ataque acertou o chão e o quebrou com o impacto, mas não completamente. Ele continuou a atacar, e seus golpes eram bem mais rápidos do que antes, mas Yui era bem rápida nos desvios. Mesmo assim, ela tinha de ter cuidado para não cair lá do alto. Era uma queda sem volta até para ela.
O homem tentou dar um soco, mas Yui desviou e acertou um soco forte com seu soco inglês, o que o jogou para cima. A menina aproveitou e rasgou a pele do homem no ar duas vezes com a faca. Logo depois deu um chute horizontal na barriga do homem, o que o faz voar longe e cair da cobertura.
— A vitória é minha! – gritou Yui Sorrindo
— Até parece! – disse Itachi colocando a mão na beira da cobertura e voltando a subir nela. O Sorriso de Yui sumiu.
— C–Como você...
— Eu também tenho meus truques menina – disse Itachi — Você me machucou... Vai pagar por isso
Itachi deu um salto e seu corpo se impulsionou para cima de Yui, com extrema velocidade, mas o soco de Itachi acertou o vazio, e depois de o homem acertar o chão da cobertura, uma poeira se levantou.
Logo depois da poeira baixar, dava pra ver que um buraco foi aberto no chão. Se aquilo acertasse Yui, certamente não haveria mais volta. A menina atacou o homem tentando acertá-lo tanto com socos quanto com facadas, mas nada era eficaz. Itachi deu um soco no rosto da menina, que tentou bloquear com os braços sem eficiência. Ela foi arremessada com a força do golpe. Foi à hora que os dois sentiram um tremor na cobertura. Foi quando ela tombou e Yui, que ia se levantar caiu de novo deitada. Itachi tentou atacá-la, mas seu peso fez o lugar tombar mais ainda — Ele não era gordo. O Lugar que ficou estável de repente. Isso fez Itachi acidentalmente cair em cima da garota, que corou no mesmo segundo.
Itachi perdeu sua atenção por um momento, isso por que ele sentiu um ótimo cheiro vindo de sua inimiga. Ele continuou em cima da garota, e a mesma não fazia nada. Qualquer movimento brusco da garota podia fazer o lugar desmoronar. Ao abrir os olhos, viu Soli enforcando Vini, mas não pôde fazer nada... Seu olhar mudou ao vê-la morrendo... E sem nenhuma razão, ele repousou seu rosto nos ombros de Yui.
— E-ei... O que Significa isso? – perguntou Yui assustada.
— Me desculpe... Esqueci que ainda é minha inimiga. – Itachi saiu calmamente de cima da menina, deu as costas e foi em direção ao buraco que fez.
— V-vai aonde...? Nossa luta ainda não acabou! –disse Yui sentada
— Nossa luta... Acabou... Vamos nos ver de novo! – Itachi pulou pelo buraco e foi embora, deixando Yui confusa.
Já na parte Térrea, Itachi se ajoelhou pegou o corpo morto de vini. Ele a olhou em seus olhos mortos e o fechou com seus dedos. Logo depois suspirou e olhou para o alto.
— Eu disse que não era pra aceitar isso... Eu perdi a única amiga que eu tive por causa de dinheiro... Merda! Merda! – depois disso, o homem abraçou Vini — Por mais que eu pareça ser sério, eu não queria perdê-la, Vini...– Itachi apertou o corpo da menina e o largou logo depois... O corpo estava brilhando e logo depois ele desapareceu em bolas negras e foi rumo ao céu. Itachi revelou seus olhos de tristeza e depressão. — Onde estão os outros? – perguntou. Logo em seguida levantou-se e foi embora.
— “Será que um dia você volta pra mim? Já me sinto sozinho... Porém... Minha alma de pedra não me permite chorar”— Itachi pensava olhando para o alto.
continua
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