Kupidon

31 Extra Doze


Notas iniciais
Me desculpem, eu estou atrasadíssima, eu sei. Eu não pensei que isso aconteceria de novo, mas... Ontem eu cheguei depois das onze do trabalho, fui tomar um banho quente, porque estava um frio do caramba(eu prefiro assim, odeio calor) e depois fui dormir. Eu acordeu tarde hoje, depois fuifazer meus afaseres de casa. E só agora eu pude vir postar o capítulo. Me perdoem mais uma vez. Mas, aqui está mais um capítulo de Kupidon, fresquinho para vocês. Nosse capítulo teremos momentos fofos. *BarLance *CaiMy *Lyon, BarLance and Caimy *Barry and Lyon BOA LEITURA

Barry e Laurel olhavam para o garotinho de seis anos, esperando por uma reação. Eles tinham acabado de contar para o menino que ele teria uma irmãzinha. Não tinha sido fácil, Laurel estava temerosa com a reação do filho, assim como o namorado. Seu garotinho já tinha lhe pedido um irmãozinho e naquela época achou que isso iria demorar muito para acontecer. E agora, ela pensava: E se ele tivesse mudado de opinião? Barry já tinha visto, várias vezes, o quanto ele era carinhoso e protetor com sua filha, já tinha ouvido dele: Quando eu vou ter um irmãozinho? Aquilo realmente tinha deixado ele sem graça. Como será que o menino de seis anos iria reagir ao saber que ele teria um irmãozinho, no caso, irmãzinha? De sua parte junto com Laurel. Depois de pensarem em como contar e esperarem Felicity ficar melhor, eles decidiram revelar a notícia ao menino. Agora eles o olhavam, esperando que ele perguntasse ou dissesse qualquer coisa.

Eu vou ter uma irmãzinha? — Ele perguntou depois de ouvir de sua mãe.

Bom, mais uma. — Ele desviou os olhos de Barry para a mãe.

Você está esperando um bebê, mamãe?

Sim, querido. Sua irmãzinha está bem aqui. — Colocou a mão na barriga.

E quando ela vai chegar? — Laurel e Barry sorriram.

Vai demorar um pouco, filho. Ela ainda vai ficar dentro da barriga da sua mãe por mais cinco meses.

É muito tempo. — Reclamou.

Então, você gostou? — Ele pulou de onde estava.

Muito. Eu vou ter outra irmãzinha, isso é muito legal. — Disse animado. — Quando eu pedi para o papai ele disse que demoraria muito. — Eles se olharam. — O papai já sabe?

Não. Ele ainda não sabe. Queríamos contar para você primeiro.

Então só agente sabe?

A tia Felicity, a tia Thea e a tia Cait já sabem. A mamãe contou para elas. — Passou as mãos no cabelo do menino.

Posso contar para o papai?

Claro. Mas deixa para fazer isso pessoalmente, okay? — Ele assentiu.

Podemos ir hoje? — Eles riram.

Vamos contar na segunda? — Ele fez um bico. — A sua mãe está um pouco enjoada hoje e ela quer contar quando estiverem todos juntos. — Ele ainda não estava conformado. — Sua tia ainda está de cama.

A tia Lissy já está bem? — Perguntou ao se lembrar da tia, estava preocupado.

Está melhor, amor. — Ele assentiu. — Na segunda ela já vai poder sair de casa. Vamos todos para o apartamento do seu pai e então contamos

Tudo bem. Mas podemos ir ver a tia Lissy amanhã?

Se a mamãe estiver melhor, sim. — Barry se levantou. — Já que está tudo resolvido... Por que não preparamos o almoço enquanto sua mãe descansa?

Eu estou bem. — Revirou os olhos. — Estou grávida, não inválida.

E até alguns minutos atrás estava vomitando até as tripas. — Sussurrou no ouvido dela, para que o menino não ouvisse, seria complicado explicar.

A mamãe gosta daquele macarrão italiano, agente podia fazer, tio Barry.

Pode ser. Você pega o tablet para agente ver a receita na internet? — Ele assentiu e saiu todo animado para a parte de cima do apartamento.

Foi fácil, não é? — Barry a olhou. — Eu achei que seria mais complicado.

Espere até ele começar a fazer as perguntas mais complicadas da gravidez. — Ela estremeceu. — É. Eu nem sei como responder a elas.

Vamos rezar para que ele não as pergunte. — Barry riu. — Eu vou ficar na cozinha com vocês. — Se levantou.

Por mim tudo bem, contanto que fique sentada e quietinha.

Barry, eu não preciso ficar parada como uma inválida. Eu só preciso tomar cuidado com a minha pressão.

Só não quero você desmaiando por aí. — Ela suspirou. — Olha, não vou ficar obrigando você a ficar quieta, porque sei que não é para tanto... Mas enquanto estiver tendo essas tonturas, prefiro que não fique sozinha e muito menos que fique fazendo esforço.

Tudo bem. — Ele estava preocupado. Viu seu filho descer as escadas.

Eu já coloquei no google, Tio Barry. — Entregou o aparelho e caminharam para a cozinha, onde Laurel se sentou e os outros dois começaram a preparar a comida Italiana que a grávida gostava.

**--**

Enquanto falava com o filho pelo celular, ele observava a noiva brincar com a filha. A menina deu uma gargalhada quando Cait passou a lhe fazer cócegas e ele sorriu. Voltou sua atenção para o celular. Lyon estava contando as coisas que fez com a mãe e o tio, ele sempre fazia isso antes de dormir, menos quando ele ficava cansado demais e dormia antes de lhe ligar. E por mais que estivesse cansado, não gostava de deixar de ouvi-lo antes de se deitar.

E sabe o que mais papai? — Ouviu mais uma vez sua voz. — A mamãe e o tio Barry tem uma surpresa. — Disse animado.

E o que é?

Eu prometi que não ia contar, porque é segredo. — Sussurrou.

O que você está contando, hein, mocinho? — Ouviu a voz da amiga.

Nada, mamãe. — Sorriu. — Papai, é uma coisa bem legal. — Sua voz animada soou novamente. — Eu queria contar logo, mas a mamãe pediu segredo.

Bom, se ela pediu segredo, você deve fazer como ela pediu.

É. Eu sei. Mas eu gostei tanto que eu queria falar logo. — Tommy riu. — A mamãe e o tio Barry disse que eu vou poder contar na segunda, quando todo mundo estiver junto.

Ah, é? — Voltou seu olhar para Cait e Kitty. — Então vamos fazer como a sua mãe e o seu tio pediu, ok? — O menino disse “tá”. — Mudando de assunto... Você ainda não me disse o que quer de natal.

Eu ganhei o melhor presente do mundo! — Tommy arqueou as sobrancelhas, o que será que ele ouviu da mãe e do tio que o deixou daquele jeito?— Mas eu posso pedir outra coisa? — Tommy riu.

É claro. Foi isso que eu perguntei, filho.

O que eu quiser? — Tommy confirmou.— Então eu quero aquele videogame novo. Aquele que eu te mostrei no shopping. — Tommy deveria saber que ele pediria aquilo.

Filho... Não pode ser outra coisa? Você já tem um videogame.

Agente pode dar esse para quem não tem papai. — Não pode deixar de sorrir.— Por favor? Agente dá esse e eu ganho outro.

Tudo bem. —O garoto gritou animado.

Lyon. — Ouviu a voz de sua ex novamente.— Mais o que você tanto fala com seu pai, para você gritar assim?

Mamãe, eu vou ganhar um videogame novo. — Tommy fechou os olhos.

Como é? — A voz dela se exaltou. Ele sabia que ela surtaria. — Me dá esse celular.

Laurel?— Ouviu a voz do amigo. — O que houve?

Tommy vai levar uma surra, mas antes eu vou dar um esporro nele pelo celular. — Barry ri, pensando que ela estava brincando.

O que ele fez? — Lyon chegou perto do tio, assustado.

O que ele fez? — Sua voz irradiava raiva e Barry percebeu que ela estava mesmo irritada. Ele arqueou as sobrancelhas. — Ele disse que ia dar um videogame novo para o Lyon. Vê se pode?

Laurel... — Ele tentou, mas Tommy sabia que não adiantaria.

Tommy. — Ouviu. — O que raios você tem na cabeça? — Teve que afastar o celular do ouvido ou ficaria surdo. Cait o olhou.— Pirou de vez? Eu tentando tirar essa coisa destruidora de mentes da vida do nosso filho e você querendo dar outro?

Laurel, me escuta... — Ela não o deixou terminar.

Não. Você passou de todos os limites. Não pode... — Ela foi interrompida.

Laurel, você está assustando o Lyon. — Ela olhou para o namorado e depois para fillho. — Vocês deveriam conversar civilizadamente. — Tommy agradeceria muito ao amigo depois. Ela mordeu o lábio, nervosa.

Está tudo bem? — Cait se aproximou com a pequena no colo.

Está. — Suspirou. — Laurel, eu não ia dar outro para ele, mas... — Ela respirou fundo como o namorado pediu e deixou o ex continuar. — Ele disse que daria esse para alguém que não tem, então eu decidi dar outro para ele.

O problema não é ele dar. O problema é ele ficar enfurnado nisso o dia inteiro. Isso deveria ser uma coisa para decidirmos juntos.

Tínhamos decidido que eu poderia dar o que eu quisesse no natal, assim como você. — Cait mordeu os lábios, pensando se eles estavam brigando. — Olha, podemos controlar as horas dele no videogame. — Cait suspirou mais aliviada. Imaginou que eles começariam a gritar um com o outro pelo celular. — O que você acha?

E você acha que vai dar certo?

Por que não? Ele sempre nos obedeceu. — Foi a vez dela de suspirar.

Tudo bem. — Estava mais calma. — Pode ser.

Ótimo. Conversamos sobre os horários juntos, okay? — Ela assentiu. — Então, nos vemos na segunda.

Okay. Nos vemos na segunda. — Ele relaxou e Barry sentiu o mesmo do outro lado. — ou devolver o celular para o Lyon.

Papai?— Ouviu a voz do filho poucos segundos depois.

Ei. — Tinha percebido a voz dele ficar diferente. — Então, nos vemos na segunda, okay? — O menino não respondeu. — Lyon?

Não quero mais o videogame. — Sussurrou. Barry que ainda estava no quarto, arqueou as sobrancelhas.

Lyon, já falei com sua mãe.

Mas vocês brigaram. — A voz dele mudou novamente, ele ia chorar. — Eu não quero mais o videogame.

Nós não brigamos, Lyon. Só... Foi uma conversa. Sua mãe estava exaltada, só isso. — O que era estranho, Laurel não era de se exaltar daquele jeito.

Mesmo assim. — E ele soube que o filho chorava.

Ei, sua mãe está exausta só isso. — Ouviu Barry dizer. — Não é culpa sua. Ela e seu pai não estavam brigando. — O ouviu soluçar e Tommy sentiu seu peito apertar. Odiava ver o filho chorar. E ouvir e não poder fazer nada... Era ainda pior.

O que houve? — Ouviu novamente sua noiva. — Tommy?

Eu não sei o que fazer... Ele está chorando. — Ela balançou a cabeça.

Desculpa, mas não deveriam ter discutido na frente dele. — Tommy concordava, mas agora já tinha acontecido e ele não sabia como acalmar o filho, não quando ele não estava em frente ao menino.

Você não precisa desistir do videogame. — Barry se abaixou e pegou em ambos os braços do enteado. — Seus pais já resolveram.

Não importa, não quero mais. — Tommy fechou os olhos, tentando pensar em como ajudar Barry a acalma-lo. Caitlin vendo que o noivo não estava sabendo o que fazer achou que poderia intervir.

Okay. Me da o celular e pega a Kitty. — Tommy fez como a noiva pediu. — Lyon é a tia Cait. Está me ouvindo?

Sim. — Ela ouviu a voz chorosa.

Eu sei que você se assustou, mas sua mãe não quis gritar, ela só ficou... Chateada. —Laurel teria que se controlar, era o que Caitlin pensava.

Com o papai... — Caitlin sabia que ele nunca tia visto os pais gritarem um com o outro, então ver a mãe dele gritar, não deve ter sido uma imagem agradável.

Ela só se exaltou, querido. Eles já até se resolveram. Olha, os adultos ás vezes se desentendem, mas isso não quer dizer que seus pais não gostam mais um do outro ou que ficaram bravos um com o outro. Entende? — Ele balançou a cabeça, mesmo sabendo que a tia não estava vendo e disse um “uhum”. — Sua mãe... Está estressada. Só isso. Ela nesse momento já deve estar mais calma.

O papai não ficou triste com a mamãe?

Claro que não. Ele entendeu porque que ela ficou assim. Entenda também, okay? — Novamente ela ouviu um “uhum”. — Eu vou passar para o seu pai, está bem? — Tommy pegou o celular estendido.

Papai, está tudo bem mesmo?

Claro. Eu e sua mãe já resolvemos tudo. Prometo que você não vai mais nos ver discutir. Desculpe por isso.

Fiquei assustado. Pensei que vocês não iam mais ser amigos. — Tommy suspirou.

Isso não vai acontecer. Não se preocupe mais com isso, está bem? — Ele assentiu. — Nos falamos mais amanhã.

Tudo bem. Boa noite, papai.

Boa noite, campeão. — Desligaram. Tommy olhou para a noiva. — Laurel é muito estranha. — Caitlin arqueou as sobrancelhas. — Ela sempre evitou brigas na frente dele e faz isso?

Ela está... Estressada. Só isso. — Tommy balançou a cabeça. — Ela com certeza vai ver que passou dos limites.

Só não gostei de ela ter começado a gritar na frente dele.

Ela não fez por mal. — A defendeu. — Barry vai conversar com ela, tenho certeza.

Eu também vou. Eu não quero que isso aconteça na presença dele, nunca mais.

Não vão brigar. — Pediu.

Não. Eu só quero conversar. — Se jogou no sofá e Caitlin se sentou do lado dele, com Kitty em seu colo, quase pegando no sono. — Ela está quase dormindo. — Olhou para a pequena. — Estava pensando... Só vi a Laurel esquentada desse jeito quando ela estava grávida do Lyon. — Caitlin desviou o olhar do noivo. O pior é que isso estava acontecendo por causas dos hormônios de grávida dela.

Ela disse que teve pressão alta também. — Comentou.

É. Foi bem ruim porque ela ficava estressada por qualquer coisa... — Balançou a cabeça. — Laurel quase perdeu Lyon no quinto mês de gestação. — Cait o olhou surpresa. — Ela ficou sabendo que Sarah foi parar no hospital, que estava mal e se preocupou. No final, tivemos as irmãs Lance no mesmo hospital, uma porque levou um tombo e a outra por causa da pressão alta.

Sarah levou um tombo quando estava grávida?

Sim. Ela estava descendo as escadas, se sentiu fraca e desmaiou, o que resultou na queda. Depois disso Oliver passou o quarto deles para o primeiro andar. Mas ela ficou bem, foi só um susto. Grande. Mas só um susto.

Laurel vai ter que tomar muito cuidado. — Sussurrou.

O que? — Ela sorriu balançando a cabeça.

Nada. Ela dormiu. — Se levantou com a menina no colo. — Você coloca ela no berço para mim? — Ele se levantou e pegou a pequena no colo. — Eu preciso de um banho.

Tudo bem. Daqui a pouco vou para o quarto. — Ela subiu as escadas e ele ficou observando a bebê por mais alguns minutos, antes de subir.

**--** **--**

Depois que Lyon desligou o celular, Barry o mandou escovar os dentes, que ele o colocaria na cama. Como sabia que sua namorada ainda estaria chateada com a decisão do ex, ele decidiu não ir chama-la para por o menino para dormir, ele mesmo faria aquilo. Tinha mesmo que falar com o enteado, ele ainda estava assustado com o que viu e ouviu, mesmo depois de ouvir Cait lhe explicar o que tinha acontecido. Lyon se deitou e Barry o cobriu, naquele dia estava mais frio que qualquer outro dia. Logo depois se sentou na beirada da cama, de um jeito que pudesse olhar para o enteado.

Você está mais calmo? — Ele assentiu, ainda triste. — Eu vou te explicar melhor por que sua mãe ficou daquele jeito.

A tia Cait disse que ela se estressou.

Sim. Mas existe um motivo... — Parou de falar para poder pensar em como explicar ao menino que a mãe dele estava daquele jeito por causa da gravidez. — Sua mãe está grávida.

E o que isso tem haver? — O garoto não tirava os olhos do tio.

Quando as mulheres ficam grávidas, elas sentem... Tudo muito intenso, sabe o que quero dizer? — Ele negou. — São os hormônios. — Ele arqueou as sobrancelhas, eu acabei de falar hormônios para um menino de seis anos? Ele se perguntou. — Elas sentem tudo muito mais forte. Elas ficam mais sensíveis, ficam tristes com frequência, assim como choram, se estressam... ficam irritadas... Tudo muito mais forte. Elas não conseguem controlar esse sentimento, está entendendo o que digo?

Quer dizer que a minha irmãzinha deixa a mamãe mais irritada? É ela que faz isso?

Não é especificamente sua irmãzinha. É a gravidez. Ela vai ficar cansada, muito cansada ás vezes. E como hoje, ás vezes ela vai se irritar e ás vezes por nada. Por bobeira. É só... A gravidez.

Então isso vai acontecer muito?

Não sei. Isso pode acontecer outra vez ou pode nunca mais acontecer. Só temos que tomar cuidado com sua mãe. Melhor não deixa-la irritada, isso pode fazer mal a ela, entende? — Ele assentiu.

Então, a mamãe não gritou por que ela estava com raiva do papai? Foi só porque ela estava cansada e estressada? É isso, tio Barry?

Praticamente. — Sorriu. — Vamos tentar não deixar sua mãe estressada, está bem? — O menino novamente assentiu. — Tenho certeza que ela já deve estar mais calma e que vai pedir desculpas para você amanhã.

E para o papai também? Ela gritou. — Barry percebeu que aquilo realmente o deixou traumatizado.

Com seu pai também. Não se preocupe, eles continuaram como antes. — Passou uma das mãos no tronco do menino, acariciando levemente. — Agora, está na hora de dormir. — Lyon se virou de barriga para cima.

Não estou com sono.

Bom, eu vou ficar aqui até você dormir. Feche os olhos... — E ele o fez. — Logo o sono vai vir e você nem vai perceber. — Sussurrou enquanto continuava a acariciar o menino.

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Lyon dormiu. — Avisou assim que se deitou. Ela assentiu. — Laurel, eu sei que está cansada, mas... Eu preciso dizer: O que você fez hoje, foi errado. — Ela suspirou. — Vai ter que se controlar.

Eu sei. Não queria ter feito aquela cena.

O Lyon estava no quarto. E ele se assustou. De verdade. Tanto que disse para o Tommy que não queria mais o videogame. — Ela o olhou, surpresa. — É. O medo dele foi tanta que ele disse isso.

Droga! — Ela mordeu o lábio. Saber que assustou o filho, não era nada bom. Ela sentia como se tivesse falhado com o menino.

Eu falei com ele. Disse que você e Tommy conversariam e se desculpariam depois. — Ela assentiu, teria mesmo que fazer aquilo. Ela foi injusta com o ex, ele estava certo. Tinham combinado de que ele poderia dar o que quisesse ao filho e ela o mesmo. — E que você falaria com ele amanhã.

E eu vou mesmo. Eu só precisava me acalmar, por isso não o fiz hoje. — Barry quem assentiu dessa vez. — Eu nem sei porque gritei daquele jeito.

Claro que sabe. Você está com os hormônios á flor da pele. — Quase riu. — Eu te entendo. Mas ele é só um garoto de seis anos que não entende por que seus pais que nunca brigaram, na frente dele pelo menos, estavam brigando.

Se você não tivesse me lembrado que Lyon estava ainda no quarto...

Eu sei. E foi por isso que te interrompi. — A puxou para se deitar com a cabeça em sei peito. — Mas está tudo bem agora. A Caitlin falou com ele, eu e Tommy também. E amanhã você faz o mesmo.

Cait falou com ele?

Sim. Tommy parecia não saber o que fazer pelo telefone. Sempre que teve um problema com o filho, ele estava em frente ao menino, certo?

Verdade. — Suspirou. — Vou falar com ele amanhã.

Eu expliquei que você gritou por que estava estressada e cansada e a gravidez que te deixou assim. — Ela o olhou e sorriu.

Obrigada. — Ele acariciou os cabelos dela. — Você lida com ele melhor que eu, ás vezes. — Barry riu.

Por que á vezes, você é muito esquentada. — Ela não pode responder, por isso fez um bico. — Mas isso não me faz ama-la menos.

Também te amo. — Ele beijou a testa dela. Ela voltou á posição anterior. — Boa noite Bar. — Em um respirar fundo em alguns minutos estava dormindo. Barry ainda ficou um tempo olhando-a dormir, tranquila. Se ele ainda estava assustado com relação á ser pai? Claro que sim. Mas ele não conseguia mais, ver sua namorada sem aquela criança em seu ventre. Já estava se acostumando e era bom. Imaginar aquele bebê com eles, juntos... Era mais que bom. E pensar nisso o fez tomar uma decisão.

**--**

Tommy ria das tentativas frustradas da filha em andar. Ela se levantava, segurava no sofá e soltava os bracinhos, tentando dar um passo, mas logo caía no chão. Ela sempre fazia um biquinho fofo quando acontecia isso. Mas ela não desistia e era por isso que ele ficava por perto, olhando-a, para poder acudi-la caso ela precisasse ou para não deixa-la se machucar. Caitlin estava na cozinha terminando a comida da menina e ela nem parecia se lembrar da fome enquanto continuava a se levantar, segurar no sofá e tentar andar.

Prontinho... — Voltou com o pratinho e colherzinha de plástico.

Eu acho que ela nem se lembrou que tem que comer. — Riu. — Está empenhada a andar. — Cait se sentou do lado do noivo.

Nem acredito que ela não chorou nem um minuto para reclamar da fome. — Tommy sorriu, ainda olhando para a pequena. — Você a pega para mim?

Você quer que eu a tire do treinamento dela? — Cait arqueou as sobrancelhas e ele riu enquanto se levantava para pegar a filha.

Você está tão engraçadinho hoje. — Debochou. — Eu tenho certeza que não coloquei nada demais no seu café.

Falei com Lyon. — Colocou a pequena sentada em seu colo, de frente para a mãe. — Ele está muito mais calmo. Ele disse que o Barry falou com ele.

Viu? Eu disse que ele ia se acalmar. — Sorriu, levando a colher na boca da filha.

E disse que Laurel conversou com ele também e lhe pediu desculpas. — Cait assentiu. — Eu estou achando ela muito estranha, Cait. A Laurel não é de ficar fazendo cena, eu sabia que ela ficaria irritada, mas gritar, como ela gritou? Eu só a vi assim uma vez... — Cait se concentrou na filha, sabia o que ele diria. — Ela estava grávida do Lyon. — Bingo. Era isso mesmo que ela esperava que saísse da boca dele. — Ela não é assim... Não quando está normal.

Normal? Ela é normal. Mulheres ficam estressadas. — Revirou os olhos. — Isso foi um momento. Todo mundo tem direito de surtar ás vezes.

Na frente do filho dela?

Não estou dizendo que ela não estava errada. Mas dê um desconto, Tommy. — Deu outra colher com sopa para a filha.

Acha que estou vendo coisas? — Ela desviou o olhar para a filha novamente. — Caitlin? — Ela não o olhou. — Cait, você está me escondendo alguma coisa?

Não. Não estou te escondendo nada... Sobre mim. — Sussurrou a última parte. — Olha, confia na Laurel. Ela é uma ótima pessoa, ótima mãe... Ela já viu que errou e deve falar com você para se desculpar.

Provável. — Concordou. — Tudo bem, ela estava apenas estressada. — Cait assentiu novamente. — Não vou mais ficar pensando nisso, não vai dar em nada mesmo.

Eu falei com a Felicity... — Mudou de assunto e a pequena ao ouvir aquele nome olhou para a mãe.

Dinda. — Eles sorriram.

É. A Dinda, meu amor. — Ela abriu a boquinha e a mãe lhe deu mais um pouco da sua comida. — Ela disse que está bem melhor. Que a Meredith deixou que ela caminhasse pelo apartamento.

E ela deve estar muito feliz, pois ela estava quase enlouquecendo ao ter que ficar deitada o tempo todo. — Tommy riu. — Ela vai enlouquecer o Ollie.

Já conversei com ela sobre o Natal. — Ele assentiu. — Oliver não queria que ela fizesse esse esforço, mas ela disse que não queria saber, ela precisava de ar puro. — E eles riram. — E que era Hanukkah.

Thea disse que não precisam se preocupar com a decoração ou com as comidas, os pais dela contrataram alguém. — Ele tinha confirmado com Laurel no dia anterior, assim como Oliver confirmou com Diggle.

Eu pensei que Thea iria me chamar para pedir ajuda.

Ela não precisou. — Deu de ombros.

Então, está combinado. Todos passaremos o Natal na mansão Queen. — Tentou dar outra colher para a filha inquieta, que não parava de quicar no colo do pai, querendo se levantar. — Ela não quer mais.

Não. Ela quer andar. — A soltou e ela se apoiou nele para se levantar. — Vai princesa, pode fazer seu exercício do dia. — Caitlin riu. — Sua mãe vai enlouquecer se você não andar logo.

Ela precisa andar logo. Estou preocupada. — Cruzou os braços. — Ela já tem quase um ano Tommy.

Ela vai andar. — Pegou na mãozinha da menina, ajudando-a a ficar em pé novamente. — Você vai fazer uma surpresas para todos, né filha? Principalmente para sua mãe. — A menina o olhou, sorriu e se voltou para a mãe. — A mamãe vai te filmar quando isso acontecer.

Mamã. — Disse baixinho. Eles se olharam

Eu... Eu ouvi direito? — Ela se aproximou um pouco mais.

Acho que sim. — Ele olhava para a menina.

Mamã. — Ela repetiu, estendendo o braço direito.

Você disse mamãe? — Seu olhos lacrimejaram.

Mamã... — Abriu e fechou a mãozinha. — Lilinha.

Meu amor, você me chamou de mamãe. — A pegou, trazendo-a para junto de seu corpo, abraçando-a. — Você falou, querida.

Ela falou. — Sorriu. — Barry vai surtar.

Eu preciso ligar para dizer isso pra ele. — Tommy estendeu o braço até a mesa de centro onde estava o celular dela. A garotinha continuava a falar mamãe e lilinha. Ela queria a coelhinha, mas Caitlin estava tão feliz que não conseguia pensar em pegar a coelhinha para a filha. Ele entregou o celular.

Lilinha, mamã. — Falou um pouco mais alto.

Ela quer a coelhinha, Cait. — A pelúcia estava atrás dela, sua mão estava especificamente apoiada na pelúcia da filha. Cait a entregou para a filha.

Barry! — Chamou quando ele atendeu. — Não sabe o que aconteceu agora. — Disse com um sorriso enorme no rosto. Sua pequena tentava engatinhar até o pai, mas a mãe a segurava. Kitty começou a reclamar e Cait a soltou quando Tommy já estava em frente a elas, onde se sentou. — Kitty falou, finalmente.

O que? — Ele que estava sentado no sofá, se levantou.

Ela disse: mamãe. — Tommy estava com a pequena em cima de suas pernas, enquanto lhe fazia cócegas.

Ela disse? — Cait assentiu. — E ela andou?

Não. Ainda não. — Barry sorriu ao ouvir a gargalhada da filha. — Mas ela disse mamãe, finalmente.

Eu já sabia que ela falaria essa palavra primeiro. — Cait sorriu.

Isso quer dizer que não deve demorar muito para ela dizer papai. Ou finalmente começar a andar.

Espero que esteja certa.

Tommy disse que ela só vai andar quando estivermos todos juntos e vai ser uma surpresa. — Laurel que estava ouvindo do outro lado concordou. — Oi, Laurel.

Ei. É maravilhoso, não é?

É sim. Muito.

Espere para vê-la andar pela primeira vez. — Cait imaginava como seria.

Tommy pode estar certo. Ela vai nos surpreender.

Sim, ela vai. — Barry concordou.

Notas finais
Laurel deu uma surtada, mas culpem os hormônios O que acharam dessa cena? Barry soube controlar ela, mas não foi fácil. Lyon se assustou, mas Barry soube acalmá-lo. Essa cena, do Barry conversando com Lyon, foi a cena que mais gostei de escrever. Achei super fofo. Quero saber sobre o que acharam desse capítulo, hein? O próximo capítulo não é um extra, sei que dev em estar esperando ansiosos por ele, certo? Enquanto não chega, fiquem com a... Prévia Quanto tempo falta? - Retirou o cabelo do lado direito dos ombros dela, passando para o outro lado. Humm... - Murmurou quando sentiu a mão esquerda dele que estava na cintura, subir por dentro da blusa que usava. - Dez minutos... Eu acho. - Oliver não respondeu, continuou a beijar o pescoço dela, lambendo e mordiscando, vez ou outra. Felicity mordeu o lábio, impedindo-se de gemer. Ela tinha que pensar, que do outro lado, no próximo cômodo, estavam suas filhas. Inclinou a cabeça para trás ao sentir a mão dele chegar ao seio, apertando por cima do sutiã de renda roxa. Uma das mãos dela foi parar nos cabelos loiros dele, apertando e puxando, de acordo com o que ele lhe fazia sentir. Oliver agradeceu por ela estar de saia. Delicadamente desceu a mão livre até a barra da saia, que ficava um palmo á cima do joelho, e foi subindo de vagar. Felicity não conseguiu evitar um gemido. Shiiiii... - Pediu, voltando a se concentrar onde estava. Oliver a sentiu estremecer quando passou a mão na calcinha dela. E novamente ele ouviu o gemido da namorada ao colocar dois dos seus dedos no sexo dela, por cima da calcinha. - Nossas filhas vão ouvir.