Kurayami No Hibi
2 Capítulo 2 Olhos cor de Amestita
–Feliz aniversário Hiroshi-kun. disse a menina sorrindo.
Não podia ser era a mesma menina dos meus sonhos, por que ela estava aqui?
Dei dois paços para trás mais tinha batido em alguma coisa era meu pai que me encarava.
–Vamos fale com ela — ele disse dando um sorriso meio de lado e me empurrando até a caixa com a garota ela olha para os lados tentando saber onde estava e ao ouvir o barulho no piso olhou para minha direção e logo sorriu.
–então é ai que você estava Hiroshi!
–P-pare não quero ficar perto de você.
Estava tentando manter uma distância segura mais meu pai me empurrava da ultima vez que a vira ela quase me matara o que me deixava com medo.
A menina me encarou com uma expressão triste — Por que? O que eu fiz?
–FIQUE LONGE! – Estava em pânico não queria ficar perto dela tirei as mãos do meu pai de cima dos meus ombros subi as escadas e me tranquei no meu quarto meu pai foi até minha porta algumas vezes para tentar me convencer que ela não era uma pessoa ruim e que só queria o meu bem por isso me escolheu mais não dei ouvidos aliás quem daria ouvidos a isso quando a pessoa que você ganha de “presente” quase te matou? Era impossível.
Passei o resto do dia sem comer minha mãe levara comida até a porta mais tinha medo de que se saísse acabarem me forçando a fazer alguma coisa com aquela menina passei a noite sem dormir olhando para as paredes brancas algumas vezes deitando na cama e olhando para o teto até adormecer.
Acordei de manha com batidas na porta e ouvindo algum tipo de choro.
–Quem é? – falei com desanimação tinha acabado de acordar mais me sentia como se não tivesse dormido, não que tenha dormido La muito tempo mais era o bastante para não me sentir tão cansado.
–Bem ... eu queria falar com v-você só um pouco – era “aquela menina” não queria nem um pouco falar com ela mais por algum motivo fui até a porta a destranquei abri e me deparei com nada olhei para os lado e não vi nada até olhar para baixo fios brancos e longos espalhador pelo chão uma criatura vendada e amarrada ainda em uma camisa de força descalça ela me encarou por um tempo e depois sorriu.
–Você poderia me desamarrar por favor?
–por que?
–fica meio difícil de andar amarrada e vendada.
Escorrei pela parede e a fiquei olhando depois olhei para a roupa que era vestia e senti um aperto no coração aquela pequena criatura, presa em uma camisa de forças.
–Você poderia tirar essa venda do meu olho?
–Ok – estiquei os braços e tirei o nó que prendia a venda os olhos da garota estavam fechados e logo foram abertos logo me deparei com o que parecia ser um anjo os olhos cor de amestita que logo sorriram.
Tinha congelado ao ver aquilo que parecia em anjo coloquei a mãos atrás para não cair estava com pensamentos longes pensando se aquela garota realmente era má ou não já que era tão bonita não poderia ser um demônio que tanto falavam e que eu tanto temia.
–Hiroshi? Esta tudo bem? – disse a garota com um tom de preocupação.
–Claro, está tudo bem dexa eu te ajudar com a blusa.
–ta – sempre sorrindo era incrível como ela podia sorrir tanto era quase inacreditável.
Olhando porto da cintura da menina havia três tiras parecidas com fivelas de cinto que pareciam incomodar a garota tirei as três fivelas e logo a expressão da garota melhorou agora parecia que ela podia respirar melhor.
–Hiroshi atrás, nas minhas costas tem alguma coisa prendendo minha mão.
–Ok, vou tirar.
–Obrigada
Ela se virou e então pude perceber que aquela fivela era maior que as outras e bem mais preza.
Quando estava terminando de retirar me lembrei que aquelas mesmas mãos que estavam sendo tiradas de uma camisa de forças tinham enforcado meu pescoço uma hora. Parei e ela estranhou olhou para trás para ver o porque eu tinha parado.
Olhei para a garota, aterrorizado recuei com as mãos tudo o que tinha sonhado com ela antes tinha voltado.
–Tudo bem, não precisa tirar se não quiser... Mas ainda quero falar com você – o sorriso que antes tomava a garota e a voz doce agora era ocultada por uma preocupação acenei com a cabeça fazendo um gesto para ela continuar.
Ela segurou minha mão e me arrastou para o meu próprio quarto onde ela me colocou sentado na cama como se eu fosse uma criança e não soubesse o que estava fazendo e então e ela sentou no chão de frente pra mim.
Depois de ela dar um suspiro e olhar ao redor do meu quarto e depois para mim.
–Você não vai estar seguro aqui.
–o que? Por que? O que eu fiz? – falei assustado por que não é sempre que uma pessoa te mata pelo sonho depois vem na sua casa se embrulha em uma caixa e se da de presente pra você e depois vem no seu quarto e fala que você não esta mais seguro na sua própria casa.
–Por que agora você tem 15 anos e depois que um escolhido faz 15 anos ele só tem cerca de 1 semana para se mudar, no seu caso a gente vai para um escola especial e ...
–Espera! O que você quer dizer com “A gente”?
–Nós dois, agora estamos juntos nisso.
–Mais eu nem falei se ia ou não me juntar com você como vai sair decidindo isso sozinha? Se estamos juntos me dê um tempo para pensar!
Ela levantou do chão e veio na minha direção e me encarou depois de um tempo me encarando – Quer pensar e morrer ou quer minha ajuda e ficar vivo?
–Eu quero ficar vivo, mas por que preciso da sua ajuda?
–Talvez por que o que está vindo atrás de você não seja normal.
–O-o que está vendi atrás de mim?
–Não sei não sou adivinha também mais quando se tem um contrato alguma coisa vem atrás de você para te testar.
–E eu tenho um contrato?
–Tem comigo.
–Mas, eu nunca fiz nenhum com você.
–Fez logo que abriu a caixa.
–Mas eu só abri uma caixa isso não pode ser oficialmente um “contrato”.
–Por que queria que fosse feito com um pedaço de papel?
–Mas é assim que são feito contratos.
–No seu mundo.
Aquilo começava a me irritar não queria sair de onde eu estava, estava feliz lá não queria mudar.
Tudo o que eu queria estava lá meu amigos, meus pais tudo não queria ir para um lugar sozinho com aquela garota que até agora não sabia o nome.
–Você não tem escolha.
–Claro que tenho, é da minha vida que estamos falando.
–A minha vida depende da sua.
–Não não, é a sua vida.
–Se você morrer eu vou morrer e eu não quero morrer, não agora.
–Ah, não me venha com essa do contrato de novo.
Ela me encarou aqueles olhos me incomodavam, respirei fundo e olhei para a janela não queria mais falar daquilo, mais depois de um tempo eu pensei que até seria melhor se eu fosse com ela mais logo mudei de idéia.
–No que está pensando? – disse a garota tentando olhar para onde eu estava olhando.
–No que você acha?
–Não sei você ta com fome?
–Um pouco.
–Vou pegar alguma coisa para você comer.
A menina desceu da cama e foi correndo para fora do meu quarto como uma grande euforia.
Voltei a pensar de novo sobre ir com aquela garota se eu fosse não ia ser tão ruim e se fosse igual ao que ela disse se ela tentasse me matar ela morreria.
Logo ouvi passos subindo as escadas era a garota que vinha correndo sendo acompanhada pela minha mãe que trazia um pote de doces, a garota devia ter pedido para ela trazer o pote já que estava com as mãos amarradas.
Minha mãe veio e colocou o pote no chão e depois foi andando de volta a cozinha a garota agora me encarava na expectativa de que eu pegasse um doce ou coisa parecida.
–Ei... Se eu for com você vou poder voltar pra casa às vezes? – falei achei que devia ser bom sair andando por ai mesmo que fosse com ela.
–Pode.
–Então acho que... Vai ser legal ir com você pra lá.
A menina me olhou tentando entender depois de alguns segundo ela entendeu e um grande sorriso apareceu e ela pulou em cima de mim o que me derrubou da cama.
–Que bom que aceito, nós temos mais uma semana aqui.
–Ok, eu vu pra minha escola essa semana e aproveitar o que me resta.
–Você vai em escola? Não sabia que tinha isso aqui.
–Vou, e a propósito, aonde nós vamos depois dessa semana?
–Nós vamos para um internato um pouco diferente dos internatos comuns.
–Por que ele é diferente?
–Por que lá tem pessoas como você e eu.
–C-como assim?
–Seres especiais coisas assim.
–O sim, e como é lá?
–Enorme você vai gostar tem um campus enorme, e varias cantinas, nós vamos precisar de dinheiro, e já vai arrumando sua malas, eu vou avisar seus pai que você decidiu ir comigo ta?
–T-ta — era uma animação tão grande daquela garota que eu nunca tinha visto uma coisa assim.
Ela saiu correndo avisar meus pai acho que eles já esperavam aquela noticia, mas tudo bem.
Agora era só esperar alguns dias e seria tudo novo para mim.
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