Kuro Tenshi no Densetsu - Jigoku no Mae Ni
8 HATE - Parte II
Notas iniciais
Watanuki, na hora da "fuga" entrou na porta dos fundos que havia na frente dele.
O Loiro estava dentro de um depósito de bebidas. Havia incontáveis lá... Vinhos, saquês, whiskeys, aguardentes... Watanuki começou a pegar as garrafas e pensou em algo que envolvia seus poderes. Mas antes, precisava saber se havia inimigos para enfrentar. A resposta veio com uma voz feminina.
— Está aonde, loiro bonitinho? — perguntou Erika. O lugar na verdade era um bar que estava abandonado. Watanuki notou pela validade das bebidas e Erika notou pelas mesas e cadeiras podres e destruídas. A loira tentava fazer o menor barulho possível, pois havia várias portas no local, e o buraco que ela abriu poderia atrair seus inimigos.
Watanuki ouviu Erika, e já com garrafas na mão, decidiu dar seu ataque. Só que ele não revelou seu esconderijo tão facilmente. O loiro tinha algo em mente.
Ele começou a fingir que estava correndo, e não sabia se a menina iria ouvir devido a certas explosões que aconteciam na luta de Soli, porém era um plano para se desperdiçar. E dava certo, pois depois de certo tempo, o barulho cessou e Erika se sentiu meio assustada com a quietude do local. Ela não sabia de onde vinham os passos... Isso por que não estava concentrada em descobrir em qual porta estava Watanuki. Ele então saiu de uma delas, e sua inimiga fez exatamente o que ele queria: Ir em direção à porta.
O Loiro saiu e ficou a dois metros de Erika, nessa hora, ele deu um salto. E ao passar por cima do corpo da loira tacou as garrafas, que ao tocarem no chão, além de acertá-la com estilhaços de vidro, soltaram um gás amarelo bem chamativo.
— É Agora! — Watanuki mandou uma rajada comprimida de ar pelas suas mãos, e ao atingir o gás amarelo, o mesmo ficou ainda mais denso. Erika já tossia por causa do gás.
Quando o gás se esvaiu, Erika se deparou com um enorme salão, O que ela via era um lugar cheio de bebidas e pessoas. Estava com uma bela roupa de gala e se sentia estranha, até um homem se aproximar dela.
— Q-quem é você? Onde estamos? Cadê o loiro que eu estava lutando? — perguntou Erika olhando para o homem, que na mesma hora se transformou num monstro negro com olhos amarelos, assim como todos ali presentes. O jeito que o monstro agarrou a menina a deixou completamente indefesa, até ela ser atacada por todos os monstros do salão. Erika gritou de dor, causada pelas mordidas que dilaceravam seu corpo.
Logo depois, os monstros desaparecem e ela se deparou com uma floresta densa. O céu estava acinzentado e chuvoso. Erika estava sentada recostada em um tronco de árvore, e se levantou com dificuldade logo depois. Ela andava com dificuldades e com dor... Muita dor. Ao andar mais, se deparou com um enorme penhasco. Dava pra ver muitas coisas do lugar, e se ela caísse dali, não havia mesmo volta... Devia estar em uns 1000 metros acima.
— O que eu estou fazendo aqui? O que houve? Por que estou com dor? Droga... – Erika parecia não se lembrar das coisas que haviam acontecido antes. Ela virou as costas para voltar à floresta, porém, ela deu de cara com um gorila enorme. Isso fez à loira gritar de susto, e como consequência, o gorila acertou um soco na menina, que voou para fora do penhasco. Erika foi gritando até cair no chão.
Quando abriu os olhos de novo, além de se surpreender por não ter morrido, viu Watanuki em sua frente.
— Disposta a desistir de lutar? — perguntou Watanuki. Ambos estavam numa sala de estar, porém, parecia que um furacão havia passado por lá. Tudo destruído e desarrumado.
— Você... O que você fez comigo? — perguntou Erika meio atordoada
— Pois é... O que eu devo ter feito? Você nunca saberá o que aconteceu com você ao lutar comigo... Mas, mostre-me seu poder... Eu ainda não vi nada de você... Ah é, me lembrei... Eu retirei suas forças... – disse Watanuki, soltando uma risada logo depois.
— Bastardo! Eu vou matá-lo!!! — Erika correu em direção ao loiro e deu um soco em seu rosto, que se quebrou feito vidro. A mão de Erika foi rasgada pelos estilhaços. Ela deu um gemido de dor.
— Só isso? Nossa... Você me enoja! Fraca! — disse Watanuki com um tom sério — Vamos acabar com tudo isso!
Watanuki sumiu e a casa começou a tremer. De repente tudo começou a cair... O local estava desabando. Erika correu, mas com toda a dor que sentia, ela corria devagar. Ela viu Watanuki rindo na parte de fora da porta, Sua velocidade aumentou e ela chegou a colocar um pé para fora, mas foi em vão. O menino só aguardou para ver tudo desabando em cima de sua inimiga que tentou agarrá-lo com uma das mãos antes de perecer aos escombros da casa.
No fim, Watanuki caiu no chão sentado respirando ofegante. Tudo havia voltado ao normal. Em sua frente, Erika desmaiada. Watanuki havia vencido facilmente. Muito facilmente, mas isso custou um pouco.
Resumindo tudo: Nada disso aconteceu! Foi tudo fruto da imaginação de Erika. O problema que ela não foi “acordada” por alguém, e por isso, sentiu a dor da morte por três vezes, porém, não morreu. Isso a deixará em coma profundo. O que Watanuki fez em Erika foi criar um pesadelo na mente dela. Algo parecido com o “Campo Infinito” que ele fez. A Diferença foi que ele usou o golpe no redor do lugar, algo que Watanuki também consegue fazer facilmente. Deveria evitar, pois isso custa muito poder.
Watanuki mostrou um pouco do que esconde por trás de seu sorriso: Um pouco de sua impiedade. E também um pouco de sua arrogância.
O Loiro ficou sentado descansando, e mesmo o dia sendo bem longe de sua data de fabricação, ele pegou uma garrafa de vinho que encontrara no chão e não hesitou em bebê-lo.
— Quanto mais velho, melhor! – o loiro murmurou virando a garrafa em sua boca.
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Neoteni estava de frente a Athena, que parecia estar confiante devido a aparente fragilidade da anja. As duas estavam no mesmo lugar no início da batalha, e por isso, ouviram o estrondo causado pelo “Rio de Lava” dentro do beco.
— Seus amigos devem estar mortos agora. Acho que só falta você. — Athena disse convicta.
— Não... Eu sei do que eles são capazes... Todos estão vivos! Eu acredito nisso! E eu também permanecerei viva. — Neoteni retrucou
— Belas palavras para um monstro como você... Tu não podes viver neste planeta. — disse Athena agora com uma face séria.
Neoteni a atacou, e surpreendentemente, seu ataque era mais rápido do que de Takashi, e mais forte também. Porém, mesmo com Athena parada, ela acertou o ar. Foi como se a menina fosse um fantasma.
— Interessante, não é? — perguntou Athena — Essa é minha habilidade... Apenas uma das várias que eu tenho. O poder do fantasma... É a defesa perfeita!
Neoteni ficou parada olhando seriamente para a menina, parecia ser uma bela defesa, mas ela notou algo em seu rosto: uma pequena mancha vermelha. Só precisava ser mais rápida, mas não podia se transformar em anja ainda... Isso por que ela só se transformou por acidente... Ela ainda não sabe se transformar como Soli. Por isso ela pensava no que podia fazer no momento... Seria um desafio difícil de completar.
— Preciso pensar... — disse Neoteni para ela mesma. — Preciso pensar demais... Ou não.
Athena a atacou dando dois chutes na anja, que voou uns dois metros e se levantou rapidamente, mesmo assim, Athena continuava a atacá-la. E acertava todos os golpes que dava nela. Neoteni já levantava com dificuldades.
— Hum... Você não é nada mesmo — disse Athena – Vamos acabar com isso de uma vez!
Athena correu e deu um soco no rosto de Neoteni, mas ela não esperava que uma reação.
Neoteni agarrou o braço dela e lhe deu uma cabeçada com todas as suas forças. Em seguida, deu um forte soco na barriga e um no rosto, que fez a pequena voar longe.
— Sua maldita... — ofendeu Athena se levantando com um filete de sangue saindo de sua boca — Por que ainda tem forças?
— Idiota... A cada golpe que você dava, eu me movia para que cada um deles fossem menos eficazes do que você pensou que fosse. Se todos os golpes pegassem em cheio eu estaria perdida... E já que você precisa me tocar para me atacar, sua defesa é nula! – explicou Neoteni
— Você... É bem esperta... Tudo bem! Vamos pegar mais pesado! — Athena abaixou suas mãos e com as palmas abertas retirou algo negro do chão. Algo que parecia ser uma espada. Completamente negra, de seu punho até o último fio. — A Espada fantasma! Que eu chamo carinhosamente de Black Mamba!
— Que nome ridículo! – debochou Neoteni, rindo bastante do nome. Uma risada bem escandalosa.
— Vamos ver se você mantém esse sorriso quando sentir o corte dela. — Athena correu com a espada nas mãos e tentou golpear Neoteni, a mesma desviou do golpe e viu o estrago que ela fazia: A espada partiu um poste de luz ao meio como se o concreto fosse papel.
Neoteni precisava tomar mais cuidado. Mesmo sendo mais ágil do que Athena, estava cansada, e qualquer erro pequeno poderia acabar com a vida dela.
A pequena investiu contra a anja, e o que parecia estranho era que sua velocidade parecia ter aumentado um pouco. A cada golpe que ela tentava dar em Neoteni, a mesma desviava com dificuldades. Ela não tinha tempo nem de tentar um contra ataque.
— O que houve anja? Você ficou séria de repente... Talvez tu perdesses toda aquela confiança! — disse Athena com um sorriso.
A pequena voltou a investir, e as forças de Neoteni estavam se esgotando. Ela sentia seu corpo pesar, e se sentia cansada, mas mesmo assim continuava a desviar dos golpes destrutivos da Espada Fantasma. Athena abriu a palma de uma das mãos e sumiu da frente de Neoteni. A mesma insistia em procurar, mas por algum motivo, não conseguia mais enxergar direito. Athena apareceu por trás da anja, com a espada nas mãos para dar o golpe final.
— Morra! – gritou Athena fincando a espada por entre o corpo da de Neoteni.
Segundos antes disso, um filme passou no cérebro de Neoteni... Era o passado... Aquele que ela não lembrava e não conseguia contar a Takashi... Tudo vinha à tona... Até o fato de que não morreria facilmente com uma espada feita das sombras.
Neoteni caiu no chão desacordada, e Athena já contava sua vitória. Até um brilho negro envolver a garota aparentemente morta.
A menina dos cabelos prateados começou a se desfazer, como uma necrose instantânea. E o corpo de Neoteni em formato de anjo saiu de lá. Sua pele branca manchada com o sangue do outro corpo, os cabelos negros, os olhos brilhando e as belas asas negras... Aquela era a Neoteni verdadeira.
— Você matou meu recipiente, maldita! — Neoteni lhe fitando seriamente. — Agora você vai saber com quem está lidando!
Continua
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