Kurayami No Hibi
3 Capítulo 3 A briga inesperada
Notas iniciais
Mais um dia normal, ou pelo menos era o que pensava.
No dia anterior tinha acabado tudo bem depois da garota ter ido avisar meus pais de que eu iria com ela resolvi dormir um pouco.
–Hiroshi? –falava uma voz conhecida perto do meu ouvido enquanto era balançado.
–O que?
–Acorda.
–Pra que? Que horas são?
–5 horas, eu to com fome.
–Se vira ai vou dormir – disse enquanto virava de costas para ela.
A menina parou de me balançar e ficou me encarando por um tempo logo ela levantou e foi para a cozinha ou pelo menos achava uma fresta da porta tinha ficado aberta e pelo vão deu para ver certa luz acesa certamente era da cozinha, e então voltei a dormir.
Ao acordar ouvi uma grande barulheira minha mãe estava gritando resolvi levantar e ver o que estava acontecendo.
Ao descer as escadas à menina me encarou com cara de cachorro sem dono frente a ela estava minha mãe que aparentava estar de mal humor.
–Por que você foi mexer com isso?
–Eu queria comer alguma coisa e... O Hiroshi não fez nada.
–O que!? Como assim eu não fiz nada? Você me acordou 5 da manha queria que eu fizesse o que?
–Eu tava com fome.
–E eu com sono.
–Fale certo com ela – falou minha mãe se metendo – Vocês estão juntos agora tem que se entender, hoje você te escola se arrume.
–Escola? Posso ir? – Disse a menina sorrindo para mim.
–Não.
–Por que?
–Por que isso é o seu castigo – Depois de ditas estas palavra fui para o banheiro penteei meus cabelos castanhos que depois de penteado foi bagunçado.
Me vestir e fui para baixo uma garota sentada na mesa emburrada e minha mãe preparando a comida ela se virou e colocou os pães torrados na mesa peguei um e engoli a seco, peguei minha bolsa e fui para a escola.
Como sempre meus dois amigos estavam na frente da escola me viram e acenaram num gesto para que eu fosse até eles.
–Ei sumido – Naomi.
–Oi.
–Que foi parece desanimado- disse Hikaru.
–Nem tanto.
–E por que o desanimo?
–Vou sair da cidade, vou para outra escola.
–O QUE!? POR QUE!? – falaram os dois juntos.
–Meus pais acharam que a educação de lá é melhor e eu vou com uma prima minha – menti.
–É muito longe daqui?
–Não sei mais vou vir pra cá quando puder.
O sinal bateu e entramos a semana foi normal tirando as brigas que tive com a garota que até hoje o nome era desconhecido ela voltara a falar normal comigo, esse era o ultimo dia que iria para a escola me despedir dos meus amigos e depois ir para a outra escola acordei e logo fui pisoteado.
–Acorda, acorda!
–Já to indo, sai de cima de mim.
–Vai logo vai se atrasa, tem que ta aqui antes até as 19 horas.
–Eu sei.
Levantei da cama pela sétima vez na semana era um domingo o dia de partir sábado tinha ido numa despedida que meus dois amigos fizeram, eu não tinha muitos amigos não era muito bom em me enturmar.
Desci as escadas e fui para a cozinha que como sempre era a mesma imagem minha mãe preparando o café e a garota sentada na mesa sentei em uma das cadeiras e minha mãe colocou um prato com panquecas na mesa, ela só fazia panquecas quando era um dia especial geralmente nem nos meus aniversários eu comia panquecas.
–Bom dia – disse minha mãe sorridente, por um tempo pensei que ela estava tão feliz assim por me ver ir embora de casa.
–Bom dia, por que fez panquecas?
–Por que hoje é um dia especial.
Naquele momento realmente pensei que ela queria se livrar de mim, por isso estava me despachando com uma garota que eu nem conhecia para um lugar desconhecido.
–Hiroshi? – disse minha mãe olhando para mim enquanto se sentava.
–Sim?
–Eu gostaria que levasse ela para passear na cidade hoje como ela ficou trancada aqui a semana toda, ela precisa de roupas novas, pois faz uma semana que usa essa camisa de força.
–Por que eu? Ela é uma garota e... Por que não empresta uma roupa pra ela?
–É seu dever cuidar dela, horas não sou eu quem tem contrato com ela.
–Ok eu vou.
A garota tinha ficado quieta durante o café depois de terminar meu prato de panquecas me arrumei não muito peguei uma camisa branca normal uma calça jeans e um tênis.
Ao descer a garota estava me esperando, ainda com a camisa de forças bem chamativa não estava com nenhuma calça faixas de pano desciam e cobriam as pernas até o joelho, não podia levar a garota na cidade assim a puxei pelo braço e a levei até meu quarto.
–Hiroshi?
Abri meu guarda roupa e peguei uma calça jeans minha mesmo, seria melhor que usasse uma minha do que nenhuma.
–-Vista isso – disse entregando a calça para ela.
–T-ta.
Virei para traz analisando meu guarda roupa enquanto a garota se vestia.
–Pronto.
Ao me virar vi uma criatura com calças não muito largas na cintura mais os pés cobertos por panos da vestimenta nunca pensei que ela fosse tão baixa ou eu tão alto, soltei uma leve risada a garota estava vermelha igual um tomate.
–O-o que foi?
–Nada não vamos.
Fiz sinal para a garota me acompanhar a quando ela foi andar tropeçou em uma das barras de calça e caiu no chão, aquilo foi hilário não podia deixar de rir eu olhei para trás a garota estava se levantando parecia que ia explodir de tão vermelha fui até ela e a ajudei a levantar.
–E-eu não quero mais ir – disse ela olhando para um ponto qualquer no chão.
–Por que? Minha mãe vai ficar com raiva e não vai querer ouvir um sermão dela vai?
–Eu vou tirar essa calça ela me incomoda – disse a garota fazendo um gesto para tirar a calça o que me deixou vermelho.
–NÃO
A garota parou e me olhou com medo, tinha gritado com ela me abaixei e peguei a barra da calça a dobrando para que ficasse menor.
–Pronto agora da pra você andar não é?
A garota fez que sim com a cabeça e então fomos não deu muito tempo e todos começaram a nos olhar, não é todo dia que um garoto sai na rua com uma garota que mais parece um anjo amarrada numa camisa de força.
Tirando isso o dia foi ótimo, compramos roupas sapatos de vários tipos, e então quando estávamos voltando por volta das 18 horas sem querer esbarrei em um garoto que não ficou nada feliz.
–Olha por onde anda, ficou cego agora?
–Desculpa não queria esbarrar em você.
Ele estava junto de mais três garotos todos mal encarados que logo nos cercaram as pessoas se afastaram ainda olhando.
–Olha... Eu não queria fazer isso agora eu tenho que ir – me virei num gesto para sair e então um dos três garotos colocou a mão nos meus ombros num gesto de me segurar.
–Ainda não que tal se a gente se divertir?
–Olha eu não quero arrumar briga com vocês... Só quero ir... – um dor garotos chutou meu estômago, cai no chão de joelho de tanta dor.
–Não... Relem... Nele – disse a garota com a voz alterada mal ainda sim calmamente.
–Calma garotinha só estava nos divertindo – disse o garoto olhando para os outros – Quer brincar com a gente?
–Mais é claro, que tal brincarmos de lançar corpos? – a garota falou olhando para o garoto com o olhar mais pacifico do mundo.
–O-o que?
–Ah você é surdo agora? Deixa eu te ajudar a pensar melhor.
A garota foi andando até o garoto e colocou uma de suas mãos no pescoço dele o levantando.
Os outros três garotos ficaram paralisados.
–O-o que estão fazendo matem ela.
Um dos garotos pegou uma barra de ferro e avançou contra ela, que parou a barra com só uma mão.
–Achou mesmo que isso ia funcionar?
A garota jogou o garoto que estava enforcando com força no chão e então em um movimento rápido se abaixou e chutou com força a mandíbula do garoto que foi lançado para longe.
A garota pegou a barra de ferro do chão e lançou contra o outro garoto que ficou preso na parede com uma barra de ferro atravessando seu estomago, que gritava de dor tentando se soltar.
O outro garoto saiu correndo e as outras pessoas estavam paralisadas a garota se virou para mim com um olhar doce e com um sorriso enorme.
–Pronto vamos voltar para sua casa? Eu estou com fome e só temos mais uma hora para nos arrumar.
Quem era aquela garota? De novo aquele medo surgiu como ela podia ser tão fria e depois tão doce fiquei assustado, mas por algum motivo estava me sentindo seguro balancei a cabeça num movimento de sim e fomos para casa sem dizer nenhuma palavra.
Amanha com certeza todos estariam falando sobre isso mais eu não iria estar mais La.
Ao chegar em casa minha mãe abriu a porta a num gesto nos convidou para entrar.
–Já sei do que aconteceu precisam se arrumar o mais rápido para saírem da cidade antes que mais brigas aconteçam- ela olhou para a garota – você já sabe o que tem que fazer, e é melhor ser rápido.
Notas finais
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar
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