Kupidon

32 Capítulo Vinte


Notas iniciais
Olá, leitores. Está chegando, gente. Está chegando os capítulos de fazer chorar. Eu não sei se vocês vão chorar, mas enquanto eu escrevia, eu chorei pra caramba. Sério, minha mãe perguntou se eu estava passando mal. kkkkkkkk Mas não, é porque são cenas tristes mesmo. E eu já estou avisando a vocês. Bom, Essa vai ser um capítulo mais light. Não se preocupem, que Felicity terá momentos felizes, ainda. PS: Vocês vão gostar de saber que o próximo capítulo, é um bem especial. Ele é como se fosse um "extra", mas não é um "extra", me entendem? Se sim, tudo bem. Se não... Bom, vão me entender quando eu postar o capítulo kkkkkkk BOA LEITURA.

Senhora, eu acho que ouvi errado. – Dylan olhou para Mike.

Não. Vocês ouviram certo. Eu quero que me ensinem a atirar. – Repetiu.

Senhora, eu posso estar errado... – Mike começou. – Mas o Senhor Queen não sabe disso, certo?

Você não entendeu errado, Mike. Oliver não sabe. – Ele suspirou. Mais um problema, se escondesse mais alguma coisa do seu chefe, ele não ficaria nada feliz. – Eu sei que posso estar colocando vocês em uma situação complicada, mas eu preciso disso. E Oliver não vai me deixar fazê-lo.

Eu não acho que seja o certo, senhora. – Dylan se pronunciou.

Vocês não entendem. Eu preciso disso. – Se aproximou mais um pouco. – Por favor, preciso que me ajudem. – Eles se olharam. Felicity fitava os três, esperando por uma resposta.

Mike, não acho que seja tão ruim. – Ela sorriu ao ouvir Collin. – Estaremos com ela o tempo todo. — Mike suspirou.

Tudo bem, senhora. – Felicity sorriu. – Mas eu peço que pense bem... Conte ao meu senhor.

Não posso. – Negou sem pensar duas vezes.

A senhora quem sabe. – Balançou a cabeça. – Espero que não se arrependa. – Felicity não respondeu. Ela também pedia para que não se arrependesse. – Nós começamos as aulas depois do Natal, tudo bem? – Assentiu e antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Oliver chega á sala.

Tudo bem aqui? – Os três assentiram. – Eu falei com Dig. Ele e Killian seguiram um carro suspeito que seguia Thea. – Felicity olhou para o namorado, assustada.

O que? – Ele pegou em sua mão.

Fique calma. Ela está bem. – Felicity colocou a mão livre em frente ao peito. Não queria que Cooper machucasse mais um dos seus. – Disseram que perderam o carro de vista. A placa é falsa.

Claro. Como das outras vezes. – Collin disse sério. – Ele está brincando com todos nós.

Estamos todos atentos. Não se preocupe, senhor. – Ele assentiu. – Bom, se era só isso... Nós já iremos.

Sim. Obrigado, por tudo. – Os três assentem e caminham em direção ao elevador.

Isso não vai acabar nunca, não é? – Diz assim que as portas do elevador se fecham. — Ele não vai descansar até que tenha o que quer.

Não fale assim. – Pegou em seu rosto com ambas as mãos. – Você está bem e vai continuar assim. – Beijou seus lábios rapidamente. – Não se preocupe. Thea está bem. Não fique pensando nisso.

Impossível. – Oliver a abraçou.

Pelo menos tente, okay? – Ela assentiu, mesmo que soubesse que seria impossível não pensar em tudo o que está acontecendo. – Vamos comer? As gêmeas estão se trocando. – Sorriu. – Tentei ajuda-las, mas elas disseram que podem fazer isso sozinhas.

Elas estão crescendo.

Sim, elas estão. Para o meu desespero. – Felicity não pôde deixar de rir. E Oliver gostou disso. Se sentiu mais aliviado por fazê-la rir. Eles ouviram os passos das pequenas. – E então, o que querem de café da manhã?

Panqueca. – Disseram juntos.

Então, vamos para a cozinha. – Felicity pegou na mão de ambas. – Eu vou fazer panquecas. – Animadas, começaram a dar pulinhos.

Com cauda de morango, mamãe? – April pergunta.

Claro. – Com a ajuda dos pais, elas se sentaram á mesa.

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Caitlin - https://i.pinimg.com/564x/b2/1b/72/b21b72afe6e260a07f244241e2f919e6.jpg

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Laurel - https://i.pinimg.com/564x/a7/f1/1b/a7f11b11199bd5ac1555824e7a1f66f8.jpg

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Thea - https://i.pinimg.com/564x/a1/d0/36/a1d036cb8aad1a4924477c3cf3b4d54e.jpg

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Caitlin conversava com Laurel e Thea quando a campainha tocou. Eles já imaginavam quem seria, afinal, faltavam Oliver e Felicity. Tommy se levantou do sofá e entregou o controle para Barry, caminhou até a porta e a abriu.

Pela primeira vez vocês se atrasaram.

Boa tarde para você também, Tommy. – Oliver debochou o que fez Flicity rir.

Oi, tio Tommy. – Ele abraçou as pequenas.

Oi, gatinhas. – Elas sorriram. – Lyon está jogando videogame. – Avisou e elas correram para onde o primo estava. – Vocês estavam fazendo o que, para demorarem tanto?

Tommy, nós estamos apenas uma hora atrasados. – Felicity revirou os olhos. – Eu acordei um pouco tarde hoje, Oliver estava conversando com os seguranças... Por isso demoramos. – Tommy fechou a porta.

O almoço está quase pronto.

E não foi você quem fez, foi?

Não, Ollie. – Bufou. – Para sua informação, eu estou cozinhando muito bem.

Duvido. – Felicity balançou a cabeça.

Vou deixar vocês provocarem um ao outro. – Caminhou até as amigas e irmã.

Vocês demoraram. – Laurel comentou assim que Felicity se aproxima.

Oliver estava conversando com os seguranças.

Aconteceu alguma coisa? – Cait pergunta preocupada.

Eu não sei se Oliver contou, mas estavam seguindo Thea.

Ah, nós já estamos sabendo.

E o pior é que nem eu ou Roy tinhamos percebido.

Tem que tomar mais cuidado, Thea. – As irmãs se abraçaram.

Não se preocupe comigo. – Sorriu. – Ah, eu quero aproveitar que estamos todas aqui... Minha mãe contratou uma equipe para fazer a refeição do natal, mas ela não sabe o que fazer de sobremesa.

Acho que não precisamos de muita coisa. Só o pudim está de bom tamanho, não? – Laurel deu de ombros.

Eu concordo. Vai ter frutas, então...

Então vou dizer para a minha mãe. Ela também pediu para fazerem o manjar de coco e o de chocolate.

Lyon vai gostar, ele não gosta de coco, mas do de chocolate ele gosta.

Então está decidido.

Só isso?

Só. Minha mãe conversou com Laurel essa semana e elas decidiram o cardápio.

Como você não estava bem, imaginei que Moira precisaria de ajuda.

Obrigada, Laurel. – A outra sorriu.

Foi um prazer.

Cadê a Kitty? – Pergunta ao olhar pelo cômodo e não encontrar a afilhada.

Ela está perto do Lyon. – Cait apontou para o menino que estava sentado no tapete felpudo e a menininha sentada no meio das pernas dele.

Está tão quietinha... – Felicity sorriu.

Ela já se acostumou em observar Lyon jogar... Ela fica olhando a TV, vidrada. – Laurel sorriu ao ver o filho entregar o controle para April e abraçar a irmãzinha, beijando seu rosto logo em seguida.

Eu acho isso tão fofo. – Thea comentou.

Não é a única. Acredita que agora ela prefere ficar com Lyon que comigo? – As amigas riram. – Sério. Agora, minha filha só dorme com Lyon no quarto.

Você deveria gravar essas cenas fofas, Cait.

Estou fazendo isso. Minha filha está crescendo rápido, por isso quero ter vídeos dela ainda pequena.

Faz bem. Eu fiz o mesmo com Lyon.

Lembro que Lyon pediu uma irmãzinha, não?

Sim, Thea. Agora ele tem uma, apesar de não ter o sangue dele.

Lyon está até se esquecendo do videogame. Agora ele tem uma nova brincadeira... Fazer Kitty andar. – Elas riram. – Sério. Ele não se cansa de ensina-la.

Ele fez o mesmo na casa dos pais do Barry.

Você já contou á ele? – Laurel olhou para Felicity.

Contei. Ele ficou todo animado. Estava ansioso para contar ao Tommy, mas pedimos para ele esperar e decidimos contar hoje.

Tommy vai ficar feliz por você e Barry, Laurel. – Ela sorriu.

Eu vou amar ter mais um bebê na família. – Felicity desvia o olhar para as filhas e os sobrinhos.

Eu já volto. – Cait avisa indo até a cozinha.

Thea, tem certeza de que não precisa de ajuda nas coisas do Hanukkah?

Tenho. Vai estar tudo perfeito no sábado. – Se virou para Laurel. – Quando vai contar sobre... – Olhou para os lados. – A gravidez? – Sussurrou.

Eu vou esperar o almoço acabar.

Seus pais já sabem?

Sabem. Mas eu pedi para que eles não comentassem com ninguém.

Entendo. E o que eles acharam?

Eles estão felizes por mim. – Sorriu. – Disseram que estão ansiosos por mais um neto. Quer dizer, neta.

Eu fico tão feliz por você e Barry. – Felicity diz. – Eu realmente pensei, quando ele e Cait terminaram, que ele nunca iria se esquecer da Iris. – Revirou os olhos quando disse o nome da mulher. – Mas eu fico muito feliz por saber que estava completamente errada.

Eu também. – Cait se aproxima com um sorriso. – Barry é meu melhor amigo. Depois que terminamos tudo, mesmo sabendo que ainda seriamos amigos... Imaginava se um dia ele iria se esquecer "dela". Ele é tão bom. Tão... Carinhoso. Barry merecia alguém que o fizesse feliz. Que o fizesse esquecer aquele amor não correspondido. – Elas olharam para Barry que estava entre Lyon e Amily. – E saber que ele enfim encontrou alguém que o ama tanto quanto ele a ama... Me deixa aliviada.

Para falar a verdade... – Suspirou. – Eu não imaginei que eu e Barry ficaríamos juntos por muito tempo. Eu gostava de ficar com ele. No começo era... Era como se eu não mais me sentisse sozinha. Mas então, meu sentimento por ele cresceu. E surpreendentemente, o dele também.

Graças a Deus. – Caitlin e Felicity disseram juntas. Elas sempre quiseram que o amigo deixasse aquela amor de infância ir embora de uma vez dos seus pensamentos. Nunca gostaram de Iris e Barry não percebia o quanto ela era insuportável. Caitlin e Felicity tiveram muitos atritos com a West, claro que nunca perto de Barry, elas o amavam demais para isso.

Eu vi essa Iris uma vez e não gostei dela.

Pode acreditar, Thea... – Felicity a olhou. – Você não viu metade do que eu e Cait vimos. Ela se fazia de vítima na frente do Barry, mas por trás... Tentava infernizar minha vida e da Cait.

Ela me atentou quando fui com Barry para Central City.

Fiquei sabendo. Barry contou.

Essa Iris é um domoniozinho, hein? – Elas riram. – Olha, eu não conseguiria me segurar. Ela tentou colocar Barry contra vocês três. Ia fofocar sobre algo do passado dele... Ela está mostrando as “asinhas”.

Ela está mostrando o que ela realmente é. Barry a conheceu de verdade, finalmente.

Até que enfim. Já tinha passado da hora. – As outras concordaram com Cait. – Bom, vamos deixa-la pra lá e vamos comer.

Já está pronto?

Sim. Só faltava o arroz. – Caminhou até onde os homens e as crianças jogavam. Assim que se aproximou, ouviu a risada das crianças e percebeu que o alvo era sua filha. Barry e Tommy tinham tirado algo da boca da garotinha que fez um bico. Caitlin sorriu. – O almoço está pronto.

Quer ajuda com a mesa, Cait?

Obrigada, Oliver, mas Maggie deixou tudo pronto. – Tommy foi o primeiro a se levantar do sofá. Lyon fez o mesmo logo em seguida junto dos outros e tirou a pequena do meio de suas pernas, deixando o tio Barry pega-la.

Maggie? – Arqueou as sobrancelhas.

Vivian não estava bem, então tivemos que pedir á Maggie para vir. Apesar de estar perto do Natal, ela não se importou em fazer isso. – Cait explicou. – Eu e Tommy estávamos muito cansados para cozinhar.

Apesar de Alissa ir todos os dias, Felicity insisti em ajuda-la. Todos os dias, quando chego em casa, ela está na cozinha. – Cait sorriu. – E agora que Ali está de folga, Felicity quem está fazendo as refeições.

Alissa está de folga?

Ela tem nos ajudado tanto... Que eu dei esse mês para ela descansar. – Tommy assentiu. – Ela só volta na segunda semana de janeiro.

Ela cozinha muito bem. – Roy comentou. – Vou dizer que ela é melhor que Rasa. E olha que Rasa tem uma mão de Deus. – Eles riram.

Se acostumou com Rasa, não é? – Ele assentiu. – Eu te entendo. – Eles caminharam para a sala de jantar.

Mamãe, quando agente vai contar? – Lyon sussurra, mas Felicity ouve.

Vamos deixar para depois do almoço. – Ele cruzou os braços e Felicity o abraçou por trás, beijando sua bochecha.

Está tão ansioso assim?

Quero contar logo para o papai. – Ela sorriu. – Ele vai gostar, né? – A olhou.

Claro que vai. Não se preocupe. – Olhou para o pai que conversava com Barry, Roy e Oliver. – Já imaginou como vai ser ter mais uma irmãzinha?

Vai ser muito legal. – Sorriu. – Tia Lissy, posso fazer uma pergunta? – Se virou para ela. Felicity diz um “claro”. – A mamãe disse que estava doente... Mas ela não disse o que era. – Desviou os olhos. – E eu queria saber...

Eu... – Felicity não sabia o que dizer. – Me machuquei. Lembra-se quando sua mãe disse que eu caí com sua tia Thea no supermercado? – Ele assentiu. – Então, eu não percebi que tinha me machucado. – Não era “bem” uma mentira. Mas não podia dizer ao sobrinho que teve um aborto. Outro aborto.

Ah. Então, está tudo bem, né? – Ela sorriu ao perceber a preocupação do menino.

Eu já estou ótima, querido. Não se preocupe. – Beijou sua bochecha e ele sorriu.

Mamãe, eu não quero essa coisa verde, não. – Ela segurou um riso.

Essa “coisa” se chama brócolis, filha. E vocês vão comer pelo menos um pouco. – Tanto Amily quanto April fizeram uma careta, fazendo os adultos rirem.

Eu também? – Lyon pergunta também fazendo uma careta.

Com certeza. Você também vai comer um pouco do brócolis.

Agradeçam por não obrigarmos vocês a comer da abobrinha. – Felicity, Laurel e Caitlin colocaram a comida das crianças e depois se sentaram.

Fiquei sabendo sobre a viagem que terá que fazer. – Roy comentou olhando para Oliver.

Viagem? Que viagem? – Felicity arqueou as sobrancelhas.

Obrigado, Roy. – Suspirou. – Eu ia contar mais tarde. Vou ter que ir para Central City em janeiro.

Quando em janeiro?

Na segunda semana. Por isso não disse nada antes.

Eu também vou. – Cait o olhou. – Eu e Oliver vamos ter uma reunião com o CEO da empresa: AnimaTech. Nós até demos a ideia de ele vir até aqui, mas ele não aceitou, então...

Então vocês irão até lá. Ficarão muitos dias?

Não. Voltamos no mesmo dia.

Então não irão de carro?

Não. Oliver insistiu de ir no jato particular. – Revirou os olhos. — Só não discuti porque assim, não terei de dormir lá.

Você só sabe reclamar, hein? – Roy diz e o cunhado bufa. – Mudando um pouco de assunto... Adivinha quem eu e Thea encontramos ontem?

Quem?

Helena. Ela estava no shopping.

Ela está bem? – Felicity e Caitlin perguntam juntas.

Disse que está melhor.

Espero que ela esteja mesmo bem. Fico preocupada quando ela fica sem dar notícias por muito tempo. – Cait comentou.

Vamos vê-la no Natal. Eu a convidei ontem.

Boa ideia, Thea. – Sorriu.

Ela disse que apareceria. E mandou um abraço para todos.

Ela estava mais... Leve. – Roy comentou. – Não parecia estar com aquele peso que demonstrava ter antes.

Ela está se acostumando com o que houve. Ir á uma psicóloga deve estar mesmo ajudando-a a superar a morte do noivo. – Barry concordou com Oliver.

Ela precisava mesmo de uma ajuda profissional.

Você ainda está vendo a psicóloga, Lis? – Felicity olhou para Laurel.

Estou. – Revirou os olhos. – Acho que não mais preciso, mas... Oliver não quer dispensa-la.

Porque você ainda precisa dela. – Ele retrucou. – Quando você estiver pronta para deixa-la, eu vou ficar sabendo.

Então, vai ser nunca. – Revirou os olhos mais uma vez. Oliver sorriu.

Não é pra tanto. Logo estará livre dela.

Se Deus quiser. – Ele balança a cabeça. Sabia que a namorada estava tendo os encontros com a psicóloga por sua causa. Caitlin se levantou quando percebeu que todos já haviam terminado de comer. – Eu faço isso, Cait.

Não precisa. – Felicity bufou.

Você é tão teimosa ás vezes.

Olha só quem fala. – Diz rindo.

Tudo bem. – Thea se levantou ajudando a pegar os pratos e garfos. — Eu odeio lavar vasilha, mas faço isso hoje.

Oliver, vai lá na sacada da sala. – O amigo arqueou as sobrancelhas. – Eu acho que vai chover pedras de gelo hoje. – E então os amigos riram. Thea deu um tapa na cabeça do irmão. – Só disse a verdade, irmãzinha.

Tem certeza, Thea? – Ela não respondeu, apenas começou a lavar.

Tia Cait, e o sorvete?

Ah, é verdade. – Caminhou até o freezer. Felicity pegou os copos e colheres de sobremesa.

E então? – Tommy começou. – Você e Laurel tinham algo pra dizer. – Laurel se virou para Barry e Tommy que estavam lado a lado. – Estou curioso.

Tommy. – Cait o repreendeu. Ele a olhou dando de ombros.

Tudo bem. – Laurel se aproximou. – Bom... – Lyon foi para perto do pai e do tio. – Eu estou grávida. – As mulheres sorriram.

Como é? – Tommy pergunta com as sobrancelhas arqueadas. Felicity, Thea e Caitlin reviraram os olhos.

Isso é sério? – A voz de Roy se fez presente.

Parabéns, Laurel. – Oliver a abraçou.

Obrigada. – Sorriu.

Você está mesmo grávida? — Laurel quem revirou os olhos dessa vez. E logo foi abraçado por Roy, lhe desejando os parabéns.

Tommy, você está surdo? – Thea pergunta, descrente.

Isso... Me pegou de surpresa. – Se aproximou da ex. – Mas eu fico feliz por você e Barry. — A abraçou. De repente todos o olham com as sobrancelhas arqueadas, confusos, quando Tommy começa a rir.

Do que está rindo, maluco? – Roy pergunta.

Eu comentei várias vezes com o Barry sobre a “estranheza” da Laurel. Disse que ela só tinha ficado assim uma vez, quando engravidou do Lyon. – Tocou no ombro do amigo. – E você disse que “não era isso”. – Barry revirou os olhos.

Ele vai jogar na sua cara pra sempre, agora, Barry. – Oliver diz.

Vai sofrer na mão dela. – Ele diz rindo. Laurel cruza os braços, fazendo um biquinho.

A Cait sofre por aguentar você. – Todos começam a rir, e Tommy o fuzila com os olhos.

Você vai ter um bebê, tia Laurel?

Vou sim. – Elas sorriram.

Isso não é legal? – Lyon pergunta todo animado. Tommy sorri para o filho.

Agora entendo porque você ficou tão irritada no telefone.

Lembro de Laurel ficar bastante enjoada no começo da gravidez. – Thea comenta.

Verdade. Mas ela deve estar bem pior agora. – Laurel morde a parte interna da bochecha. – Era sobre isso que estava falando, filho, naquele dia?

Era. A mamãe não deixou eu dizer antes.

Ele estava ansioso por isso.

Eu me lembro de quando ele pediu por uma irmãzinha. – Barry revirou os olhos.

Não foi só a mim, não. – Tommy bufou.

E você está de quanto tempo Laurel?

Acabei de completar o quarto mês, Roy.

A quanto tempo está sabendo? – Tommy pergunta curioso.

Faz algumas semanas, mas Barry só soube poucos dias antes de Felicity passar mal e ir parar no hospital.

Então você já sabia quando viajou com Barry para Central City?

Sim. Eu não estava pronta para contar ainda... – O casal se olhou. – Mas agora já está tudo bem. Meus pais também já estão sabendo.

Mas os meus ainda não. Vou contar quando for vê-los no dia seguinte do Natal. – Lyon volta para a mesa, onde Cait tinha colocado os copos com sorvete.

Então você não vai passar o Hanukkah com seus pais? – Felicity pergunta.

Não. Eles compreenderam que eu já tinha feito planos. – Ela e os outros assentem.

Seus pais vão surtar. – Felicity riu.

Ah, a mãe dele falou algo sobre netos... – Olhou para Kitty.

Será que ela já estava desconfiada? – Laurel deu de ombros.

Eu estou tão ansiosa para ter outro bebê na família. – Thea diz fazendo os outros rirem com sua animação. – Sabe como foi difícil não contar isso para ninguém?

Ah, nós sabemos. – Oliver e Tommy dizem juntos.

Lyon deve estar todo animado. – Roy comentou.

E ele está. Mas por enquanto o foco dele está em fazer Kitty andar. – As mulheres sorriram.

Sorte a dele. Eu não tive irmãos, mas quando era pequeno sonhava com isso.

Lyon também sempre quis ter irmãos.

O que posso dizer é que nem sempre é flores. – Eles riram do comentário de Thea. – Apesar de eu me dar muito bem com os dois, ás vezes eles são irritantes.

E você não, né, irmãzinha? – Ela cruzou os braços.

Eu sempre fui um amor de pessoa. – Os irmãos riram.

Você era uma pirralha de meio metro de altura que odiava ouvir um não. – Ela revirou os olhos.

Thea foi uma peste na infância. – Tommy diz, concordando com Oliver.

Assim como você. – Ela retrucou.

Será que isso é de sangue? — Olhou para Felicity. – Você também era “peste” quando criança?

Eu não. Eu era a garotinha comportada que amava a escola.

Você não era desse mundo, maninha. Nenhuma criança gosta da escola.

Eu gosto. — As gêmeas e Lyon dizem juntos.

Você deve ter passado essa sua estranheza para meus sobrinhos. — Felicity revirou os olhos e Oliver a abraçou. — Sabia que Oliver e Tommy já explodiram uma bomba na escola?

Não acredito. – Ela olhou para o namorado.

Não era uma bomba... – Tentou se defender.

Pelo menos, a gente achava que não. – Tommy sussurra olhando para o amigo.

Não? E por que explodiu?

Sei lá. Quem arrumou aquela coisa foi um colega de turma. – Tommy concordou se lembrando do fato.

Foi assustador. – Tommy comenta.

Credo. Laurel você já benzeu seu filho? – As mulheres riram do comentário de Roy. – As gêmeas também precisam disso.

Cala a boca, Roy. – Tommy e Oliver dizem juntos.

Barry, como você era quando criança?

Tipo a Felicity. – Os amigos reviraram os olhos.

Era de se esperar. – Felicity sorriu. – Você é como se fosse uma versão masculina da Felicity. Tem certeza de que não são irmãos? – Novamente as mulheres riram, mas dessa vez os homens acompanharam. – Vai ver vocês têm parentesco e nem sabem.

Você não vai precisar se preocupar a com sua filha, Laurel. – Thea comentou.

Ela tendo o sangue de Barry, tenho que concordar. – Laurel revirou os olhos. – O problema é se ela pegar sua geniosidade.

Ora, Roy. Eu não sou tão... – Ele a interrompe.

É sim. Eu vi isso no dia em que se encontrou com a maluca da "irmã" do Barry.

Bom, você acertou em uma coisa... Ela é mesmo uma maluca. – Felicity e Caitlin concordaram.

Mudando de assunto... Já escolheram um nome? – Oliver pergunta curioso e isso despertou a curiosidade dos outros.

Na verdade, sim. Tivemos bastante tempo para pensarmos em um.

E... – Tommy pede para Barry continuar.

Nathalie Sarah Allen.

Sarah. – Thea comentou.

Eu queria fazer uma homenagem á minha irmã. – Oliver sorriu.

É um nome muito bonito, Laurel.

Eu ainda não falei com meus pais.

Eles vão adorar. – Felicity se pronuncia. – Tenho certeza.

É um nome forte. Ficou perfeito, Laurel.

Escolheram juntos?

Ela já tinha me dito que queria que o nome do meio fosse Sarah, então escolhemos o Nathalie e juntos.

Eu gosto desse nome. Nathalie. – Thea frisou ao dizer o nome. – Ficou ainda mais perfeito complementado com o Sarah.

Lyon também gostou. – Sorriu para o filho. Ele tinha deixado a irmãzinha colocar um dos dedos no seu copo com sorvete.

Kitty e Nathalie e vão ser as duas garotinhas mais mimadas do mundo. – Roy comenta ao ver a mesma coisa que Laurel.

Mimadas por que? – Tommy e Barry arquearam as sobrancelhas ao mesmo tempo em que faziam a pergunta.

Não por que, mas por quem. – Sorriu. – Lyon. – Os outros olham para onde ele olhava e todos sorriram. Lyon não mais tomava do sorvete, mas deixava sua irmã se melecar com ele. As mãozinhas estavam melecadas, assim como a boca, nariz e bochecha. Eles viram quando, com delicadeza, Lyon pegou um pano em cima da mesa e limpou o rostinho alvo da irmã. E isso fez com que mais uma vez, eles sorrissem.

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AprilandAmily - https://ecameleca.vteximg.com.br/arquivos/ids/158203-2000-2000/conjunto-infantil-blusa-manga-longa-e-short-sapatinhos--1-.jpg?v=635940765278600000

Felicity observava as filhas, que brincavam de casinha no meio da sala. Oliver tinha ido à empresa. Mesmo em época de Natal, ele, como CEO, deve comparecer á empresa caso algo aconteça. E tinha acontecido. Pelo que ele tinha dito enquanto se arrumava, alguém tinha invadido a empresa. Preocupado, ele correu para lá. Felicity imaginava se não tinha sido Cooper ou algum capanga dele quem fez isso. Mas por que ele invadiria a QC? O que ele iria querer com isso? Mesmo observando as filhas rirem de alguma coisa, seus pensamentos não paravam de trabalhar. Oliver não tinha ligado para dizer se haviam roubado algo ou se descobriu quem havia feito tal absurdo. Ainda não lhe saia da cabeça de que a ideia de invadir a QC foi Cooper. Ouviu o celular tocar e colocou a mão dentro do bolso da saia, para pega-lo.

Felicity. — Ela suspirou quando ouviu a voz dele.

Oliver. Ainda bem que ligou... Estava preocupada.

Só liguei porque sabia que estava preocupada. Ainda não descobrimos quem entrou aqui ou o que roubou... – Ela ouviu um suspiro cansado sair dos lábios dele. – E sinceramente, acho que não vamos descobrir.

Oliver, eu poderia descobrir.

Eu sei, mas não sei se quero você envolvida nisso.

Oliver, eu já me envolvi em coisas piores.

Por favor, não me lembre. – Bufou. – Ainda não me recuperei do que houve quando deixei você me acompanhar no encontro com a Isabel.

Isabel é passado. Eu me pergunto o que foi feito dela... – Sussurrou.

Eu não quero saber, na verdade. Espero que ela esteja vivendo feliz no quinto dos infernos. – Felicity riu.

Não posso discordar. – Olhou para as filhas. – Naquele dia ela poderia ter machucado as gêmeas, Lyon, Cait... Thea. – Não gostava nem de se lembrar.

Além de quase ter nos matado.

Não gosto nem de me lembrar.

Eu não consigo me esquecer, coloquei você em perigo...

Não vamos falar de quem colocou quem em perigo. – E Oliver entendeu o que ela quis dizer sobre aquilo.

É melhor mesmo. — Diz, não querendo ouvir mais uma vez que ela estava colocando ele em perigo por causa dos problemas dela. — Ela o ouviu dizer algo para alguém. – Nos vemos daqui a pouco.

Está bem. Cuidado. — E ela soube que ele sorriu.

Pode deixar. Te amo.

Te amo. – Ele desligou. Felicity mordeu o lábio, não entendia como alguém entra na empresa e ninguém vê. Aquele lugar é cheio de câmeras e de seguranças. Oliver com certeza deve estar dando o maior esporro na equipe, e por mais que ela não gostasse, concordava com o namorado dessa vez, eles foram muito inconsequentes.

Mamãe? – Ela olhou para April, que a chamou. – Não está sentindo? – E então ela ouviu um barulho.

Oh, Deus. – Felicity exclamou ao ouvir o forno apitar. – Não acredito. – Ela ouviu as filhas rirem enquanto corria de volta para a cozinha, não acreditando que aquilo estava mesmo acontecendo. Felicity fez uma cara de desgosto ao ver que o bolo estava quase todo preto.

Eu não quero esse. – April comentou e a mãe a olhou incrédula. – É que está feio.

Está queimado. Não vamos poder come-lo. – Fiz um bico de degrado. As filhas queriam comer bolo, e ela o esquece no forno. Bufou. Como não ouviu o alarme soar? Era impossível não ouvir, era alto demais.

Vamos fazer outro. – Amily disse animada, e sua irmã concordou, batendo palmas, fazendo a mãe rir.

Acho que podemos comer biscoito, hoje. – As duas garotinhas fizeram um bico, desgostosas. – Fazer outro vai demorar demais.

Mas é divertido. – April e Amily dizem juntas. – Por favor, mamãe. A gente quer comer bolo. – Felicity não resistiu aquelas carinhas fofas.

Tudo bem. – Suspirou e se voltou para o armário, pegando os ingredientes. – Amy, pega o leite para mim? – A menina fez como a mãe pediu, entregando para a mãe logo em seguida. Ela e a irmã subiram cada uma em uma cadeira, para poderem ficar na altura da bancada. Felicity pegou um copo de medir e se aproximou.

Agente quer colocar. – Felicity então colocava as medidas e as meninas despejavam na vasilha. Felicity bateu por alguns minutos, e então, quando parou, pediu a farinha para uma das filhas. Amily pegou o saco e quando abriu, metade dele foi ao chão e a outra metade voou nela, na irmã e na mãe. As pequenas riram.

Eu sabia que isso não ia dar certo. – Balançou a cabeça. April e Amily se olharam com um sorriso enorme no rosto. – O que foi? – Felicity desconfiou e por isso, perguntou, com as sobrancelhas arqueadas.

Guerra. – As gêmeas gritam enquanto desciam das cadeiras e jogavam a farinha que estava no chão, na mãe. Felicity, vendo que não adiantaria correr ou pedir para ela pararem, se abaixou tendo a bancada como escudo, enquanto jogava a farinha que estava no chão, nas filhas. As garotinhas riam.

April. – Felicity gritou ao ver a pequena derrubar a massa batida nela e na irmã. As pequenas riram, e Felicity balançou a cabeça para os lados.

Está gostoso. – Passou o dedo na vasilha e colocou na boca. Amily fez o mesmo e disse um “uhum” concordando com a irmã. Felicity riu, mas então se preocupou e se aproximou de uma das filhas.

Querida, se machucou? – Ela negou. Amily, percebendo que a mãe estava preocupada com a irmã que tinha escorregado na massa, se aproximou e passou um pouco da massa nos cabelos da mãe que a olhou indignada.

Amily. – A garotinha gargalhou. – Ah, sua pestinha. – Correu atrás da pequena e no caminho pegou um pouco de farinha que estava em cima da bancada. April ria enquanto jogava farinha para o alto. Sua irmã gritou ao ver a mãe se aproximar. Felicity jogou a farinha, mas Amily se abaixou e quem levou a farinhada foi o namorado, que se aproximava no mesmo momento. Felicity segurou uma risada.

Ops. – Foi só o que disse, vendo-o limpar o rosto com uma das mãos. Ambos ouviram as filhas gargalharem.

Mais uma guerra de comida? – Pergunta enquanto batia as mãos na camisa, retirando a farinha que tinha caído nela.

Foi engraçado. – Amily diz, ainda rindo. A irmã concordou acompanhando a irmã nas risadas. Felicity sorriu ao ver que elas se divertiam.

A mamãe queimou o bolo. – Oliver arqueou as sobrancelhas.

Nós fomos fazer outro, então... – Ele olhou em volta.

Acho que vou começar a pedir para Alissa fazer todas as refeições. – As meninas fizeram um bico.

Assim é mais divertido. – Piscou cúmplice para as filhas que sorriram.

Percebi. – Felicity riu junto das filhas quando ele pegou no cabelo e sentiu a farinha. – Deve ser mesmo engraçado para vocês estarem rindo desse jeito. – Elas riram ainda mais.

Nós vamos limpar. – Oliver de ombros. Ele gostava de vê-la rindo novamente.

Na próxima o papai tem que estar também. – April comentou.

Próxima? Imagino o que seria da nossa cozinha. – Elas riram. – O que é isso? – Pegou no cabelo da namorada, sentindo uma gosma.

Ah, Amy passou massa no meu cabelo. E Apple derrubou tudo nela. – Oliver riu.

E o bolo nem saiu. – Felicity deu de ombros.

Agente pode pedir dessa vez, mamãe. – Os olhinhos delas brilhavam, não importa como, elas queriam comer “bolo”. Mais nada. E Felicity achou que não faria mal pedir, dessa vez.

Acho melhor mesmo. – Concordou.

É. Até porque, com certeza, os ingredientes foram todos embora. – E novamente elas gargalhavam.

Eu vou limpar isso. É melhor irem tomar um banho. – As menininhas pulavam que nem pipoca, animadas, ligadas no 220. Felicity se perguntava se elas conseguiriam dormir. Com certeza seria complicado, olhou para os maracujás que estava em uma fruteira, era a solução perfeita.

Eu vou trocar de roupa e venho te ajudar. – Felicity o olhou.

Não precisa, Oliver.

Eu venho. – Disse, com o olhar de “sem discussão”. Antes de sair, lhe deu um beijo rápido e saiu. Felicity pegou as coisas sujas e colocou tudo na pia. O “resto” dos ingredientes voltaram para seus lugares e então Felicity ouve April.

Não quer ajuda, mamãe?

Não, meus amores, obrigada. – Sorriu.

Já podemos pedir o bolo?

Vou fazer isso agora mesmo. – Pegou o celular, abrindo o aplicativo do “Sweet Cakes” pedindo online rapidamente. — Enquanto isso, podem ir subindo... – Deixou o celular na bancada assim que acabou de fazer o pedido. — O papai vai ajuda-las a tomar banho.

Não. Tem que ser a mamãe. – Felicity as olhou, confusa.

Ora, mas por que? – Colocou as mãos na cintura. – O papai sempre fez isso. Ele deu banho em vocês várias vezes.

Mas não pode. O papai é homem e nós somos meninas. – Felicity riu.

Ah, mas eu espero que pensem assim até os 30. – Diz quando ouviu as filhas ao entrar no cômodo. Felicity riu ainda mais ao ouvir o namorado.

Vai sonhando, Oliver. – Ele bufou. As pequenas olharam para o pai sem entender nada. – Eu já vou ajuda-las no banho.

Pode ir. Eu vou arrumando aqui.

Oliver... – Ele a olhou e foi a vez dela de bufar. – Teimoso.

Deve ser a convivência. – Disse rindo. Ela se afastou com as filhas, ignorando a indireta, bem direta, do seu namorado.

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E então? – Se sentou na cama. – Como foi na empresa? – Felicity queria perguntar aquilo á um tempo, mas as filhas estavam perto, então decidiu esperar até que estivessem sozinhos.

Não descobrimos nada. Pedi para um funcionário fazer a lista de coisas da empresa para eu saber se levaram algo, mas não sei... Foi estranho. – Ela arqueou as sobrancelhas. – Essa pessoa entrou na minha sala.

Tem certeza?

Tenho. Tinha papéis revirados, e você sabe como sou organizado. – Ela assentiu, era realmente muito estranho. – Talvez essa pessoa quisesse descobrir alguma coisa sobre a empresa...

Ou sobre você. – Ele a olhou. Ela estava preocupada. – Oliver... Eu acho que foi Cooper quem invadiu a Q.C.

Lis, por que ele iria invadir a minha empresa?

Você, Oliver. Ele quer saber sobre você. – Ela estava com medo de que ele fizesse algo á seu namorado.

Se ele quisesse saber alguma coisa sobre mim, teria pedido para alguém pesquisar. Têm tudo sobre mim na internet. – Felicity sabia que era verdade, mas nada lhe tirava da cabeça que Cooper estava envolvido. Ela temia que ele quisesse atingir Oliver. Tinha certeza de que ele faria algo com o namorado, e isso a deixava desesperada. Com o coração apertado.

Oliver, você sabe que ele quer a mim. – Oliver reprimiu um rosnar, ele odiava ouvir aquilo, principalmente vindo da boca de sua namorada. Só o deixava mais agoniado. Mais irritado. – Nós estamos juntos, e você...

Não. – Ele colocou uma das mãos no rosto dela, interrompendo-a. – Não pense nisso. Estamos protegidos.

Por favor, tome cuidado. – Ele a trouxe para seu peito e beijou os cabelos loiros.

Não vamos mais falar sobre isso. – Ela estava tão feliz á alguns minutos atrás e ele não queria que ela voltasse a pensar em Cooper. E voltar a ficar triste. – Estava pensando no presente de Natal das gêmeas... – Ela o olhou. Sabia que ele estava mudando de assunto de propósito.

Eu já sei o que dar para elas, mas... – O olhou, apoiando o queixo no peito dele. – Precisava falar com você antes.

O que é?

Uma vez, elas disseram que gostariam de ter um cachorro. – Oliver assentiu, elas já tinham lhe dito também. Pouco tempo antes de conhecerem Felicity. Ele então, a olhou, compreendendo o que ela queria dizer.

E você quer dar um a elas? – Arqueou as sobrancelhas ao vê-la assentir. – Moramos em um apartamento, Felicity.

Eu sei. Mas ele ficaria nos seus pais. Thea disse que tudo bem. – Oliver a olhou. Ela esperava por uma resposta.

Então tudo bem. – Deu de ombros e ela sorriu. — Vou falar com meus pais.

Ótimo. Elas vão gostar, mas não conte nada, okay? Quero que seja surpresa. – Ele assentiu. – Vou compra-lo e deixar na casa dos seus pais antes do Hanukkah, assim quando elas chegarem já estará lá.

Quando vai comprar?

Estava pensando em ir na sexta-feira.

Não vá sozinha. – Diz sério. Ela sabia o porquê.

Barry vai comigo. – E então ele assentiu, deixando a expressão séria. – Eu também vou comprar o presente do Lyon.

Eu não faço ideia do que comprar para ele. Tommy disse que ele pediu um videogame, é o que ele mais gosta.

Então dê alguns jogos. Com certeza os que ele tem, não vai dar para esse novo. Você sabe do que ele gosta, não?

Sei. É uma boa ideia. – A olhou. – E o que vai dar para o Lyon? – Ela sorriu. Tinha descoberto por Laurel que o menino sempre quis um cachorro, mas como eles moram em um apartamento... Felicity se aproximou do ouvido do namorado e sussurrou. Oliver sorriu.

Ele vai adorar.

Eu concordo. – Diz antes de beijar os lábios dele rapidamente.

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https://i.pinimg.com/564x/cc/1d/f0/cc1df08619ca6284dee51536cf71e619.jpg (Sem os sapatos)

Felicity estava sentada em cima da bancada, perto do fogão, com um livro de receitas apoiado nas pernas. Ela passou duas páginas e quando achou o que queria, começou a ler. Já tinha ajudado as filhas com o banho e agora elas assistiam TV, na sala. O namorado tomava banho. Queria algo diferente para o jantar, por isso o livro de receitas. Depois de muito procurar, decidiu fazer “Couve Flor Gratinada”. Tinha comido uma vez, na casa dos Allen, mas isso fazia muito tempo. Enquanto ela balançava as pernas, lia o “modo de preparo”, sua sorte é que tinha memória fotográfica. Não precisaria ler muitas vezes. Ouviu passos e quando olhou para onde vinha, viu Oliver se aproximando.

Ei, o que está fazendo? – Ele sorriu.

Estou vendo como se faz “couve flor gratinada”.

Agora?

É rápido. – Desceu da bancada com a ajuda do namorado. – O arroz já está pronto.

Eu te ajudo. – Beijou os lábios dela rapidamente. – Do que precisa? – E então, sem ler no livro que tinha deixado em cima da bancada, ela listou o que precisava e disse como se fazia. Oliver arqueou as sobrancelhas. – Você decorou isso tudo?

Tenho memória fotográfica. – Deu de ombros e se virou para a geladeira.

Okay. – Diz impressionado. Era a primeira vez que ele via aquilo. Sabia o quanto ela era inteligente. Sua namorada sabia tudo sobre computadores ou qualquer outra coisa eletrônica, mas sobre ela ter “memória fotográfica” ... Isso era novo para ele. – Vai ter que me dizer de vagar o que fazer. – Ela o olhou depois de pegar a couve flor. – Não tenho o mesmo “dom” que você.

Tudo bem. – Sorriu. – Pega uma forma para mim. Não muito grande. – Oliver assentiu e se afastou para fazer como ela pediu. – Unte ela com manteiga enquanto eu bato os ovos com os outros ingredientes. – Ela pegou o queijo ralado, o cheiro verde e o tomate picado, jogando tudo no liquidificador, batendo-os. Oliver jogou a couve flor na forma untada, como a namorada tinha pedido. Lado a lado, eles terminam de colocar os ingredientes na forma junto da couve flor.

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Oliver abraçou Felicity por trás quando ela se virou para o forno. Ela sentiu seus pelos se arrepiarem completamente quando ele beijou seu pescoço. Ele sabia que era seu ponto fraco.

Quanto tempo falta? – Retirou o cabelo do lado direito dos ombros dela, passando para o outro lado.

Humm... – Murmurou quando sentiu a mão esquerda dele que estava na cintura, subir por dentro da blusa que usava. – Dez minutos... Eu acho. – Oliver não respondeu, continuou a beijar o pescoço dela, lambendo e mordiscando, vez ou outra. Felicity mordeu o lábio, impedindo-se de gemer. Ela tinha que pensar, que do outro lado, no próximo cômodo, estavam suas filhas. Inclinou a cabeça para trás ao sentir a mão dele chegar ao seio, apertando por cima do sutiã de renda roxa. Uma das mãos dela foi parar nos cabelos loiros dele, apertando e puxando, de acordo com o que ele lhe fazia sentir. Oliver agradeceu por ela estar de saia. Delicadamente desceu a mão livre até a barra da saia, que ficava um palmo á cima do joelho, e foi subindo de vagar. Felicity não conseguiu evitar um gemido.

Shiiiii... — Pediu, voltando a se concentrar onde estava. Oliver a sentiu estremecer quando passou a mão na calcinha dela. E novamente ele ouviu o gemido da namorada ao colocar dois dos seus dedos no sexo dela, por cima da calcinha. – Nossas filhas vão ouvir.

Nem deveríamos estar fazendo isso aqui. – Conseguiu sussurrar. Trincou os dentes ao perceber que gemeria um pouco mais alto, dessa vez. A mão livre dela, segurou a dele, a que estava em sua intimidade e isso só fez com que ele aumentasse a velocidade dos dedos. Ela grunhiu e ele sorriu.

Quer que eu pare? – Sussurrou provocante. Ela não conseguiu responder, pois o sentiu mover a calcinha para o lado, tocando a intimidade com apenas um dedo. – Oh. Você está tão molhada... – Ela trincou os dentes novamente e sem perceber, moveu a cintura para frente, e foi a vez de Oliver a trincar os dentes, impedindo-se de gemer alto. A mão que estava em um dos seios, desceu para a cintura fina, apertando, segurando-a.

Não se mova. – Ordenou. Felicity quase engasgou quando sentiu um dos dedos de Oliver adentra-la.

Oh. – Ela o ouviu dizer shiiiii mais uma vez. Como ele queria que ela não fizesse barulho, se ele estava fazendo... Aquilo? — Oliver. – Gemeu.

Mamãe. – Ambos se assustaram quando ouviram uma das gêmeas chamar. Oliver retirou a mão do sexo da namorada, fazendo com que a saia descesse tão rápido quanto a mão foi retirada. A sorte deles era a bancada esconder os dois da cintura para baixo. E eles agradeceram muito por ter ela ali. Felicity passou a língua nos lábios, nervosa e Oliver tentava acalmar sua respiração. Felicity se virou e percebeu que o namorado não estava em uma situação muito boa. Mordeu o lábio mais uma vez, o que não ajudou muito o namorado a se acalmar.

Sim? – Sua voz quase não saiu.

Está tudo bem? – Oliver continuou com as mãos na bancada, tentando se recompor.

Estou, querida, por que? – April e Amily se olharam.

Ouvimos um barulho. Pensamos que tinha se machucado. – Oliver e Felicity empalideceram.

Não... Errr... Estou bem. – Se virou para o forno. – Estão com fome?

Sim. – Respondem juntas.

Eu já volto. – Oliver diz apenas para a namorada que assente.

O que foi com o papai? – Perguntam assim que ele sai do cômodo rapidamente.

Nada.

Vocês brigaram? – Felicity mais uma vez se virou para as filhas.

Claro que não. Não se preocupem. – Sorriu, mesmo ainda estando nervosa. – Vamos comer? – Desligou o forno, retirou a forma de lá e colocou em cima de uma taboa de madeira, que estava em cima da mesa. As filhas se sentaram e ela pegou uma colher para pegar a couve flor. Oliver entrou no cômodo com os cabelos molhados, indicando que tinha tomado outro banho. Provavelmente frio, Felicity pensou. Eles se olharam, antes de Oliver contornar a mesa.

Está bem, papai? – April perguntou, não percebendo o quão desconfortáveis os pais estavam. Felicity pensava, enquanto colocava a comida nos pratos das filhas, que agora, ela e o namorado deveriam tomar mais cuidado. Da outra vez tinha sido Thea e Roy, ela pensou, enquanto mordia o lábio com uma certa força. A sorte foi que suas filhas não viram o mesmo que a irmã e o cunhado.

Estou. – Se sentou do outro lado da mesa, de frente para as filhas. – Querem batata? – Perguntou quando a namorada deixou os pratos em frente as filhas. April assentiu.

Mamãe, a gente pode tomar sorvete depois? – Amily pergunta. As irmãs olharam para a mãe, que contornava a mesa.

Claro. – Se sentou ao lado do namorado. Eles se olharam quando as meninas começaram a comer. Foi por muito pouco, pensam ao mesmo tempo. Elas quase presenciaram algo que nenhum dos dois saberiam explicar.

Notas finais
E então, o que acharam desse capítulo? Ele foi bem leve, né? Até eu sei que devo fazer alguns capítulos leves de vez enquando kkkkk Momento "hot" Olicity, quem gostou? As crianças atrapalharam, mas... Eu gostei de escrever essa cena. Espero que tenham gostado de ler. Nathalie Sarah Allen. Quem gostou desse nome? Espero que todos, porque eu amei. E já a imagino mais crescidinha. E olha que ela nem nasceu kkkkk Essa garotinha vai ser muito fofa, prometo. Tão fofa quanto a irmãzinha dela. Momentos fofo Lyon e Kitty. Eu adoro escrever cenas desses dois. Espero que tenham gostado tanto quanto eu. A cena que mais gostei de escrever, de todo esse capítulo, foi Felicity e as gêmeas fazendo guerra de comida. Eu sempre quis fazer uma kkkkkk Acho que a maioria das pessoas já quiseram fazer uma. E momentos Mãe e filhas, foi tão fofo. E depois ficou ainda mais engraçado quando Oliver chegou. Esse momento "família", foi muito especial, não acham? Eu gostei, e espero que vocês tenham gostado também. Ah, como o próximo é um "especial", não terá prévia. Mas não me matem, tá? O capítulo chega bem rapidinho. Até a próxima semana Kissus