Kupidon

37 Extra Quinze


Notas iniciais
Terceiro Extra da semana, queridos leitores. Esse é um capítulo com super fofura. Se eu disser muito sobre ele, darei spoiler, e eu quero que seja uma... "surpresa" para todos. Terá BarLance, CaiMy e os irmãos Lyon e Kitty. Espero que gostem tanto quanto eu gostei de escrever. Boa Leitura

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Caitlin riu quando a filha começou a gargalhar por causa das cócegas que Lyon fazia na irmã. Tommy estava terminando o banho, e por isso ela estava de olho nas crianças. Ouviu a risada de Lyon. Ela não se cansava de observar os dois. Eram muito fofos juntos. Sua filha não o deixava nem por um segundo, onde o irmão ia, ela ia atrás. A poucos minutos Caitlin teve que segurar a filha para que o menino pudesse ir tomar banho. Riu quando a criança resmungou. Quase se desesperou quando ela ameaçou chorar, mas Lyon quem a ajudou, pegando a coelhinha de pelúcia e entregando para a irmã, dizendo que voltava logo. Agora eles brincavam no meio da sala. Desviou os olhos para o noivo que descia pelas escadas.

Ela está animada, hoje.

Isso por que não viu o desespero dela mais cedo. – Ele arqueou as sobrancelhas. – Lyon foi tomar banho e ela não gostou de ficar sem ele. – Tommy riu.

Ela está acostumada a ter ele só para ela.

É. Mas logo isso vai mudar, afinal, eles vão ganhar uma irmãzinha. – Tommy concordou. – Ela nem te viu hoje.

Verdade. Desculpa não ter passado o dia com vocês.

Você não teve culpa. – Sorriu, o abraçando. – Barry e Laurel acabaram de chegar, estão subindo. – Avisou.

Será que foi tudo bem em Central City? – Ela deu de ombros. A campainha foi ouvida e Tommy se afastou para atender.

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Oi, Tommy – Laurel sorriu.

Laurel. Barry. – O amigo o cumprimentou de volta. – Entrem. – Fechou a porta quando os amigos passaram. – Estava esperando por vocês mais tarde.

Chegamos mais cedo. E Kitty? – Eles ouviram uma risada infantil.

Essa serve? – Cait riu. – Ela está elétrica hoje.

Mamãe, tio Barry. – O menino abraçou a mãe.

Oi, meu amor. – Ela beijou os cabelos lisos. – Estava com saudades.

Eu também, mamãe.

E Kitty, Lyon?

Ela está na sala, tio Barry. – Tommy e Caitlin se olharam. – Vem. – Ele pegou na mão do “tio” e o puxou.

Como foi lá, Laurel? – A amiga suspirou. – Tão ruim assim?

Péssimo.

Os pais do Barry não gostaram?

Não. Não foi isso, Tommy. O problema foi a insuportável da Iris. – Caitlin revirou os olhos.

Me conta uma novidade.

Você acredita que ela me chamou de golpista?

Acredito. – Cait revirou os olhos.

Ela disse assim, na cara dura? – Tommy arqueou as sobrancelhas.

Sim. Na frente dos pais do Barry, dos pais e do marido dela.

Iris sempre foi um demônio. – Mal acabou de falar e ouvem Lyon exclamar.

Ela falou, tio Barry. – Cait olhou para trás. Encontrando a filha nos braços do pai, que beijava os cabelos avermelhados.

O que foi, Lyon?

Ela falou, tia Cait. Ela falou. – Os adultos se olharam.

Papa. – Cait arregalou os olhos, enquanto Laurel e Tommy olham para a criança, surpresos. A menina agora, tinha a mão na boca.

Ela finalmente falou. – Eles se aproximaram. Barry tinha um sorriso no rosto.

Sodade, papa. – Barry sorriu.

Eu também estava com saudades, pequena. – Ele a beijou no rosto. Kitty pegou no rosto do pai com ambas as mãos.

Leva neném? – Caitlin pega em uma das mãos da filha.

Hoje não, amor. – Barry a olha. – Tommy fez uma promessa á Lyon. – Ele assentiu.

Tira a mãozinha da boca, filha. – Ele sussurra, afastando a mãozinha de onde estava.

Papa. Papa.

Kitty demorou tanto para começar a falar mamãe e papai. Lyon foi tão rápido, não é, Tommy?

Sim. Foi antes de ele completar um ano. – Kitty, que tinha ficado o dia inteiro sem ver o outro pai, quando ouviu sua voz, o olhou sorrindo. Tommy beijou a mãozinha.

Ela como sempre reconheceu sua voz. – Cait diz, sorrindo.

Não esteve com eles hoje? – Barry perguntou.

Não. Tive um problema na empresa, por isso fui resolver.

Ele acabou de chegar. Só Lyon tinha visto Tommy chegar.

Eu gosto de tomar um banho quando chego da rua. – Laurel assentiu.

Eu também faço isso. – Barry diz. – Ela é tão... Pequena, tão vulnerável... – As mulheres sorriram.

Mamãe, a gente pode jantar aqui? – Laurel e Caitlin se olharam.

A gente pode pedir comida.

Por mim tudo bem.

Vai precisar de suco de limão, Cait. – Barry diz sem olhar para as mulheres.

Por que?

Porque o estomago dela só aguenta comida se tomar suco de limão em seguida.

Pior é que é verdade. Os meus enjoos triplicaram. – Tommy fez uma careta.

Tenho dó de você Barry. – Cait segurou uma risada, e bateu no braço do noivo. – Só disse a verdade.

A mamãe tá muito estranha. – Laurel olhou para o filho de braços cruzados. – Mas eu e o tio Barry descobrimos que ela fica calma quando come chocolate.

Haja chocolate, hein, amigo? – Barry riu junto do outro.

Aff. Vocês são irritantes.

Continuo amando você. – Ela não pode deixar de sorrir, e ele devolveu o sorriso.

Também amo você. – Os olhares continuaram, e Tommy, para deixar os amigos sem graça, decidiu se pronunciar.

Vocês dois vão me dar diabetes.

Tommy. – Caitlin repreendeu.

Não entendi.

Esquece, Lyon. Seu pai só está irritando sua mãe e seu tio.

Como sempre. – Laurel bufou. – O que vamos comer?

Belly Burger.

De jeito nenhum. – Lyon cruzou os braços. – Eu não quero ver esse troço por muito tempo. – Barry riu.

Fazemos assim, nós pedimos o macarrão italiano para você e Caitlin, e nós... – Apontou com a mão livre, para Tommy, Lyon e ele mesmo. – Comemos o sanduíche. – Barry piscou para Lyon, que sorriu. Tommy olhou para a ex, também sorrindo, Barry estava sempre ajudando seu filho de alguma maneira. Lyon esperava ansioso pela resposta da mãe.

Só hoje, Laurel.

Vocês dois estão sempre fazendo as vontades do Lyon, não é? – Olhou para o filho. – Tudo bem. – O menino se animou.

Vou pegar o telefone. – Caitlin avisa.

E o que Kitty vai comer, Cait?

Sanduíche não.

Mas ela já comeu antes. – Barry olhou para o enteado, e o menino colocou a mão na boca. Caitlin se virou para Lyon, surpresa.

Como?

Nada.

Lyon. – Laurel o repreendeu. O filho se afastou da mãe para ficar perto de ambos os “pais”. – Você disse que ela já comeu antes. – Lyon e Barry se olharam.

Que história é essa? – Caitlin, agora, olhava para o ex. Barry suspirou.

Okay. Da última vez que fiquei sozinho com eles, Lyon quis comer no Belly Burger, então eu dei um pedaço do meu para ela.

Barry. – Caitlin repreendeu.

Foi só um pedaço, Cait. – A mulher cruzou os braços. – Não fez mal para ela. Não dei nada gorduroso, como o bacon. Foi só o pão e a carne.

Ela é muito nova, Bar.

Eu sei. Mas foi só uma vez.

Cait. – Ela olhou para Tommy. – Ela está bem, não vai adiantar ficar chateada agora. E também, eu já dei refrigerante para ela uma vez...

Vocês dois, hein. Vou te falar. – Ela bufou, discando o número do Belly Burger.

O que importa é que ela está bem. – Laurel diz. – Apesar de que é verdade que ela é muito novinha para comer e beber essas coisas.

Não vai mais acontecer. – Os dois dizem juntos.

Tia Cait, eu não quero salada.

Ah, pelo menos a salada você vai comer. – Laurel retrucou. – Você pode comer essa coisa, mas vai comer a salada. – Ele fez um bico. – Só pede para retirar a cebola, por favor, Cait. – Ela assentiu.

Enquanto isso, vou pedir a comida italiana para vocês três. – Tommy diz, ligando a tela do celular.

Não pede muito, Tommy. – O amigo assentiu. – Vou fazer seu suco de limão. – Colocou a filha no chão.

Vou com você. – Laurel seguiu o noivo.

Vem, Kitty. – Pegou na mãozinha da irmã.

Papa.

O tio Barry tá ocupado. – Ele diz, olhando nos olhos da pequena. – Vem. – Puxou a irmãzinha para o sofá.

Lyon, cuidado. – Tommy pede, ao vê-lo ajudar a irmã a se sentar no sofá.

**--** **--**

Inacreditável. – Caitlin estava horrorizada pelo que Laurel acabara de contar. – Eu já deveria imaginar uma cena dessa, mas... Ela colocou até eu e Lyon no meio.

Não aguentei, Cait. Quando eu vi, já tinha dado um tapa na cara dela.

Merecido. E os Allen com certeza entenderam o porquê de você ter feito o que fez, assim como os pais dela.

Mesmo assim, eu não deveria ter feito. Não na frente dos pais dela.

Laurel, ela insultou você. E seu filho. Você tinha todo o direito de fazer o que fez. – Ela assentiu. – Os Allen devem ter ficado horrorizados.

Eles ficaram surpresos. Não esperavam ouvir tudo que ouviram de Iris. E pelo que eu percebi, eles já sabiam do “interesse” da Iris no Barry.

Claro que sim. – Revirou os olhos. – Aquela mosca morta só estava se fazendo de sonsa. Quando ela percebeu que Barry ia mesmo se casar comigo, decidiu “investir”. – Fez aspas com os dedos das mãos.

Ela me ameaçou, e sinceramente? Eu vi o ódio nos olhos dela.

Barry não vai deixar que nada aconteça com você.

Me preocupo mais com a minha filha.

**--** **--**

Que mulher louca. – Tommy diz, sem pensar. – Foi mal, mas...

Eu sei. Ela ficou totalmente descontrolada, Tommy. Colocou até mesmo a Cait e o Lyon no meio do assunto. – Desviou os olhos para os “filhos”. Lyon estava dormindo de bruços, e Kitty dormia entre o irmão e o encosto do sofá, com o braço do irmão amparando-a.

Ela é um perigo, Barry.

Ela ameaçou Laurel. – O amigo arqueou as sobrancelhas. – Pode ter sido da boca pra fora, mas... Não sei. Laurel não disse, mas eu percebi que ela se assustou, um pouco.

Ótimo. Mais um lunático para cuidarmos. – Bufou. – Não bastava só Cooper.

Iris é... Mimada, sem noção, esquentada, e pelo jeito desequilibrada..., mas não acho que ela faria mal a alguém. – Tommy o olhou descrente.

Barry, uma mulher despeitada é capaz de tudo. – Barry suspirou. – Vai por mim, fica de olhos bem abertos e tome cuidado.

Ótimo. – Deu uma risada anasalada. – Estou desconfiando de alguém que eu tinha como “irmã”. Se ela for mesmo capaz de fazer alguma coisa com Laurel...

Iris já ameaçou duas pessoas. – Barry arqueou as sobrancelhas. – E essas duas pessoas, deu um senhor tapa. Laurel e Felicity.

Felicity. – Diz, se lembrando do dia em que a amiga bateu em Iris. – Ela disse que Felicity ia pagar.

E agora, ela diz que Laurel vai se arrepender. Eu não deixaria duas ameaças como essas, passar. – O amigo concordou.

Vou pedir para um amigo ficar de olho. Eddie não é flor que se cheire, nunca fui com a cara daquele almofadinha.

Almofadinha. – Tommy repetiu, rindo.

É o meu apelido carinhoso. – Os dois riram. – Agora, sério. – Eles ficaram sérios. – Ele não vale o que come, se Iris decidir fazer alguma coisa...

Você acha que ele ajudará?

Não sei porquê, mas eu não gosto de como ele olha para a Laurel. – Tommy o olhou sem entender. – O jeito que ele olha para ela... Não gosto. E se Iris quiser uma vingança pessoal, o marido falso dela vai ajudar. E eu realmente, temo com o que ele possa fazer.

**--** **--**

Papa? – Caitlin sorriu. Barry e Laurel tinham ido embora mais cedo. Eles tinham ido até ali para levar a pequena e Lyon, mas como Tommy tinha prometido levar o filho no aquário no dia seguinte, o casal decidiu que buscaria as crianças no dia seguinte, a tarde. Agora, Caitlin colocava a filha dormir.

Ela está com saudades.

Acho que sim. – Cait diz para o enteado. Ela viu ele passar as mãos nos olhos. – Está com sono, não é, querido? Por que não vai dormir?

Se eu for, ela vai chorar, tia Cait.

Papa. – Ela praticamente grita, nem parecia cansada. Cait suspirou.

Ela está totalmente desperta. – Se jogou na cama do quarto de hóspedes. Ela sempre fazia a pequena dormir ali, junto do enteado, e depois a levava para o berço. Era mais fácil para o pequeno também.

Papa, papa, papa, papa. – Ela começa a chamar, e Lyon e Cait começam a rir. – Lyon. Papa?

O papai já foi. Ele foi dormir. – Ela inclinou a cabecinha. – A neném não quer dormir? – Caitlin sorriu e olhou para filha.

Não. – Diz balançando a cabeça, apertando a coelhinha no peito. Lyon se jogou na cama também, Caitlin sabia que ele estava com muito sono, mas não iria dormir enquanto Kitty não o fizesse primeiro. – Papa. – Ela grita animada. – Pega, neném. – Caitlin e Lyon se sentaram juntos, vendo Tommy na porta do quarto, tão surpresos quanto ele. – Papa. – O chamado acordou Tommy, e ele caminhou até a pequena.

Oh. Ela te chamou de papai. – Cait diz.

Ela chamou. – Ele sussurra, pegando a pequena no colo.

Papa.

Ela não quer dormir.

Eu posso fazer isso hoje. – Sorriu para a pequena. – Por que não vai dormir?

Você fica hoje?

Fico. Eu vou fazê-la dormir. – Caitlin se levantou da cama.

Então eu vou dormir, estou muito cansada. – Ele assentiu.

Já sei, papai. – Tommy olhara para o filho junto de Cait. – Vamos ler uma história para ela. Você e a mamãe faziam isso quando eu não queria dormir. – Tommy sorriu.

Vá pegar um de seus livros, filho. – O menino correu para fora quarto, o que chamou a atenção de Kitty.

Lyon. – O casal percebeu que ela iria chorar.

Ele já volta, querida. – Ela olha para o pai, parecendo entendê-lo. – Seu irmãozinho já volta.

Voita? – O casal sorriu.

Isso mesmo. Ele já volta. – A porta se abriu. – Viu?

Esse, papai. – Entregou para o pai que pegou com a mão livre.

Então, eu já vou indo.

Deixa com a gente.

Boa note.

Boa noite, amor.

Boa noite, tia Cait. – Tommy colocou sentou-se na cama com a pequena no meio de suas pernas, Lyon deitou a cabeça no braço do pai. – Chapeuzinho Vermelho. – Diz alto assim que Cait fecha a porta.

Você que comprou para ela, lembra, papai? – Tommy nem se lembrava daquele livro. Ele tinha comprado antes do natal, quando foi comprar o videogame do filho e a nova edição do HQ do Arqueiro Verde e do Flash. Eles voltaram a atenção para a pequena quando ela bateu as mãozinhas duas vezes no livro.

Okay. Era uma vez, uma linda menina... – Tommy começou a ler, esperando que aquela leitura ajudasse a fazer sua filha dormir. Lyon foi o primeiro a cair no sono, Tommy percebeu, mas continuou a ler, porque a pequena continuava desperta. Tommy sorriu quando ela coçou os olhinhos, ele sabia que ela logo estaria dormindo também. Quando estava quase no fim da história, ele percebeu que a filha já dormia, por isso, com cuidado, ele colocou o livro na mesa de cabeceira, ajeitou a cabeça de seu filho no travesseiro e se levantou para colocar a filha no berço. Tommy voltou logo em seguida, pegando o filho no colo e colocando-o na cama. Tommy ligou o abajur e encostou a porta quando passou por ela, caminhando para o próprio quarto. Ele entrou sem fazer barulho, retirou a camisa que vestia, e se sentou na cama. Cait suspirou, ele pensou que tinha acordado a noiva, mas ela continuou dormindo. Ele puxou o edredom para cima dos dois, se deitou, e então, como sempre, Caitlin encostou a cabeça em seu peito. Tommy sorriu, passou um dos braços pela cintura dela, e fechou os olhos. Não demorou a pegar no sono.

Notas finais
SIM. Kitty finalmente disse "papai". E ela disse para os dois. No mesmo dia. Ela é fofa demais. Ela agora é uma garotinha exigente. Vocês verão no decorrer dos próximos capítulos kkkkkk Começará a falar cada vez mais. - spoiler Bom, eu realmente, espero que tenham gostado desse capítulo super, híper, fofo. E que por favor, comentem sobre ele. Gostaria muito de saber o que acharam. Até o último extra da semana. Sexta estarei de volta. Kissus